quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Mau futebol
O Inter empatou com o Sport em 0 x 0, hoje, na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro. Afora o resultado não ter sido bom, para quem diz ter pretensões de ainda lutar pelo título do Brasileirão, o futebol praticado pelo Inter foi muito ruim, assim como o do Sport. O jogo, portanto, foi de muito má qualidade. Nem mesmo no aspecto anímico o Inter conseguiu se destacar. O time parecia dispersivo, o que favoreceu a que o 0 x 0 se arrastasse até o fim. Se, em outras circunstâncias, um empate com o Sport, fora de casa, poderia até ser valorizado, dessa vez isso não ocorre. O time pernambucano, ainda que faça uma campanha razoável na competição, mostrou ser muito fraco Se tivesse um pouco mais de acerto e empenho, o Inter poderia ter ganho o jogo. Com o empate de hoje, combinado com a vitória do Cruzeiro sobre o Atlético Parananense, a possibilidade de título para o Inter é quase nula. Afinal, o Cruzeiro abriu 11 pontos de vantagem sobre o Inter. Numa noite de mau futebol dos dois times, o Inter viu sumirem os efeitos positivos da vitória sobre o Botafogo, e se depara com a volta da insegurança e da descrença do torcedor em relação ao time.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Os cem anos de nascimento de um gênio
Na data de hoje, há 100 anos, nascia, num bairro humilde de Porto Alegre, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos: Lupicínio Rodrigues. Embora morando numa capital provinciana, afastado do eixo Rio-São Paulo, tornou-se um nome reconhecido nacionalmente, sendo gravado pelos grandes intérpretes da música popular brasileira. Também pudera, ninguém melhor do que ele soube tão bem traduzir, em letras inspiradíssimas, as desventuras amorosas. Lupicínio é o maior compositor das músicas de "dor de cotovelo", dos amores sem final feliz. Compôs clássicos inesquecíveis como "Nervos de Aço", "Cadeira Vazia", "Esses Moços", "Loucura", "Nunca", "Se Acaso Você Chegasse". Teve em Jamelão seu mais constante intérprete, mas foi gravado por vários outros nomes da música brasileira, como Elza Soares, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e, até mesmo, Fábio Júnior. Passados 40 anos de sua morte e 100 do seu nascimento, suas músicas continuam tão atuais quanto antes, pois falam do amor, que é atemporal. Não bastasse toda a sua contribuição para a música popular, Lupicínio ainda compôs um dos mais belos hinos de um clube de futebol de que se tem conhecimento, o do Grêmio. Simples, sem rebuscamentos ocos como se verifica nos hinos de outros clubes, Lupicínio transmite na letra o essencial da paixão de um torcedor pelo Grêmio. Com uma melodia contagiante e uma letra facilmente memorizável, o hino é cantado entusiasticamente pelos torcedores desde a mais tenra idade. Lupicínio é, sem favor, um gênio da música. Nasceu pobre, não sabia tocar nenhum instrumento, e cantava sofrivelmente. Ainda assim, devido a uma notável inspiração para a composição, tornou-se, a exemplo da definição que deu para o seu clube do coração, uma figura imortal da música brasileira.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
A mina de ouro do futebol
Paixão de multidões em todo o mundo, o futebol é, também, um grande negócio. Durante muitas décadas, sua força residia, basicamente, na América do Sul e Europa, sendo um tanto incipiente no restante do globo. A partir dos anos 70, espalhou-se, efetivamente, por todos os quadrantes, a ponto de, atualmente, a Fifa possuir mais países filiados do que a ONU. Nessa expansão contínua, novos eldorados do futebol vão surgindo ao longo do tempo. Depois do Japão, na década de 90, da Rússia, Ucrânia, China e Estados Unidos nos últimos anos, a bola da vez é a Índia. Zico, que já fora um dos propulsores do futebol no Japão, ainda como jogador, agora será técnico e gerente de futebol do Goa, um dos integrantes da novíssima Liga Indiana de Futebol. A exemplo do que fizeram os japoneses no início, os indianos estão contratando jogadores veteranos e famosos para atrair a atenção do público e solidificar o interesse pelo futebol no país. Nomes como Anelka e Del Piero já foram contratados por clubes indianos. Assim, mais um mercado se abre para jogadores, técnicos e demais profissionais do futebol. Há outros dados que demonstram a força magnetizante desse esporte. No Campeonato Alemão, que está apenas em suas rodadas iniciais, estádios tem lotado em quase todos os jogos. Na rodada do fim de semana passado, por exemplo, o jogo Bayern de Munique x Stuttgart teve um público de 71 mil pessoas. Borussia Dortmund x Freiburg teve 80 mil espectadores. Pelo Campeonato Brasileiro, no sábado retrasado, o jogo Flamengo x Grêmio, no Maracanã, foi assistido por 59 mil pessoas, mesmo público de São Paulo x Cruzeiro, ontem, no Morumbi. Outro fato que demonstra a força do futebol é a revelação de que a Rede Globo já vendeu todas as suas seis cotas para as coberturas desse esporte em 2015, a R$ 225 milhões cada uma, totalizando R$ 1,550 bilhão, o que contrasta com as notícias que davam conta de que o índice de audiência das transmissões de jogos, por exemplo, estariam em queda crescente. Ambev, Volkswagen, Johnson & Johnson e Itaú, renovaram suas cotas. A Coca-Cola saiu e foi substituída pelo Magazine Luíza. O futebol é uma paixão cada vez mais rentável, uma verdadeira mina de ouro.
domingo, 14 de setembro de 2014
Resultado razoável
O Grêmio empatou com o Atlético Mineiro em 0 x 0, hoje, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Giuliano perdeu um gol feito logo no início do jogo, o que poderia ter mudado toda a história da partida. A partir daí, no primeiro tempo, houve um nítido predomínio do Atlético Mineiro, mas o Grêmio conseguiu manter o empate. No segundo tempo houve um equilíbrio entre os dois times, e o resultado final acabou sendo justo, e, para o Grêmio, foi razoável. O destaque negativo foi a atuação do árbitro Jaílson de Freitas (BA), que deixou de marcar faltas claras em favor do Grêmio, e deveria ter expulsado Leonardo Silva e Emérson Conceição, ambos do Atlético Mineiro, por faltas violentas, e não o fez. Por outro lado, o árbitro paralisou uma jogada de ataque do clube mineiro que resultaria em gol, sem que houvesse nenhuma irregularidade no lance. O empate deixou o Grêmio em sexto lugar no Brasileirão, com o mesmo número de pontos do quinto colocado, o Fluminense. Como terá dois jogos consecutivos em casa, contra Santos e Chapecoense, o Grêmio poderá, dependendo dos resultados paralelos, voltar à zona de classificação para a Libertadores na semana que se inicia. Mesmo sem vencer hoje, o Grêmio continuou sem perder, e isso ajuda a dar confiança para o jogos que virão pela frente.
Crise amenizada
O Inter venceu o Botafogo por 2 x 0, hoje à tarde, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro tempo, o Botafogo perdeu três gols feitos, quando o jogo ainda estava empatado em 0 x 0, e acabou castigado por um golaço de Alex, comprovando a velha máxima do futebol de que "quem não faz leva". No segundo tempo, beneficiado por dois erros consecutivos da arbitragem, que concedeu-lhe escanteios que não ocorreram, o Inter chegou ao segundo gol. A partir daí, o Inter tranquilizou-se e passou a dominar o jogo. A vitória foi importante pois rompeu com o ciclo de derrotas e levou o Inter de volta para o terceiro lugar no Brasileirão, o que faz com a crise seja amenizada. Resta saber se o resultado significará uma retomada dos bons resultados, ou apenas um hiato entre insucessos. O próximo jogo, contra o Sport, na Arena Pernambuco, será um bom indicativo para dirimir essa questão.
sábado, 13 de setembro de 2014
Imagem desgastada
Dois acontecimentos recentes colocaram o Rio Grande do Sul no centro das atenções do país, e da pior maneira possível. O tão badalado caso de injúria racial no jogo Grêmio x Santos, pela Copa do Brasil, e o incêndio criminoso de um CTG (Centro de Tradições Gaúchas), onde se realizaria um casamento coletivo que incluía um casal gay, colaram no Rio Grande do Sul as condições de racista e homofóbico. A imagem do Estado, portanto, está profundamente desgastada. Claro que essa percepção não corresponde inteiramente à verdade, como toda a generalização. Porém, não é coincidência que isso aconteça num estado que valoriza tanto a "tradição". No mês corrente, setembro, esse aspecto torna-se ainda mais presente, pois é quando se comemora a chamada "Revolução Farroupilha", um caso excêntrico em que se festeja uma empreitada fracassada, ou seja, uma derrota. Num mundo em que tudo é tão fluido, com mudanças alucinantes a cada minuto, apegar-se a um conjunto de valores rígidos, na busca desesperada por firmar uma cultura e identidades próprias, é algo que tem prejudicado muito o Rio Grande do Sul. Cultiva-se no Estado um sentimento de inadequação em relação ao resto do país, com, até mesmo, um absurdo viés separatista. O tal Movimento Tradicionalista Gaúcho insiste em cultuar a figura mitológica de um tipo que jamais existiu da forma idealizada como é descrito. O movimento em questão é fortíssimo, exerce enorme influência sobre os meios de comunicação e em nada contribui positivamente para o Rio Grande do Sul. Recusa-se a abrir mão de quaisquer de seus preceitos e procura exercer um protagonismo sobre todas as outras manifestações culturais, por entender que tem o papel de "proteger" o Estado de influências externas. Tanto anacronismo e estultice só poderiam resultar no que, agora, ocorre. O Rio Grande do Sul tomou conta das manchetes em todo o país, mas não por suas realizações, ou qualquer outro atributo, e sim por uma imagem de intolerância. Mais cedo ou mais tarde, era inevitável que isso acontecesse. Resta saber até quando os segmentos mais sadios e evoluídos da população do Rio Grande do Sul vão continuar permitindo a prevalência dos "tradicionalistas gaudérios".
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Paixão inesgotável
A obra dos Beatles, tanto a do grupo quanto os trabalhos das carreiras solo, segue sendo revisitada, numa demonstração de que se trata de uma paixão inesgotável para o público. Dois lançamentos, recentemente anunciados, comprovam isso. Os LP's dos Beatles, em vinil, estão sendo relançados nas suas versões originais em mono, remasterizadas. Só "Abbey Road" e "Let it Be" ficaram de fora da coleção, por terem sido gravados, unicamente, em estéreo. São muitos os que sustentam que a melhor maneira de se apreciar as músicas dos Beatles é ouvindo-as em mono, tal como foram gravadas. Com a redescoberta do vinil, que voltou a ser valorizado, depois de ser dado como superado, a coleção deverá ter ótima receptividade, como, aliás, tem acontecido com todos os lançamentos que envolvem o grupo. Outra novidade em relação aos Beatles é a chegada ao mercado, no próximo dia 22, de um box set, com CD's e um DVD, contendo os seis discos gravados por George Harrison para a Apple, "Electronic Sound", "Wonderwall", "All Things Must Pass", "Living in The Material World", "Dark Horse" e "Extra Texture". Alguns talvez vejam nesses constantes relançamentos uma prática caça-níquel, buscando uma nova embalagem para uma obra já tão conhecida, a fim de obter boas vendagens. Não é assim. O interesse pelas músicas dos Beatles é permanente, atravessa o tempo, o que faz com que todos os seus discos permaneçam em catálogo. Mesmo numa época em que muitos abriram mão das músicas em suporte físico, baixando-as diretamente da internet, os LP's, CD's e DVD's ainda tem o seu apelo, que é ainda maior quando registram as criações do maior grupo musical de todos os tempos, reunido ou em trabalhos individuais de seus integrantes. Uma ótima pedida para os eternos apaixonados pelos Beatles, e para os que ainda não conhecem mais a fundo a sua obra, e que, certamente, também irão se encantar com ela.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Intolerância
Seja em nome de preservar "valores tradicionais" ou, ao contrário, combater visões discriminatórias e historicamente estereotipadas, o Brasil está tomado por protestos de toda a ordem. Os 29 anos de continuidade democrática e a força das redes sociais, que deram vez e voz a quem antes não tinha canais para se expressar, levaram a que todos opinem sobre tudo, o tempo todo. Isso, em princípio, seria muito positivo, caso se restringisse a um debate de pontos de vista. Porém, está levando a uma radicalização de posições, redundando em atos de vandalismo ou, na melhor das hipóteses, em ações judiciais. No primeiro caso está o incêndio criminoso contra um CTG (Centro de Tradições Gaúchas), no interior do Rio GHrande do Sul, onde está prevista a realização de uma cerimônia de casamento coletivo, no próximo sábado, que inclui um casal de lésbicas. As ações pela via judicial são de instituições ligadas ao movimento negro, que protestam contra o conteúdo do seriado "Sexo e as Negas", da Rede Globo, que sequer estreou, entendendo, pelas chamadas que estão indo ao ar, que ele é atentatório a imagem da mulher negra. Em ambos os casos, o que se verifica é um alto grau de intolerância. Escudados no argumento de defender valores que consideram inegociáveis, ou evitar a discriminação, apela-se para a violência, num caso, e para a tentativa de censura, no outro. Não falta quem se alie aos que protestam, por entenderem que um casal gay casar-se num CTG é uma "provocação desnecessária" ou que a temática de um seriado de televisão estaria perpetuando um conceito de desvalorização da mulher negra. Uma sociedade verdadeiramente democrática é aquela em que todos são capazes de conviver com a diversidade. Os autores do incêndio, pela brutalidade do ato praticado, despiram suas posições de qualquer possibilidade de aceitação. Os que protestam contra um programa que sequer estreou, apelam para a execrável prática da censura, que tantos prejuízos causou ao país ao longo da sua história. Ambas as situações são demonstrações de intolerância. A solução para isso é mais democracia. Até o dia em que todos sejamos capazes de lidar com o que nos contraria, sem entendê-lo como uma afronta.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Descendo
O Inter perdeu por 2 x 0 para o Vitória, hoje, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro. A incrível série de derrotas, a maioria delas contra adversários modestos, continua, para desespero do torcedor. O Vitória, antes do jogo, ocupava a lanterna do Brasileirão, e, mesmo tendo ganho a partida, não saiu da zona de rebaixamento. Assim, o Inter, que chegou a ser o líder provisório da competição, há algumas semanas, continua descendo no seu rendimento. Por enquanto, se mantém em terceiro lugar, mas já foi alcançado em número de pontos pelo quarto colocado, que é o seu maior rival, o Grêmio, vencendo apenas no saldo de gols. Na partida de hoje, o Inter sofreu um gol cedo, numa falha de Dida, e, a partir daí, o que já era ruim só piorou. O time não mostrou capacidade de reação, ainda que tenha criado algumas chances de gol. Em vez de empatar, viu o adversário ampliar o placar. Os discursos no vestiário, após o jogo, permaneceram os mesmos, prometendo a recuperação para a partida seguinte, adiando indefinidamente a tão buscada recuperação. O presidente do Inter, Giovanni Luigi, em entrevista concedida anteontem, garantiu que o técnico Abel Braga permanecerá até dezembro. Porém, nenhum técnico, por mais vitorioso que seja, possui blindagem contra uma sequência muito longa de maus resultados. Se o Inter não começar uma reação imediata, a situação de Abel tende a se tornar insustentável.
Subindo
O Grêmio venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória, a exemplo do que havia acontecido contra o Flamengo, veio com um gol nos acréscimos. Dessa vez, no entanto, o time não jogou bem. Confuso e ansioso, o Grêmio se encaminhava para um empate frustante quando Barcos fez o gol da vitória. Por sinal, um belo gol, único lance de destaque de Barcos em todo o jogo. Mesmo sem jogar bem, o Grêmio alcançou sua quarta vitória consecutiva no Brasileirão, e está subindo na classificação. Hoje, dormirá em quarto lugar, empatado em pontos com o terceiro colocado, perdendo apenas no saldo de gols. Nada mal para quem, há poucos dias, ocupava um preocupante 11º lugar na tabela. As vitórias em sequência vão dando confiança, e já permitem ao torcedor olhar para o futuro imediato com um pouco mais de otimismo.
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