segunda-feira, 7 de julho de 2014

Di Stéfano

Grandes ídolos do futebol continuam a nos deixar, em plena Copa do Mundo, nesse que tem sido um dos anos com maior número de mortes de ex-jogadores. Hoje, o futebol perdeu Di Stéfano. Argentino de nascimento, jogou no River Plate e no Millionarios (COL), até chegar ao Real Madrid. No clube espanhol atingiu o ápice da glória. Num time que contava com outro talento extraordinário, o húngaro Puskas, foi campeão das cinco primeiras edições da Copa dos Campeões da Europa, nome anterior da atual Champions League. Não chegou a disputar uma Copa do Mundo, o que talvez prejudique, para alguns, a real percepção do jogador que ele foi. Para muitos dos que assistiram atuações suas, no entanto, Di Stéfano teria sido o segundo maior jogador da história, só inferior a Pelé. O Real Madrid o considera o maior jogador da história do clube. Ele, aliás, era o presidente de honra do Real Madrid. Porém, independentemente de sua colocação, Di Stéfano pertence a uma seletíssima relação que inclui o já citado Pelé, Maradona, Beckenbauer, Cruyff, Garrincha, Platini, Zidane, Messi, Eusébio, Cristiano Ronaldo, isto é, a dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. O futebol perdeu um de seus maiores nomes. Cabe à Fifa, nos jogos pelas semifinais da Copa, render-lhe às devidas homenagens.

domingo, 6 de julho de 2014

O fim do casal 20

A dupla de ataque que ficou conhecida como "casal 20", que marcou época no Atlético Parananense e no Fluminense, não existe mais. Apenas 40 dias depois da morte de Washington, Assis, o outro integrante da famosa dupla, também faleceu, aos 61 anos. Washington foi vítima de uma doença degenerativa, Assis, de problemas renais. Duas mortes precoces. Assis, ao contrário de Washington, não teve passagem pela Seleção Brasileira. Antes de brilhar no Atlético Paranaense e no Fluminense, teve passagem razoável pelo São Paulo e discreta pelo Inter. Em ambos os clubes, não se firmou como titular. Porém, formando dupla com Washington, atingiu o auge da sua carreira. Assis e Washington, juntos, chegaram ao 3º lugar no Campeonato Brasileiro de 1983 pelo Atlético Paranaense. No Fluminense, foram campeões brasileiros em 1984 e tricampeões estaduais em 1983/1984/1985. Participaram de um time que, até hoje, os torcedores do Fluminense lembram com saudade. O ano de 2014 proporcionou ao Brasil a oportunidade de sediar uma das melhores Copas do Mundo de todos os tempos, a despeito de todas as previsões pessimistas. Porém, as perdas de grandes ídolos de outros tempos tem sido numerosas. Assis é mais um que se vai, e ficará na lembrança dos que gostam de futebol e o acompanham de perto.

sábado, 5 de julho de 2014

Eliminação invicta

A Costa Rica, ao empatar em 0 x 0 com a Holanda, hoje, na Arena Fonte Nova, e ser eliminada nos tiros livres da marca do pênalti por 4 x 3, deixa a Copa do Mundo de forma invicta, isto é, sem perder com a bola rolando. Um feito notável que, certamente, faz dela a melhor surpresa da Copa de 2014. Nenhuma outra equipe obteve tanto a simpatia de todos, e não é para menos. Tida como mera participante da competição, por integrar o chamado "grupo da morte", venceu o Uruguai e a Itália e empatou com a Inglaterra. Nas oitavas de final, contra a Grécia,  obteve a classificação nos tiros livres da marca do pênalti, depois de empatar em 1 x 1. Hoje, sustentou o 0 x 0 com a Holanda durante o tempo normal e a prorrogação, numa prova de que não se assusta com nenhum adversário. Poderia, até mesmo, ter conseguido a classificação no tempo normal, não fora o fato de o árbitro não ter marcado um pênalti a seu favor. A saída da Costa Rica da Copa se deu de cabeça erguida, para orgulho de seu povo e admiração do resto do mundo. A Holanda, por sua vez, depois de um início fulgurante na competição, teve grandes dificuldades para vencer o México nas oitavas de final, e não conseguiu marcar gols contra a Costa Rica. Se não quiser, mais uma vez, morrer na praia, terá de reencontrar o seu melhor futebol.

Aos trancos e barrancos

O jogo Argentina 1 x 0 Bélgica, hoje á tarde, no Mané Garrincha, foi mais uma partida fraca pelas quartas de final da Copa do Mundo, a exemplo de Alemanha x França na véspera. Em comum entre os dois jogos, também, a vitória pelo placar mínimo de Argentina e Alemanha. A Argentina classificou-se para as semifinais, mas não jogou bem. Na verdade, embora já seja uma das quatro primeiras colocadas da competição, a Argentina chegou até aqui aos trancos e barrancos. Com exceção da vitória sobre a Nigéria, no Beira-Rio, não demonstrou bom futebol. Na partida contra a Bélgica, nem mesmo Messi jogou bem. O único gol foi marcado por Higuain, aproveitando-se de uma falha defensiva da Bélgica. O gol saiu cedo, outra coincidência com a vitória da Alemanha. Completando o rol de semelhanças entre os dois jogos, a Bélgica, a exemplo da França, não soube reagir, permitindo que o adversário administrasse a vitória. A Argentina tem uma camisa forte, e conta com Messi, que sempre pode desequilibrar, mas não somou méritos, até agora, para conquistar o título da Copa.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Melhor atuação

A Seleção Brasileira venceu a Colômbia por 2 x 1, no Castelão, hoje, pelas quartas de final da Copa do Mundo, e teve a sua melhor atuação na competição, até aqui. Não foi uma exibição extraordinária, mas foi segura, afirmativa. A Colômbia chegou a ameaçar uma reação após marcar o seu gol, mas o jogo não poderia ter outro vencedor. A dupla de zaga brasileira, David Luiz e Thiago Silva, que jamais perdeu jogando junta, foi a responsável pelos gols da Seleção. Pena que, Thiago Silva, que também é o capitão da equipe, levou o segundo cartão amarelo, e está fora do jogo contra a Alemanha, pelas semifinais, terça-feira, no Mineirão. Sem dúvida, será um grande desfalque, mas o que mais preocupa é a fratura da terceira vértebra lombar sofrida por Neymar, que o retirou da Copa, após receber um joelhaço nas costas. Ainda que não tenha tido uma grande atuação contra a Colômbia, Neymar é o maior nome da Seleção, e sua ausência, daqui, por diante, será terrível para a equipe. De qualquer forma, a Seleção resgatou a confiança em seu futebol, e não tem porque temer a Alemanha, contra quem jogará nas semifinais. Será a segunda vez que as duas seleções se enfrentarão numa Copa do Mundo. Na primeira, decidiram a Copa de 2002, e a Seleção Brasileira ganhou, com autoridade, por 2 x 0. Pelo lado da Colômbia, ao cobrar o pênalti que resultou no "gol de honra" da equipe, James Rodriguez isolou-se ainda mais como artilheiro da Copa, com seis gols, mas sua atuação não teve o brilho dos jogos anteriores. Cuadrado, o outro grande nome da Colômbia na Copa, hoje foi o melhor jogador da equipe. No final, James Rodriguez chorou copiosamente pela eliminação da Colômbia, sendo consolado por alguns jogadores brasileiros. No balanço geral, no entanto, continua sendo o maior destaque individual da competição.

Jogo fraco

Um jogo fraco, decepcionante. Assim pode ser definido Alemanha 1 x 0 França, no Maracanã, hoje à tarde, pelas quartas de final de Copa do Mundo. Por tudo que representam no contexto do futebol, e pelos grandes jogos entre as duas seleções em Copas anteriores, a partida deixou muito a desejar. A Alemanha marcou o seu gol cedo, e a França não conseguiu reagir, permitindo ao adversário administrar o resultado até o final. Benzema mostrou-se pouco eficiente nas conclusões. Outros nomes de destaque como Pogba, Valbuena e Matuidi renderam menos que em jogos anteriores. A Alemanha também não apresentou nenhum brilho, mas, pragmática como costuma ser, conseguiu manter a vitória. O futebol apresentado pela Alemanha confirma que, até aqui, a equipe tem ido adiante na Copa valendo-se da força da sua tradição. Com exceção da goleada sobre Portugal, na estreia, não teve nenhuma atuação convincente. Merece respeito pela sua trajetória no futebol mundial, mas não deve meter medo em ninguém. Nos últimos 24 anos, ganhou, apenas, uma Eurocopa. A atual geração de jogadores da Alemanha é qualificada, mas perdedora, pois, com essa base, já perdeu duas Eurocopas e uma Copa do Mundo. A Copa tem boas equipes, mas nenhum "bicho-papão".

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Desconfiança

Na véspera do jogo da Seleção Brasileira contra a Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo, um estranho sentimento de desconfiança dos brasileiros em relação à sua equipe é perceptível. Numa Copa realizada no Brasil, é algo inusitado. No entanto, é um sentimento justificado. A Seleção está entre as oito equipes que restaram na Copa, mas seu futebol desmanchou com qualquer entusiasmo do torcedor. Se ainda vier a ser campeã, só poderá igualar a campanha de 1994, quando a Seleção empatou dois jogos. Nas demais Copas, a Seleção ganhou todos os jogos em 1970 e 2002, e empatou uma partida em 1958 e 1962. A esperança de título ainda persiste, mas calcada em fatores como o de a Copa ser no Brasil, na força da camiseta e da tradição e outros alheios ao futebol dentro de campo. No gramado o que se tem visto é uma equipe desconexa, sem jogadas de meio campo, abusando das bolas rifadas, e com uma sobrecarga emocional evidente, caracterizada no choro de muitos jogadores antes e depois da cobrança de tiros livres da marca do pênalti contra o Chile. O período de seis dias até o jogo contra a Colômbia trouxe, ainda, novas demonstrações de descontrole do sempre explosivo técnico Felipão, que chegou a mandar jornalistas "para o inferno". Alguns jogadores discordaram publicamente do técnico, negando que haja tensão emocional entre eles. A "família Scolari" de 2002 não está sendo reproduzida em 2014. Dentro de campo, o desempenho, também, está longe de ser o mesmo. O adversário de amanhã, é, sem dúvida, o mais qualificado de todos até aqui e tem o jogador que vem sendo o melhor da competição, James Rodriguez. Como se vê, é um conjunto de tendências pouco animador. Mais do que nunca, a tradição terá de falar mais alto. Só assim a Seleção poderá evitar uma melancólica desclassificação e a perda de uma segunda Copa em solo brasileiro.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Saudade antecipada

A parada de dois dias sem jogos na Copa do Mundo, e a proximidade do fim da competição, estão gerando um curioso sentimento em grande parte da população: a saudade antecipada. Depois de uma onda de pessimismo que durou sete anos, desde que o Brasil foi indicado como sede da Copa, eis que ela desmentiu todas as previsões negativas e já está sendo considerada uma das melhores da história. Até aqui, a Copa proporcionou 56 jogos, a maioria de grande qualidade, com muitos gols, emoções, estádios lotados, confraternização entre torcedores de vários países, enfim, uma grande festa. Agora, faltando apenas oito jogos para o fim da competição, um sentimento de nostalgia já começa a tomar conta de todos os que se envolveram com a Copa mais diretamente. Não será fácil retornar à rotina dos dias comuns, acompanhar os campeonatos regulares de clubes, observar a partida dos alegres estrangeiros que estiveram no país, e saber que uma nova edição da Copa no país talvez jamais ocorra, ou se dê numa época em que nenhum dos que a vivenciaram agora ainda estejam vivos. A Copa do Mundo é um acontecimento magnífico, singular, espetacular, inesquecível. Disso muitos, como eu, sempre souberam. Outros duvidaram ou desdenharam. Agora, parece que "a ficha caiu". O número de ativistas anti-Copa foi diminuindo a cada dia, e a repercussão dos protestos de tais movimentos tornou-se nula. O que ficará, depois que tudo terminar, será uma tremenda depressão pós-Copa, e um desejo de que ela nunca acabasse.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Emoção até o fim

Os jogos de hoje, pela Copa do Mundo, foram marcados pela emoção até o fim das partidas. Argentina 1 x 0 Suiça e Bélgica 2 x 1 Estados Unidos foram jogos que só ficaram definidos no apito final do árbitro. Em ambos, empates em 0 x 0 levaram a decisão para a prorrogação. No jogo do Itaquerão, tudo já se encaminhava para a disputa dos tiros livres da marca do pênalti, quando Lichtisteiner perdeu uma bola no meio de campo e permitiu um contra-ataque em que um passe genial de Messi para Di Maria resultou no gol da Argentina, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. Nem mesmo aí, o jogo diminuiu em intensidade. A Suiça ainda colocou uma bola na trave, e teve uma falta frontal ao gol a seu favor no último minuto dos acréscimos da prorrogação. Emoção em altíssimo grau. Não foi diferente na Arena Fonte Nova. A Bélgica, no tempo normal, acumulou chances para marcar, enquanto os Estados Unidos defendiam-se de maneira obstinada. A partida foi para a prorrogação e, logo no início, a Bélgica fez 1 x 0, ampliando o placar, mais tarde. A impressão é de que tudo, então, estava decidido, mas um gol dos Estados Unidos pôs fogo no jogo, que seguiu indefinido e empolgante até o fim. A Copa do Mundo de 2014 é, mesmo, um sucesso. Grandes jogos, muitos gols, estádios lotados e muita emoção. Os que apostaram no fracasso da competição quebraram a cara.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Dificuldades

Os favoritos dos jogos de hoje pela Copa do Mundo enfrentaram dificuldades, mas acabaram confirmando suas classificações para as quartas de final. No primeiro jogo do dia, a França venceu a Nigéria, por 2 x 0, no Mané Garrincha. A Nigéria opôs grande resistência, e o primeiro tempo terminou em 0 x 0. Porém, no segundo tempo, a melhor qualidade da França acabou por se impor. As seleções favoritas tem encontrado forte resistência de seus adversários menos conceituados, mas tem conseguido ir adiante na Copa, o que garante muita emoção para as fases mais decisivas, com grandes confrontos entre gigantes da história da competição. Uma dessas seleções gigantes, a Alemanha, foi a ganhadora do segundo jogo do dia. A Alemanha venceu a Argélia por 2 x 1, no Beira-Rio, mas o resultado só foi estabelecido na prorrogação. No tempo normal, houve empate em 0 x 0, e se uma vencedora houvesse, por merecimento, deveria ser a Argélia. Explorando as fragilidades defensivas da Alemanha, a Argélia perdeu várias chances de gol. Logo início da prorrogação vei o castigo, com a Alemanha abrindo o placar. No final, com as duas equipes pregadas em campo, a Alemanha fez seu segundo gol e, quando ninguém esperava mais nada, a não ser o final da partida, a Argélia descontou. Não houve tempo para uma reação que levasse a decisão para os tiros livres da marca do pênalti. Com os resultados de hoje, duas candidatas ao título terão de medir forças já nas quartas de final. França e Alemanha se enfrentarão na sexta-feira, num jogo que tem tudo para ser memorável. O futebol apresentado pela França, até aqui, foi mais consistente, mas a Alemanha, com sua obstinação característica, não pode ser menosprezada.