sábado, 21 de junho de 2014
A vida difícil dos favoritos
Está difícil a vida das seleções cotadas, antes da Copa do Mundo, como favoritas para vencer a competição. Em princípio, os quatro maiores candidatos ao título eram Brasil, Alemanha, Espanha e Argentina. Nenhum deles, no entanto, confirmou, até o momento, essa impressão. A Seleção Brasileira venceu a Croácia sem convencer, e com a ajuda da arbitragem, na primaria rodada. No segundo jogo, não passou de um empate em 0 x 0 com o México, com uma atuação fraca. A Alemanha, depois de golear Portugal no primeiro jogo, não passou, hoje, de um empate em 2 x 2 com Gana, numa partida em que merecia ter perdido. A Espanha, num vexame para quem á a atual campeã do mundo, foi eliminada já na segunda partida. Por sua vez, a Argentina foi a única das quatro seleções mais cotadas a vencer os dois jogos que fez até aqui, mas com um futebol pobre. Hoje, por exemplo, ganhou de 1 x 0 do Irã, com um gol aos 46 minutos do segundo tempo. A Argentina, do mesmo modo que no jogo contra a Bósnia-Herzegovina, precisou do talento individual de Messi para alcançar a vitória, e o Irã não merecia a derrota. Em contrapartida, seleções que não eram tidas como candidatas preferenciais ao título, como França e Holanda, já se inscrevem como aspirantes à conquista. Afora isso, o inesperado desempenho da Costa Rica, que venceu os seus dois jogos e já está classificada para as oitavas de final, confirma essa como uma Copa de agradáveis surpresas e ótimo futebol. Ao contrário das últimas edições da competição, que apresentaram pouco brilho dentro dos gramados, a Copa do Mundo de 2014 tem tudo para deixar saudade também por sua qualidade.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Façanha notável
Não bastassem todos os encantos dessa competição inigualável que é a Copa do Mundo, ela nos proporciona, vez por outra, fatos como a façanha notável da Costa Rica, que venceu Uruguai e Itália e já está classificada para as oitavas de final antes mesmo de terminada a primeira fase. Incluída no chamado "grupo da morte", junto com três seleções campeãs mundiais, as já citadas Uruguai e Itália mais a Inglaterra, a Costa Rica era considerada como candidata a "saco de pancadas" da competição. Contrariando todas as expectativas, a Costa Rica estreou ganhando, de virada, do Uruguai, por 3 x 1, e, hoje, na Arena Pernambuco, venceu a Itália por 1 x 0, placar que só não foi maior devido à péssima arbitragem do chileno Enrique Osses, que, no minuto anterior ao gol, deixou de marcar um pênalti claro em seu favor e lhe prejudicou em vários lances durante o jogo. A Costa Rica é um pequeno país, de apenas 4,5 milhões de habitantes. Pela segunda vez consegue se classificar para as oitavas de final de uma Copa do Mundo, depois de derrotar duas seleções que, somadas, ganharam seis títulos mundiais. Um grande feito, que reafirma o futebol como o mais apaixonante dos esportes, o que mais adeptos reúne em todo o mundo. Afinal, só o futebol proporciona acontecimentos desse tipo. Nos demais esportes, coletivos ou individuais, os favoritos ganham quase sempre. No futebol, ainda que haja uma lógica preponderante, por vezes o menos cotado se supera, e recebe, dos seus torcedores e dos amantes em geral desse esporte, reconhecimento e admiração.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Os 70 anos de Chico Buarque
O dia de hoje marca mais uma data "redonda", a dos 70 anos de Chico Buarque de Holanda. Uma data que não pode passar em branco, mesmo que eclipsada pelo assunto dominante do momento, a Copa do Mundo. Chico é um dos mais inspirados compositores brasileiros, ao mesmo tempo refinado e popular. Criou algumas das mais belas obras da música popular brasileira, só ou em parceria. Seus parceiros, aliás, também são nomes de primeira grandeza, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Francis Hime e Edu Lobo. Músicas como "A Banda", "Carolina", "Trocando em Miúdos", "Tatuagem", "Atrás da Porta", "Olhos nos Olhos", "O Meu Amor", "O que Será", "Meus Caros Amigos", "Homenagem ao Malandro", "Bye Bye Brasil", "Beatriz", "Vai Passar", "Construção", entre tantas outras, colocam Chico como um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos. Nos últimos anos, tem se dedicado mais a literatura. Seu disco mais recente, lançado em 2011, depois de um longo intervalo, teve boa acolhida da crítica, mostrando que o seu talento continua intacto. Tímido, avesso às entrevistas, Chico, no entanto, se comunica através de suas letras, sempre inspiradas. Nos 70 anos de Chico Buarque, nós é que estamos de parabéns pelo privilégio de poder fruir a obra de um compositor de tão alto nível.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Vexame histórico
A derrota da Espanha por 2 x 0 para o Chile, hoje, no Maracanã, é um vexame histórico. Atual campeã mundial, e bicampeã europeia, a Espanha já está eliminada da Copa do Mundo, mesmo ainda faltando uma rodada para terminar a primeira fase. A goleada de 5 x 1 para a Holanda, na estreia, já dava indícios do que hoje se confirmou, isto é, o ciclo dessa equipe multicampeã chegou ao fim. Para continuar a frequentar o grupo das melhores seleções, a Espanha terá de empreender uma intensa renovação. Menos mal que a Espanha é a atual bicampeã europeia sub-21, o que indica que os novos valores tão necessários estão sendo revelados. Porém, isso é o futuro. No momento, o que resta para a Espanha é uma despedida melancólica da Copa, contra a Austrália, outra equipe que já está eliminada, na Arena da Baixada. Um anticlímax para quem chegou ao Brasil como uma das favoritas para o título.
Agradável surpresa
O jogo Austrália 2 x 3 Holanda, hoje, no Beira-Rio, foi uma agradável surpresa. Esperava-se, depois da estreia das duas equipes na Copa do Mundo, que fosse um jogo fácil para a Holanda. Afinal, a Holanda havia goleado a Espanha, atual campeão mundial, por 5 x 1. A Austrália, por sua vez, tinha sido derrotada pelo Chile por 3 x 1. O que se viu em campo contrariou todas as expectativas. Mostrando-se audaciosa, a Austrália ameaçou a Holanda desde o início do jogo. Mesmo após sofrer o primeiro gol, não se intimidou, e empatou logo a seguir com um golaço de Cahill, o mais bonito da Copa, até agora. Chegou a passar a frente no marcador, sofreu o empate, e mantinha o jogo em condições de igualdade com a Holanda, até ser vitimada por um frango de seu goleiro. Numa bela tarde de sol que amenizava o frio que se fazia sentir em Porto Alegre, o Beira-Rio abrigou um dos melhores jogos da Copa até aqui, com uma magnífica festa proporcionada pelas duas torcidas. Em termos de destaques individuais no jogo, Robben e Van Persie repetiram o alto nível de suas atuações contra a Espanha, e a Holanda confirmou que é uma séria candidata ao título da Copa, o que não se cogitava antes do início da competição. Por outro lado, a Austrália, depois de um primeiro jogo fraco, foi eliminada já no segundo, mas deixou uma boa impressão na partida de hoje.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Atuação pífia
A atuação da Seleção Brasileira no empate em 0 x 0 com o México, hoje, no Castelão, foi pífia, uma reversão de expectativa. Imaginava-se que a frágil exibição diante da Croácia se devesse ao nervosismo pela estreia na Copa do Mundo. Dessa forma, no segundo jogo, já sem esse peso, a Seleção jogaria bem melhor. Não foi assim. O futebol praticado pela Seleção foi fraco, ao longo do jogo, e, no segundo tempo, o México foi melhor em campo. Diante das boas atuações de Holanda, Itália e Alemanha em suas estreias, o parco futebol mostrado pela Seleção diminui o otimismo do torcedor quanto a possibilidade de conquista do sexto título mundial. Caso o título não venha, o Brasil será o único país da primeira linha do futebol a perder duas Copas em casa. França e Alemanha também já sediaram a competição por duas vezes. Ganharam uma e perderam outra. O México, igualmente, sediou duas Copas, mas dele não se espera que vença a competição. O resultado de hoje confirma o México como uma "touca" da Seleção, dado os vários tropeços ocorridos contra esse adversário nos últimos anos. Mesmo com esse empate, a Seleção Brasileira não deverá ter dificuldades em se classificar para as oitavas de final, e provavelmente como primeira colocada de seu grupo. O problema começará a partir daí. A Seleção terá de melhorar muito o seu futebol para não ter uma despedida precoce da Copa.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A solidão de Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo ostenta o título de melhor jogador do mundo.Vem disputando essa condição, há anos, com Messi, que tinha ganho as quatro edições anteriores do prêmio. Fez por merecer, no entanto, ter sido o escolhido, na última edição, por seu desempenho bem superior ao de Messi no período analisado. Porém, Cristiano Ronaldo tem uma grande desvantagem em relação a Messi. Em sua seleção nacional, Cristiano Ronaldo é uma estrela absolutamente solitária. Na seleção de Portugal, sofre com a falta de parceria, ao contrário da outra grande estrela da história do futebol português, Eusébio. Maior destaque individual da Copa de 66, a primeira que Portugal disputou, Eusébio fazia parte de uma equipe que possuía outros nomes qualificados, como Coluna e Simões, por exemplo. No caso de Cristiano Ronaldo, seus companheiros de equipe apresentam apenas uma mediania técnica. Ele não tem com quem "dialogar" tecnicamente e, como expressa o ditado popular, uma andorinha só não faz verão. Mesmo o maior jogador de todos os tempos, Pelé, teve a companhia, na Seleção Brasileira, em Copas do Mundo, de grandes craques como Garrincha, Nílton Santos, Didi, Gérson, Tostão, Rivelino. Pelé era a mais luzidia entre essas estrelas, mas não tinha o peso de brilhar sozinho. Messi, por sua vez, integra, na Seleção Argentina, uma equipe que, talvez, não tenha nenhum outro craque, mas possui grandes jogadores, como Di Maria, Higuain e Agüero. A estreia de ambas as seleções na Copa de 2014 deixou clara a diferença. Bem assessorado, Messi fez um golaço na vitória da Argentina sobre a Bósnia-Herzegovina por 2x1, mesmo sem uma atuação brilhante da equipe, e deixou sua marca. A estreia de Portugal foi totalmente diferente. Cristiano Ronaldo viu, impotente sua equipe, hoje, ser goleada impiedosamente pela Alemanha por 4 x 0. A falta de uma parceria mais qualificada não lhe permitiu evitar o desastre. Sua condição de melhor do mundo é justa, por tudo que tem feito em seu clube, o Real Madrid. No clube, todavia, Cristiano Ronaldo tem como companheiros jogadores de várias seleções, como as de Brasil, Argentina e Espanha. Na seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo é vitimado pela solidão, o que é uma pena, pois faz com que um grande astro, como ele inegavelmente é, se torne um coadjuvante em Copas do Mundo.
domingo, 15 de junho de 2014
Pouco brilho e muito público
O dia de hoje, na Copa do Mundo, foi marcado por jogos de resultados previsíveis e de pouco brilho técnico, mas com grande afluência de público. Os dois maiores públicos da competição, até agora, foram verificados nos jogos desse domingo. Argentina 2 x 1 Bósnia-Herzegovina levou 74 mil pessoas ao Maracanã, e Suiça 2 x 1 Equador, no Mané Garrincha, 68 mil. A outra partida do dia, França 3 x 0 Honduras, no Beira-Rio, é que destoou. Teve 43 mil assistentes, num estádio que, visualmente, dava a impressão de estar cheio. A reforma do antigo "gigante" parece tê-lo encolhido muito. Por outro lado, a Copa segue com números empolgantes. Nenhum empate, até o momento, e alta média de gols. Com o futebol apresentado em suas estreias, França e Argentina não parecem candidatas ao título, ao menos por enquanto. A França goleou, mas muito mais pela fragilidade de Honduras do que por seu desempenho. A Argentina teve dificuldades diante da Bósnia-Herzegovina, e venceu por um placar magro. Suiça e Equador são duas seleções médias, e qualquer resultado seria normal num jogo entre as duas equipes. O grande fato negativo do dia foi a não execução dos hinos no jogo do Beira-Rio. Não interessa de quem foi a responsabilidade pela falha do sistema de som. Numa Copa do Mundo, esse é um fato inaceitável. Um vexame de repercussão mundial.
sábado, 14 de junho de 2014
Uma Copa para marcar época
Nenhum empate nos três primeiros dias de competição, uma média superior a três gols por jogo. A Copa do Mundo no Brasil está passando por cima de todo o ranço e boçalidade contra tão magnífico acontecimento, e proporcionando ótimos espetáculos. Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x 1 Inglaterra foram jogos excelentes, com boa qualidade técnica e muita emoção. As viradas de placar tem sido constantes, como no caso da Holanda sobre a Espanha, Costa Rica diante do Uruguai, e Costa do Marfim frente ao Japão. O bom futebol e a competitividade tem brindado os torcedores em, praticamente, todos os jogos. Dentro de campo, a Copa tem sido um sucesso, fora dele alguns baderneiros fazem barulho, e nada mais. A Copa do Mundo no Brasil, pelas primeiras amostras, deverá marcar época e deixar saudade. Afinal, uma Copa que conta com todas as seleções que já foram campeãs e com os dois melhores jogadores do mundo no momento, Messi e Cristiano Ronaldo, só pode proporcionar grandes exibições e emoções. A afirmação da presidente Dilma Roussef de que essa seria a maior de todas as copas, tem tudo para se confirmar. Para o bem do futebol, e desespero dos "urubus" de plantão.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Goleada surpreendente
A goleada surpreendente, de virada, da Holanda sobre a Espanha, por 5 x 1, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Mundo, comprovou o que a decadência do Barcelona já havia demonstrado, ou seja, que a grande geração de jogadores espanhóis, responsável pelos títulos das Eurocopas de 2008 e 2012 e da Copa do Mundo de 2010, envelheceu. A Espanha até saiu na frente, com um gol resultante de um pênalti polêmico. Porém, depois, foi massacrada pela Holanda. O resultado não diz o que foi o jogo. O placar poderia ter sido muito maior. Depois do quinto gol, a Holanda perdeu, pelo menos, mais três grandes chances de gol. Robben e Van Persie, autores de dois gols cada um, tiveram atuações exuberantes. Os dois, aliás, são os veteranos de uma equipe com muitos jovens, que parecia estar mais apta a brilhar na próxima Copa, na Rússia, do que na de 2014. Dessa forma, a Holanda passa a ser a grande favorita para ficar em primeiro lugar no seu grupo, o que lhe tiraria do caminho da Seleção Brasileira nas oitavas de final. A Espanha, que já havia renovado o contrato do técnico Vicente Del Bosque, precisa, independentemente do que ainda venha a lhe acontecer nessa Copa, iniciar um grande trabalho de remontagem de sua equipe. Os outros dois resultados de hoje, a vitória do México por 1 x 0 sobre Camarões, e a do Chile por 3 x 1 diante da Austrália, foram normais. A destacar, apenas, a péssima arbitragem que anulou dois gols legítimos do México, e a má atuação de Vargas pelo Chile. No tempo em que esteve no Grêmio, costumava-se dizer que Vargas jogava mal pelo clube, mas ia bem nas partidas do Chile. Ao menos hoje, isso não se verificou. Vargas jogou o mesmo que nos tempos de Grêmio, isto é, muito pouco.
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