quarta-feira, 18 de junho de 2014

Agradável surpresa

O jogo Austrália 2 x 3 Holanda, hoje, no Beira-Rio, foi uma agradável surpresa. Esperava-se, depois da estreia das duas equipes na Copa do Mundo, que fosse um jogo fácil para a Holanda. Afinal, a Holanda havia goleado a Espanha, atual campeão mundial, por 5 x 1. A Austrália, por sua vez, tinha sido derrotada pelo Chile por 3 x 1. O que se viu em campo contrariou todas as expectativas. Mostrando-se audaciosa, a Austrália ameaçou a Holanda desde o início do jogo. Mesmo após sofrer o primeiro gol, não se intimidou, e empatou logo a seguir com um golaço  de Cahill, o mais bonito da Copa, até agora. Chegou a passar a frente no marcador, sofreu o empate, e mantinha o jogo em condições de igualdade com a Holanda, até ser vitimada por um frango de seu goleiro. Numa bela tarde de sol que amenizava o frio que se fazia sentir em Porto Alegre, o Beira-Rio abrigou um dos melhores jogos da Copa até aqui, com uma magnífica festa proporcionada pelas duas torcidas. Em termos de destaques individuais no jogo, Robben e Van Persie repetiram o alto nível de suas atuações contra a Espanha, e a Holanda confirmou que é uma séria candidata ao título da Copa, o que não se cogitava antes do início da competição. Por outro lado, a Austrália, depois de um primeiro jogo fraco, foi eliminada já no segundo, mas deixou uma boa impressão na partida de hoje.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Atuação pífia

A atuação da Seleção Brasileira no empate em 0 x 0 com o México, hoje, no Castelão, foi pífia, uma reversão de expectativa. Imaginava-se que a frágil exibição diante da Croácia se devesse ao nervosismo pela estreia na Copa do Mundo. Dessa forma, no segundo jogo, já sem esse peso, a Seleção jogaria bem melhor. Não foi assim. O futebol praticado pela Seleção foi fraco, ao longo do jogo, e, no segundo tempo, o México foi melhor em campo. Diante das boas atuações de Holanda, Itália e Alemanha em suas estreias, o parco futebol mostrado pela Seleção diminui o otimismo do torcedor quanto a possibilidade de conquista do sexto título mundial. Caso o título não venha, o Brasil será o único país da primeira linha do futebol a perder duas Copas em casa. França e Alemanha também já sediaram a competição por duas vezes. Ganharam uma e perderam outra. O México, igualmente, sediou duas Copas, mas dele não se espera que vença a competição. O resultado de hoje confirma o México como uma "touca" da Seleção, dado os vários tropeços ocorridos contra esse adversário nos últimos anos. Mesmo com esse empate, a Seleção Brasileira não deverá ter dificuldades em se classificar para as oitavas de final, e provavelmente como primeira colocada de seu grupo. O problema começará a partir daí. A Seleção terá de melhorar muito o seu futebol para não ter uma despedida precoce da Copa.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A solidão de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo ostenta o título de melhor jogador do mundo.Vem disputando essa condição, há anos, com Messi, que tinha ganho as quatro edições anteriores do prêmio. Fez por merecer, no entanto, ter sido o escolhido, na última edição, por seu desempenho bem superior ao de Messi no período analisado. Porém, Cristiano Ronaldo tem uma grande desvantagem em relação a Messi. Em sua seleção nacional, Cristiano Ronaldo é uma estrela absolutamente solitária. Na seleção de Portugal, sofre com a falta de parceria, ao contrário da outra grande estrela da história do futebol português, Eusébio. Maior destaque individual da Copa de 66, a primeira que Portugal disputou, Eusébio fazia parte de uma equipe que possuía outros nomes qualificados, como Coluna e Simões, por exemplo. No caso de Cristiano Ronaldo, seus companheiros de equipe apresentam apenas uma mediania técnica. Ele não tem com quem "dialogar" tecnicamente e, como expressa o ditado popular, uma andorinha só não faz verão. Mesmo o maior jogador de todos os tempos, Pelé, teve a companhia, na Seleção Brasileira, em Copas do Mundo, de grandes craques como Garrincha, Nílton Santos, Didi, Gérson, Tostão, Rivelino. Pelé era a mais luzidia entre essas estrelas, mas não tinha o peso de brilhar sozinho. Messi, por sua vez, integra, na Seleção Argentina, uma equipe que, talvez, não tenha nenhum outro craque, mas possui grandes jogadores, como Di Maria, Higuain e Agüero. A estreia de ambas as seleções na Copa de 2014 deixou clara a diferença. Bem assessorado, Messi fez um golaço na vitória da Argentina sobre a Bósnia-Herzegovina por 2x1, mesmo sem uma atuação brilhante da equipe, e deixou sua marca. A estreia de Portugal foi totalmente diferente. Cristiano Ronaldo viu, impotente sua equipe, hoje, ser goleada impiedosamente pela Alemanha por 4 x 0. A falta de uma parceria mais qualificada não lhe permitiu evitar o desastre. Sua condição de melhor do mundo é justa, por tudo que tem feito em seu clube, o Real Madrid. No clube, todavia, Cristiano Ronaldo tem como companheiros jogadores de várias seleções, como as de Brasil, Argentina e Espanha. Na seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo é vitimado pela solidão, o que é uma pena, pois faz com que um grande astro, como ele inegavelmente é, se torne um coadjuvante em Copas do Mundo.

domingo, 15 de junho de 2014

Pouco brilho e muito público

O dia de hoje, na Copa do Mundo, foi marcado por jogos de resultados previsíveis e de pouco brilho técnico, mas com grande afluência de público. Os dois maiores públicos da competição, até agora, foram verificados nos jogos desse domingo. Argentina 2 x 1 Bósnia-Herzegovina levou 74 mil pessoas ao Maracanã, e Suiça 2 x 1 Equador, no Mané Garrincha, 68 mil. A outra partida do dia, França 3 x 0 Honduras, no Beira-Rio, é que destoou. Teve 43 mil assistentes, num estádio que, visualmente, dava a impressão de estar cheio. A reforma do antigo "gigante" parece tê-lo encolhido muito. Por outro lado, a Copa segue com números empolgantes. Nenhum empate, até o momento, e alta média de gols. Com o futebol apresentado em suas estreias, França e Argentina não parecem candidatas ao título, ao menos por enquanto.  A França goleou, mas muito mais pela fragilidade de Honduras do que por seu desempenho. A Argentina teve dificuldades diante da Bósnia-Herzegovina, e venceu por um placar magro. Suiça e Equador são duas seleções médias, e qualquer resultado seria normal num jogo entre as duas equipes. O grande fato negativo do dia foi a não execução dos hinos no jogo do Beira-Rio. Não interessa de quem foi a responsabilidade pela falha do sistema de som. Numa Copa do Mundo, esse é um fato inaceitável. Um vexame de repercussão mundial.

sábado, 14 de junho de 2014

Uma Copa para marcar época

Nenhum empate nos três primeiros dias de competição, uma média superior a três gols por jogo. A Copa do Mundo no Brasil está passando por cima de todo o ranço e boçalidade contra tão magnífico acontecimento, e proporcionando ótimos espetáculos. Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x 1 Inglaterra foram jogos excelentes, com boa qualidade técnica e muita emoção. As viradas de placar tem sido constantes, como no caso da Holanda sobre a Espanha, Costa Rica diante do Uruguai, e Costa do Marfim frente ao Japão. O bom futebol e a competitividade tem brindado os torcedores em, praticamente, todos os jogos. Dentro de campo, a Copa tem sido um sucesso, fora dele alguns baderneiros fazem barulho, e nada mais. A Copa do Mundo no Brasil, pelas primeiras amostras, deverá marcar época e deixar saudade. Afinal, uma Copa que conta com todas as seleções que já foram campeãs e com os dois melhores jogadores do mundo no momento, Messi e Cristiano Ronaldo, só pode proporcionar grandes exibições e emoções. A afirmação da presidente Dilma Roussef de que essa seria a maior de todas as copas, tem tudo para se confirmar. Para o bem do futebol, e desespero dos "urubus" de plantão.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Goleada surpreendente

A goleada surpreendente, de virada, da Holanda sobre a Espanha, por 5 x 1, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Mundo, comprovou o que a decadência do Barcelona já havia demonstrado, ou seja, que a grande geração de jogadores espanhóis, responsável pelos títulos das Eurocopas de 2008 e 2012 e da Copa do Mundo de 2010, envelheceu. A Espanha até saiu na frente, com um gol resultante de um pênalti polêmico. Porém, depois, foi massacrada pela Holanda. O resultado não diz o que foi o jogo. O placar poderia ter sido muito maior. Depois do quinto gol, a Holanda perdeu, pelo menos, mais três grandes chances de gol. Robben e Van Persie, autores de dois gols cada um, tiveram atuações exuberantes. Os dois, aliás, são os veteranos de uma equipe com muitos jovens, que parecia estar mais apta a brilhar na próxima Copa, na Rússia, do que na de 2014. Dessa forma, a Holanda passa a ser a grande favorita para ficar em primeiro lugar no seu grupo, o que lhe tiraria do caminho da Seleção Brasileira nas oitavas de final. A Espanha, que já havia renovado o contrato do técnico Vicente Del Bosque, precisa, independentemente do que ainda venha a lhe acontecer nessa Copa, iniciar um grande trabalho de remontagem de sua equipe. Os outros dois resultados de hoje, a vitória do México por 1 x 0 sobre Camarões, e a do Chile por 3 x 1 diante da Austrália, foram normais. A destacar, apenas, a péssima arbitragem que anulou dois gols legítimos do México, e a má atuação de Vargas pelo Chile. No tempo em que esteve no Grêmio, costumava-se dizer que Vargas jogava mal pelo clube, mas ia bem nas partidas do Chile. Ao menos hoje, isso não se verificou. Vargas jogou o mesmo que nos tempos de Grêmio, isto é, muito pouco.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Primeiro passo

A Seleção Brasileira deu o primeiro passo na busca do sexto título mundial. Estreou na Copa do Mundo vencendo a Croácia por 3 x 1, de virada, no Itaquerão.. Não foi uma grande atuação, pelo contrário, mas a vitória aconteceu. O início do jogo não poderia ter sido mais preocupante, com um gol contra de Marcelo. Nervosa, e com vários jogadores com baixo rendimento, a Seleção se valeu de suas individualidades para virar o resultado. Oscar e Neymar não foram, apenas os autores dos gols, mas os dois melhores jogadores em campo. Oscar, inclusive, foi o grande nome da partida, embora o prêmio de melhor do jogo da Fifa tenha sido dado a Neymar. O pênalti marcado pelo árbitro quando o jogo ainda estava 1 x 1 não existiu, mas explicar o resultado por esse fato é uma demasia. O goleiro da Croácia, Pletikosa, também tem sua parcela de culpa. Falhou nos três gols. Os chutes de fora da área de Neymar e Oscar no primeiro e terceiro gols da Seleção, respectivamente, eram plenamente defensáveis, e o pênalti, também cobrado pelo ex-craque do Santos, foi muito mal batido. A Seleção ganhou, e, no fim das contas, isso é o que importa. Agora, só faltam seis jogos para o título. O desafio da estreia, sempre alto, foi superado.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vai começar

Chegou a hora. Depois de sete anos de espera, desde a oficialização do Brasil como sede, vai começar, amanhã, a Copa do Mundo de 2014. Incrivelmente, no chamado "país do futebol", a Copa transformou-se num anticlímax, sendo vista, absurdamente, como responsável pelo desvio de verbas que deveriam ser aplicadas em saúde, educação e segurança. Sou um apaixonado por futebol. Logo, considero que poucos acontecimentos podem superar, em grandiosidade e emoção, a Copa do Mundo. Minha lembrança mais remota do futebol, aliás, é a da magnífica Seleção Brasileira de 1970, que conquistou o terceiro de nossos cinco títulos mundiais. A Copa do Mundo no Brasil foi indevidamente contaminada pela questão política. As mazelas brasileiras são conhecidas de todos, mas atravessam o tempo e os sucessivos governos sem que sejam solucionadas. Culpar a realização da Copa no país pelo seu agravamento é fruto ou de desinformação ou de deliberada má fé. Nesse último caso, com evidentes propósitos políticos. Agora, no entanto, a bola vai rolar. Deixemos de lado todo o injustificado ranço contra tão magnifica competição, relevemos os atrasos em obras, a infraestrutura precária, todos os pequenos desacertos fora de campo. Usufruamos o privilégio de assistir, em nosso país, a única Copa, até hoje, a reunir todas as seleções campeãs mundiais. Estarão desfilando pelos gramados brasileiros jogadores como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Özil, Robben, Van Persie, Iniesta, Pirlo, Cavani, Suárez, Eto'o, Drogba, Modric, entre tantos outros grandes nomes. Esqueça o mau humor dos eternos contrariados e dos falsos paladinos da ética e entregue-se à deliciosa experiência de acompanhar uma Copa. Boa Copa do Mundo para todos, e que a Seleção Brasileira comece, no jogo de abertura contra a Croácia, uma caminhada vitoriosa que culmine com a conquista do sexto título mundial.

terça-feira, 10 de junho de 2014

A incoerência dos palanques

O quadro político visando às eleições de outubro revela, sem disfarces, a total ausência de coerência ou princípios de partidos e de candidatos. Movidos, tão somente, pela busca desenfreada pelo poder, partidos se enfrentam nos estados ao mesmo tempo em que firmam aliança no plano nacional. Basta percorrer o noticiário para verificar a dissonância entre as decisões do diretório nacional de algumas legendas e de suas instâncias estaduais. O PMDB talvez seja o exemplo mais gritante. Na eleição presidencial, o PMDB seguirá aliado ao PT, inclusive com Michel Temer, novamente, como vice na chapa da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. O diretório do Rio Grande do Sul, no entanto, apoiará o candidato do PSB, Eduardo Campos. Por sua vez, o diretório do Rio de Janeiro, antigo aliado do PT, rompeu a parceria e apoiará Aécio Neves, candidato do PSDB.. O PP nacional apóia o governo federal, mas diretórios estaduais discordam dessa postura e apoiarão adversários de Dilma. O que leva os partidos a essa estranha dicotomia? A busca de cargos no governo federal, por parte dos diretórios nacionais, e as rivalidades locais, em se tratando das instâncias estaduais. Essa situação, no entanto, demonstra o nível de deterioração da política brasileira. Não há mais vestígios de idealismo ou de embasamento ideológico na ação dos partidos e dos candidatos. A atividade política tornou-se um balcão de negócios, um toma lá e dá cá, caótico e incoerente em termos programáticos. A consequência, óbvia, é um descrédito crescente da política aos olhos da população. O Brasil é um país que tem tido avanços notáveis em vários campos de atividade. Porém, a política tem caminhado em sentido contrário. A incoerência entre os palanques que estão sendo formados para as eleições só servem para confundir e desencantar o eleitor.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Os fantasmas da direita

Na sua luta incansável para derrubar o governo, a imprensa de direita, lança, de forma quase contínua, "fantasmas" para assustar o eleitorado brasileiro. Depois de tentar, de todas as formas, impedir a chegada do PT ao poder, e ver sua pretensão frustrada, a grande imprensa brasileira busca assustar o eleitor para forçá-lo a mudar de lado. A revista "Veja", por exemplo, é especialista nesse tipo de ação. Tentou usar o "escândalo do mensalão" para derrubar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas ele se reelegeu. Denunciou que Lula buscaria modificar a legislação eleitoral para obter um terceiro mandato, o que não se confirmou. Alude, seguidamente, aos "radicais do PT", figuras "perigosas", ávidas por "esquerdizar o país". Seu mais novo fantasma é um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff instituindo a "Política Nacional de Participação Social" e o "Sistema Nacional de Participação Social". Conforme "Veja", essas iniciativas visam "sovietizar" o Brasil. Na verdade, o governo nada mais faz do que, coerentemente com as bandeiras históricas do PT, estabelecer que as instâncias decisórias dos órgãos da administração direta tenham a participação de conselhos formados por representantes da sociedade civil. Nada mais democrático. Sempre que possível, deve-se caminhar na direção da democracia direta, ou seja, com menos intermediação entre as vontades populares e o Poder Executivo. Os movimentos sociais são cada vez mais atuantes, e isso não constitui uma ameaça para a sociedade, pelo contrário. Só pode se sentir atemorizado por eles quem defende uma sociedade elitista, sectária, desigual, injusta. Não é á toa que entre os que ergueram a voz contra o decreto está o jurista Ives Gandra da Silva Martins, um reacionário notório. Ives Gandra argumenta que nas democracias é o Congresso que representa o povo. Típica conversa de quem tem horror ao povo, e morre de medo que ele possa influir diretamente nas decisões de governo. Afinal, isso ameaçaria os privilégios de sua classe. Na matéria em que trata do assunto, na edição dessa semana, "Veja" prevê que o decreto será derrubado, "felizmente, para os brasileiros". Tomara que não. A democracia representativa clássica não atende ás expectativas da população, não responde às suas necessidades. Ao assinar o decreto, contrariando os conservadores, Dilma caminha em direção ao rumo que sempre deveria ter tomado, o de um governo de feição marcadamente popular.