sábado, 14 de junho de 2014
Uma Copa para marcar época
Nenhum empate nos três primeiros dias de competição, uma média superior a três gols por jogo. A Copa do Mundo no Brasil está passando por cima de todo o ranço e boçalidade contra tão magnífico acontecimento, e proporcionando ótimos espetáculos. Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x 1 Inglaterra foram jogos excelentes, com boa qualidade técnica e muita emoção. As viradas de placar tem sido constantes, como no caso da Holanda sobre a Espanha, Costa Rica diante do Uruguai, e Costa do Marfim frente ao Japão. O bom futebol e a competitividade tem brindado os torcedores em, praticamente, todos os jogos. Dentro de campo, a Copa tem sido um sucesso, fora dele alguns baderneiros fazem barulho, e nada mais. A Copa do Mundo no Brasil, pelas primeiras amostras, deverá marcar época e deixar saudade. Afinal, uma Copa que conta com todas as seleções que já foram campeãs e com os dois melhores jogadores do mundo no momento, Messi e Cristiano Ronaldo, só pode proporcionar grandes exibições e emoções. A afirmação da presidente Dilma Roussef de que essa seria a maior de todas as copas, tem tudo para se confirmar. Para o bem do futebol, e desespero dos "urubus" de plantão.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Goleada surpreendente
A goleada surpreendente, de virada, da Holanda sobre a Espanha, por 5 x 1, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Mundo, comprovou o que a decadência do Barcelona já havia demonstrado, ou seja, que a grande geração de jogadores espanhóis, responsável pelos títulos das Eurocopas de 2008 e 2012 e da Copa do Mundo de 2010, envelheceu. A Espanha até saiu na frente, com um gol resultante de um pênalti polêmico. Porém, depois, foi massacrada pela Holanda. O resultado não diz o que foi o jogo. O placar poderia ter sido muito maior. Depois do quinto gol, a Holanda perdeu, pelo menos, mais três grandes chances de gol. Robben e Van Persie, autores de dois gols cada um, tiveram atuações exuberantes. Os dois, aliás, são os veteranos de uma equipe com muitos jovens, que parecia estar mais apta a brilhar na próxima Copa, na Rússia, do que na de 2014. Dessa forma, a Holanda passa a ser a grande favorita para ficar em primeiro lugar no seu grupo, o que lhe tiraria do caminho da Seleção Brasileira nas oitavas de final. A Espanha, que já havia renovado o contrato do técnico Vicente Del Bosque, precisa, independentemente do que ainda venha a lhe acontecer nessa Copa, iniciar um grande trabalho de remontagem de sua equipe. Os outros dois resultados de hoje, a vitória do México por 1 x 0 sobre Camarões, e a do Chile por 3 x 1 diante da Austrália, foram normais. A destacar, apenas, a péssima arbitragem que anulou dois gols legítimos do México, e a má atuação de Vargas pelo Chile. No tempo em que esteve no Grêmio, costumava-se dizer que Vargas jogava mal pelo clube, mas ia bem nas partidas do Chile. Ao menos hoje, isso não se verificou. Vargas jogou o mesmo que nos tempos de Grêmio, isto é, muito pouco.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Primeiro passo
A Seleção Brasileira deu o primeiro passo na busca do sexto título mundial. Estreou na Copa do Mundo vencendo a Croácia por 3 x 1, de virada, no Itaquerão.. Não foi uma grande atuação, pelo contrário, mas a vitória aconteceu. O início do jogo não poderia ter sido mais preocupante, com um gol contra de Marcelo. Nervosa, e com vários jogadores com baixo rendimento, a Seleção se valeu de suas individualidades para virar o resultado. Oscar e Neymar não foram, apenas os autores dos gols, mas os dois melhores jogadores em campo. Oscar, inclusive, foi o grande nome da partida, embora o prêmio de melhor do jogo da Fifa tenha sido dado a Neymar. O pênalti marcado pelo árbitro quando o jogo ainda estava 1 x 1 não existiu, mas explicar o resultado por esse fato é uma demasia. O goleiro da Croácia, Pletikosa, também tem sua parcela de culpa. Falhou nos três gols. Os chutes de fora da área de Neymar e Oscar no primeiro e terceiro gols da Seleção, respectivamente, eram plenamente defensáveis, e o pênalti, também cobrado pelo ex-craque do Santos, foi muito mal batido. A Seleção ganhou, e, no fim das contas, isso é o que importa. Agora, só faltam seis jogos para o título. O desafio da estreia, sempre alto, foi superado.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Vai começar
Chegou a hora. Depois de sete anos de espera, desde a oficialização do Brasil como sede, vai começar, amanhã, a Copa do Mundo de 2014. Incrivelmente, no chamado "país do futebol", a Copa transformou-se num anticlímax, sendo vista, absurdamente, como responsável pelo desvio de verbas que deveriam ser aplicadas em saúde, educação e segurança. Sou um apaixonado por futebol. Logo, considero que poucos acontecimentos podem superar, em grandiosidade e emoção, a Copa do Mundo. Minha lembrança mais remota do futebol, aliás, é a da magnífica Seleção Brasileira de 1970, que conquistou o terceiro de nossos cinco títulos mundiais. A Copa do Mundo no Brasil foi indevidamente contaminada pela questão política. As mazelas brasileiras são conhecidas de todos, mas atravessam o tempo e os sucessivos governos sem que sejam solucionadas. Culpar a realização da Copa no país pelo seu agravamento é fruto ou de desinformação ou de deliberada má fé. Nesse último caso, com evidentes propósitos políticos. Agora, no entanto, a bola vai rolar. Deixemos de lado todo o injustificado ranço contra tão magnifica competição, relevemos os atrasos em obras, a infraestrutura precária, todos os pequenos desacertos fora de campo. Usufruamos o privilégio de assistir, em nosso país, a única Copa, até hoje, a reunir todas as seleções campeãs mundiais. Estarão desfilando pelos gramados brasileiros jogadores como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Özil, Robben, Van Persie, Iniesta, Pirlo, Cavani, Suárez, Eto'o, Drogba, Modric, entre tantos outros grandes nomes. Esqueça o mau humor dos eternos contrariados e dos falsos paladinos da ética e entregue-se à deliciosa experiência de acompanhar uma Copa. Boa Copa do Mundo para todos, e que a Seleção Brasileira comece, no jogo de abertura contra a Croácia, uma caminhada vitoriosa que culmine com a conquista do sexto título mundial.
terça-feira, 10 de junho de 2014
A incoerência dos palanques
O quadro político visando às eleições de outubro revela, sem disfarces, a total ausência de coerência ou princípios de partidos e de candidatos. Movidos, tão somente, pela busca desenfreada pelo poder, partidos se enfrentam nos estados ao mesmo tempo em que firmam aliança no plano nacional. Basta percorrer o noticiário para verificar a dissonância entre as decisões do diretório nacional de algumas legendas e de suas instâncias estaduais. O PMDB talvez seja o exemplo mais gritante. Na eleição presidencial, o PMDB seguirá aliado ao PT, inclusive com Michel Temer, novamente, como vice na chapa da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. O diretório do Rio Grande do Sul, no entanto, apoiará o candidato do PSB, Eduardo Campos. Por sua vez, o diretório do Rio de Janeiro, antigo aliado do PT, rompeu a parceria e apoiará Aécio Neves, candidato do PSDB.. O PP nacional apóia o governo federal, mas diretórios estaduais discordam dessa postura e apoiarão adversários de Dilma. O que leva os partidos a essa estranha dicotomia? A busca de cargos no governo federal, por parte dos diretórios nacionais, e as rivalidades locais, em se tratando das instâncias estaduais. Essa situação, no entanto, demonstra o nível de deterioração da política brasileira. Não há mais vestígios de idealismo ou de embasamento ideológico na ação dos partidos e dos candidatos. A atividade política tornou-se um balcão de negócios, um toma lá e dá cá, caótico e incoerente em termos programáticos. A consequência, óbvia, é um descrédito crescente da política aos olhos da população. O Brasil é um país que tem tido avanços notáveis em vários campos de atividade. Porém, a política tem caminhado em sentido contrário. A incoerência entre os palanques que estão sendo formados para as eleições só servem para confundir e desencantar o eleitor.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Os fantasmas da direita
Na sua luta incansável para derrubar o governo, a imprensa de direita, lança, de forma quase contínua, "fantasmas" para assustar o eleitorado brasileiro. Depois de tentar, de todas as formas, impedir a chegada do PT ao poder, e ver sua pretensão frustrada, a grande imprensa brasileira busca assustar o eleitor para forçá-lo a mudar de lado. A revista "Veja", por exemplo, é especialista nesse tipo de ação. Tentou usar o "escândalo do mensalão" para derrubar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas ele se reelegeu. Denunciou que Lula buscaria modificar a legislação eleitoral para obter um terceiro mandato, o que não se confirmou. Alude, seguidamente, aos "radicais do PT", figuras "perigosas", ávidas por "esquerdizar o país". Seu mais novo fantasma é um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff instituindo a "Política Nacional de Participação Social" e o "Sistema Nacional de Participação Social". Conforme "Veja", essas iniciativas visam "sovietizar" o Brasil. Na verdade, o governo nada mais faz do que, coerentemente com as bandeiras históricas do PT, estabelecer que as instâncias decisórias dos órgãos da administração direta tenham a participação de conselhos formados por representantes da sociedade civil. Nada mais democrático. Sempre que possível, deve-se caminhar na direção da democracia direta, ou seja, com menos intermediação entre as vontades populares e o Poder Executivo. Os movimentos sociais são cada vez mais atuantes, e isso não constitui uma ameaça para a sociedade, pelo contrário. Só pode se sentir atemorizado por eles quem defende uma sociedade elitista, sectária, desigual, injusta. Não é á toa que entre os que ergueram a voz contra o decreto está o jurista Ives Gandra da Silva Martins, um reacionário notório. Ives Gandra argumenta que nas democracias é o Congresso que representa o povo. Típica conversa de quem tem horror ao povo, e morre de medo que ele possa influir diretamente nas decisões de governo. Afinal, isso ameaçaria os privilégios de sua classe. Na matéria em que trata do assunto, na edição dessa semana, "Veja" prevê que o decreto será derrubado, "felizmente, para os brasileiros". Tomara que não. A democracia representativa clássica não atende ás expectativas da população, não responde às suas necessidades. Ao assinar o decreto, contrariando os conservadores, Dilma caminha em direção ao rumo que sempre deveria ter tomado, o de um governo de feição marcadamente popular.
domingo, 8 de junho de 2014
Os azares de Felipe Massa
O Brasil, que já teve vários pilotos ao longo da história da Fórmula 1, e três campeões da categoria, hoje tem apenas um: Felipe Massa. Ele é um piloto talentoso e, em 2008, foi vice-campeão, perdendo o título na última volta do Grande Prêmio do Brasil. Massa ganhou a corrida, mas o inglês Lewis Hamilton, ao pular do sexto para o quinto lugar, na última volta, ficou com o título. Desde então, a trajetória de Massa na Fórmula 1 tem sido uma sucessão de azares. Começou em 2009, quando, ao ser atingido na cabeça por uma peça que voou do carro de Rubens Barrichelo, ficou em coma e correu risco de vida. Se recuperou e voltou a correr, mas sem alcançar os mesmos bons resultados de antes do acidente. Os sucessivos fracassos fizeram com que a Ferrari o dispensasse, no final de 2013. Massa viveu a angústia de não saber se teria uma equipe para continuar na Fórmula-1. Acabou se acertando com a Williams, uma equipe das mais vitoriosas da categoria, mas que vivia um péssimo momento. A Williams conseguiu fazer um bom carro, que permite buscar posições no pelotão da frente, mas a má sorte continua a perseguir Massa. Por vezes, ele é vitimado por erros de outros pilotos. Em outras oportunidades, por uma estratégia de corrida mal elaborada pela equipe. Hoje, no Grande Prêmio do Canadá, Massa largou em quinto lugar, chegou a estar em primeiro, teve de parar para trocar pneus, o que o fez cair para sétimo, recuperou posições e ia em busca de um lugar no pódio quando um erro de Sérgio Perez retirou ambos da corrida, na última volta. Felipe Massa é um bom piloto, mas parece faltar a ele a sorte que caracteriza os campeões. Para os brasileiros, que se acostumaram as vitórias e títulos de Émerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna, ele vem sendo uma fonte permanente de frustrações.
sábado, 7 de junho de 2014
Morte precoce
A morte de Fernandão caiu com uma bomba sobre os gaúchos, assim que eles acordaram, no dia de hoje. Ídolo do Inter, onde foi o capitão na conquista dos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006, e que, mais tarde, foi gerente de futebol e técnico do clube, ainda que sem o mesmo êxito, Fernandão marcou sua passagem pelo Rio Grande do Sul de forma indelével. Uma morte precoce, com apenas 36 anos. Fernandão foi contratado, há pouco tempo, pelo Sportv, e seria um dos seus comentaristas na Copa do Mundo. Educado, articulado, Fernandão exibia um padrão diferenciado da maioria dos jogadores. Tornou-se ídolo do Inter sem despertar o ódio dos adversários devido ao seu comportamento elegante. Seu falecimento pegou a todos de surpresa, e espalhou tristeza em todo o Estado. Uma demonstração do caráter de Fernandão se deu quando ele rompeu um contrato com o São Paulo, pelo qual recebia um salário polpudo, por perceber que suas condições físicas não lhe permitiam ter a devida continuidade de atuações pelo clube. Adorava voar de helicóptero, e, ironicamente, morreu num acidente com esse tipo de aeronave. As manifestações dos colorados desde a divulgação da sua morte dão a dimensão do tamanho da idolatria da torcida por ele. Um bom jogador, um líder, um grande homem. Fernandão deixou a sua marca. Uma vida breve, mas exitosa.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Último teste
No amistoso que foi o último teste antes da estreia na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira venceu a Sérvia, hoje á tarde, no Morumbi, por 1 x 0. Não foi uma grande atuação da Seleção, e, ao final do primeiro tempo, com o 0 x 0 se mantendo no placar, ouviram-se vaias. Porém, no segundo, Fred fez o gol da vitória, e a Seleção perdeu outras boas chances de marcar, o que trouxe de volta o apoio do torcedor. Fred, aliás, ao marcar um gol típico de centroavante, silenciou, pelo menos momentaneamente, os seus críticos. O destaque negativo da partida foi a excessiva virilidade da Sérvia em alguns lances. Neymar, por exemplo, levou uma entrada forte logo aos 3 segundos de jogo. A maior preocupação que restou do jogo foi quanto ao desempenho modesto, mais uma vez, de Oscar, agravado pelo fato de que William, que o substituiu no segundo tempo, também não jogou bem. Agora, resta a contagem regressiva para a estreia contra a Croácia, na quinta-feira, jogo que será a abertura da Copa do Mundo. O jogo, provavelmente, será difícil, mas a Seleção é favorita e deve vencer.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
A Seleção Brasileira de todos os tempos
A Seleção Brasileira, a mais vitoriosa dentre todas, está completando 100 anos em 2014. Como seria de se esperar, veículos de comunicação começam a estimular que as pessoas formem a sua "Seleção Brasileira de todos os tempos". Numa história já tão longa, e com tantos craques, é uma tarefa extremamente árdua. Até porque, o escolhido em cada posição não precisa ter sido, necessariamente, um campeão mundial. Há jogadores mais modestos tecnicamente que integraram equipes campeãs, outros, brilhantes individualmente, que não tiveram a mesma sorte. Algumas posições são mais pródigas em grandes valores, outras menos, mas, ainda assim, sobram opções para se formar essa seleção ideal. No gol, afora campeões mundiais como Gilmar, Taffarel e Marcos, Leão teria de ser lembrado. Na lateral direita, há vários bons nomes, mas uma inevitável polarização entre Djalma Santos e Carlos Alberto. Na zaga central direita, nomes como Domingos da Guia, Pinheiro e Luís Pereira, que não foram campeões da Copa do Mundo, estão num plano técnico superior aos campeões Bellini, Brito, Aldair e Lúcio, e equiparam-se a Mauro, vitorioso em 1962. Na zaga central esquerda, o atual titular, e capitão da Seleção, Thiago Silva, talvez seja a melhor escolha. Na lateral esquerda, ainda que hajam outros nomes de destaque, Nílton Santos surge como uma escolha óbvia. Como volantes, sobram bons nomes, como, Danilo Alvim, Zito, Clodoaldo, Falcão, Toninho Cerezzo. Nas meias é onde está concentrado o maior número de talentos, como Zizinho, Didi, Gérson, Tostão, Pelé, Zico, Rivelino, Neymar. No ataque, também há muitos grandes nomes, como Leônidas da Silva, Ademir de Menezes, Garrincha, Romário, Ronaldo. Como se vê, opções não faltam, e muitas seleções poderiam ser formadas. Consenso mesmo, só em relação a Pelé e Garrincha. Os dois, que nunca perderam com a camisa da Seleção Brasileira jogando juntos, são presença obrigatória em qualquer escalação de melhores.
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