domingo, 30 de março de 2014
Fracasso rotundo
A derrota do Grêmio para o Inter, por 2 x 1, de virada, hoje, na Arena, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Gaúcho, é daquelas que deixam marcas indeléveis. Um fracasso rotundo. Afinal, era um jogo pleno de significados. Foi o Gre-Nal de número 400 na história. O primeiro da Arena a ter um vencedor. Com o resultado, o Inter abriu 25 vitórias de vantagem no cômputo geral dos grenais. Como se vê, um revés terrível para o Grêmio. Porém, o Grêmio não fez por merecer melhor sorte, pois, tendo começado superior e feito 1 x 0 aos 14 minutos do primeiro tempo, recuou inexplicavelmente, dando campo ao adversário, situação que persistiu até o final do jogo. No intervalo, o técnico do Inter, Abel Braga, tomou uma providência que se revelaria decisiva, ao substituir Jorge Henrique, de fraca atuação, por Alan Patrick. O Inter passou a dominar inteiramente o jogo, sem que o técnico do Grêmio, Enderson Moreira, esboçasse qualquer reação. Só quando o Grêmio já havia sofrido o gol de empate é que ele começou a realizar trocas no time, mas já era tarde. O Grêmio já havia se mostrado vacilante contra o Brasil, de Pelotas, quando, após fazer 2 x 0, caiu de rendimento e proporcionou um gol para o adversário, no final, que, por pouco não deu contornos dramáticos a uma vitória que, até então, era tranquila. As grandes decepções do Grêmio, hoje, foram Dudu e Luan. Dudu mais pareceu um peladeiro, correndo para todos os lados sem objetividade. Luan, talvez convencido de ser um craque, abusou do individualismo, tentando driblar todos os que via pela frente, e sendo, quase sempre, desarmado. O título do Gauchão, dessa forma, está, praticamente, perdido para o Grêmio. Se vier a conquistar a competição, como tudo indica, o Inter será tetracampeão gaúcho, e abrirá uma vantagem de sete títulos estaduais sobre o Grêmio. Para piorar o quadro, o Grêmio terá um jogo importante pela Libertadores, quarta-feira, fora de casa, contra o Nacional, de Medellin, e terá a dura tarefa de impedir que a derrota no Gre-Nal abata o seu ânimo. Convenhamos, uma intenção que não será nada fácil de alcançar.
sábado, 29 de março de 2014
Gre-Nal 400
As datas e acontecimentos com números "redondos" sempre foram festejadas e exaltadas. Os cinquenta anos de união de um casal, o centenário de fundação de um município, por exemplo. Dessa forma, o Gre-Nal de amanhã, na Arena, terá um elemento adicional a enobrecer um clássico que já é tão pleno de significados. O Gre-Nal, tido até por pessoas fora do Rio Grande do Sul como o maior clássico brasileiro, dada a singular rivalidade entre os dois clubes rivais, Grêmio e Inter, será jogado pela 400ª vez! Uma história que começou há 105 anos, em 1909, de um confronto que, desde então, só fez crescer em empolgação e grandiosidade. Particularmente, já assisti, no estádio, mais de uma centena de grenais. Um jogo fascinante e emocionante como poucos. Embora no cômputo geral do enfrentamento o Grêmio esteja em desvantagem, o clube ainda está invicto nos grenais "redondos". No Gre-Nal 100, em 1948, no estádio da Timbaúva, houve empate em 0 x 0, e, com o resultado, o Grêmio ganhou, de forma invicta, o título do Torneio Extra. No Gre-Nal 200, em 1971, no Beira-Rio, o Grêmio venceu por 3 x 1. O Gre-Nal 300, em 1989, no Olímpico, na decisão do Campeonato Gaúcho, teve novo empate em 0 x 0, com o Grêmio vencendo por 4 x 3 nos tiros livres da marca do pênalti e tornando-se pentacampeão estadual. Portanto, para os supersticiosos, mais um fator a ser levado em consideração no jogo de amanhã, o primeiro da decisão do Gauchão de 2014. O Grêmio, por jogar em casa e ter um time mais testado, tem um leve favoritismo para a partida, mas num Gre-Nal tudo pode acontecer. Um jogo que já começa histórico, por alcançar uma marca tão expressiva, e que tem tudo para vir a ser lembrado e discutido muito tempo depois da sua realização, como grande parte dos grenais. Afinal, o Gre-Nal não combina com a banalidade, ele é, por natureza, um acontecimento notável. Resta esperar que, mais do que do esses apelos, o Gre-Nal 400 nos brinde com um grande jogo.
sexta-feira, 28 de março de 2014
A lista
A revista inglesa "World Soccer", em uma edição especial, apresenta uma lista com os 50 maiores jogadores da história das Copas do Mundo. Conforme os editores da revista, os critérios para a elaboração da lista são estatísticas diretas, prêmios por participação em Copas, papel decisivo em partidas, impacto em sua equipe, e legado deixado na história da competição. Listas desse tipo sempre são polêmicas, e com a da "World Soccer" não é diferente. Nos quatro primeiros lugares, a escolha parece bastante criteriosa, apresentando Pelé, Maradona, Beckenbauer e Garrincha, respectivamente. Porém, daí por diante, algumas posições são muito excêntricas. O quinto colocado, por exemplo, é Gerd Müller que, assim, ficou na frente de Ronaldo (6º), Cruyff (7º), e Zidane (8º). Gerd Müller foi um grande centroavante, tendo feito 14 gols nas duas Copas de que participou, mas colocá-lo a frente de Ronaldo e Romário é uma demasia. Romário, por sinal, aparece apenas em 13° lugar, uma posição atrás de Roberto Baggio. Isso soa como um contrassenso, já que, na Copa do Mundo de 1994, Romário foi a mais importante figura da Seleção Brasileira na conquista do título, e Baggio errou a cobrança de tiro livre da marca do pênalti que determinou o resultado da competição. Há jogadores que estão em posições absurdas. Puskas está em 11º lugar, quando, na verdade, teria de ficar abaixo, apenas, dos quatro primeiros. O 10º colocado, Mathaüs, teve o grande mérito de ter jogado cinco Copas do Mundo e disputado 25 jogos, recorde na história da competição, mas não era um grande craque. Didi, que é listado em 31º lugar, deveria estar entre os 10 primeiros. Platini, 18º colocado, também deveria estar entre os dez primeiros. Por outro lado, Cafu, 16º lugar, nem deveria integrar a lista. Buffon em 14º lugar também é uma demasia, ainda mais com Yashin estando apenas em 23º Os absurdos ficam por conta de Donovan, 48º, e Salenko, 49º. Afora os quatro primeiros colocados, indiscutíveis, a lista mais erra do que acerta, omitindo grandes jogadores, e incluindo nomes obscuros. Os mais jovens, não devem tomá-la como referência.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Machismo renitente
Uma pesquisa que acaba de ser divulgada dá conta de que 65% das pessoas consultadas concordam com a afirmação de que mulheres que usam roupas sensuais ou provocantes são responsáveis pela ocorrência de estupros. A ideia dos que pensam assim é a de que se as mulheres se vestirem de maneira mais comportada estarão evitando a hipótese de serem atacadas sexualmente. Afora ser uma visão absurdamente machista, traz nas suas entrelinhas o entendimento de que os homens não são capazes de refrear seus instintos, cabendo à mulher, então, não despertá-los. Num mundo que viveu a chamada revolução sexual há 50 anos, e que vem tendo aceleradas mudanças no campo comportamental, é estarrecedor constatar que ainda existam tantas pessoas com uma postura tão tacanha e conservadora. Isso só demonstra que, ao contrário de uma sociedade libertina e dissoluta como sustentam muitos, o que temos no Brasil é um moralismo anacrônico. Não faz tanto tempo assim, ainda aceitávamos que homens "lavassem sua honra" com sangue, assassinando suas mulheres, caso fossem traídos por elas, sendo absolvidos nos tribunais. O machismo é renitente no país, que insiste em não se livrar de conceitos obscurantistas. O caminho a percorrer para que tenhamos uma sociedade evoluída, como se pode constatar a partir do resultado de pesquisas como esta, é, ainda, muito longo.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Vitórias esperadas
As vitórias eram esperadas e se confirmaram. Assim, Grêmio e Inter irão decidir o Campeonato Gaúcho. Nos jogos de hoje, pelas semifinais, eliminaram o Brasil, de Pelotas, e o Caxias, respectivamente.. O Grêmio ganhou do Brasil, na Arena. A vitória gremista foi merecida, pelo que se viu em campo, embora o Brasil reclame de que Luan teria dominado a bola com a mão antes de marcar o segundo gol.. Luan, por sinal, foi o melhor jogador em campo, com mais uma atuação de altíssimo nível. O restante do time teve uma atuação um pouco abaixo dos jogos anteriores. Barcos, por exemplo, que fizera três gols no jogo contra o Juventude, teve um desempenho muito discreto. O Brasil, por sua vez, abusou da violência e das reclamações, com a complacência do árbitro Fabrício Neves Corrêa. Porém, ainda que não tenha sido fácil, pois o Brasil marcou um gol no final do jogo, a vitória do Grêmio refletiu o que se observou em campo. No outro jogo das semifinais do Gauchão, o Inter goleou o Caxias por 3 x 0, no Estádio do Vale. O Inter marcou seu primeiro cedo, num lance de oportunismo de Wellington Paulista. Uma jogada, no entanto, acabaria tendo um peso decisivo para o resultado final. Um pênalti claro de Paulão, tocando com a mão na bola, não foi marcado pelo árbitro, quando o jogo ainda estava apenas 1 x 0 para o Inter. Logo depois, o Inter marcou o seu segundo gol, encaminhando a vitória. Um terceiro gol ainda aconteceria, logo no início do segundo tempo, transformando o restante do jogo no mero cumprimento de uma formalidade. Agora, serão dois grenais paras decidir o campeonato estadual, o que aconteceu pela última vez em 2011. O primeiro jogo será domingo, na Arena. O segundo, que terá o Inter como mandante, será realizado no dia 13 de abril, em local ainda indefinido.
terça-feira, 25 de março de 2014
Os algozes do futebol
Paixão que move multidões, o futebol vem sendo golpeado por pessoas e instituições que o submetem a seus interesses. A decisão da Brigada Militar de não permitir que, no jogo de amanhã, contra o Grêmio, na Arena, o Brasil, de Pelotas, tenha mais de 1.500 torcedores, é absurda, e fere o Estatuto do Torcedor, que estabelece uma cota de ingressos para o clube visitante de 10% da capacidade do estádio. A partida é válida pela semifinais do Campeonato Gaúcho, e a torcida do Brasil, fanática e numerosa, ocuparia um espaço muito maior no estádio, se lhe fosse disponibilizado. Num campeonato de média de público ridícula, estabelecer esse tipo de restrição num dos poucos jogos capazes de receber um grande número de assistentes é um contrassenso. Isso também tem ocorrido nos grenais, tirando parte do brilho de um clássico que, em outros tempos, concedia pouco menos da metade do estádio para a torcida visitante. A alegação é sempre a de falta de "condições de segurança". No caso do jogo de amanhã, isso se daria pela precariedade do entorno da Arena. Ainda no caso do novo estádio do Grêmio, sua administradora, a Arena Porto Alegrense, submeteu os torcedores do clube a um suplício no jogo de domingo, contra o Juventude. Ao liberar apenas duas das quatro rampas de acesso ao estádio, com o intuito de economizar no número de funcionários utilizados, obrigou os torcedores a uma maratona em volta da Arena. Esses fatores, somados ao encolhimento dos estádios, transformados em arenas, e ao alto preço dos ingressos, estão elitizando o mais popular dos esportes. Os algozes do futebol estão bem identificados. Resta, aos que amam esse esporte, não deixar que eles continuem a agir impunemente.
segunda-feira, 24 de março de 2014
As reedições de uma marcha idiota
Nada poderia ser mais patético e fora de lugar do que as reedições da "Marcha da família coim Deus e pela Liberdade" que estão ocorrendo em algumas capitais do Brasil. Em 1964, essa marcha idiota foi um dos elementos de incitação ao espúrio golpe militar perpetrado contra um governo legitimamente eleito. Trata-se de mais um gesto das forças reacionárias que tentam convencer a opinião pública de que "o país está um caos", e de que necessita de uma "faxina". Na verdade, nada há na situação brasileira atual que justifique uma ruptura institucional. O Brasil tem um governo legítimo, e a presidente Dilma Rousseff, de acordo com várias pesquisas, deverá se reeleger no primeiro turno. Aliás, ao contrário do que apregoam os saudosos do autoritarismo, o presidente João Goulart, deposto pelos militares, dispunha de amplo apoio da população. Goulart caiu porque ousou afrontar os interesses das classes dominantes com as suas reformas de base. Pelo mesmo motivo, a imprensa conservadora tenta plantar as sementes de um novo golpe. Porém, o que se viu nas capitais que promoveram as tais marchas foi um fracasso retumbante. Elas não reuniram, cada uma, mais que meia centena de pessoas. Muitas vezes, os grupos de contestação às marchas eram mais numerosos. Isso prova duas coisas. Primeiro, que não há nenhuma razão para se quebrar a ordem democrática no Brasil. Em segundo lugar, mostra que o povo brasileiro já não se deixa manipular tão facilmente. O desespero da direita, e sua ânsia de defender a ideia de que como está não pode ficar, é porque ela, finalmente, se deu conta do óbvio, isto é, de que enquanto houver eleições limpas e em dois turnos, ela jamais voltará ao poder. Ao perceber algo que sempre foi tão evidente, resolveu partir para o estímulo ao golpismo. As marchas realizadas, no entanto, mostraram que toda essa gritaria contra o governo não obteve eco junto à população. Como expressa o ditado, os cães ladram e a caravana passa. A direita continuará berrando e esperneando, mas fora do poder.
domingo, 23 de março de 2014
Goleada afirmativa
Foi definido, na tarde de hoje, o último clube classificado para as semifinais do Campeonato Gaúcho. Na Arena, o Grêmio goleou o Juventude por 3 x 0. Foi uma goleado afirmativa, pois o Grêmio vinha de um empate heróico pela Libertadores, e ganhou de um adversário que estava sendo uma pedra no seu sapato nos últimos anos. O Grêmio começou a encaminhar o resultado cedo, com um gol de Barcos, aos nove minutos do primeiro tempo. Ele marcaria mais dois gols no segundo tempo, um de pênalti e outro, muito bonito, driblando o goleiro. Mesmo a competência, e o conhecimento que possui sobre o Grêmio, do técnico Róger Machado, não foi suficiente para equilibrar o jogo, dada a diferença de qualidade entre os dois times. No Grêmio, afora Barcos, Wendell, mais uma vez, se destacou. Dudu foi rápido e insinuante, e Marcelo Grohe correspondeu quando foi exigido. Agora, o Grêmio irá enfrentar o Brasil, de Pelotas, novamente na Arena. Um jogo que será difícil, sem dúvida, mas para o qual o Grêmio é favorito. Se obtiver a classificação, deverá, provavelmente, decidir o Gauchão contra o Inter, que também é favorito, diante do Caxias, no Estádio do Vale, na outra partida pelas semifinais.
sábado, 22 de março de 2014
Sem surpresas
Os jogos de hoje pelas quartas de final do Campeonato Gaúcho tiveram vitórias dos favoritos. O Inter, jogando no Estádio do Vale, venceu o Cruzeiro por 3 x 1. Depois de abrir 2 x 0 no placar, o Inter levou um gol aos 39 minutos do segundo tempo. Porém, em vez de um final de jogo nervoso, com o Cruzeiro ameaçando o empate, foi o Inter que fez mais um gol. Na verdade, o Inter ainda não foi devidamente testado, dada a fragilidade dos adversários que enfrentou, até agora, no Gauchão e na Copa do Brasil. Seu único adversário de alto nível foi o Grêmio, e só ele poderá pô-lo a prova, caso voltem a se enfrentar. Algumas constatações, no entanto, já podem ser feitas. Uma delas é a de que Aranguiz, autor dos dois primeiros gols do Inter, hoje, é a melhor contratação do clube em muitos anos. A outra é a de que Dida já não se mostra um goleiro confiável. Ele quase proporcionou um gol para o Cruzeiro quando o jogo ainda estava empatado, e falhou no único que o adversário marcou. O Brasil, de Pelotas, por sua vez, também confirmou o seu favoritismo. Num Bento Freitas com grande público, ganhou do Novo Hamburgo por 2 x 0. A vitória, contudo, foi mais difícil do que o placar indica. O Brasil fez 1 x 0, ainda no primeiro tempo, com um gol de falta, e não chegou a se impor sobre o adversário. Nos minutos finais, o Novo Hamburgo pressionou intensamente o Brasil, que se defendeu como pode. Num desses ataques, o Brasil conseguiu retomar a bola e armar um contragolpe, que resultou no segundo gol. Agora, nas semifinais, o Inter jogará contra o Caxias, novamente no Estádio do Vale. O Brasil aguarda o vencedor de Grêmio x Juventude para saber quem terá de enfrentar. Se o Grêmio se classificar ganhando no tempo normal, o jogo contra o Brasil será na Arena. Se o Grêmio vencer nos tiros livres da marca do pênalti, ou se o classificado for o Juventude, a partida será no Bento Freitas.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Primeiro classificado
O Caxias é o primeiro clube classificado para as semifinais do Campeonato Gaúcho. Em jogo realizado no Francisco Stédile, o Caxias saiu perdendo para o Veranópolis por 2 x 0, no primeiro tempo, e foi para o vestiário, no intervalo, intensamente vaiado por sua torcida. No segundo tempo, veio a reação, e o empate em 2 x 2. A decisão, então, foi para os tiros livres da marca do pênalti, e o Caxias venceu por 9 x 8. Agora, o Caxias ficará na espera do vencedor do jogo Inter x Cruzeiro, no Estádio do Vale, amanhã. Para o Veranópolis foi uma desclassificação doída, pois vencia por 2 x 0 na casa do adversário e não conseguiu sustentar a vantagem. De qualquer forma, o técnico Julinho Camargo sai valorizado do Gauchão, pois fez mais um bom trabalho, confirmando o conceito favorável de que desfruta, e tendo sido o único a vencer o Inter, até agora, na competição. Por outro lado, o Caxias não demonstrou o futebol que se esperava, ainda mais para quem jogava em casa, e não parece capaz de fazer frente ao Inter, caso este se classifique. A princípio, salvo alguma grande surpresa, a decisão do campeonato estadual deverá ser, como na maioria das vezes, entre Grêmio e Inter.
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