terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Primeiros classificados
Saíram, hoje, os dois primeiros classificados na pré-Libertadores. O Nacional, do Uruguai, como era de se esperar, reverteu a derrota por 1 x 0 na primeira partida, e, jogando em casa, venceu o Oriente Petrolero, da Bolívia, por 2 x 0, e se classificou para integrar o "grupo da morte" da Libertadores, junto com Grêmio, Nacional de Medellin e Newells Old Boys. A classificação do Nacional também deverá ter uma consequência direta no Gre-Nal de domingo, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. Como o Grêmio estreará na Libertadores na quinta-feira, dia 13, fora de casa, contra o vencedor desse confronto, caso o Oriente Petrolero fosse o classificado, provavelmente, jogaria o Gre-Nal com seu time B, dada a viagem, relativamente longa, para Santa Cruz de La Sierra. Como Montevidéu fica bem mais próxima, não implicando num desgaste maior, os titulares deverão jogar o Gre-Nal. Especificamente em relação à Libertadores, a classificação do Nacional torna o grupo do Grêmio, que já era difícil, ainda mais duro. Isso deve deixar o torcedor do Grêmio ainda mais preocupado, porque a apresentação do time contra o Juventude, domingo passado, foi desalentadora. O outro classificado da noite foi o Independiente Santa Fe, da Colômbia, que venceu, em casa, o Morelia, do México, por 1 x 0. Como perdera, no primeiro jogo, por 2 x 1, classificou-se pelo saldo qualificado, ou seja, por ter marcado um gol fora de casa. O Independiente Santa Fe irá para o grupo do Atlético Mineiro, atual campeão da Libertadores. Os outros dois integrantes, no entanto, Nacional, do Paraguai, e Zamora, da Venezuela, fazem desse grupo um dos mais fracos da competição.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Um novo perfil na educação
Não resta dúvida de que a má qualidade da educação é um dos grandes problemas do Brasil. Muito se tem falado sobre o assunto, sob os mais diversos ângulos. Em sua coluna na edição dessa semana da revista "Veja", o economista Claudio de Moura Castro, especializado em educação, aborda um aspecto interessante que parece não estar sendo levado em conta pelos que pretendem modificações no sistema de ensino brasileiro. Moura Castro alerta para o excesso de conteúdos no ensino médio brasileiro. Ele sustenta que é preciso ensinar bem o que esteja ao alcance dos alunos, e não inundá-los com uma enxurrada de informações e conhecimentos. Vai adiante e afirma que falar de teorias não serve para nada e que o que se aprende na escola tem de ser útil na vida real. Particularmente, sempre entendi que o ensino na escola é muito distanciado da realidade prática, e isso é um forte fator de desestímulo ao estudo e de incentivo à evasão. Mesmo os melhores alunos das escolas de elite, diz Moura Castro, são entulhados com mais do que conseguem digerir. Sendo assim, a situação dos alunos menos brilhantes é ainda pior. Ensina-se demais e eles aprendem de menos. Uma nova escola precisa ser criada, ajustando os currículos aos alunos. Para isso, é preciso cortar conteúdos. Não se trata, adverte Claudio de Moura Castro, de uma escola de pouca exigência para alunos que se esforçam menos. O que se propugna é uma escola que vai exigir o que tem sentido na vida do estudante e que está dentro do que ele pode, efetivamente, dominar. Concordo com o entendimento do colunista, e acho que se essa proposição fosse posta em prática, o ensino brasileiro daria um salto em eficiência.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Facilidade
O Inter, jogando pela primeira vez, em 2014, com o seu time titular, custou a marcar o primeiro gol, que só saiu no final do primeiro tempo, sofreu o empate no início do segundo, mas goleou o Cruzeiro por 4 x 1, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Gaúcho. Foi mais uma demonstração da fragilidade técnica da competição. Como teste, o jogo não teve nenhuma serventia para que se possa aferir o potencial do time do Inter. Como o clube não está na Libertadores, vai levar um bom tempo até que seja, efetivamente, exigido. Até lá, o torcedor poderá se deliciar com a facilidade proporcionada pelo Gauchão, onde o Inter, em cinco jogos, com diferentes escalações, ainda não perdeu nenhum.
Mau futebol
O time titular do Grêmio, em seu primeiro teste mais forte em 2014, foi amplamente reprovado. Empatou em 1 x 1 com o Juventude, no Alfredo Jaconi, pelo Campeonato Gaúcho, depois de sair perdendo, e assustou pelo mau futebol apresentado. A única exceção ao desastre técnico foi Wendell que, com inteira justiça, foi o autor do gol do Grêmio. Marcelo Grohe não brilhou, mas também não comprometeu. Os demais jogadores foram abaixo da crítica. Pará e Bressan foram péssimos, Rhodolfo esteve atrapalhado, Edinho mostrou todas as suas conhecidas limitações técnicas, Ramiro foi inexpressivo, Máxi Rodriguez não se encontrou em campo, Zé Roberto, o jogador de toques improdutivos de sempre, Kléber, a nulidade costumeira, e Barcos, um centroavante sem nenhuma contundência. Os torcedores que assistiram ao jogo, no estádio ou pela televisão, devem ter ficado apavorados com as perspectivas do Grêmio para esse ano, a partir do que viram. Algumas verdades, já constatadas em 2013, seguem sendo ignoradas pelo Grêmio. Vamos a elas. Pará é um jogador esforçado e dedicado. Porém, tecnicamente, não possui condições para jogar num clube como o Grêmio, muito menos como titular. Bressan, ainda que tenha combatividade, é outro jogador limitadíssimo do ponto de vista técnico, e não pode ser titular. Com o que o Grêmio dispõe em seu grupo, sua zaga tem de ser, obrigatoriamente, Warley e Rhodolfo. Ramiro no time e Riveros no banco é um absurdo. Kléber não pode mais ficar no Grêmio. Urge que a diretoria encontre uma solução para rescindir o seu contrato. A verdade é que o Grêmio do técnico Enderson Moreira não acrescentou nada ao que se via no ano passado. O que é natural, já que não resolveu nenhuma das deficiências flagrantes que apresentava. O sofrimento gremista, há 13 anos sem grandes títulos, ao que parece, vai prosseguir.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
O desafio dos governantes
O ano de 2014 está apenas no começo, mas as ruas já vivem um processo de ebulição. Os protestos de junho de 2013 marcaram a história do país, e era sabido que quando a Copa do Mundo se aproximasse, eles voltariam com mais força. A greve dos rodoviários, em Porto Alegre, é uma demonstração do vulto que tomaram essas manifestações. Há uma semana, um milhão de pessoas estão sem transporte coletivo para se deslocar até o trabalho. Em meio à paralisação, movimentos paralelos, com as mais variadas intenções, também marcam a sua presença. Atos de vandalismo são praticados. No entanto, a atuação das forças de segurança tem sido branda, quase passiva, o que irrita os mais conservadores. Para eles, o Brasil vive o caos em termos de segurança pública. O que eles propugnam, e que dizem ser a vontade da "maioria honesta e trabalhadora da população" é que aqueles que promovem badernas sejam rigorosamente reprimidos. Isso não irá acontecer, a menos que a situação caminhe para um total descontrole. A razão é simples, tanto no plano estadual, quanto no federal. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e a presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, são candidatos a reeleição e, até o momento, favoritos em relação aos seus adversários no pleito. Se autorizassem as forças de segurança a "baixarem o pau", para conter possíveis distúrbios na ordem pública, entrariam em rota de colisão com as bases do seu partido, que tomariam a atitude como uma repressão contra setores desfavorecidos da sociedade, algo incompatível com uma sigla de origem popular. Seus adversários, que clamam por uma atitude mais forte dos governos, não deixariam passar a chance de acusá-los de truculentos. Afora isso, com uma Copa do Mundo que fará o Brasil ficar no foco do mundo inteiro, o governo não pode permitir que o país transmita uma imagem de violência contra a população, inaceitável numa democracia. Esse é o desafio dos governantes. Tarso e Dilma caminham numa corda bamba, e manifestantes, autênticos ou oportunistas, sabem disso. Por isso, estão testando ao limite a sua paciência. Porém, como já referi acima, só uma balbúrdia absoluta, com o país sendo varrido pela desordem, poderão levar os governos estadual e federal a tomarem medidas mais duras. Em ano de eleição, prevalece o pragmatismo político. Como se sabe, em time que está ganhando não se mexe. Tarso e Dilma conduzirão a questão da segurança sob o fio da navalha, para que tudo se acomode da melhor maneira, em nome da Copa e da eleição. Antes de condená-los, pense se, no lugar deles, você não faria o mesmo. Faria, certamente.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Beijo gay
O Brasil, por vezes, entrega-se a discussões coletivas patéticas. Como se não houvesse nada mais sério com o que se preocupar, uma curiosidade varreu o país nos últimos dias: o capítulo final da novela "Amor à vida" teria o tão esperado beijo gay entre os personagens Félix e Niko? Diga-se, de passagem, que toda essa polêmica só aconteceu por se tratar de uma novela da Rede Globo, que detém a esmagadora maioria da audiência no país. Em 2011, a novela "Amor e Revolução", do SBT, levou ao ar um ardente beijo lésbico, que não teve nehuma repercussão. "Amor à vida" tratou do tema da homossexualidade com uma abertura e profundidade inéditas na televisão brasileira. Isso gerou, como não poderia deixar de ser, a reação inconformada dos conservadores, que enxergam no fato uma "derrocada dos costumes". Na verdade, a crescente abordagem da homossexualidade na teledramaturgia só reflete o que acontece na própria sociedade. Cada vez mais, os homossexuais ampliam o seu espaço no meio social, recusando-se, com razão, a serem discriminados e tratados como cidadãos de segunda classe. A televisão é uma caixa de ressonância do que ocorre nas ruas, ela não impõe conceitos. Em outras oportunidades, houve a expectativa do beijo gay em novelas da Globo, mas, talvez por entenderem que a sociedade brasileira ainda não estava madura para absorver o impacto de uma cena como essa, a direção da casa não permitiu que ele fosse ao ar. Dessa vez, foi diferente. Mesmo com o rosnar dos reacionários de plantão, é evidente que a maior parte dos brasileiros não mais se escandaliza com os homossexuais. Não faltarão, é claro, atitudes como a de um colunista de jornal, de Porto Alegre, que, há poucos dias, num de seus textos, referiu-se ao homossexualismo como "uma doença que sempre existiu" e solicitou que o governo interferisse para barrar a crescente abordagem do tema nas novelas. Como expressa o ditado, os cães ladram e a caravana passa. O beijo gay na Globo, finalmente, aconteceu. O fato, com certeza, será muito mais festejado que recriminado, e é assim que deve ser.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
A queda sem fim de Mano Menezes
Algumas vezes o que parece ser a grande oportunidade de uma pessoa na vida, acaba se revelando um caminho para a frustração. Mano Menezes parece se enquadrar nesse caso. Ele é um bom técnico de futebol, e teve uma carreira de ascensão meteórica. Num espaço de apenas cinco anos, saiu do Caxias, um clube do interior do Rio Grande do Sul, para a Seleção Brasileira. Entre um e outro ponto, treinou duas potências do futebol brasileiro, Grêmio e Corinthians. Mano conquistou vários títulos pelos dois clubes e, com a recusa de Muricy Ramalho, aceitou ser o técnico da Seleção Brasileira, no lugar de Dunga, logo após a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Por incrível que pareça, aí começaram os problemas de Mano Menezes. O trabalho na Seleção se mostrava insatisfatório. Mano testava um número exagerado de jogadores, não firmava uma equipe. Justamente quando, após mais de dois anos no cargo, seu trabalho parecia começar a apresentar frutos, foi demitido. Colaboraram para isso a saída de Ricardo Teixeira do posto de presidente da CBF, e a perda, para o México, da medalha de ouro nas Olimpíadas de 2012. Teixeira fora quem o contratara e tinha como seu diretor Andrés Sanchez, presidente do Corinthians durante a passagem de Mano pelo clube. Em lugar de Teixeira assumiu o mais velho vice-presidente da CBF, José Maria Marin, que demitiu Mano, contratando Felipão para o seu lugar, e afastou, também, Andrés Sanchez. Inicialmente, Mano recusou propostas que lhe eram feitas, alegando querer ficar um tempo sem trabalhar e estar mirando a ideia de ser técnico no futebol europeu. Após um certo tempo, aceitou uma proposta do Flamengo. Seu período no clube, no entanto, foi um fracasso. Depois de alguns resultados insatisfatórios, pediu demissão após um jogo, no Maracanã, em que o Flamengo perdeu por 4 x 2, para o Atlético Paranaense, um jogo que estava ganhando por 2 x 0. Após a saída de Tite, foi recontratado pelo Corinthians. Seu trabalho está só começando, mas os dois resultados mais recentes, uma derrota para o modesto São Bernardo, por 1 x 0, e uma goleada, ontem, de 5 x 1 para o Santos, com direito a vários "olés", mostram que o técnico ainda não retomou o rumo de seu trabalho. A Seleção Brasileira era para ser o ápice de uma carreira em que o êxito chegou bastante rápido. Acabou sendo o início da queda de Mano Menezes. Uma queda que segue livre, sem que se enxergue o seu fim.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Líderes
Grêmio e Inter são líderes de seus grupos no Campeonato Gaúcho. O Grêmio jogou, até agora, apenas uma partida com o time titular, e o Inter, nenhuma. Ainda assim, o Inter tem 100% de aproveitamento no Gauchão, tendo ganho os quatro jogos que disputou. Hoje, contra o São Paulo, de Rio Grande, no Estádio do Vale, o Inter escalou um misto de reservas e jogadores do time sub-23 que atuou nas três primeiras rodadas. Ganhou por 2 x 1, depois de abrir dois gols de vantagem, comprovando a facilidade que vem tendo diante dos clubes pequenos. Por sua vez, o Grêmio voltou a jogar com o seu time sub-20, hoje, no Bento Freitas, contra o Brasil, de Pelotas, e empatou em 1 x 1. Não foi uma boa atuação do Grêmio, que saiu perdendo e foi inferior ao adversário na maior parte do tempo. Ainda assim, voltou com um empate, quebrando a sequência vitoriosa do Brasil, e é líder isolado de seu grupo. A campanha do Inter é superior, 12 pontos em quatro jogos, enquanto o Grêmio, no mesmo número de partidas, obteve sete. Porém, os dois estão em grupos diferentes e, portanto, não jogam contra os mesmos adversários. Seja como for, a cada rodada fica mais evidente a fragilidade dos clubes pequenos. Somando-se os oito jogos da dupla Gre-Nal, até agora, em que apenas numa partida foi escalado o time titular, os adversários de Grêmio e Inter conseguiram, somente, quatro pontos em 24 disputados. Todos foram alcançados contra o Grêmio. Sem dúvida é muito pouco, e comprova o abismo técnico que existe entre a dupla Gre-Nal e os demais participantes da competição.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Começou
Os jogos pela pré-Libertadores iniciaram hoje, com duas partidas, e uma delas diretamente ligada aos interesses do Grêmio. Jogando em casa, o Oriente Petrolero (BOL) venceu o Nacional (URU) por 1 x 0. O segundo jogo será na próxima terça-feira, em Montevidéu. O ganhador desse confronto será o primeiro adversário do Grêmio na Libertadores, no dia 13 de fevereiro. Como o jogo será fora de casa, dependendo de quem seja o adversário, o Grêmio deverá adotar estratégias diferentes para o Gre-Nal do dia 9 de fevereiro, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. Se o vencedor do confronto for o Nacional, o Grêmio deverá jogar contra o Inter com seu time principal. Caso o clube classificado seja o Oriente Petrolero, o Grêmio deverá ir para o Gre-Nal com o seu time sub-20. A alegação para as diferentes posturas é a de que a viagem para a Bolívia é mais longa, e seria desgastante disputar um clássico quatro dias antes da estreia na Libertadores. Não concordo com tal posição. Acho que o time titular deve jogar sempre que possível, e que um Gre-Nal nunca deve ser tratado de forma secundária. O outro jogo de hoje foi Morelia (México) 2 x 1 Santa Fe (Colômbia). Os derrotados dessa noite farão o segundo e decisivo jogo em casa, e tem ampla chance de reverter o mau resultado inicial, pois perderam por apenas um gol de diferença. A mais importante competição de clubes das Américas começou, e só irá terminar depois da Copa do Mundo. Emoção garantida para quem gosta de futebol.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Um ano depois da tragédia
A data de hoje, praticamente, impõe um assunto: a tragédia de Santa Maria. O incêndio da boate Kiss, que resultou em 242 mortos, foi o maior em número de vítimas no Rio Grande do Sul, e o segundo do Brasil. Um fato que chocou não só o país, mas o mundo. Como era de se esperar, o passar do tempo resultou na falta de resultados práticos quanto à punição dos culpados. Enquanto a dor de familiares, parentes, amigos e companheiros dos mortos na tragédia segue imensa, os que deveriam proceder as devidas punições movem-se paquidermicamente e de forma leniente. Até mesmo moradores de Santa Maria que não tiveram familiares vitimados pelo incêndio se mostram incomodados com a insistência em torno do fato, dizendo que isso não trará de volta os que se foram. Eis aí uma argumentação cínica e insensível. Como não foram diretamente atingidas pelo drama que destroçou tantas famílias, tais pessoas querem ver restituído o seu "direito" a uma vida normal, ocupando-se com amenidades. O que elas não percebem é que um fato como o ocorrido na boate Kiss nunca poderá ser apagado da memória coletiva, por ser brutal demais. Claro, o passar dos anos irá tornar a dor menos pungente, a vida que segue imporá os seus apelos, mas a tragédia de 27 de janeiro de 2013 jamais cairá inteiramente no esquecimento. Será uma eterna cicatriz, a nos lembrar de um acontecimento dantesco. Afora isso, enquanto os culpados não forem punidos, não se pode deixar o assunto "esfriar". Chega de impunidade. Sim, infelizmente, os que se foram no incêndio não mais retornarão, mas é preciso honrar a sua memória. Isso só será possível se cada pessoa que concorreu para a tragédia for devidamente punida. Caso isso não ocorra, a dor dos que perderam seus afetos seguirá lancinante, e as vítimas irão morrer pela segunda vez.
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