quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Escalação equivocada
O Grêmio perdeu por 1 x 0 para o Atlético Paranaense, hoje, no Durival Britto, pelas semifinais da Copa do Brasil. Não foi um resultado desastroso para o Grêmio, pois o segundo e decisivo jogo será na Arena. Há, também, um fator atenuante para a derrota, o de que o Grêmio não teve nenhum de seus atacantes titulares, que estavam suspensos. Porém, o técnico do Grêmio, Renato, equivocou-se na escalação com que o time começou o jogo. Para preservar o esquema de sua preferência, o 3-5-2, escalou dois atacantes, ambos garotos, Yuri Mamute e Lucas Coelho. O correto seria escalar apenas um deles, colocando um meia no time, preferencialmente Máxi Rodriguez. Assim, o time teria um jogador capaz de fazer a jogada de ligação com o atacante que fosse escalado. Yuri Mamute teve uma atuação esforçada, mas Lucas Coelho foi uma nulidade. Sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense, o Grêmio foi para o intervalo perdendo por 1 x 0. Mais uma vez, Renato errou ao não modificar o time no intervalo. Ao, finalmente, fazer uma alteração, colocando Elano e tirando Lucas Coelho, o Grêmio cresceu de produção e criou três chances de gol, o que não havia feito em todo o jogo. A classificação ainda está ao alcance do Grêmio. No confronto com o Santos, o Grêmio perdeu o primeiro jogo, também por 1 x 0, e se classificou ao vencer a segunda partida por 2 x 0. Será, no entanto, uma tarefa muito árdua para um time que tem uma dificuldade crônica de fazer gols.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Imprensa independente
A existência de uma imprensa livre e independente é, sem dúvida, um dos pilares da democracia. O problema é quando por trás da defesa de tais princípios se escondem apenas os interesses corporativos de grandes conglomerados de comunicação. Os veículos da grande imprensa brasileira vivem alertando para supostas tentativas do governo de cercear a liberdade de expressão e controlar o conteúdo editorial dos meios de comunicação. Tais veículos procuram posar, diante da opinião pública, como paladinos em defesa da liberdade e da democracia. O governo, ao de alguma forma afrontar seus interesses, seria a expressão de uma visão totalitária de poder, que não admite críticos nem opositores. Trata-se, evidentemente, de uma posição maniqueísta e que distorce a realidade dos fatos. A verdade é que, no Brasil, poderosos grupos de comunicação detém várias concessões de canais de rádio e televisão, operando também como editores de jornais e revistas e no meio cibernético. Paralelamente à atuação específica nos meios de comunicação, esses grupos estendem seus tentáculos para diversos outros empreendimentos e atividades econômicas. Assim, sua linha editorial está, na verdade, muito mais comprometida com seus interesses corporativos do que com os da sociedade como um todo. Na Argentina, o poder judiciário declarou a constitucionalidade da Lei de Meios, o que implicará numa limitação do número de concessões de emissoras de rádio e televisão a que grupos de comunicação terão direito. Para se enquadrarem nos limites da lei, grupos terão de abrir mão de várias concessões de que, atualmente, dispõem. A grande imprensa brasileira, imediatamente,atacou a medida, qualificando-a como uma tentativa do governo da presidente Cristina Kirchner de controlar os meios de comunicação e atacar os críticos de sua administração. Foi destacado o fato de que quatro dos sete juízes que votaram sobre a medida foram nomeados pelo falecido ex-presidente Nestor Kirchner, com quem Cristina era casada. A Lei de Meios atinge frontalmente os interesses do Grupo Clárin, o maior conglomerado de comunicação da Argentina. O fato acontecido na Argentina deveria reacender a discussão sobre o assunto no Brasil. Ninguém precisa ensinar ao povo brasileiro o quão deletéria pode ser a ação dos governos quando resolvem inibir a liberdade de imprensa. Durante a espúria ditadura militar, sofremos duramente com essa experiência. Por outro lado, não é nada benéfico para o país ter seus meios de comunicação controlados economicamente por alguns poucos e gigantescos grupos. Isso não garante à população uma difusão da informação que seja, efetivamente, plural e independente. Ao criticar duramente o ocorrido na Argentina, a imprensa brasileira não está agindo em defesa da liberdade de expressão, e sim tentando influir para que algo semelhante não ocorra no Brasil. Teme que seus muitos interesses, em nada relacionados com a população em geral, venham a ser ameaçados.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O domínio de Vettel
A Fórmula 1 tem um novo fenômeno: Sebastian Vettel. O piloto alemão, de apenas 26 anos, conquistou ontem, no Grande Prêmio da Índia, faltando ainda três corridas para o fim da competição, o seu tetracampeonato na mais importante categoria do automobilismo. Só três outros pilotos ganharam tantos ou mais títulos que Vettel: Juan Manuel Fangio, Alain Prost e Michael Schumacher. Porém, só Vettel e Schumacher ganharam quatro títulos de forma consecutiva. Schumacher em 2001, 2002, 2003 e 2004, todos pela Ferrari. Vettel em 2010, 2011, 2012 e 2013, todos pela RBR. Em apenas sete anos de F-1, Vettel já tem, afora os quatro títulos, 36 vitórias, 59 pódios e 43 pole positions. Está a caminho de bater o recorde de vitórias seguidas na categoria. Foi o piloto mais jovem a ser campeão, bi, tri e tetra da F-1. Tudo indica que vai bater todas as marcas da categoria. Afinal, só dois pilotos tem mais títulos do que ele na F-1, Fangio e Schumacher. Fangio foi campeão cinco vezes, Schumacher, sete. Com apenas 26 anos, Vettel tem tudo para superá-los. Após o fim da era Schumacher, não se esperava que, tão cedo, a F-1 vivesse, novamente, sob o domínio absoluto de um único piloto. Por um lado, isso desestimula um pouco o público, dada a previsibilidade do resultado das corridas. Por outro, dota o esporte, em geral, e o automobilismo, em particular, de um novo mito. Campeões o esporte tem muitos. Fenômenos, são poucos. Por tudo que já fez, e pelo que, provavelmente, ainda fará, Vettel já é uma lenda viva do esporte.
domingo, 27 de outubro de 2013
Rotina
O Inter perdeu por 3 x 2 para o São Paulo, hoje á tarde, no Francisco Stédile, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a nona derrota do Inter no Brasileirão, e mais uma vez, o time tomou muitos gols, demonstrando que a saída do técnico Dunga, por si só, não solucionou os problemas. O clube continua com a sua rotina de maus resultados. O árbitro Péricles Bassols Cortez, do Rio de Janeiro, teve uma atuação muito ruim, mas não foi o culpado pela derrota. Ofensivamente, o Inter, novamente, teve um bom desempenho, mas, também de forma habitual, a defesa deixou a desejar. O resultado retira do Inter qualquer possibilidade lógica de se classificar para a Libertadores. O rebaixamento é uma possibilidade distante. O que parece restar ao Inter, em 2013, é portar-se com dignidade nos jogos que faltam, e voltar renovado em 2014.
Atuação vergonhosa
O Grêmio foi goleado por 4 x 0 pelo Coritiba, hoje, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro. Não só o placar foi vexatório. A atuação do Grêmio foi vergonhosa. O técnico do Grêmio, Renato, poupou três jogadores, alegadamente por cansaço muscular, Rhodolfo, Souza e Ramiro. Com isso, o Grêmio jogou com apenas dois zagueiros, em vez dos três habituais, sendo que um deles, Werley, retornava de lesão. Adriano mostrou as terríveis limitações de sempre, e Mateus Biteco, mais uma vez, teve uma atuação pífia. A solidez defensiva do Grêmio, que em muito se deve aos três jogadores poupados, desmoronou. Para piorar, com apenas 14 segundos de jogo, Pará, sem que nenhum adversário o estivesse acossando, marcou um ridículo gol contra. Aos três minutos, o Coritiba já fazia 2 x 0, pois Alex foi deixado sem marcação para chutar de fora da área e mandar a bola para as redes. Ainda no primeiro tempo, uma bola dada de presente ao Coritiba redundou em mais um gol. No segundo, o Coritiba marcou outro, ampliando o fiasco do Grêmio. Em todo o jogo, o Grêmio só teve uma chance de gol, com Elano, aos 39 minutos do segundo tempo. A exemplo do que fizera contra o Cricíuma, na Arena, Renato subestimou o Coritiba, poupando três titulares. Eles fizeram muita falta. O desempenho do time, afora ter sido tecnicamente horroroso, foi marcado pela apatia e ausência de competitividade. Faltou marcação, comprometimento. O êxito do Grêmio sob o comando de Renato tem sido alcançado com o time jogando "com a corda esticada", marcando muito e não dando espaços aos adversários. Hoje, não foi nada disso. Foi um time desmobilizado, desinteressado. O resultado fez o Grêmio cair para o terceiro lugar e ver vários clubes se aproximando na contagem de pontos. Não era a hora de poupar ninguém. O tropeço contra o Coritiba poderá custar muito caro ao Grêmio.
sábado, 26 de outubro de 2013
Ringo Starr está de volta
Desde 2010, quando Paul McCartney se apresentou em várias cidades brasileiras, não se passa um ano sem que um dos dois Beatles ainda vivos venham se apresentar no país. Ringo Starr esteve aqui em 2011. Paul retornou em 2011 e 2012, sempre em cidades onde não tivesse se apresentado nas vezes anteriores. Agora, é Ringo quem está de volta para uma apresentação em São Paulo, na próxima terça-feira. Beatlemaníaco confesso, fui aos shows de ambos em Porto Alegre. São propostas diferentes, mas que resultam em espetáculos gratificantes. Paul, talvez a maior expressão viva da música mundial, apresenta-se para multidões em grandes estádios. Ringo faz seus shows em lugares fechados, de menor capacidade de público. Paul representa o mega-espetáculo. Ringo uma proposta mais intimista e próxima do espectador. Em comum aos dois, a magia beatle, que não se apaga com o passar dos anos, nem com a idade dos dois astros. Assisti-los é um privilégio de que não se deve abrir mão. Paul, aos 71 anos, e Ringo, aos 73, ainda estão em plena forma, e com seu carisma intacto. Deve-se lamentar, que, ao contrário de 2011, Ringo fará uma única apresentação no país. Porém, é muito bom constatar que o Brasil virou rota permanente de Paul e Ringo. Tomara que prossiga sendo assim, a cada ano. Assisti-los é um prazer sempre renovado.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Sem surpresas
Uma pesquisa divulgada pelo Ibope revela que a presidente Dilma Roussef, se as eleições fossem realizadas agora, seria reeleita no primeiro turno em qualquer dos cenários propostos, até mesmo com Marina Silva encabeçando uma chapa. Evidentemente, uma pesquisa realizada um ano antes de uma eleição tem de ser relativizada, pois, assim como candidatos com índices inexpressivos crescem na reta final e vencem o pleito, o inverso também pode acontecer. Por isso mesmo, o PT já se previne contra os riscos do "já ganhou". Porém, os dados apurados mostram que, mesmo com todo o barulho e carga pesada da grande imprensa, a maioria do eleitorado brasileiro não está disposta a mudar os ocupantes do poder. Com isso, o PT poderá chegar a 16 anos consecutivos no comando do governo federal. A leitura que se pode fazer do levantamento é que o eleitor brasileiro não se entusiasma com Aécio Neves, ainda conhece pouco Eduardo Campos, e, talvez, tenha se desiludido, em parte, com Marina Silva, ao vê-la ingressar em outro partido após o registro do seu ser negado pela Justiça. Por mais que os meios de comunicação façam um ataque sem tréguas ao governo, o eleitor, mostrando consciência e independência, continua a entender que ele merece continuar o seu trabalho por mais tempo. Problemas todos os governos tem, corrupção e desvios de conduta, também. No entanto, as políticas sociais do governo, inclusivas e promotoras da cidadania, estão sendo reconhecidas pelo eleitorado. O eleitor sabe que nenhuma administração é capaz de tornar a vida perfeita para todos, mas reconhece quem age efetivamente para diminuir o fosso social e as injustiças históricas da sociedade brasileira. Convicto de que não se troca o certo pelo duvidoso, pretende que o país continue com a mesma condução. Para frustração de muitos, mas satisfação da maioria, caminhamos para uma eleição sem surpresas.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Talento desperdiçado
No dia de hoje, foi ampla a repercussão da cobrança displicente de Alexandre Pato, na decisão por tiros livres da marca do pênalti, que deu a vitória ao Grêmio sobre o seu clube, o Corinthians, ontem, na disputa pela classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Se os torcedores corintianos ficaram revoltados, mesmo quem não estava envolvido emocionalmente com a partida condenou a forma como o jogador se comportou no lance. Lamentavelmente, não se trata de um fato isolado. Pelo contrário, é mais uma de grandes decepções que o envolvem. Alexandre Pato foi uma revelação fulgurante do Inter, em 2006. Lançado no time em novembro, num jogo contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, no Parque Antárctica, causou grande impressão já na sua estreia e, um mês depois, estava no grupo que conquistou o título mundial de clubes. Logo foi adquirido pelo Milan, que pagou o valor da sua multa rescisória. Ainda muto jovem, tornou-se um milionário. No entanto, aos poucos, as expectativas em torno de Alexandre Pato foram se frustrando. Ele jamais comprovou ser o jogador espetacular que se prenunciava. No Milan, teve uma série de lesões, o que fez com que não tivesse uma continuidade de atuações. Fora de campo, teve um casamento fracassado com uma atriz da Globo, mais tarde envolveu-se com a filha do dono do Milan e ex-primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi. Tomou gosto pela vida mundana e pelo bem vestir. O Milan, cansado da falta de retorno em campo, negociou-o com o Corinthians, no início de 2013, por R$ 40 milhões, a maior transação da história do futebol brasileiro. Em momento algum Pato justificou o investimento. Não conseguiu se firmar como titular e fez poucos gols. Pato recém completou 24 anos, mas é improvável que reverta essa situação. Foi vitimado pelo deslumbramento, por empresários e assessores ávidos de faturarem com sua imagem. Tornou-se um produto, mas esqueceu-se de que todo esse esquema só pode se manter de pé se for adubado por grandes atuações em campo. Há poucos dias, já deixara péssima impressão no amistoso da Seleção Brasileira contra Zâmbia, levando a que todos concluíssem que foi a última vez que o técnico Felipão o convocou. Pato é mais um triste exemplo de uma previsão que não se cumpriu, pela falta de maturidade e pelo mau assessoramento. Poderia ter uma carreira grandiosa, mas ficou pelo caminho. Alcançou a fortuna, mas seu nome não atravessará gerações, privilégio reservado aos verdadeiros craques. Cairá no esquecimento, como mais um talento desperdiçado.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Noite gremista
O Grêmio empatou em 0 x 0 com o Corinthians, hoje à noite, na Arena, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Como no primeiro jogo também havia ocorrido empate pelo mesmo placar, a classificação para as semifinais foi decidida nos tiros livres da marca do pênalti, com vitória do Grêmio por 3 x 2. No mesmo horário, Atlético Paranaense e Inter empataram em 0 x 0 no Durival de Brito. Como, no primeiro jogo, no Estádio do Vale, houve empate em 1 x 1, o Atlético Paranaense se classificou pelo saldo qualificado. Mesmo sofrida, com suspense até o fim, a noite acabou sendo inteiramente gremista. No jogo em si, o Grêmio repetiu seu padrão de atuações. Muita segurança defensiva, enorme aplicação. As chances de gol, como sempre, foram poucas, basicamente duas, ambas de Vargas, uma em cada tempo. Em compensação, o Corinthians não levou perigo ao gol do Grêmio durante o jogo inteiro. Na abertura da série de tiros livres o Grêmio errou a cobrança, com Barcos, mas Dida defendeu três dos cinco chutes do Corinthians e garantiu a classificação. O destaque negativo ficou para a displicência com que Alexandre Pato fez a última cobrança do Corinthians, praticamente atrasando a bola para Dida. Mais cara contratação da história do futebol brasileiro, R$ 40 milhões, Pato, até agora, não disse a que veio e deve ter selado a sua sorte no Corinthians. Agora, o adversário do Grêmio, nas semifinais, será o Atlético Paranaense, com o primeiro jogo no Durival de Brito. Para essa primeira partida, o Grêmio estará desfalcado de todo o seu ataque titular. Klèber e Barcos receberam o terceiro cartão amarelo, e Vargas, novamente, foi expulso. Mais um desafio para a criatividade do técnico do Grêmio, Renato, que, até o momento, dispõe de amplo crédito. Porém, isso é algo para ser pensado um pouco mais adiante. Por enquanto, o Grêmio e seu torcedor só tem motivos para comemorar, pois, enquanto o clube está vivo em duas disputas, já que é vice-líder do Campeonato Brasileiro, ao Inter, 9º colocado na competição, só resta a contagem regressiva para as férias.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
A história da Coligay
Tomei conhecimento de que meu colega de profissão e amigo Léo Gerchmann escreveu um livro sobre a história da Coligay, torcida organizada do Grêmio formada por homossexuais que surgiu no final dos anos 70. Considero a iniciativa importantíssima. Por várias razões, a Coligay é uma página das mais representativas da história do futebol do Rio Grande do Sul. Seu nome derivava da boate Coliseu, famosa à época, frequentada por seus integrantes. Naquele período, o preconceito contra a homossexualidade era muito maior do que hoje. Não havia nem sombra da relativa aceitação da condição homossexual verificada em nossos dias. Afora isso, o futebol era um reduto caracteristicamente machista, e o Rio Grande do Sul, sabe-se é um estado marcadamente conservador. Como se não bastasse, o Grêmio era tido como um clube fechado, austero. Pois bem, a Coligay desafiou o ranço homofóbico da sociedade, o conservadorismo gaúcho e a propalada sisudez do Grêmio, levando alegria e irreverência aos estádios. Obviamente, foi motivo de muita zombaria por parte dos adversários do Grêmio, principalmente de seu maior rival, o Inter. No entanto, acabou por conquistar a simpatia dos demais torcedores do clube e, certamente, contribuiu de modo decisivo para que o Grêmio se tornasse cada vez mais aberto. O Grêmio, há muitos anos, é o clube mais popular do Rio Grande do Sul, fato comprovado tanto pelas pesquisas quanto pela bilheteria. A Coligay deu sua contribuição para que isso acontecesse. A partir dela, o clube foi adquirindo uma nova imagem, mais inclusiva, avessa a preconceitos de qualquer natureza. Para um clube que era visto por muitos como elitista e, até mesmo, racista, foi um avanço considerável. A Coligay deixou de existir, mas o seu papel histórico tem de ser exaltado. Ao lançar um livro sobre a Coligay, Léo Gerchmann realiza um importante registro histórico, pois ela constitui um episódio que não pode cair no esquecimento. Assim, os mais jovens poderão saber que, numa época em que a homossexualidade ainda era um grande tabu, o Grêmio teve uma torcida gay, o que deve ser motivo de orgulho para o clube e os seus torcedores.
Assinar:
Postagens (Atom)