domingo, 15 de setembro de 2013

Cumprindo com o dever

O Inter ganhou do Criciúma por 1 x 0, hoje à tarde, no Heriberto Hülse, pelo Campeonato Brasileiro. Não foi uma vitória com futebol brilhante, mas isso não importa. O essencial era vencer, e o Inter conseguiu. Mesmo com os seus vários tropeços anteriores, o Inter está em 5º lugar no Brasileirão, a um ponto do 4º colocado, pois os resultados paralelos lhe tem sido muito favoráveis. O próximo jogo do Inter será contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, um time que vem em queda, depois de um bom início de competição. Ótima oportunidade para obter mais uma vitória e continuar almejando as primeiras colocações. Os próximos dias do Inter deverão ser tranquilos, depois de algumas turbulências em função de um princípio de crise.

Cento e dez anos de glórias

O Grêmio completa, hoje, 110 anos de fundação. Sua história é repleta de glórias e feitos pioneiros. Foi o primeiro clube de Porto Alegre a conquistar o título de campeão gaúcho, em 1921, quando a competição recém alcançava a sua terceira edição. Venceu o primeiro Gre-Nal da história, em 1909, por 10 x 0, placar jamais superado na história do clássico. Foi o primeiro clube do Rio Grande do Sul a ganhar a Taça Libertadores da América e o Campeonato Mundial de Clubes, em 1983. Tornou a ganhar a Libertadores em 1995. Possui dois títulos de campeão brasileiro. Junto com o Cruzeiro, é o recordista de conquistas da Copa do Brasil, que já venceu por quatro vezes. Foi campeão, também, da Recopa Sul-Americana. No total, ganhou 36 campeonatos gaúchos. Em 1931, disputou o primeiro jogo de futebol noturno do Rio Grande do Sul. Em 1950, foi o primeiro clube fora do Rio de Janeiro a jogar no Maracanã, quando venceu o Flamengo por 3 x 1. Em 1959, goleou o Boca Juniors por 4 x 1, em plena Bombonera, com todos os gols marcados por Gessy Lima, um dos maiores craques do clube em todos os tempos. Muitas das glórias do Grêmio foram conquistadas na casa dos adversários, tendo um estádio inteiro contra si, como foi o caso do Campeonato Brasileiro de 1981, ganho contra o São Paulo, no Morumbi, a Libertadores de 1995, enfrentando o Nacional (COL), em Medellin, e as Copas do Brasil de 1997, no Maracanã, e 2001, no Morumbi, tendo por adversários, respectivamente, o Flamengo e o Corinthians.. Hoje, o Grêmio tem mais de 7 milhões de torcedores, o que faz dele o 6º clube mais popular do Brasil, e o primeiro fora do eixo Rio-São Paulo. Completar 110 anos é para poucos. São raras as pessoas que alcançam tão provecta idade. Empresas vitoriosas, dos mais diversos ramos, soçobram antes de atingir tal marca. Uma existência longa e vitoriosa, digna de todos os aplausos. Parabéns, Grêmio!

sábado, 14 de setembro de 2013

Embargos infringentes

O assunto está em todas as rodas, despertando reações. A decisão a ser anunciada, na próxima quarta-feira, sobre o acolhimento, ou não, dos chamados embargos infringentes no julgamento dos réus do mensalão. Não há dúvida de que o mensalão existiu e a prova está é que, em julgamento realizado em 2012, vários réus foram condenados. Porém, como o regimento interno do Supremo Tribunal Federal prevê a apresentação de embargos infringentes quando o réu obtém pelo menos quatro votos a favor de sua absolvição, e 12 dos 25 condenados se encaixam nesse perfil, eles poderão ter penas reduzidas ou não cumpri-las em regime fechado. A situação é extremamente controvertida. Ela envolve o embate entre a aplicação do Direito ao pé da letra e o clamor das ruas pelo fim da impunidade. A votação sobre o acolhimento dos embargos infringentes está empatada, até agora. Foram cinco votos a favor e outros tantos contra o acolhimento. Caberá ao decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, o voto de desempate. Na verdade, a questão já poderia ter sido decidida. A postergação do voto de Celso de Mello foi uma manobra do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que encerrou a sessão antes que se desse a definição. A intenção de Barbosa, que votou contra a aceitação dos embargos,  foi fazer com que o período de uma semana entre uma e outra sessão, influenciasse a decisão de Celso de Mello, devido ás pressões da opinião pública. A revista "Veja", que é contra o acolhimento, resume a questão na capa da sua edição que chegou hoje às bancas, afirmando ser uma decisão entre a tecnicalidade e a impunidade. Eis o dilema. Se os embargos forem acolhidos, a impressão que ficará é a de que, mais uma vez, assou-se uma imensa pizza para beneficiar criminosos de colarinho branco. Se eles forem rejeitados, muitos juristas e operadores do Direito poderão dizer que se tratou de uma decisão emocional, não sustentada pelas previsões e textos legais. Celso de Mello está numa sinuca, pois, quando do julgamento do mensalão, votou pela condenação dos réus, mas, por outro lado, também em 2012, manifestou-se em favor da aplicação dos embargos. Caso decida pelo acolhimento, portanto, Celso de Mello estaria revertendo o próprio voto condenatório que deu quando do julgamento do mensalão. Particularmente, entendo que será o que fará Celso de Mello, desempatando em favor da aceitação dos embargos. A repercussão junto à sociedade será péssima, pois, na prática, significará um prolongamento quase indefinido do julgamento do mensalão, com a consequente sensação de impunidade. A respeito disso, o ministro Luís Roberto Barroso, que votou a favor dos embargos, declarou: "Ninguém deseja o prolongamento dessa ação. Mas é para isso que existe a Constituição: para que o direito de onze não seja atropelado pelo interesse de milhões". A chave da questão talvez esteja nas palavras da ministra Rosa Weber, que também votou em favor do acolhimento. Sobre os embargos, afirmou ela: "Ainda que se trate de recurso arcaico, anacrônico ou contraproducente, entendo que a técnica jurídica não autoriza a concluir pela sua revogação". Ai está o cerne da questão, a "técnica jurídica". Ministros do Supremo Tribunal Federal, em princípio, são pessoas de notável saber jurídico, e é nele que se escoram para tomarem suas decisões, a despeito delas convergirem ou não com o senso comum. Por outro lado, como bem colocou o ministro Marco Aurélio Melo, que votou contra a aceitação dos embargos, o Supremo cresceu junto aos cidadãos, numa época em que as instituições estão fragilizadas, mas está a um voto de perder essa condição, o que, conforme observou, transfere uma enorme carga de responsabilidade para Celso de Mello. Ainda faltam quatro dias para a revelação do voto de desempate, mas, tudo indica, irá prevalecer a técnica jurídica sobre o clamor das ruas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Relíquia

Há alguns dias, escrevi sobre o novo disco de Paul McCartney que será lançado em outubro. Mesmo tendo ultrapassado os 70 anos de idade, ele e Ringo Starr, os beatles ainda vivos, não se contentam em revisitar os muitos sucessos de suas longas carreiras, e lançam novos trabalhos regularmente, em intervalos que não costumam superar dois anos. Porém, paralelamente, preciosidades dos Beatles continuam chegando, para deleite dos fãs, mesmo depois de 43 anos da dissolução do grupo. Em novembro será lançado "On Air - Live at the BBC 2", o segundo volume das gravações dos Beatles na emissora britânica. A exemplo do primeiro volume, será um CD duplo. Desta vez, no entanto, haverá, também, cópias em vinil, formato que, decididamente, voltou à moda, num total de quatro discos. Chama a atenção, contudo, a distância no tempo entre um e outro, de 19 anos, já que "Live at BBC" foi lançado em 1994. Seja como for, todo e qualquer novo material ou compilação do célebre quarteto sempre será recebido entusiasticamente pelos fãs e pode e deve ser objeto de interesse também dos muito jovens e ainda não familiarizados com a obra do grupo. São gravações do começo da carreira dos Beatles, com todo o vigor da sua juventude, e ainda interpretando muitos covers de artistas que os precederam, e a quem admiravam, como Chuck Berry, Carl Perkins, entre outros. Com trabalhos inéditos de Paul e Ringo, ou com preciosidades de arquivo como "The Early Takes - Vol.1", de George Harrison, lançado em 2012, e "On the Air - Live at the BBC 2", os fãs do maior grupo musical de todos os tempos tem sempre novidades ou relíquias para se deliciarem. Porque a paixão pelos Beatles nunca acaba, nem sequer esmorece.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Crise

O Inter empatou com o Vitória em 2 x 2, hoje, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. Foi mais um tropeço para quem esperava fazer nove pontos contra Santos, Vitória e Criciúma. Agora, desse total projetado, o máximo que poderá ser alcançado serão quatro pontos, menos da metade. Isso, na hipótese de uma vitória contra o Criciúma, fora de casa. Ainda que não venha a ser admitido, o Inter já vive uma crise. Durante o jogo, a torcida chamou o técnico Dunga de burro. Terminado o jogo, uma intensa vaia se fez ouvir no estádio. O jogador Williams foi hostilizado. As redes sociais foram tomadas pelos protestos dos torcedores. Tanto após a partida contra o Santos, como hoje, torcedores ouvidos pelas rádios reclamavam dos pífios resultados de um grupo com uma folha de pagamentos altíssima, e pedem mais vontade para os jogadores. Só mesmo a eterna benevolência da imprensa esportiva do Rio Grande do Sul para com o Inter pode levar a um mascaramento da crise. Como tem acontecido nos últimos anos, o Inter é referido como um time muito bom, com um grupo qualificado, e sério candidato ao título brasileiro. Na realidade dos gramados, fora das manchetes generosas, conquistou apenas 13 pontos dos últimos 30 disputados. Só um torcedor tomado pelo fanatismo pode imaginar que o Inter ainda tenha alguma chance de ser campeão. Mesmo uma classificação para a Libertadores é algo difícil de ser alcançado. A desculpa oficial já foi apresentada há algum tempo, e seu maior propagador é Dunga. Ela justifica os maus resultados pelo fato de que o Inter não joga no Beira-Rio em 2013. Conforme Dunga, o Inter joga todas as partidas fora de casa. O que ninguém explica é porque, em 2012, quando jogava em seu estádio, o Inter ficou em 10º lugar. Há quem especule que, se o Inter não ganhar o próximo jogo, Dunga cairá. Seja como for, com Dunga ou com outro técnico, as perspectivas do Inter no Brasileirão são, a cada dia, mais modestas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vitória esperada

O Grêmio venceu o Náutico por 2 x 0, hoje, na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória que apenas confirmou o que todos esperavam. Não se podia imaginar um tropeço do Grêmio nesse jogo, mesmo que o Náutico viesse de um empate com o Corinthians, no Pacaembu. Não foi preciso o Grêmio jogar uma grande partida para vencer. Ainda assim, sua superioridade foi flagrante. Os gols aconteceram um em cada tempo de jogo. O primeiro, com Barcos cobrando um pênalti sofrido por Kléber. O segundo, um golaço de Paulinho, em grande jogada de Máxi Rodriguez. Vários foram os destaques individuais do Grêmio, mas, curiosamente, eles não incluem os jogadores mais badalados do time. A dupla de ataque, Kléber e Barcos, mais uma vez, teve uma atuação modesta, e Zé Roberto esteve burocrático e improdutivo. O grande nome do jogo foi Wendel, que fazia sua estreia no Grêmio, que teve um desempenho notável. Gabriel foi uma barreira intransponível na zaga, Souza jogou como em seus melhores tempos. Máxi Rodriguez e Paulinho, que entraram no segundo tempo, também foram muito bem. Pena, para o Grêmio, que Cruzeiro e Botafogo também ganharam, o que não lhe permitiu subir de posição, mantendo-se em 3º lugar. Agora, o Grêmio, no domingo, terá uma partida com potencial para lotar a Arena. O adversário será o Atlético Mineiro, com Ronaldinho, no dia em que o Grêmio estará completando 110 anos. A lamentar, apenas, o horário do jogo, às 18h30min. O ideal seria às 16h. Foram 21 pontos ganhos pelo Grêmio nos últimos 24 disputados no Brasileirão. Uma grande campanha de um time que continua sendo desdenhado por grande parte da imprensa. A mesma imprensa que insiste em proclamar qualidades em quem, comparativamente, obteve 11 pontos dos últimos 24 disputados.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vitória em teste mais forte

A Seleção Brasileira venceu Portugal por 3 x 1, de virada, em Boston, em jogo amistoso. Foi uma partida em que a Seleção foi bem mais exigida do que contra a Austrália, ainda que Portugal não contasse com o seu maior astro, Cristiano Ronaldo. Uma falha bisonha de Maicon fez com que a Seleção saísse atrás no placar. Porém, mesmo com outras falhas defensivas que quase proporcionaram mais gols para Portugal, a Seleção soube vencer com autoridade. Neymar fez um golaço e teve atuação destacada, fazendo jus a sua condição de nome mais ilustre da equipe. A Seleção, como um todo, jogou bem, e o próprio Maicon não se abalou com seu erro e cumpriu uma boa atuação. O que chama a atenção na Seleção sob o comando do técnico Felipão, é que ela disputa os amistosos com a mesma aplicação de um jogo valendo pontos, diferentemente do que ocorria nos tempos de Mano Menezes. O estilo de Felipão, tão bem sucedido em sua primeira passagem pela Seleção, parece estar dando certo, de novo, como a conquista do título da Copa das Confederações já havia demonstrado.

Tropeço inesperado

O Inter perdeu por 2 x 1 para o Santos, hoje, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. Com as duas vitórias seguidas que obteve, depois de sete jogos sem ganhar, o Inter fez com que muitos apostassem numa retomada dentro do Brasileirão, já que grande parte da imprensa está convicta de que seu grupo de jogadores é muito qualificado e capaz de brigar pelo título. Não faltou quem exaltasse o fato de que as duas vitórias, somadas com os seis empates anteriores, davam ao Inter uma invencibilidade de oito partidas. Houve também quem entendesse que, com jogos contra Santos, Vitória e Criciúma, o Inter tinha tudo para obter mais três vitórias em sequência. Porém, já no início dessa série, as previsões não se cumpriram. O Santos veio muito desfalcado para o jogo contra o Inter. Seu meio de campo, por exemplo, só tinha um titular, Cícero. Jogadores de destaque, como Arouca, Montillo, Neílton e Gabriel, ficaram de fora da partida. Isso não impediu, contudo, que, diante de um Inter quase completo, o Santos se impusesse. Se é verdade que o Inter perdeu muitos gols, e o goleiro Aranha praticou grandes defesas, o Santos soube jogar com muita inteligência, e explorou eficientemente os contra-ataques. Após levar o gol, depois de ter aberto 2 x 0 no placar, o Santos sofreu grande pressão do Inter, mas defendeu-se com muita garra e aplicação. Foram três pontos ganhos com méritos, que fizeram o Santos subir na tabela e poder sonhar com um segundo turno bem melhor, até porque ainda tem mais um jogo atrasado pelo primeiro turno, a exemplo do de hoje, contra o Náutico, o que traz a perspectiva concreta da conquista de mais uma vitória. Por outro lado, o Inter continua jogando mais nas análises da imprensa do que dentro de campo. Entre o time teórico, de uma propalada grande qualidade, e o real, que acumula resultados insatisfatórios, continua existindo um abismo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma história que se repete

Talvez os muito jovens não saibam de quem se trata, mas, nos anos 90, Suzana Alves, a "Tiazinha", excitava a libido do público masculino com sua participação em um programa de televisão apresentado por Luciano Huck, na Rede Bandeirantes. Morena, com um corpo muito bonito, usando pouca roupa e sempre com uma máscara sobre os olhos, Tiazinha tornou-se um sucesso fulgurante, e Suzana Alves, entre outras coisas, posou nua para uma revista masculina. Suzana Alves dividia os holofotes do programa com Joana Prado, a "Feiticeira". Loira,de formas mais voluptuosas que as de Tiazinha, a Feiticeira estava sempre com um véu a lhe cobrir parcialmente o rosto. A exemplo de Suzana, Joana também foi catapultada para a fama. Porém, o tempo passa, e o futuro acaba não se mostrando igual para todos. A repercussão da atração levou Luciano Huck para a Rede Globo, onde, há mais de 10 anos, comanda um programa de auditório nas tardes de sábado. Ele está rico, casado com a não menos famosa apresentadora Angélica, e é pai de três filhos. Joana Prado, talvez sabedora de o quanto a fama pode ser efêmera, casou-se com o lutador Vítor Belfort, abandonando o "show-business" e dedicando-se as tarefas de esposa e mãe. Suzana Alves, por sua vez, andava esquecida, mas, soube-se agora, tornou-se evangélica e tem dado depoimentos aos fiéis sobre a sua vida e conversão. Não é um fato original, mas, sim, uma história que se repete. Sem desfazer da fé de ninguém, chama a atenção o número de pessoas que, tendo atingido, de certa forma, o estrelato, entram em crise por não conseguir sustentar a fama, retornando ao ostracismo. Uma coisa é ser permanentemente anônimo, como a maioria dos habitantes do mundo, outra é saborear a fama e se ver relegado, posteriormente, ao esquecimento. A religião é, quase sempre, o galho salvador ao qual ex-celebridades se agarram para conviver com sua nova condição. A fama só é sustentável, ao longo do tempo, se estiver escorada por um talento indiscutível. Se ela vier em consequência de atributos físicos ou da criação de uma caracterização como um personagem, sua duração tende a ser breve. Afinal, os atributos físicos se deterioram com o tempo, e os personagens, passada a novidade, cansam o público e são substituídos por outros na sua preferência. Joana Prado encontrou logo o seu caminho alternativo na vida conjugal e familiar. Suzana Alves, pelo visto, está a procura do seu "plano b", e a religião, mais uma vez, apareceu como solução.

domingo, 8 de setembro de 2013

Destempero

A imprensa esportiva brasileira sempre se caracterizou pela parcialidade e pelo bairrismo. Os jornalistas esportivos, em nome da defesa dos clubes com os quais se identificam, ou do futebol dos seus estados, deixam de lado o senso crítico e a isenção. Isso ficou comprovado, mais uma vez, com a polêmica em torno do pênalti que deu a vitória ao Grêmio sobre a Portuguesa no jogo de ontem. Os jornalistas Flávio Gomes e Arnaldo Ribeiro, da ESPN, em suas páginas no twitter, fizeram ataques raivosos ao Grêmio. Gomes apelou, inclusive, para palavrões e provocações chulas. Ribeiro pediu que monitorassem as ligações do presidente do Grêmio, Fábio Koff, para a CBF e Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (Conaf). Porque tamanho destempero? O lance pode até ser considerado duvidoso, mas está longe de ser um "roubo" escandaloso. Na verdade, já assistimos esse filme. O grande Grêmio da era Felipão era perseguido pela imprensa paulista, inconformada com suas vitórias, especialmente contra o Palmeiras do período Parmalat. Os méritos do time não eram reconhecidos, e lhe foi pespegada a pecha de "violento". O curioso é que, depois de todos os ataques que sofreu, Felipão foi contratado pelo Palmeiras, levando consigo outros nomes daquele Grêmio vitorioso, como Arce e Paulo Nunes, e repetiu no clube paulista a mesma trajetória exitosa. Mais tarde, tornou-se técnico da Seleção Brasileira e conquistou o título da Copa do Mundo de 2002. Os que vociferam contra o lance de ontem, contudo, omitiram deliberadamente, os prejuízos causados ao Grêmio pela arbitragem, como o pênalti claro não marcado sobre Kléber no primeiro tempo e o gol injustamente anulado do mesmo jogador no início do segundo. Também nada referem sobre o fato de Bruninho estar impedido no lance do primeiro gol da Portuguesa. O Grêmio, em nota assinada por Fábio Koff, condenou a postura dos dois jornalistas, no que está muito certo. Porém, não basta que o faça. As manifestações de Flávio Gomes e Arnaldo Ribeiro ultrapassaram os limites do jornalismo, descambando para ofensas injustificáveis ao clube e ao seu presidente. Sendo assim, é imperativo que o Grêmio processe Gomes e Ribeiro. Jornalismo se faz com seriedade e profissionalismo, não com passionalismo e baixarias.