quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Proposições equivocadas

Muito se fala da necessidade de proceder uma reforma política no Brasil. Concordo que há muito o que se corrigir em se tratando do sistema político do país, mas temo que uma reforma possa agravar ainda mais esse quadro. Minha apreensão se robusteceu ao saber que, hoje, o grupo da Câmara dos Deputados que trata do assunto aprovou o fim da reeleição para cargos executivos e a coincidência das eleições em todos os níveis. Para se transformarem em lei, tais proposições precisarão ser aprovadas nos plenários da Câmara e do Senado. Espero que isso não aconteça. O chamado instituto da reeleição foi introduzido no Brasil de uma maneira torta. O então presidente Fernando Henrique Cardoso, agindo em interesse próprio para obter um segundo mandato consecutivo, comprou o apoio de 200 parlamentares e instituiu a reeleição para cargos executivos no país. Porém, ainda que tenha entrado na vida política brasileira de uma maneira tão pouco nobre, e sem o devido debate com a sociedade, a reeleição não é algo ruim. Pelo contrário. Ela dá a chance de quem faz um bom trabalho ser reconduzido, democraticamente, para o exercício de mais um mandato. Se, por outro lado, o desempenho do governante não for bom, o próprio eleitor trata de mandá-lo para casa. A ideia que está sendo aventada é de, acabando-se com a reeleição, ampliar o mandato dos cargos executivos de quatro para cinco anos. Outro erro. Muito mais correto é manter as regras atuais. Assim, se após quatro anos o governante não fizer uma boa administração, ele deixará o cargo. Com a nova proposta, ele ganharia um ano adicional para o seu mau governo. Os que são favoráveis ao fim da reeleição, por certo, argumentarão que ele impede o continuísmo, e que quem está no poder sai em vantagem numa nova disputa eleitoral por usar a máquina do governo em seu favor. Alegações frágeis. Dois mandatos sucessivos não caracterizam continuísmo. Isso é próprio das ditaduras, que não tem prazo para acabar. O uso da máquina por quem exerce o poder acontece em todas as funções executivas de qualquer atividade, e, de resto, mesmo que o governante não pudesse concorrer a reeleição seria feito em favor do candidato do partido situacionista. Afora tudo isso, o Brasil não pode ficar mudando as regras eleitorais a toda a hora. A reeleição foi instituída no país há menos de 20 anos, e é muito cedo para que se busque retornar ao antigo sistema, em cuja vigência o país enfrentou inúmeras turbulências e crises. A outra proposição equivocada aprovada hoje é a coincidência das eleições em todos os níveis. Isso faria com que só tivéssemos eleições a cada quatro anos, votando para todos os cargos, de vereador a presidente. A ideia é duplamente ruim. Primeiro porque tornará extremamente penosa a tarefa do eleitor de, numa só vez, escolher os ocupantes de tantos cargos. Em segundo lugar porque irá gerar um espaço demasiado longo entre cada eleição. O pensamento de que eleições de dois em dois anos, como ocorre atualmente, possam trazer algum tipo de incômodo ou inconveniente para o país só pode ter lugar nas mentes dos etenos inimigos da democracia. O Brasil lutou muito para poder ter de volta o direito de eleger, nas urnas, os seus governantes, que lhe fora surrupiado por uma ditadura espúria e assassina. Eleição não é problema, é solução. Sou contra ambas as propostas. Se as demais que forem sendo apresentadas tiverem o mesmo nível, é preferível não fazer reforma política alguma. Nada é tão ruim que não possa ficar pior.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma vitória muito aguardada

O Inter ganhou do Corinthians por 1 x 0, hoje á noite, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. Era uma vitória muito aguardada. O Inter vinha de sete jogos sem vencer, uma derrota e seis empates. Curiosamente, com o resultado de hoje, o Inter passa a ser o clube que menos perdeu no Brasileirão, tendo apenas duas derrotas. O fato de ter ganho do Corinthians, um dos candidatos ao título, e que vinha de uma goleada sobre o Flamengo, dão um significado ainda maior para a vitória alcançada, afastando o princípio de crise que já se fazia sentir, e injetando ânimo para os jogos futuros. Não foi uma grande partida, pois Inter e Corinthians mostraram muita disposição e entrega, mas jogaram pouco futebol. O Corinthians sentiu muito as ausências de Guerrero e Alexandre Pato, que deixaram seu ataque com pouco poder de fogo. No Inter, o ataque também não se destacou. Scocco, que teve a chance de começar jogando, foi muito discreto, e Leandro Damião fez outra má atuação. No meio de campo, Otavinho, outro que ganhou a chance de iniciar uma partida, não repetiu o brilho de suas atuações quando entrava em meio aos jogos. D'Alessandro fez o gol da vitória, numa cobrança de falta, mas não chegou a ter um grande desempenho. Num jogo de grande rivalidade e com muita luta, o Inter voltou a vencer, e pode começar uma ascensão na tabela. Seu próximo jogo será no Moisés Lucarelli, contra a Ponte Preta, que está na zona de rebaixamento. Depois de uma forte turbulência, o Inter pode estar se encaminhando para dias mais calmos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Atuação pífia

O Grêmio perdeu por 2 x 0 para o Goiás, hoje, no Serra Dourada, pelo Campeonato Brasileiro. Ainda que se saiba que o Grêmio, que vinha de cinco vitórias consecutivas, não iria ganhar eternamente, o resultado foi muito frustrante, por várias razões. Embora o Goiás seja um time bem ajustado, e que está há muito tempo invicto nos jogos em casa, trata-se de um adversário capaz de ser naturalmente batido por um time como o Grêmio. A derrota iniciou-se com uma falha grotesca e imperdoável do goleiro Dida, que, com sua enorme experiência e quase 40 anos de idade, jamais poderia ser tão irresponsável. Em vez de dar um chutão para a lateral, ao receber uma bola atrasada de Mateus Biteco, Dida tentou encobriu Wálter para devolvê-la ao volante. Habilidoso como é, o jogador do Goiás aproveitou-se do erro de Dida e marcou o gol. Uma falha infantil de Dida. O segundo gol ocorreu imediatamente após o tècnico do Grêmio, Renato, retirar o zagueiro Gabriel para colocar o meia Máxi Rodriguez. Novamente, houve uma falha, dessa vez de Bressan, e mais um gol de Wálter. Como Gabriel só entrou no time porque Rhodolfo estava suspenso, e Bressan é titular, entende-se o critério que Renato utilizou ao ter de escolher um zagueiro para sair do time. Ocorre que o erro reside justamente aí. Não há como justificar a continuidade da condição de titular de Bressan, que tem falhado em todos os jogos. Para sorte do Grêmio, seus erros grotescos não vinham redundando em gols dos adversários. Cedo ou tarde, contudo, isso iria acontecer, e foi contra o Goiás. A culpa, nesse caso, não deve ser debitada ao jogador, mas a quem continua a escalá-lo mesmo com tantas falhas em sequência. Bressan está para o Grêmio como Ronaldo Alves para o Inter. Depois de muitas atuações desastrosas de Ronaldo Alves, o técnico do Inter, Dunga, finalmente, retirou-o do time. Até quando Renato pretende manter Bressan como titular, desafiando a sensatez? Toda e qualquer derrota causa abalos e afeta o ânimo de jogadores e torcedores. Mais do que para o Goiás, o Grêmio, hoje, perdeu para si mesmo. Foi apático e inoperante. Ao longo de todo o jogo, só criou uma chance clara de gol. Para piorar, dependendo dos demais resultados da rodada, o Grêmio poderá sair da zona de classificação para a Libertadores. Uma derrota, como se vê, que poderá ter sérias consequências, e que aconteceu muito mais por incompetência do Grêmio que por méritos do Goiás. Foi uma atuação pífia, que entristece a torcida e faz pairar a dúvida sobre a real capacidade do time de poder alcançar o título das competições que está disputando. Uma autêntica ducha de água fria.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A triste realidade do basquete brasileiro

O futebol é, há muito tempo, o esporte preferido da maioria dos brasileiros. Porém, não é o único esporte coletivo em que o país se destaca. O vôlei é, hoje, o segundo esporte na preferência dos brasileiros, e não para de obter novas conquistas internacionais. Porém, nem sempre foi assim. Houve uma época em que o basquete ocupou o segundo lugar no coração dos brasileiros. O maior momento do basquete no país foi quando a Seleção Brasileira masculina conquistou o bicampeonato mundial em 1959/1963. O Brasil continuou, depois daqueles títulos históricos, a revelar grandes jogadores, formar seleções fortes e manter sua condição de esporte número dois do país. Um outro grande momento foi vivido em 1987, com a conquista do título do torneio de basquete dos Jogos Panamericanos, em Indianápolis, numa vitória histórica sobre os Estados Unidos. O basquete brasileiro revelou grandes valores, ao longo do tempo, como Vlamir Marques, Amaury Pasos, Rosa Branca, Ubiratan, Hélio Rubens, Marcel, Oscar. No entanto, o basquete masculino, em determinado momento, perdeu o rumo. Enquanto a Seleção feminina colhia alguns resultados razoáveis, a masculina ficou de fora das Olimpíadas durante 16 anos. Depois da participação na edição de 1996, em Atlanta, só retornou em 2012, em Londres. O Novo Basquete Brasil, o campeonato brasileiro de clubes da modalidade, é uma iniciativa bem sucedida, implantada nos últimos anos. A Seleção masculina, contudo, não consegue reencontrar seu rumo. Mesmo com a contratação de um técnico experiente e vitorioso, o argentino Ruben Magnano, o quadro continua ruim. Atualmente, a Seleção masculina é lanterna de seu grupo na Copa América de Basquete, tendo perdido todos os três jogos que realizou, até agora, na competição, contra Porto Rico, Canadá e Uruguai. Antes uma aspiração de todo e qualquer jogador, a Seleção, hoje, é tratada com desprezo. As estrelas brasileiras que atuam na NBA, Anderson Varejão, Nenê e Leandrinho, pedem dispensa da Seleção, sistematicamente. Esporte que já deu muitas alegrias para o país, o basquete está numa triste situação. A atual administração da Confederação Brasileira de Basquete, presidida pelo gaúcho Carlos Nunes, prometia, ao assumir, novos tempos para a modalidade, depois do longo período em que a instituição foi comandada por Gerasime Bozikis, o Grego. Até agora, contudo, a revolução esperada não ocorreu, e o basquete brasileiro prossegue em sua decadência. Uma realidade muito triste, para um esporte que, em outros tempos, obteve tantas glórias.

domingo, 1 de setembro de 2013

Outro empate

O Inter empatou em 1 x 1 com o Coritiba, hoje, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro. Foi o sexto empate consecutivo do Inter. A exemplo do que acontecera contra o Atlético Mineiro, o Inter não levou gols, mas também não os fez. Os nomes mais destacados do time, D'Alessandro e Diego Forlán, tiveram atuações pálidas, o goleador Leandro Damião não jogou bem, e Williams teve, talvez, seu pior desempenho com a camisa do Inter. Na verdade, o Inter só não foi derrotado porque a dupla de ataque do Coritiba, Bill e Geraldo, é de baixíssima qualidade. Bill chegou ao ponto de receber uma bola na marca do pênalti e bater de canela, no sentido contrário ao gol, como se fosse um zagueiro. Júlio César entrou no lugar de Bill, mas também nada acrescentou. Alex, maior destaque do Coritiba, exibiu sua conhecida técnica, mas, retornando de uma longa parada por lesão, teve uma atuação discreta e errou todas as cobranças de faltas, que são sua especialidade. A necessidade de obter uma vitória é urgente para o Inter, mas seu próximo jogo não será nada fácil. Seu adversário será o Corinthians, no Estádio do Vale. Corinthians que, hoje, goleou o Flamengo por 4 x 0, no Pacaembu. O curioso é que, mesmo com a série de resultados insatisfatórios, o discurso dos dirigentes segue carregado de confiança, e a imprensa lhe faz coro. Porém, a tabela de classificação não mente, e ela já mostra o Inter 10 pontos atrás do primeiro colocado do Brasileirão, o Cruzeiro. Entre as declarações e prognósticos cheios de otimismo, em relação às perspectivas do Inter na competição, e a realidade vista em campo, o fosso é cada vez maior.

sábado, 31 de agosto de 2013

Resultado melhor que o desempenho

O Grêmio venceu a Ponte Preta por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a quinta vitória consecutiva do Grêmio no Brasileirão, onde já é o vice-líder. O resultado, contudo, foi melhor que a atuação. Embora tenha sido superior a Ponte Preta durante todo o jogo, o Grêmio não chegou a fazer uma grande partida. A vitória só foi obtida depois de Giovanni, da Ponte Preta, ser expulso, e numa falha incrível de Betão, que atrasou mal uma bola, ofertando-a para Kléber, que fez o gol. Porém, ainda que sirva de alerta para possíveis dificuldades em jogos futuros, a vitória, embora magra, vale o mesmo que todas as outras, e, num campeonato de pontos corridos, vencer é sempre o mais importante. O próximo jogo do Grêmio será terça-feira, contra o Goiás, no Serra Dourada. Um jogo difícil, pois o Goiás faz boa campanha, e o Grêmio, historicamente, já colheu muitos maus resultados naquele estádio. A série de vitórias, no entanto, vai solidificando, cada vez a mais, a confiança do time, que tem tudo para conseguir, nas próximas partidas, novos triunfos que o levem a alcançar a liderança da competição. Rhodolfo, suspenso, e Riveros, que afora receber o terceiro cartão amarelo já havia sido convocado para a Seleção do Paraguai, estarão ausentes do jogo de terça-feira, mas Gabriel e Zé Roberto, seus prováveis substitutos, deverão fazer com que o padrão técnico do time se mantenha. A boa fase do Grêmio prossegue, sem data para terminar.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A nova música de um eterno ídolo

Os tempos são outros, inclusive na música. A internet revolucionou a maneira de se ouvir e adquirir música, ferindo gravemente a indústria fonográfica. Os discos continuam a ser lançados, na sua forma física, mas sem as vendagens astronômicas do passado, já que é possível baixar arquivos de música diretamente da internet. Com isso, muitos artistas disponibilizam na rede uma canção de um disco a ser lançado, ou até o trabalho todo, na íntegra. No primeiro caso, está a da maior expressão viva da música pop, Sir Paul McCartney. Paul acaba de disponibilizar para audição na rede a música "New", de seu novo disco de canções inéditas, que será lançado no Reino Unido no dia 15 de outubro. Como beatlemaníaco, fiquei satisfeito ao constatar, depois de ouvi-la, que se Paul adaptou-se às formas modernas de difusão da música, sua qualidade como compositor continua a mesma. "New" é saborosa, as marcas do estilo de Paul aparecem nela de forma indelével. Ao contrário de seu disco anterior, em que interpretava composições clássicas de outros autores, ou de trabalhos em que experimentava novas direções, "New" aparece como a prévia de uma obra que, imagina-se, tenha o apelo irresistível do que Paul é capaz de produzir de melhor. Gostei de "New", e já estou ansioso para poder conferir o novo disco na íntegra. Aos 71 anos, Paul McCartney é mesmo um fenômeno, e não se contenta em apenas desfiar a imensa lista de sucessos de sua extensa carreira. Continua a produzir novas músicas, encantando sua multidão de fãs. Um artista incansável, que se recusa a envelhecer e viver dos louros já alcançados.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Empate constrangedor

O Inter empatou em 2 x 2 com o Salgueiro, no Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro (PE), pela Copa do Brasil. Ainda que o Inter tenha poupado alguns titulares, e que o seu empenho no jogo não tenha sido pleno, por saber que a classificação já havia sido decidida na primeira partida, um empate sofrendo dois gols de um adversário tão modesto, atualmente disputando o Campeonato Brasileiro da 4ª Divisão, é, sem dúvida, constrangedor. Deve-se destacar, ainda, que, afora os dois gols que marcou, o Salgueiro desperdiçou uma cobrança de pênalti. O sistema defensivo do Inter é mesmo uma peneira, permitindo que quase todos os adversários marquem gols. O torcedor já não se deixa enganar, e mesmo que o jogo de hoje tenha os fatores atenuantes anteriormente referidos, já se mostra impaciente e cobra do técnico Dunga um melhor trabalho. A verdade é que, como já vem acontecendo há alguns anos, o Inter se divide em dois. Há o Inter das manchetes e das previsões dos analistas, sempre cotado para vencer as competições, e existe o time real, que acumula frustrações em todas as disputas de grande porte de que participa. Está claro de que mudanças serão necessárias no Inter, técnicas e táticas. O trabalho de Dunga, claramente, já está sendo colocado em julgamento. O desempenho do time está muito abaixo do esperado, e em total desacordo com as avaliações dos especialistas sobre o seu potencial. O jogo de hoje, especificamente, não é o que determina essa constatação, pois era, praticamente, para cumprir tabela. No entanto, o que foi visto em campo somou-se aos insucessos anteriores e deixa o trabalho que está sendo realizado sob grande desconfiança. Os próximos dias do Inter deverão ser de fortes cobranças e insatisfações.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Vitória com toques dramáticos

O Grêmio ganhou do Santos por 2 x 0, hoje, na Arena, pela Copa do Brasil. Foi o resultado exato de que precisava para se classificar para as quartas de final da competição, já que havia perdido o primeiro jogo, na Vila Belmiro, por 1 x 0. Foi uma classificação sofrida, pois o primeiro tempo terminou em 0 x 0. No segundo tempo, o placar foi aberto logo aos 9 minutos, mas o gol da classificação só veio no final, aos 42. Uma vitória com toques dramáticos, tão ao gosto de muitos torcedores, que identificam nesses triunfos carregados de dificuldades a "cara do Grêmio". Particularmente, acho essa uma visão muito limitadora em se tratando de um grande clube. As vitórias devem, preferencialmente, ser alcançadas pela superioridade técnica inequívoca de um time sobre o outro. Essa, contudo, é uma questão menor nesse momento. O que importa é que o Grêmio, depois de muitos desacertos em 2013, vive uma fase extremamente positiva. No Campeonato Brasileiro, venceu seus últimos quatro jogos. Na Copa do Brasil, reverteu a derrota no primeiro jogo e eliminou um adversário de grande tradição, o Santos. Seu adversário nas quartas de final, o Corinthians, é dificílimo, mas os jogos só ocorrerão daqui a dois meses, no final de outubro. Até lá, o Grêmio tem tudo para consolidar sua ótima campanha no Brasileirão, Seus próximos jogos estão longe de ser difíceis. As partidas que restam pelo primeiro turno serão, pela ordem, contra a Ponte Preta, na Arena, o Goiás, no Serra Dourada, e a Portuguesa, novamente em casa. Na abertura do segundo turno, jogará, fora de casa, contra o Náutico, que já está virtualmente rebaixado. Com exceção do Goiás, um adversário médio, mas traiçoeiro, os demais jogos apontam para a tendência de vitórias sem maiores dificuldades. Há um ditado que expressa que depois da tempestade vem a bonança. Nesse momento, parece ser o caso do Grêmio.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O aumento da obesidade

Uma pesquisa revelou que 51% da população brasileira está acima do peso. A cada nova levantamento, o índice vem aumentando. Os médicos já vem alertando, há um bom tempo, que a obesidade está se tornando uma epidemia no Brasil. São muitas as razões por trás do fato. Os maus hábitos alimentares, o estilo de vida sedentário, e o aumento da renda, que propicia maior acesso ao consumo, são algumas das explicações para o crescente ganho de peso dos brasileiros. Infelizmente, os danos do excesso de peso não ocorrem apenas no aspecto estético. Uma série de doenças estão relacionadas à obesidade. Hipertensão arterial, diabetes, enfarte, acidente vascular cerebral, entre outros males, estão, muitas vezes, ligados ao excesso de peso. Emagrecer, portanto, é uma necessidade, antes de uma vaidade. A obesidade, no Brasil, já se constitui numa questão de saúde pública. Campanhas governamentais, certamente, serão estabelecidas para atacar o problema, mas a conscientização de cada um é possível a partir das informações de que já se dispõe. Não falta informação a respeito. Todos os dias, os meios de comunicação alertam para a necessidade de uma alimentação equilibrada, da prática de exercícios, e de que se devem evitar gorduras, açúcar e sal. Porém, com tamanha oferta de alimentos tentadores, e o grande volume de anúncios publicitários estimulando o consumo de guloseimas, manter-se na linha é uma tarefa hercúlea. No entanto, quando o número de pessoas acima do peso ultrapassa a metade da população do país, não dá mais para esperar, é preciso declarar guerra à obesidade. Enquanto milhões ainda se defrontam com a fome e a desnutrição, mais da metade dos brasileiros começa a sofrer as consequências por comer demais. Um contraste chocante, mas duas situações que exigem ações governamentais enérgicas. Se já há programas assistenciais de grande êxito no combate à miséria e à fome, será preciso igual dedicação para enfrentar os problemas causados pela assustadora expansão da obesidade.