domingo, 28 de julho de 2013
Sem brilho
O Grêmio venceu o Fluminense por 2 x 0, hoje à tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Era uma vitória que, pelas circunstâncias, era praticamente obrigatória. Afinal, o Grêmio vinha de uma derrota para o modesto Criciúma, jogava em casa, e seu adversário tinha perdido as quatro partidas anteriores. No entanto, embora tenha obtido a vitória de que precisava, o Grêmio, mais uma vez, exibiu um futebol sem brilho. No primeiro tempo, que terminou empatado em 0 x 0, o Grêmio mostrou pouca produtividade, com exceção de uma forte pressão exercida nos últimos minutos. Ainda assim, o Grêmio foi prejudicado pela não marcação de um pênalti claríssimo de Leandro Euzébio sobre Barcos. No segundo tempo, o Grêmio marcou um gol cedo, com Riveros, e depois ampliou, com Kléber, mas não fez muito mais do que isso em termos ofensivos. Algumas atuações individuais deixaram bastante a desejar. Foi o caso de Elano, apagadíssimo durante todo o tempo que esteve em campo, e de Zé Roberto, que, novamente, abusou de toques laterais improdutivos. Por outro lado, três jogadores se destacaram. Alex Telles voltou a jogar muito bem, Kléber fez sua melhor partida pelo Grêmio em 2013, e Riveros, que fazia sua estreia, marcou um gol e foi o melhor em campo. A vitória foi muito importante, mas o Grêmio não terá tempo para respirar. Na quarta-feira, jogará contra o Corinthians, fora de casa, e, no próximo domingo, terá o primeiro Gre-Nal da história da Arena. Grandes desafios para um time que ainda tem muito o que melhorar, mas que, com a vitória de hoje, serão enfrentados com mais confiança.
sábado, 27 de julho de 2013
O legado da jornada
Amanhã terminará a Jornada Mundial da Juventude, e o Papa Francisco retornará ao Vaticano. Durante toda a semana, o Brasil voltou seus olhos para o Rio de Janeiro. Francisco, inegavelmente um papa simpático e carismático, mobilizou multidões. Hoje, em Copacabana, 3 milhões de pessoas estiveram presentes a mais um contato com o pontífice. Um número verdadeiramente impressionante, pois representa o dobro da população de Porto Alegre concentrada nos poucos quilômetros de Copacabana. O sucesso de público de Francisco, portanto, é inegável. A cobertura midiática de sua estada no Brasil foi ampla. No entanto, aproximando-se o momento do final da Jornada e do retorno do papa ao Vaticano, impõe-se o questionamento sobre o que ficará como legado para a Igreja e a sociedade dessa semana tão intensa. A escolha de Francisco como papa não se deu por acaso. Seu despojamento, sua opção pelos pobres, sua fala objetiva e sem rodeios, sua acessibilidade, são essenciais para tentar dar uma nova imagem a uma Igreja marcada por escândalos e pelo distanciamento de seus fiéis. O fato de ser um sul-americano também não é aleatório, pois a América do Sul é o lugar do mundo onde, mesmo perdendo adeptos como em todas as outras regiões do globo, a Igreja ainda é largamente preponderante. Porém, o que de prático a passagem de Francisco pelo Brasil irá mudar na relação da Igreja com seus fiéis e no encolhimento do número de adeptos? Muito pouco. Mesmo encantadas com a simpatia de Francisco, as pessoas não irão aceitar as imposições e os dogmas da Igreja. Mesmo entre os que se declaram católicos, a maioria aprova o uso da camisinha e da pílula anticoncepcional, práticas condenadas pela Igreja. Pouquíssimas pessoas nos dias de hoje, mesmo entre os fiéis, estão dispostas a manterem a castidade antes do casamento, outra preceito defendido pela Igreja. Até mesmo a homossexualidade, ainda rejeitada pela maioria da população, não recuará no seu avanço rumo a aceitação pela sociedade. O papa foi muito bem recebido no Brasil, que viveu uma semana de festa em torno de sua figura, mas nem mesmo o seu carisma será capaz de reverter a perda de fiéis para outras religiões nem o constante aumento do ateísmo. Se não revisar suas posturas e alterar significativamente o seu discurso, a Igreja terá sua crise agravada. Nada indica, contudo, que isso venha a acontecer.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Os 70 anos de Mick Jagger
Hoje, Mick Jagger completa 70 anos. Para quem, como eu, gosta de rock, é uma data que não pode passar em branco. Mick Jagger é um dos mais talentosos e controvertidos astros do rock, e a principal figura dos Rolling Stones, grupo que, na história desse gênero musical, só perde em importância para os Beatles. Jagger tem uma excepcional performance nos palcos, e uma agitada vida pessoal, o que faz com que atraia os holofotes para si. Contra todas as expectativas, dado o seu perfil polêmico, tornou-se "sir". Como líder dos Rolling Stones, gravou com o grupo discos que venderam milhões de cópias. Em parceria com o guitarrista Keith Richards, outro integrante dos Stones, criou alguns dos clássicos eternos do rock. Não há como não se impressionar com seu desempenho no palco. Em 2006, assisti ao show dos Stones na praia de Copacabana. Mesmo já estando com 63 anos na ocasião, Mick Jagger teve uma performance digna de um atleta no palco, movimentado-se o tempo todo, sem parar. Na vida pessoal, Mick Jagger é um homem de várias mulheres e muitos filhos. Está longe de ter um temperamento dócil, mas, até por isso, é uma celebridade na acepção da palavra. Porém, acima de tudo, Mick Jagger é um grande artista, de extraordinário talento. Parabéns, Sir Mick Jagger!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Hegemonia
Houve um tempo em que a Libertadores era uma competição dominada por clubes da Argentina e do Uruguai. Os brasileiros, os únicos a não falarem espanhol na América do Sul, eram como um corpo estranho na competição, sofrendo com adversários que, por vezes, abusavam da violência, e arbitragens suspeitas, para dizer o mínimo. O extraordinário Santos, de Pelé e Pepe, foi bicampeão da competição, em 1962 e 1963, mas depois dele, só em 1976 um clube brasileiro obteria o título da Libertadores, o Cruzeiro, de Nelinho e Palhinha. O terceiro título só viria em 1981, com o Flamengo, de Zico e Tita. Em 1983, novo título, com o Grêmio, de Renato e De León. Só a partir dos anos 90, no entanto, o Brasil passou a ser um vencedor constante na competição. Naquela década, São Paulo, Grêmio, Vasco e Palmeiras foram campeões. Aos poucos, os clubes brasileiros foram tomando conta da Libertadores, a ponto de em dois anos seguidos, 2005 e 2006, ela ser decidida em confrontos entre eles, o que motivou a Confederação Sul-Americana de Futebol a modificar o regulamento da competição, impedindo que isso se repita. Nas últimas quatro edições da Libertadores, o campeão foi um clube brasileiro. O Brasil já tem 17 títulos no total, apenas cinco a menos do que a Argentina, que ainda é a recordista de conquistas. Agora, com o título ganho, ontem, pelo Atlético Mineiro contra o Olímpia, do Paraguai, dos 12 grandes clubes brasileiros, só dois ainda não venceram a competição. São eles o Botafogo e o Fluminense. Este último chegou a decidir a Libertadores em 2008, deixando o título escapar, em favor da LDU, do Equador, nos tiros livres da marca do pênalti. O futebol brasileiro se tornou hegemônico no continente, como nunca foi antes. Uma agradável realidade para nossos clubes e seus torcedores.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Conquista sofrida
Foi uma decisão dramática, como já havia sido nas duas fases anteriores, mas o Atlético Mineiro venceu o Olímpia, hoje à noite, no Mineirão por 2 x 0 no tempo normal, resultado que se manteve na prorrogação, e por 4 x 2 nos tiros livres da marca do pênalti, e é o novo campeão da Taça Libertadores da América. Depois de uma fase inicial em que foi o primeiro colocado na classificação geral, com uma campanha brilhante, o Atlético viveu momentos terríveis nos mata-matas, o que resultou numa conquista sofrida. Valeu a pena. O clube, que teve a honra de ter sido o primeiro ganhador do Campeonato Brasileiro, em 1971, ressentia-se da falta de grandes títulos, ao contrário de seu maior rival, o Cruzeiro, que já vencera duas Libertadores e quatro Copas do Brasil, por exemplo. A partir de agora, um novo horizonte se descortina para o Atlético Mineiro. O clube muda de patamar, passa a ser um dos campeões continentais. Deixará de fazer sentido a pecha de ser "um cavalo paraguaio", que faz grandes campanhas e "morre na praia" na hora decisiva. O mesmo acontecerá com seu técnico, Cuca, reconhecido em sua competência, mas que tinha a fama de azarado, por lhe faltarem grandes títulos. Agora, o título de expressão não falta mais ao Atlético nem a Cuca. Em dezembro, se, pela lógica, ultrapassar as semifinais do Mundial de Clubes, o Atlético Mineiro irá decidir a competição contra o Bayern de Munique, treinado por Josep Guardiola, e com jogadores como Robben, Ribéry, Schwasnteiger, Thomas Müller. Depois de tantas décadas de sofrimento, o sonho, para os torcedores do Atlético Mineiro, está apenas começando.
Maré favorável
O Inter ganhou do São Paulo por 1 x 0, hoje à noite, no Morumbi, em jogo antecipado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol, feito por Leandro Damião no primeiro tempo teve a participação decisiva do goleiro Rogério Ceni, numa falha que soma-se a outras tantas que demonstram que, aos 40 anos, o grande ídolo do São Paulo deveria aposentar-se. Pensei que, diante de um segundo jogo consecutivo em casa contra de um clube de tradição, o São Paulo pudesse encontrar forças para uma reação. Isso não aconteceu. A crise do São Paulo é mesmo profunda, o que pode fazer com que o clube mais vitorioso do futebol brasileiro, o único a conquistar três títulos mundiais, corra risco de rebaixamento. Como não tem nada a ver com isso, o Inter aproveitou a oportunidade e segue em sua maré favorável. Com uma campanha que já lhe coloca em primeiro lugar na tabela, ainda que com um jogo a mais, e tendo reforços por estrear, o Inter já se vê envolvido por uma onda de otimismo. Resta saber se o time manterá a regularidade no Brasileirão, ou se a boa fase é apenas episódica.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Grandes perdas
O Brasil perdeu, hoje, duas grandes figuras. As mortes de Djalma Santos e Dominguinhos deixam o panorama humano brasileiro bem mais pobre. Djalma Santos foi bicampeão mundial como lateral direito da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962. Na Copa de 58 era reserva de De Sordi, e só jogou na decisão, devido a uma lesão do titular. Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador da posição na competição. Em 62, foi titular absoluto. Divide, até hoje, com Carlos Alberto, lateral direito e capitão da equipe campeã da Copa do Mundo de 1970, a condição de melhor jogador da posição na história da Seleção Brasileira. Teve uma carreira longeva, que só foi encerrada, aos 42 anos, no Atlético Paranaense. Afora ser um grande jogador era um homem simples e de caráter extraordinário. Depois de parar de jogar levou uma existência digna e humilde e, há 30 anos, residia em Uberaba, no interior de Minas Gerais. Djalma Santos era um símbolo de tempos que, infelizmente, não voltam mais. Tempos de um futebol brilhante, praticado por jogadores de técnica refinada, e de um amor à camiseta que ficou no passado. Um tempo de jogadores que, mesmo exibindo uma categoria inigualável, não faziam fortuna, e tinham de trabalhar após "pendurarem as chuteiras". Com Djalma Santos, o grupo dos campeões mundiais pela Seleção falecidos ganha mais um integrante. Ele se junta a Orlando, Mauro, Zózimo, Didi, Garrincha, Vavá, Castilho, Oreco, Dida, Everaldo, Fontana. Uma grande perda para o futebol brasileiro. Por outro lado, no meio artístico, também perdeu-se um grande nome. Dominguinhos, com sua sanfona, foi um digno sucessor da linhagem de Luiz Gonzaga o Rei do Baião. Era um típico representante do homem nordestino, em sua origem humilde e sofrida. Compositor inspirado, criou músicas que encantam pelo romantismo e simplicidade, como "Só Quero Um Xodó", em parceria com Anastácia, grande sucesso na voz de Gilberto Gil, e "De Volta Pro Aconchego", que estourou gravada por Elba Ramalho. A exemplo de Djalma Santos, Dominguinhos não era apenas brilhante no exercício de sua atividade, era um ser humano admirável. O Brasil termina o dia de hoje bem mais pobre de talento, e muito triste.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
A visita do Papa
O assunto do dia, no Brasil, como não poderia deixar de ser, é a visita do papa Francisco ao país, em função da realização, no Rio de Janeiro, da Jornada Mundial da Juventude. A chegada do papa movimentou o Rio de Janeiro. Francisco, mais uma vez, impressionou pela simplicidade e acessibilidade. Pediu um carro simples para conduzi-lo pela cidade e manteve a janela do veículo aberta. A simpatia que desperta entre os católicos e até pessoas que não pertencem à sua igreja é inegável. Porém, o que ficará como legado para a Igreja Católica após a realização de mais essa edição da Jornada Mundial da Juventude? Muitos jovens vieram de várias localidades do país e até do exterior para participar da jornada e ver o papa, mas o que isso trará de prático para a Igreja? Entendo que será muito pouco. Por mais que se esforce em tentar adotar um canal de comunicação com os jovens, a Igreja não consegue fazê-lo, e por razões muito claras. A Igreja Católica é uma instituição aferrada à dogmas anacrônicos, que não encontram eco na juventude. Claro que sempre existirão jovens dispostos a seguir a cartilha da Igreja e propagar seus ensinamentos, mas eles são exceção. A Igreja vive uma perda de fiéis constante, no mundo inteiro. Ela insiste em defender a castidade antes do casamento, a indissolubilidade do matrimônio, não aceita o uso da camisinha, renega a homossexualidade. Tais posturas são incompatíveis com os tempos atuais. A história não anda para trás e, portanto, é absurdo alguém pensar que possa haver uma reversão que possibilite uma volta a antigos costumes. Isso, simplesmente, não vai acontecer. A Igreja ainda é capaz de mobilizar milhões de pessoas em torno de si, mas esse número vem diminuindo, e vai encolher cada vez mais. Muitas pessoas migraram para outras religiões, e o número de ateus também tem crescido significativamente. A Igreja sempre partiu do pressuposto de que a rigidez dos seus dogmas era uma das razões, senão a principal, para explicar sua notável longevidade. No entanto, é justamente essa inflexibilidade que está levando-a a perder adeptos, e nem mesmo a simpatia do papa Francisco poderá deter esse processo. A única saída para a Igreja Católica não encolher cada vez mais é fazer aquilo a que sempre se negou, isto é, transigir em suas posturas. Nada indica, contudo, que assim procederá, o que fará com que o quadro atual se acentue de forma inescapável.
domingo, 21 de julho de 2013
Sorte
O Inter ganhou do Flamengo por 1 x 0, hoje à tarde, no Francisco Stédile, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória veio no final do jogo, e mostrou que o Inter está com sorte. No primeiro tempo, o Flamengo foi bem superior. No segundo, o Inter conseguiu equilibrar a partida e teve mais posse de bola, mas em momento algum foi superior ao seu adversário. Uma saída errada de Felipe propiciou que Juan marcasse o gol do Inter, mas o resultado foi injusto para o Flamengo. Mesmo contando com um time de individualidades modestas, o Flamengo soube jogar com naturalidade, e merecia ter ido para o intervalo com a vitória parcial. Faltou competência ao Flamengo para transformar a boa atuação em gols. No segundo tempo, o Flamengo ficou mais retraído, mas, ainda assim, não merecia a derrota. Porém, no futebol o que vale é a bola na rede. O Inter fez um gol e ganhou. Continua a vencer, mesmo sem convencer.
sábado, 20 de julho de 2013
Tropeço desastroso
O Grêmio perdeu para o Criciúma, hoje, no Heriberto Hülse, pelo Campeonato Brasileiro. Uma derrota imprevista e inaceitável. O Criciúma estava apenas um ponto acima da zona de rebaixamento e, no meio de semana, havia sido eliminado da Copa do Brasil, em casa, pelo modesto Salgueiro, do interior de Pernambuco. Mesmo diante de um adversário de tão escassas credenciais, o Grêmio foi derrotado, e isso poderá lhe custar muito caro no Brasileirão. Os erros já começaram antes do jogo. O responsável pela logística da delegação, Renato Schmidt, alojou-a num hotel em Orleans, demasiadamente distante do local da partida, o que contrariou os jogadores. Em campo, Mateus Biteco, depois de sofrer uma falta forte que foi ignorada pelo árbitro, revidou e foi expulso. Logo depois, o Grêmio sofreu o primeiro gol, mas ainda teve forças para empatar, com um belo gol de Zé Roberto. No segundo tempo, contudo, veio o lance decisivo. Vargas cometeu uma falta que não foi percebida pelo árbitro, mas esse foi alertado por um dos bandeirinhas e expulsou o jogador. Com dois jogadores a menos, a derrota do Grêmio era, praticamente, inevitável, e se confirmou. A partir da segunda expulsão, o Grêmio limitou-se a se defender, chamando o Criciúma para o seu campo e submetendo-se à pressão do adversário. Após o segundo gol do Criciúma, o Grêmio fez o que deveria ter realizado antes, e foi para cima do adversário, que, acuado, conseguiu manter o placar. Após o jogo, o técnico do Grêmio, Renato, elogiou a garra do time e criticou as expulsões. Faltou ao técnico assumir a sua parcela de culpa na derrota. Renato errou na escalação e nas substituições. Colocou dois volantes inexperientes no time, Ramiro e Mateus Biteco, deixando Riveros em Porto Alegre. Durante o jogo, quando já estava com dois jogadores a menos, trocou Elano por Gabriel, ou seja, tirou um meia para colocar um zagueiro, chamando o Criciúma para cima do Grêmio, o que acabou redundando na derrota. O correto seria colocar Máxi Rodriguez. A entrada de Kléber foi, mais uma vez improdutiva. Com Renato, o Grêmio tem, até agora, pela ordem, um empate, uma vitória e uma derrota. Em nenhuma das três partidas chegou a jogar bem e, na maior parte do tempo, foi dominado pelos adversários. Como acontece há 12 anos, o Grêmio continua distante do caminho que leva aos títulos e às glórias.
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