quarta-feira, 10 de julho de 2013

Susto

O Inter venceu o América Mineiro por 3 x 1, de virada, hoje à noite, no Francisco Stédile, pela Copa do Brasil. A vitória, no entanto, não foi tão tranquila quanto possa parecer. O primeiro tempo terminou 1 x 0 para o América, com o Inter jogando muito mal. No segundo tempo, a partida seguia no mesmo diapasão, até o América cometer um pênalti infantil, que permitiu a reação do Inter. Porém,até uma derrota por 2 x 1 seria boa para o América, já que lhe permitiria classificar-se, no segundo jogo, com uma vitória de 1 x 0. Ao perder por 3 x 1, o América está, praticamente, desclassificado, mas isso não deve tranquilizar os torcedores do Inter. Afinal, o América é fraco, e eliminá-lo é uma obrigação do Inter. Se, contudo, continuar jogando tão pouco, o Inter não irá longe na competição, pois não conseguirá superar adversários mais qualificados.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Primeiro finalista

A Libertadores de 2013 teve definido, hoje à noite, o seu primeiro finalista. O Olímpia se classificou para a decisão, mesmo perdendo para o Independiente Santa Fé, por 1 x 0, na Colômbia, pois ganhou o primeiro jogo, no Paraguai, por 2 x 0. Depois de atravessar uma grave crise, que o fez se ausentar da Libertadores por alguns anos, o Olímpia voltou em grande estilo, e irá buscar o seu quarto título da competição. Ficará, agora, na espera da definição do seu adversário na grande decisão, o que ocorrerá amanhã, no Independência, no jogo entre Atlético Mineiro e Newells Old Boys. O Newells é o favorito por ter ganho o primeiro jogo por 2 x 0. Caso se confirme uma decisão da Libertadores entre Olímpia e Newells, será algo, sem dúvida, inesperado. Afinal, clubes como Grêmio, Fluminense, São Paulo e Boca Juniors ficaram pelo caminho. Não custa, no entanto, dar uma torcida, amanhã, para o Atlético Mineiro conseguir reverter a situação e eliminar o Newells Old Boys. Seria uma grande decisão, entre um multicampeão da Libertadores e o clube de melhor campanha na fase de grupos da competição desse ano.

domingo, 7 de julho de 2013

Uma chuva de gols

O Inter venceu o Vasco por 5 x 3, hoje à tarde, no Francisco Stédile, pelo Campeonato Brasileiro. O placar do jogo, é sem dúvida, pouco frequente em partidas de futebol. Porém, ao contrário do que alguns possam pensar, tal profusão de gols não resultou de um jogo de alto nível técnico, mas sim, das muitas falhas ocorridas durante o seu transcurso. Três dos oito gols foram de bela feitura, os de Diego Forlán e D'Alessandro para o Inter, e o de Rafael Vaz para o Vasco, mas, em outros, houve equívocos gritantes. O primeiro gol do jogo, em favor do Inter, foi marcado contra, por Nei, que desferiu uma espetacular cabeçada contra suas próprias redes. O gol de André, o primeiro do Vasco, foi resultante de uma falha coletiva da defesa do Inter. O terceiro gol do Vasco, feito por Felipe Bastos, cobrando falta, foi um frango de Muriel. No gol de Índio, o terceiro do Inter, o goleiro do Vasco, Michel Alves, "bateu roupa". O único gol comum, sem brilho especial, nem falha grave, foi o quarto do Inter, de Rafael Moura. Embora os muitos gols, o jogo foi nivelado por baixo, e, certamente, deixou preocupados os torcedores de ambos os clubes. Os do Vasco por verem confirmada a extrema fragilidade do seu time, os do Inter, pelos três gols sofridos de um adversário tão fraco. Ao Vasco nada parece restar a não ser lutar para não ser rebaixado. Por sua vez, o Inter terá de melhorar muito para poder ambicionar algo de relevante dentro do Brasileirão.

sábado, 6 de julho de 2013

Frustrante

O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Atlético Parananense, no Durival de Brito, hoje, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a paralisação para a realização da Copa das Confederações. Mesmo que se concedam todos os descontos possíveis, em função do trabalho de um técnico que começou há menos de uma semana, e com apenas quatro treinos realizados, a reestreia de Renato no Grêmio foi frustrante. O time, mais uma vez, mostrou-se sem brilho, burocrático, com pouca capacidade de articulação, aceitando a pressão do adversário. Nem mesmo o fato de jogar fora de casa serve de justificativa, pois o time do Atlético Paranaense é fraquíssimo. O quadro só não foi pior porque, depois de sofrer um gol, o Grêmio teve forças para buscar o empate. Outro aspecto positivo é que o gol foi marcado por Barcos que, assim, rompeu com seu longo jejum. Máxi Rodriguez, que entrou no segundo tempo, deixou boa impressão, inclusive dando o passe para o gol. Porém, os destaques positivos param por aí. O trabalho de Renato para recuperar o Grêmio, pelo visto, será muito árduo. A pura e simples troca de técnico não resolveu todos os problemas num passe de mágica. Há muito a se fazer para que o Grêmio produza de acordo com o grupo que possui e com a expectativa de sua torcida. Para os que imaginavam poder ver, já no dia de hoje, uma transfiguração técnica e anímica do Grêmio, o desempenho do time foi uma ducha de água fria.

Incêndio

O Mercado Público de Porto Alegre, um dos maiores símbolos da cidade, foi devastado por um incêndio na noite de hoje. No transcorrer de sua longa história, é a quarta vez que é atingido pelo fogo. Como das outras vezes, é claro, será reconstruído, mas sua paralisação temporária é um prejuízo imenso para a cidade. Localizado no centro de Porto Alegre, uma capital sem atrativos turísticos, sua ausência temporária empobrecerá ainda mais uma paisagem urbana que já é extremamente árida. O Mercado Público é um ícone da cidade. Um referencial. Um ponto de encontro. Um centro de compras de apelo popular. Em suas bancas, são encontrados produtos e especiarias de alta qualidade, que não existem em nenhum outro local de Porto Alegre. Para os milhares de pessoas que, todos os dias, frequentam o centro da cidade, será extremamente traumático visualizar seu prédio arruinado pelo fogo. Será igualmente doloroso realizar as "Fan Fest" da Copa do Mundo de 2014 no Largo Glênio Peres tendo ao lado o prédio do mercado carcomido pelas chamas. Uma reconstrução como essa demandará tempo, mas tem de ser começada imediatamente, sem que se poupem esforços nem recursos. Afinal, Porto Alegre não é a mesma sem o seu mercado público.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Torcida única

O futebol sempre foi reconhecido como o esporte das multidões. Nenhuma outra prática esportiva mobiliza tantos aficionados. Ao longo do tempo, acompanhamos a construção de imensos estádios, no mundo inteiro. Os pobres conseguiam assistir aos jogos, sem ferir o seu bolso. Porém, de uns tempos para cá, esse quadro começou a ser mudado. Os estádios foram se tornando mais confortáveis, mas com uma capacidade  de público bem menor, o que eleva o preço dos ingressos e afasta os menos aquinhoados financeiramente da possibilidade de ir aos jogos. Os clássicos, partidas que, pela rivalidade, faziam com que grandes estádios se dividissem quase meio a meio entre as duas torcidas, hoje tem a maior parte dos ingressos reservados para o mandante, e algumas poucas entradas para o visitante, como vem acontecendo nos Grenais. Na Argentina e em Minas Gerais, já se adotou a fórmula do clássico só com a torcida do mandante, e essa medida, estúpida e anti-futebolística, foi agora sugerida pelo comandante do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, coronel Kléber Goulart, que quer adotá-la no Gre-Nal do dia 4 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, que será disputado na Arena. Frequento estádios há 42 anos, e, nesse período, assisti dezenas de Grenais. Nesses jogos, a torcida visitante tinha à sua disposição de 30% a 40% dos lugares do estádio. Atualmente, Grêmio e Inter reservam apenas dois mil ingressos para os visitantes quando se confrontam. Pois eis que, com a sugestão do coronel Kléber Goulart, o que era ruim tende a ficar pior. Um Gre-Nal de torcida única é algo que não faz o menor sentido, é um ato lesa-futebol. A alegação para a adoção de tão estulta ideia, é claro, é a de prevenir atos de violência. Por que, de uma hora para outra, as autoridades responsáveis se sentem sem condições de garantir a segurança em jogos de futebol? Durante décadas, tivemos clássicos com 70, 80, 100 mil pessoas, e até mais, nos estádios de todo o Brasil, em que as pessoas se aglomeravam em arquibancadas de cimento, sem lugares marcados, sem que nenhuma tragédia acontecesse. Agora, mesmo em estádios encolhidos, com preços altos que barram a frequência dos mais carentes, estabeleceu-se que um clássico com as duas torcidas no estádio é um risco. Chegaremos ao ponto em que as autoridades de segurança proporão que as pessoas não mais assistam aos jogos nos estádios, fazendo-o só pela televisão. Tomara que a sugestão do coronel não venha a ser acatada. Ela gera desequilíbrio entre os times que se confrontam, pois o visitante fica sem nenhum torcedor a lhe apoiar, e atenta contra o direito das pessoas de frequentarem um espetáculo. Em outra oportunidade, já deixei bem claro que não aceito o protagonismo da Brigada Militar nessas situações. Ela não tem de sugerir nada, pois isso foge a sua alçada e esfera de competência. Como servidores públicos que são, pagos com dinheiro do erário, é obrigação dos integrantes da Brigada Militar garantir a segurança da sociedade. Servidor, acima de tudo, cumpre ordens, não lhe cabe interferir na organização dos espetáculos. O Gre-Nal de torcida única não pode ser instituído. Só o defende quem nada entende de futebol. O Batalhão de Operações Especiais que trate de cumprir com as suas obrigações, e não se meta onde não é chamado.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Velhos vícios

Só os muito ingênuos poderiam imaginar que o país mudaria de uma hora para a outra, em função dos protestos que tomaram conta das ruas. A classe política está mergulhada em seus vícios e privilégios, dos quais não pretende abdicar. Mesmo com toda a revolta demonstrada pela população para com o seu comportamento, nossos políticos não se emendam. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB -RN), que exerce mandatos na casa há 42 anos, requisitou um jato da FAB para levá-lo, junto com familiares e parentes, de Natal ao Rio de Janeiro, onde assistiram a decisão da Copa das Confederações entre Seleção Brasileira e Espanha. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também requisitou um avião da FAB, para ir a um casamento no litoral da Bahia. Para culminar, nem mesmo o Poder Judiciário ficou de fora da farra com o dinheiro público. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, o mais novo paladino da moral, segundo a direita brasileira, utilizou-se de recursos do órgão para ir ao Rio de Janeiro assistir à decisão da Copa das Confederações. Henrique Eduardo Alves se disse disposto a ressarcir os cofres públicos, pagando o preço das passagens. Há aí, no entanto, uma malandragem. Alves estaria, assim, pagando as passagens pela sua cotação de mercado, levando em conta o preço cobrado ao público pelas companhias aéreas. Ocorre que, ao requisitar um avião, Alves praticou algo semelhante a contratação de um vôo charter, cujo custo é muitíssimo mais elevado. Renan Calheiros, por sua vez, nega-se a qualquer tipo de ressarcimento, pois diz ter direito de requisitar aviões da FAB. Não é verdade. Pelos cargos que ocupam, Calheiros e Alves só tem direito de requisitarem aviões para missões oficiais e em casos de emergência médica. Alves e Renan, no entanto, são velhos exemplares do que o Brasil tem de pior na política. Porém, o que dizer de Joaquim Barbosa, tido por muitos como o candidato ideal para presidente, o homem que iria moralizar a conduta do governo? Nossos homens públicos acostumaram-se com a ideia de que privilégios e mordomias são direitos inerentes aos seus cargos. Usam o dinheiro público em proveito próprio sem nenhuma cerimônia. Infelizmente, não há nada que indique que isso um dia irá acabar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ficou difícil

O Atlético Mineiro perdeu por 2 x 0 para o Newell's Old Boys, em Rosário (ARG), hoje à noite, pela Libertadores, e complicou muito a sua situação na tentativa de se classificar para a decisão da competição. Os gols foram de Máxi Rodriguez e Scocco, dois jogadores que interessaram ao Inter. O segundo jogo será no Independência, onde o Atlético é, praticamente, imbatível, mas a tarefa do clube brasileiro é muito árdua. Para se classificar, o Atlético terá de, no mínimo, devolver o placar, o que levaria a decisão para os tiros livres da marca do pênalti, onde tudo pode acontecer. Para obter a classificação de forma direta, o Atlético terá de ganhar por três gols de diferença. Isso, por si só, já é dificil, e contra um clube argentino é mais duro ainda. O Atlético, infelizmente, parece confirmar a fama de que sempre perde força nos momentos decisivos. Por pouco não foi eliminado na fase anterior, dentro de casa, ao ter contra si um pênalti, no último minuto, que seu goleiro defendeu. O último representante brasileiro na Libertadores tem mais qualidade que o seu adversário, mas, no futebol, nem sempre isso é suficiente. O futebol brasileiro venceu as três últimas edições da Libertadores. As chances de obter o quarto título consecutivo, depois do resultado de hoje, diminuíram consideravelmente. Convém, no entanto, não perder as esperanças. Não é fácil, mas o Atlético Mineiro tem qualidade suficiente para reverter a situação.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sucesso

A Copa das Confederações, que encerrou-se no domingo, foi um sucesso de público. As manifestações e protestos que se espalharam pelo país, durante a realização da competição, levaram muitos a cogitar de que a Fifa pudesse suspendê-la. Seria um vexame histórico para o Brasil se isso acontecesse, mas, na verdade, tudo não passou  de especulação. Mesmo com as ruas tomadas por multidões com suas reivindicações, a tabela de jogos foi cumprida integralmente, culminando com a grande decisão, desejada por todos, entre Seleção Brasileira e Espanha. Os estádios, novos ou reformados, usados na competição, passaram no teste, embora com algumas pequenas ressalvas, facilmente sanáveis. O público prestigiou amplamente a disputa, indo em grande número aos estádios, que tiveram uma média de 50 mil pessoas por jogo. Portanto, a hipótese, aventada por alguns, de que a Copa do Mundo de 2014 fosse transferida do Brasil para um outro país não passa de um disparate. Teremos a Copa no Brasil, e ela vai ser um grande êxito. Os protestos são legítimos e democráticos, e é provável que eles se intensifiquem na época da Copa, mas isso não comprometerá a realização da competição. O que todos deveriam levar em conta daqui para a frente é que boicotar a Copa em nada melhoraria a situação do país. Ainda que existam restrições quanto ao volume de gastos para a sua organização, só resta, agora, torcer para que o Brasil possa, na condição de país que sediará a competição, realizar uma Copa do Mundo inesquecível. Sem prejuízo da luta por um país melhor, deixemos de lado as resistências e usufruamos o privilégio de ver se desenrolar em nosso país a mais importante competição de futebol do mundo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A volta de Renato

Dois anos e um dia depois de sua saída, Renato Portaluppi está de volta ao cargo de técnico do Grêmio. Renato teve uma passagem com altos e baixos como técnico do clube entre 2010 e 2011. Chegou, em 2010, com o Grêmio mergulhado em uma crise e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Realizou um segundo turno com desempenho espetacular, ficando com a primeira colocação nessa fase, encerrando a competição com o 4º lugar entre todos os participantes e classificado para a Pré-Libertadores. Em 2011, no entanto, o êxito não se repetiu. Renato continuou como técnico, mas teve de conviver com uma nova diretoria eleita para administrar o clube, que não desejava a sua permanência, mas que se curvou à vontade da torcida. O Grêmio perdeu seu maior destaque no ano anterior, Jonas, que foi para o Valência, e não contratou reforços de peso para a Libertadores, o que fez com que o clube fosse eliminado nas oitavas de final. Um pouco mais tarde, Renato perdeu um Campeonato Gaúcho que estava nas mãos do Grêmio. Após uma vitória sobre o Inter, no Beira-Rio, no primeiro jogo da decisão, por 3 x 2, permitiu que o adversário, no Olímpico, devolvesse o placar e ganhasse o título na disputa dos tiros livres da marca do pênalti. O técnico ainda ficou mais um tempo, mas os maus resultados no início do Brasileirão daquele ano, somados aos fatores já referidos, levaram à sua demissão. Depois de sair do Grêmio, Renato foi, logo a seguir, para o Atlético Paranaense, onde não teve sucesso, e ficou por pouco tempo. Desde então, não mais trabalhou, e usufruiu as delícias da vida no Rio de Janeiro, as quais aprecia muito. A volta de Renato apresenta prós e contras. Os prós são bem conhecidos. Ele é um ídolo incondicional do torcedor. Possui uma grande capacidade de mobilização dos jogadores, descontrai o vestiário, criando um clima de união no grupo. Os contras ficam por conta do excessivo empirismo de sua formação como técnico, agravado pela longa inatividade na função, sem que tenha aproveitado o período, ao que se saiba, para aperfeiçoar-se com estudos teóricos e estágios práticos. O que parece evidente é que a diretoria do Grêmio resolveu relevar os aspectos negativos e apostar nos positivos .O presidente Fábio Koff quer recuperar o tempo perdido com o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo, a quem a torcida não mais suportava, e resgatar a parceria com ela trazendo de volta o seu maior ídolo. Koff busca, assim, obter um Grêmio de ânimo renovado, entusiasmado, em sintonia com o seu torcedor, exatamente o oposto do que vinha acontecendo com Luxemburgo. Concluída a reforma do contrato com a OAS, Koff quer dar início, finalmente ao Grêmio da Arena, o que ainda não aconteceu na prática. Para dar a largada exitosa na criação desse novo Grêmio, trouxe um ídolo eterno. Só o tempo dirá se dará certo, mas não há porque desqualificar a tentativa. Seja, mais uma vez, bem-vindo, Renato, e tenha muito boa sorte.