sábado, 6 de julho de 2013
Incêndio
O Mercado Público de Porto Alegre, um dos maiores símbolos da cidade, foi devastado por um incêndio na noite de hoje. No transcorrer de sua longa história, é a quarta vez que é atingido pelo fogo. Como das outras vezes, é claro, será reconstruído, mas sua paralisação temporária é um prejuízo imenso para a cidade. Localizado no centro de Porto Alegre, uma capital sem atrativos turísticos, sua ausência temporária empobrecerá ainda mais uma paisagem urbana que já é extremamente árida. O Mercado Público é um ícone da cidade. Um referencial. Um ponto de encontro. Um centro de compras de apelo popular. Em suas bancas, são encontrados produtos e especiarias de alta qualidade, que não existem em nenhum outro local de Porto Alegre. Para os milhares de pessoas que, todos os dias, frequentam o centro da cidade, será extremamente traumático visualizar seu prédio arruinado pelo fogo. Será igualmente doloroso realizar as "Fan Fest" da Copa do Mundo de 2014 no Largo Glênio Peres tendo ao lado o prédio do mercado carcomido pelas chamas. Uma reconstrução como essa demandará tempo, mas tem de ser começada imediatamente, sem que se poupem esforços nem recursos. Afinal, Porto Alegre não é a mesma sem o seu mercado público.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Torcida única
O futebol sempre foi reconhecido como o esporte das multidões. Nenhuma outra prática esportiva mobiliza tantos aficionados. Ao longo do tempo, acompanhamos a construção de imensos estádios, no mundo inteiro. Os pobres conseguiam assistir aos jogos, sem ferir o seu bolso. Porém, de uns tempos para cá, esse quadro começou a ser mudado. Os estádios foram se tornando mais confortáveis, mas com uma capacidade de público bem menor, o que eleva o preço dos ingressos e afasta os menos aquinhoados financeiramente da possibilidade de ir aos jogos. Os clássicos, partidas que, pela rivalidade, faziam com que grandes estádios se dividissem quase meio a meio entre as duas torcidas, hoje tem a maior parte dos ingressos reservados para o mandante, e algumas poucas entradas para o visitante, como vem acontecendo nos Grenais. Na Argentina e em Minas Gerais, já se adotou a fórmula do clássico só com a torcida do mandante, e essa medida, estúpida e anti-futebolística, foi agora sugerida pelo comandante do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, coronel Kléber Goulart, que quer adotá-la no Gre-Nal do dia 4 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, que será disputado na Arena. Frequento estádios há 42 anos, e, nesse período, assisti dezenas de Grenais. Nesses jogos, a torcida visitante tinha à sua disposição de 30% a 40% dos lugares do estádio. Atualmente, Grêmio e Inter reservam apenas dois mil ingressos para os visitantes quando se confrontam. Pois eis que, com a sugestão do coronel Kléber Goulart, o que era ruim tende a ficar pior. Um Gre-Nal de torcida única é algo que não faz o menor sentido, é um ato lesa-futebol. A alegação para a adoção de tão estulta ideia, é claro, é a de prevenir atos de violência. Por que, de uma hora para outra, as autoridades responsáveis se sentem sem condições de garantir a segurança em jogos de futebol? Durante décadas, tivemos clássicos com 70, 80, 100 mil pessoas, e até mais, nos estádios de todo o Brasil, em que as pessoas se aglomeravam em arquibancadas de cimento, sem lugares marcados, sem que nenhuma tragédia acontecesse. Agora, mesmo em estádios encolhidos, com preços altos que barram a frequência dos mais carentes, estabeleceu-se que um clássico com as duas torcidas no estádio é um risco. Chegaremos ao ponto em que as autoridades de segurança proporão que as pessoas não mais assistam aos jogos nos estádios, fazendo-o só pela televisão. Tomara que a sugestão do coronel não venha a ser acatada. Ela gera desequilíbrio entre os times que se confrontam, pois o visitante fica sem nenhum torcedor a lhe apoiar, e atenta contra o direito das pessoas de frequentarem um espetáculo. Em outra oportunidade, já deixei bem claro que não aceito o protagonismo da Brigada Militar nessas situações. Ela não tem de sugerir nada, pois isso foge a sua alçada e esfera de competência. Como servidores públicos que são, pagos com dinheiro do erário, é obrigação dos integrantes da Brigada Militar garantir a segurança da sociedade. Servidor, acima de tudo, cumpre ordens, não lhe cabe interferir na organização dos espetáculos. O Gre-Nal de torcida única não pode ser instituído. Só o defende quem nada entende de futebol. O Batalhão de Operações Especiais que trate de cumprir com as suas obrigações, e não se meta onde não é chamado.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Velhos vícios
Só os muito ingênuos poderiam imaginar que o país mudaria de uma hora para a outra, em função dos protestos que tomaram conta das ruas. A classe política está mergulhada em seus vícios e privilégios, dos quais não pretende abdicar. Mesmo com toda a revolta demonstrada pela população para com o seu comportamento, nossos políticos não se emendam. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB -RN), que exerce mandatos na casa há 42 anos, requisitou um jato da FAB para levá-lo, junto com familiares e parentes, de Natal ao Rio de Janeiro, onde assistiram a decisão da Copa das Confederações entre Seleção Brasileira e Espanha. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também requisitou um avião da FAB, para ir a um casamento no litoral da Bahia. Para culminar, nem mesmo o Poder Judiciário ficou de fora da farra com o dinheiro público. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, o mais novo paladino da moral, segundo a direita brasileira, utilizou-se de recursos do órgão para ir ao Rio de Janeiro assistir à decisão da Copa das Confederações. Henrique Eduardo Alves se disse disposto a ressarcir os cofres públicos, pagando o preço das passagens. Há aí, no entanto, uma malandragem. Alves estaria, assim, pagando as passagens pela sua cotação de mercado, levando em conta o preço cobrado ao público pelas companhias aéreas. Ocorre que, ao requisitar um avião, Alves praticou algo semelhante a contratação de um vôo charter, cujo custo é muitíssimo mais elevado. Renan Calheiros, por sua vez, nega-se a qualquer tipo de ressarcimento, pois diz ter direito de requisitar aviões da FAB. Não é verdade. Pelos cargos que ocupam, Calheiros e Alves só tem direito de requisitarem aviões para missões oficiais e em casos de emergência médica. Alves e Renan, no entanto, são velhos exemplares do que o Brasil tem de pior na política. Porém, o que dizer de Joaquim Barbosa, tido por muitos como o candidato ideal para presidente, o homem que iria moralizar a conduta do governo? Nossos homens públicos acostumaram-se com a ideia de que privilégios e mordomias são direitos inerentes aos seus cargos. Usam o dinheiro público em proveito próprio sem nenhuma cerimônia. Infelizmente, não há nada que indique que isso um dia irá acabar.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Ficou difícil
O Atlético Mineiro perdeu por 2 x 0 para o Newell's Old Boys, em Rosário (ARG), hoje à noite, pela Libertadores, e complicou muito a sua situação na tentativa de se classificar para a decisão da competição. Os gols foram de Máxi Rodriguez e Scocco, dois jogadores que interessaram ao Inter. O segundo jogo será no Independência, onde o Atlético é, praticamente, imbatível, mas a tarefa do clube brasileiro é muito árdua. Para se classificar, o Atlético terá de, no mínimo, devolver o placar, o que levaria a decisão para os tiros livres da marca do pênalti, onde tudo pode acontecer. Para obter a classificação de forma direta, o Atlético terá de ganhar por três gols de diferença. Isso, por si só, já é dificil, e contra um clube argentino é mais duro ainda. O Atlético, infelizmente, parece confirmar a fama de que sempre perde força nos momentos decisivos. Por pouco não foi eliminado na fase anterior, dentro de casa, ao ter contra si um pênalti, no último minuto, que seu goleiro defendeu. O último representante brasileiro na Libertadores tem mais qualidade que o seu adversário, mas, no futebol, nem sempre isso é suficiente. O futebol brasileiro venceu as três últimas edições da Libertadores. As chances de obter o quarto título consecutivo, depois do resultado de hoje, diminuíram consideravelmente. Convém, no entanto, não perder as esperanças. Não é fácil, mas o Atlético Mineiro tem qualidade suficiente para reverter a situação.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Sucesso
A Copa das Confederações, que encerrou-se no domingo, foi um sucesso de público. As manifestações e protestos que se espalharam pelo país, durante a realização da competição, levaram muitos a cogitar de que a Fifa pudesse suspendê-la. Seria um vexame histórico para o Brasil se isso acontecesse, mas, na verdade, tudo não passou de especulação. Mesmo com as ruas tomadas por multidões com suas reivindicações, a tabela de jogos foi cumprida integralmente, culminando com a grande decisão, desejada por todos, entre Seleção Brasileira e Espanha. Os estádios, novos ou reformados, usados na competição, passaram no teste, embora com algumas pequenas ressalvas, facilmente sanáveis. O público prestigiou amplamente a disputa, indo em grande número aos estádios, que tiveram uma média de 50 mil pessoas por jogo. Portanto, a hipótese, aventada por alguns, de que a Copa do Mundo de 2014 fosse transferida do Brasil para um outro país não passa de um disparate. Teremos a Copa no Brasil, e ela vai ser um grande êxito. Os protestos são legítimos e democráticos, e é provável que eles se intensifiquem na época da Copa, mas isso não comprometerá a realização da competição. O que todos deveriam levar em conta daqui para a frente é que boicotar a Copa em nada melhoraria a situação do país. Ainda que existam restrições quanto ao volume de gastos para a sua organização, só resta, agora, torcer para que o Brasil possa, na condição de país que sediará a competição, realizar uma Copa do Mundo inesquecível. Sem prejuízo da luta por um país melhor, deixemos de lado as resistências e usufruamos o privilégio de ver se desenrolar em nosso país a mais importante competição de futebol do mundo.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A volta de Renato
Dois anos e um dia depois de sua saída, Renato Portaluppi está de volta ao cargo de técnico do Grêmio. Renato teve uma passagem com altos e baixos como técnico do clube entre 2010 e 2011. Chegou, em 2010, com o Grêmio mergulhado em uma crise e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Realizou um segundo turno com desempenho espetacular, ficando com a primeira colocação nessa fase, encerrando a competição com o 4º lugar entre todos os participantes e classificado para a Pré-Libertadores. Em 2011, no entanto, o êxito não se repetiu. Renato continuou como técnico, mas teve de conviver com uma nova diretoria eleita para administrar o clube, que não desejava a sua permanência, mas que se curvou à vontade da torcida. O Grêmio perdeu seu maior destaque no ano anterior, Jonas, que foi para o Valência, e não contratou reforços de peso para a Libertadores, o que fez com que o clube fosse eliminado nas oitavas de final. Um pouco mais tarde, Renato perdeu um Campeonato Gaúcho que estava nas mãos do Grêmio. Após uma vitória sobre o Inter, no Beira-Rio, no primeiro jogo da decisão, por 3 x 2, permitiu que o adversário, no Olímpico, devolvesse o placar e ganhasse o título na disputa dos tiros livres da marca do pênalti. O técnico ainda ficou mais um tempo, mas os maus resultados no início do Brasileirão daquele ano, somados aos fatores já referidos, levaram à sua demissão. Depois de sair do Grêmio, Renato foi, logo a seguir, para o Atlético Paranaense, onde não teve sucesso, e ficou por pouco tempo. Desde então, não mais trabalhou, e usufruiu as delícias da vida no Rio de Janeiro, as quais aprecia muito. A volta de Renato apresenta prós e contras. Os prós são bem conhecidos. Ele é um ídolo incondicional do torcedor. Possui uma grande capacidade de mobilização dos jogadores, descontrai o vestiário, criando um clima de união no grupo. Os contras ficam por conta do excessivo empirismo de sua formação como técnico, agravado pela longa inatividade na função, sem que tenha aproveitado o período, ao que se saiba, para aperfeiçoar-se com estudos teóricos e estágios práticos. O que parece evidente é que a diretoria do Grêmio resolveu relevar os aspectos negativos e apostar nos positivos .O presidente Fábio Koff quer recuperar o tempo perdido com o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo, a quem a torcida não mais suportava, e resgatar a parceria com ela trazendo de volta o seu maior ídolo. Koff busca, assim, obter um Grêmio de ânimo renovado, entusiasmado, em sintonia com o seu torcedor, exatamente o oposto do que vinha acontecendo com Luxemburgo. Concluída a reforma do contrato com a OAS, Koff quer dar início, finalmente ao Grêmio da Arena, o que ainda não aconteceu na prática. Para dar a largada exitosa na criação desse novo Grêmio, trouxe um ídolo eterno. Só o tempo dirá se dará certo, mas não há porque desqualificar a tentativa. Seja, mais uma vez, bem-vindo, Renato, e tenha muito boa sorte.
domingo, 30 de junho de 2013
Apoteose
Foi muito melhor do que se poderia esperar. A Seleção Brasileira não só foi campeã da Copa das Confederações, como alcançou o título goleando a favorita Espanha. Não deu nem tempo de o torcedor sofrer, pois o primeiro gol, marcado por Fred, aconteceu logo a 1 minuto e 30 segundos de jogo. O técnico da Seleção, Felipão, conseguiu imprimir uma marcação quase implacável sobre a Espanha, que amordaçou-a, impedindo que executasse seu jogo de troca constante de passes. A Seleção foi superior durante todo o tempo, mas chegou a correr riscos. O maior deles foi aos 40 minutos do primeiro tempo, quando David Luiz salvou uma bola que ia entrando, chutada por Pedro, pouco antes da linha do gol. Esse lance talvez tenha sido decisivo para que a equipe brasileira tivesse a convicção de que a vitória não lhe escaparia. Pouco depois, aos 43 minutos, Neymar fez 2 x 0, e todos tiveram a certeza de que o título estava garantido. O terceiro gol, de Fred, no segundo tempo, mais uma vez a 1 minuto e 30 segundos de jogo, fez com que o restante da partida fosse, apenas, o cumprimento de uma formalidade. O que ficou ainda mais nítido quando, aos 8 minutos, Sérgio Ramos cobrou um pênalti para fora. A Espanha, talvez sentindo o desgaste do jogo contra a Itália, em Fortaleza, que teve prorrogação e cobrança de tiros livres da marca do pênalti, não foi nem sobra do que costuma ser. Porém, isso não é problema da Seleção Brasileira, que teve uma grande atuação. A rigor, ninguém jogou mal na Seleção. David Luiz foi o melhor jogador em campo, Fred e Neymar jogaram demais, Júlio César voltou a ser um paredão no gol, Hulk, ainda que tenha tido alguns erros técnicos, foi incansável. Luiz Gustavo e Paulinho foram discretos, mas eficientes. Oscar continua em sua fase pouco produtiva, mas deu um belo passe para o gol de Neymar. Daniel Alves não brilhou, mas deu conta do recado. Marcelo cometeu um pênalti bobo, mas, mais uma vez, destacou-se tecnicamente. O Maracanã viveu uma apoteose, com a segunda parte do Hino Nacional, novamente, sendo cantada à capela e a plenos pulmões por torcedores e jogadores, com estes e aqueles se abraçando efusivamente a cada gol marcado, com a confiança na Seleção recuperada aos gritos de "ôôô, o campeão voltou", e de "olé, olé", e com a taça sendo erguida pelo capitão Thiago Silva, Uma noite inesquecível para quem esteve no estádio e para quem assistiu pela televisão. Não se deve, nunca, duvidar da força de uma camisa cinco vezes campeã do mundo. A Seleção mostrou, para quem quiser ver, que a conquista do título da Copa do Mundo de 2014 é um sonho possível.
sábado, 29 de junho de 2013
A queda de Luxemburgo
O inevitável aconteceu. Vanderlei Luxemburgo não é mais o técnico do Grêmio. O que chama a atenção é porque a diretoria do Grêmio levou tanto tempo para tomar uma decisão tão óbvia. Se considerados, apenas, os números, de forma isolada, Luxemburgo até teve um aproveitamento razoável, de 64%, em sua trajetória no Grêmio. No entanto, toda vez que enfrentou jogos decisivos, Luxemburgo fracassou. Já na sua estreia, em fevereiro de 2012, foi eliminado nas semifinais do primeiro turno do Campeonato Gaúcho pelo Caxias. Seguiram-se, no ano passado, outros insucessos em jogos decisivos, como a eliminação, pelo Palmeiras, nas semifinais da Copa do Brasil, a desclassificação nas quartas de final da Copa Sul-Americana, diante do Millonarios (COL), o empate em 0 x 0 no Gre-Nal da última rodada do Campeonato Brasileiro contra um adversário com nove jogadores em campo, quando uma vitória daria ao Grêmio o vice-campeonato e a classificação direta para a Libertadores. Some-se a isso, os resultados de 2013, com um ridículo 4º lugar no Gauchão, a medíocre participação na Libertadores, sendo eliminado logo nas oitavas de final.e o início insatisfatório nos cinco primeiros jogos do Brasileirão, e constata-se que sobravam motivos para a saída de Luxemburgo, que já devia ter ocorrido anteriormente. Porém, antes tarde do que nunca. A gota d'água teria sido um atrito de Luxemburgo com o assessor de futebol Marcos Chittolina, quando o técnico negou-se a atender o pedido do dirigente para deixar Welliton, que está por ser negociado por seu clube, o Spartak Moscou, de fora do jogo-treino contra o Caxias, na manhã de hoje. Luxemburgo teria dito que só o faria se o pedido viesse do presidente Fábio Koff, e os dois discutiram e trocaram palavrões. Seja, como for, a sensação da torcida do Grêmio, por certo, é de alívio. Ela não suportava mais a presença do técnico no clube, tendo de assistir a um time que jogava cada vez menos e frustrava todas as suas expectativas. Por enquanto, Roger Machado assume como técnico interino. Conforme o presidente do Grêmio, Fábio Koff, não há pressa na contratação de um novo técnico. Talvez seja melhor assim. Roger Machado, há muito tempo, vem dando indícios de que poderá ser um grande técnico. A questão era saber qual seria o melhor momento de testá-lo. Pode ser agora, porque não? O que é indiscutível é que a mudança era indispensável. Se Roger permanecerá ou virá outro técnico nos próximos dias, é algo a se conferir, mas o Grêmio, ao tomar a atitude de dispensar Luxemburgo, recupera a esperança do seu torcedor em dias melhores.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cura gay
O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Justiça e Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, desde que assumiu o cargo, esteve sempre envolvido em polêmicas. Sua mais recente e explosiva iniciativa foi o projeto da "cura gay", que visa permitir que psicólogos revertam, por meio de tratamento, a orientação homossexual. Como não poderia deixar de ser, o projeto recebeu uma saraivada de críticas e levou muitas pessoas às ruas para protestar. Depois de muitas manchetes e discussões a respeito, o próprio Feliciano reconhece que o projeto "já nasceu morto". Feliciano diz que o projeto foi aprovado na comissão, mas que sabe que ele jamais passará no Congresso. O deputado alega que o "lobby GLBT" e os protestos nas ruas influenciaram para que o projeto malograsse. Feliciano, que também é pastor evangélico, negou que tivesse dito que homossexualismo é doença, e sim um fenômeno comportamental, e acrescentou que não vai renunciar, pois representa aqueles que nele votaram. Em relação ao movimento GLBT, Feliciano entende que ele foi muito inteligente, por ter aproveitado o momento e entrado "no meio da multidão" dos que frequentam os protestos. "Eles pensam que é um clamor nacional, mas não é", declarou Feliciano, referindo-se à reprovação do projeto. Também a PEC 37, diz Feliciano, foi derrotada pelas manifestações populares, pois há 15 dias, ela estava aprovada". Como se percebe, Feliciano lamenta esses desfechos ditados pela pressão popular. Não deve ser o único do Congresso a fazê-lo. Nossos parlamentares, há muito tempo, se isolaram numa bolha. Agora, a realidade bateu-lhes à porta. Antes tarde do que nunca. Feliciano e seus pares ainda terão muito o que lamentar. Para o bem do país.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Dificuldade inesperada
Depois de um empate em 0 x 0, no tempo normal e na prorrogação, a Espanha venceu a Itália, hoje, no Castelão, por 7 x 6, nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti, e classificou-se para decidir a Copa das Confederações contra a Seleção Brasileira, domingo, no Maracanã. Foi um resultado esperado, mas obtido de forma surpreendente. Poucos poderiam imaginar que a Espanha, diante de uma Itália que havia levado quatro gols da Seleção e que estava, hoje, sem sua maior estrela, Balotelli, pudesse ter tantas dificuldades. O jogo demonstrou que a Espanha, embora poderosa, tem suas limitações. A Itália provou que é possível enfrentar a Espanha em condições de igualdade. A forma como a Espanha alcançou sia classificação para a decisão, por certo, deve ter aumentado a confiança da Seleção em obter um bom resultado no domingo. Afora isso, o fato de ter jogado um dia depois da Seleção, num calor escaldante, e numa partida que foi para a prorrogação e tiros livres da marca do pênalti, deverá ter um forte impacto no condicionamento físico da Espanha para a decisão. Será uma grande partida, num Maracanã lotado, e, depois do que foi visto da Espanha contra a Itália, a Seleção Brasileira tem sérios motivos para acreditar na conquista do título da Copa das Confederações.
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