quarta-feira, 3 de julho de 2013
Ficou difícil
O Atlético Mineiro perdeu por 2 x 0 para o Newell's Old Boys, em Rosário (ARG), hoje à noite, pela Libertadores, e complicou muito a sua situação na tentativa de se classificar para a decisão da competição. Os gols foram de Máxi Rodriguez e Scocco, dois jogadores que interessaram ao Inter. O segundo jogo será no Independência, onde o Atlético é, praticamente, imbatível, mas a tarefa do clube brasileiro é muito árdua. Para se classificar, o Atlético terá de, no mínimo, devolver o placar, o que levaria a decisão para os tiros livres da marca do pênalti, onde tudo pode acontecer. Para obter a classificação de forma direta, o Atlético terá de ganhar por três gols de diferença. Isso, por si só, já é dificil, e contra um clube argentino é mais duro ainda. O Atlético, infelizmente, parece confirmar a fama de que sempre perde força nos momentos decisivos. Por pouco não foi eliminado na fase anterior, dentro de casa, ao ter contra si um pênalti, no último minuto, que seu goleiro defendeu. O último representante brasileiro na Libertadores tem mais qualidade que o seu adversário, mas, no futebol, nem sempre isso é suficiente. O futebol brasileiro venceu as três últimas edições da Libertadores. As chances de obter o quarto título consecutivo, depois do resultado de hoje, diminuíram consideravelmente. Convém, no entanto, não perder as esperanças. Não é fácil, mas o Atlético Mineiro tem qualidade suficiente para reverter a situação.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Sucesso
A Copa das Confederações, que encerrou-se no domingo, foi um sucesso de público. As manifestações e protestos que se espalharam pelo país, durante a realização da competição, levaram muitos a cogitar de que a Fifa pudesse suspendê-la. Seria um vexame histórico para o Brasil se isso acontecesse, mas, na verdade, tudo não passou de especulação. Mesmo com as ruas tomadas por multidões com suas reivindicações, a tabela de jogos foi cumprida integralmente, culminando com a grande decisão, desejada por todos, entre Seleção Brasileira e Espanha. Os estádios, novos ou reformados, usados na competição, passaram no teste, embora com algumas pequenas ressalvas, facilmente sanáveis. O público prestigiou amplamente a disputa, indo em grande número aos estádios, que tiveram uma média de 50 mil pessoas por jogo. Portanto, a hipótese, aventada por alguns, de que a Copa do Mundo de 2014 fosse transferida do Brasil para um outro país não passa de um disparate. Teremos a Copa no Brasil, e ela vai ser um grande êxito. Os protestos são legítimos e democráticos, e é provável que eles se intensifiquem na época da Copa, mas isso não comprometerá a realização da competição. O que todos deveriam levar em conta daqui para a frente é que boicotar a Copa em nada melhoraria a situação do país. Ainda que existam restrições quanto ao volume de gastos para a sua organização, só resta, agora, torcer para que o Brasil possa, na condição de país que sediará a competição, realizar uma Copa do Mundo inesquecível. Sem prejuízo da luta por um país melhor, deixemos de lado as resistências e usufruamos o privilégio de ver se desenrolar em nosso país a mais importante competição de futebol do mundo.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A volta de Renato
Dois anos e um dia depois de sua saída, Renato Portaluppi está de volta ao cargo de técnico do Grêmio. Renato teve uma passagem com altos e baixos como técnico do clube entre 2010 e 2011. Chegou, em 2010, com o Grêmio mergulhado em uma crise e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Realizou um segundo turno com desempenho espetacular, ficando com a primeira colocação nessa fase, encerrando a competição com o 4º lugar entre todos os participantes e classificado para a Pré-Libertadores. Em 2011, no entanto, o êxito não se repetiu. Renato continuou como técnico, mas teve de conviver com uma nova diretoria eleita para administrar o clube, que não desejava a sua permanência, mas que se curvou à vontade da torcida. O Grêmio perdeu seu maior destaque no ano anterior, Jonas, que foi para o Valência, e não contratou reforços de peso para a Libertadores, o que fez com que o clube fosse eliminado nas oitavas de final. Um pouco mais tarde, Renato perdeu um Campeonato Gaúcho que estava nas mãos do Grêmio. Após uma vitória sobre o Inter, no Beira-Rio, no primeiro jogo da decisão, por 3 x 2, permitiu que o adversário, no Olímpico, devolvesse o placar e ganhasse o título na disputa dos tiros livres da marca do pênalti. O técnico ainda ficou mais um tempo, mas os maus resultados no início do Brasileirão daquele ano, somados aos fatores já referidos, levaram à sua demissão. Depois de sair do Grêmio, Renato foi, logo a seguir, para o Atlético Paranaense, onde não teve sucesso, e ficou por pouco tempo. Desde então, não mais trabalhou, e usufruiu as delícias da vida no Rio de Janeiro, as quais aprecia muito. A volta de Renato apresenta prós e contras. Os prós são bem conhecidos. Ele é um ídolo incondicional do torcedor. Possui uma grande capacidade de mobilização dos jogadores, descontrai o vestiário, criando um clima de união no grupo. Os contras ficam por conta do excessivo empirismo de sua formação como técnico, agravado pela longa inatividade na função, sem que tenha aproveitado o período, ao que se saiba, para aperfeiçoar-se com estudos teóricos e estágios práticos. O que parece evidente é que a diretoria do Grêmio resolveu relevar os aspectos negativos e apostar nos positivos .O presidente Fábio Koff quer recuperar o tempo perdido com o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo, a quem a torcida não mais suportava, e resgatar a parceria com ela trazendo de volta o seu maior ídolo. Koff busca, assim, obter um Grêmio de ânimo renovado, entusiasmado, em sintonia com o seu torcedor, exatamente o oposto do que vinha acontecendo com Luxemburgo. Concluída a reforma do contrato com a OAS, Koff quer dar início, finalmente ao Grêmio da Arena, o que ainda não aconteceu na prática. Para dar a largada exitosa na criação desse novo Grêmio, trouxe um ídolo eterno. Só o tempo dirá se dará certo, mas não há porque desqualificar a tentativa. Seja, mais uma vez, bem-vindo, Renato, e tenha muito boa sorte.
domingo, 30 de junho de 2013
Apoteose
Foi muito melhor do que se poderia esperar. A Seleção Brasileira não só foi campeã da Copa das Confederações, como alcançou o título goleando a favorita Espanha. Não deu nem tempo de o torcedor sofrer, pois o primeiro gol, marcado por Fred, aconteceu logo a 1 minuto e 30 segundos de jogo. O técnico da Seleção, Felipão, conseguiu imprimir uma marcação quase implacável sobre a Espanha, que amordaçou-a, impedindo que executasse seu jogo de troca constante de passes. A Seleção foi superior durante todo o tempo, mas chegou a correr riscos. O maior deles foi aos 40 minutos do primeiro tempo, quando David Luiz salvou uma bola que ia entrando, chutada por Pedro, pouco antes da linha do gol. Esse lance talvez tenha sido decisivo para que a equipe brasileira tivesse a convicção de que a vitória não lhe escaparia. Pouco depois, aos 43 minutos, Neymar fez 2 x 0, e todos tiveram a certeza de que o título estava garantido. O terceiro gol, de Fred, no segundo tempo, mais uma vez a 1 minuto e 30 segundos de jogo, fez com que o restante da partida fosse, apenas, o cumprimento de uma formalidade. O que ficou ainda mais nítido quando, aos 8 minutos, Sérgio Ramos cobrou um pênalti para fora. A Espanha, talvez sentindo o desgaste do jogo contra a Itália, em Fortaleza, que teve prorrogação e cobrança de tiros livres da marca do pênalti, não foi nem sobra do que costuma ser. Porém, isso não é problema da Seleção Brasileira, que teve uma grande atuação. A rigor, ninguém jogou mal na Seleção. David Luiz foi o melhor jogador em campo, Fred e Neymar jogaram demais, Júlio César voltou a ser um paredão no gol, Hulk, ainda que tenha tido alguns erros técnicos, foi incansável. Luiz Gustavo e Paulinho foram discretos, mas eficientes. Oscar continua em sua fase pouco produtiva, mas deu um belo passe para o gol de Neymar. Daniel Alves não brilhou, mas deu conta do recado. Marcelo cometeu um pênalti bobo, mas, mais uma vez, destacou-se tecnicamente. O Maracanã viveu uma apoteose, com a segunda parte do Hino Nacional, novamente, sendo cantada à capela e a plenos pulmões por torcedores e jogadores, com estes e aqueles se abraçando efusivamente a cada gol marcado, com a confiança na Seleção recuperada aos gritos de "ôôô, o campeão voltou", e de "olé, olé", e com a taça sendo erguida pelo capitão Thiago Silva, Uma noite inesquecível para quem esteve no estádio e para quem assistiu pela televisão. Não se deve, nunca, duvidar da força de uma camisa cinco vezes campeã do mundo. A Seleção mostrou, para quem quiser ver, que a conquista do título da Copa do Mundo de 2014 é um sonho possível.
sábado, 29 de junho de 2013
A queda de Luxemburgo
O inevitável aconteceu. Vanderlei Luxemburgo não é mais o técnico do Grêmio. O que chama a atenção é porque a diretoria do Grêmio levou tanto tempo para tomar uma decisão tão óbvia. Se considerados, apenas, os números, de forma isolada, Luxemburgo até teve um aproveitamento razoável, de 64%, em sua trajetória no Grêmio. No entanto, toda vez que enfrentou jogos decisivos, Luxemburgo fracassou. Já na sua estreia, em fevereiro de 2012, foi eliminado nas semifinais do primeiro turno do Campeonato Gaúcho pelo Caxias. Seguiram-se, no ano passado, outros insucessos em jogos decisivos, como a eliminação, pelo Palmeiras, nas semifinais da Copa do Brasil, a desclassificação nas quartas de final da Copa Sul-Americana, diante do Millonarios (COL), o empate em 0 x 0 no Gre-Nal da última rodada do Campeonato Brasileiro contra um adversário com nove jogadores em campo, quando uma vitória daria ao Grêmio o vice-campeonato e a classificação direta para a Libertadores. Some-se a isso, os resultados de 2013, com um ridículo 4º lugar no Gauchão, a medíocre participação na Libertadores, sendo eliminado logo nas oitavas de final.e o início insatisfatório nos cinco primeiros jogos do Brasileirão, e constata-se que sobravam motivos para a saída de Luxemburgo, que já devia ter ocorrido anteriormente. Porém, antes tarde do que nunca. A gota d'água teria sido um atrito de Luxemburgo com o assessor de futebol Marcos Chittolina, quando o técnico negou-se a atender o pedido do dirigente para deixar Welliton, que está por ser negociado por seu clube, o Spartak Moscou, de fora do jogo-treino contra o Caxias, na manhã de hoje. Luxemburgo teria dito que só o faria se o pedido viesse do presidente Fábio Koff, e os dois discutiram e trocaram palavrões. Seja, como for, a sensação da torcida do Grêmio, por certo, é de alívio. Ela não suportava mais a presença do técnico no clube, tendo de assistir a um time que jogava cada vez menos e frustrava todas as suas expectativas. Por enquanto, Roger Machado assume como técnico interino. Conforme o presidente do Grêmio, Fábio Koff, não há pressa na contratação de um novo técnico. Talvez seja melhor assim. Roger Machado, há muito tempo, vem dando indícios de que poderá ser um grande técnico. A questão era saber qual seria o melhor momento de testá-lo. Pode ser agora, porque não? O que é indiscutível é que a mudança era indispensável. Se Roger permanecerá ou virá outro técnico nos próximos dias, é algo a se conferir, mas o Grêmio, ao tomar a atitude de dispensar Luxemburgo, recupera a esperança do seu torcedor em dias melhores.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cura gay
O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Justiça e Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, desde que assumiu o cargo, esteve sempre envolvido em polêmicas. Sua mais recente e explosiva iniciativa foi o projeto da "cura gay", que visa permitir que psicólogos revertam, por meio de tratamento, a orientação homossexual. Como não poderia deixar de ser, o projeto recebeu uma saraivada de críticas e levou muitas pessoas às ruas para protestar. Depois de muitas manchetes e discussões a respeito, o próprio Feliciano reconhece que o projeto "já nasceu morto". Feliciano diz que o projeto foi aprovado na comissão, mas que sabe que ele jamais passará no Congresso. O deputado alega que o "lobby GLBT" e os protestos nas ruas influenciaram para que o projeto malograsse. Feliciano, que também é pastor evangélico, negou que tivesse dito que homossexualismo é doença, e sim um fenômeno comportamental, e acrescentou que não vai renunciar, pois representa aqueles que nele votaram. Em relação ao movimento GLBT, Feliciano entende que ele foi muito inteligente, por ter aproveitado o momento e entrado "no meio da multidão" dos que frequentam os protestos. "Eles pensam que é um clamor nacional, mas não é", declarou Feliciano, referindo-se à reprovação do projeto. Também a PEC 37, diz Feliciano, foi derrotada pelas manifestações populares, pois há 15 dias, ela estava aprovada". Como se percebe, Feliciano lamenta esses desfechos ditados pela pressão popular. Não deve ser o único do Congresso a fazê-lo. Nossos parlamentares, há muito tempo, se isolaram numa bolha. Agora, a realidade bateu-lhes à porta. Antes tarde do que nunca. Feliciano e seus pares ainda terão muito o que lamentar. Para o bem do país.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Dificuldade inesperada
Depois de um empate em 0 x 0, no tempo normal e na prorrogação, a Espanha venceu a Itália, hoje, no Castelão, por 7 x 6, nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti, e classificou-se para decidir a Copa das Confederações contra a Seleção Brasileira, domingo, no Maracanã. Foi um resultado esperado, mas obtido de forma surpreendente. Poucos poderiam imaginar que a Espanha, diante de uma Itália que havia levado quatro gols da Seleção e que estava, hoje, sem sua maior estrela, Balotelli, pudesse ter tantas dificuldades. O jogo demonstrou que a Espanha, embora poderosa, tem suas limitações. A Itália provou que é possível enfrentar a Espanha em condições de igualdade. A forma como a Espanha alcançou sia classificação para a decisão, por certo, deve ter aumentado a confiança da Seleção em obter um bom resultado no domingo. Afora isso, o fato de ter jogado um dia depois da Seleção, num calor escaldante, e numa partida que foi para a prorrogação e tiros livres da marca do pênalti, deverá ter um forte impacto no condicionamento físico da Espanha para a decisão. Será uma grande partida, num Maracanã lotado, e, depois do que foi visto da Espanha contra a Itália, a Seleção Brasileira tem sérios motivos para acreditar na conquista do título da Copa das Confederações.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Só falta mais um jogo
A Seleção Brasileira venceu o Uruguai por 2 x 1, hoje, no Mineirão, e está classificada para a decisão da Copa das Confederações. Foi um jogo difícil, como costuma acontecer num clássico. O Uruguai desperdiçou um pênalti, a Seleção saiu na frente no placar, mas cedeu o empate numa falha incrível da defesa. O gol da vitória veio quando parecia que a prorrogação seria inevitável. A Seleção não jogou bem, o que foi admitido pelo técnico Felipão. O que importa, no entanto, é que foi a quinta vitória consecutiva da equipe, e apenas um jogo a separa do título da competição. O temor de que a Seleção não recebesse, em Belo Horizonte, o mesmo apoio que obteve em outras praças, não se confirmou. Pelo contrário. Mais uma vez, foi arrepiante ver e ouvir a torcida e a equipe a cantarem, a plenos pulmões, a íntegra do Hino Nacional, embora o sistema de som dos estádios coloque apenas a primeira parte. Há quanto tempo não se via os jogadores brasileiros cantando o Hino Nacional, e, o que é melhor, de maneira tão emocionada? Essa era uma diferença que nos constrangia em relação a outras seleções. Nossos jogadores permaneciam displicentes durante a execução do hino. Não é mais assim. Felipão já conseguiu mudar a atitude da Seleção em comparação com o período de Mano Menezes. A equipe era amorfa, agora é vibrante. A torcida, antes indiferente, agora faz ecoar o seu grito, novamente. O sentimento de apego à Seleção, que diminuíra muito nos últimos anos, dá sinais de estar sendo retomado. Não se sabe, ainda, qual será o adversário da Seleção na decisão da Copa das Confederações. Tudo indica que será a Espanha, que jogará, amanhã, contra a Itália. Caso isso se confirme, a Espanha entrará, contra a Seleção Brasileira, como favorita. Porém, com o ânimo recuperado, em sintonia com a torcida, e num Maracanã lotado, todo a seu favor, a Seleção tem o pleno direito de sonhar com o título.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Primeira vitória
A ida do povo brasileiro ás ruas, em protesto contra várias mazelas do país, já mostrou seu primeiro efeito prático. A chamada PEC 37, proposta de emenda constitucional que visava retirar o poder investigativo do Ministério Público, foi rejeitada, hoje, em votação no Congresso Nacional. A derrubada da proposta se deu por ampla margem. Foram 430 votos contra a PEC 37. Apenas nove parlamentares votaram a favor. Foi apenas, a primeira vitória, mas muito significativa, e que indica a necessidade da continuidade da mobilização da população para que novas conquistas sejam alcançadas. Afinal, ainda há muito por fazer. A possibilidade de que os condenados do mensalão tenham suas penas aliviadas ou venham a ser absolvidos é uma ameaça que tem de ser afastada. Outras manobras ardilosas ainda estão em curso e tem de ser derrubadas, como, por exemplo, o retorno da aposentadoria para deputados estaduais no Rio Grande do Sul. Para isso, é preciso manter a pressão sobre os políticos. O importante, nesse momento, no entanto, é verificar que a classe política acusou o golpe. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já propôs o passe livre para estudantes. Vários outros projetos de alcance popular estão sendo gestados pelos políticos, que deixaram o seu imobilismo e tratam de atender aos apelos das ruas para salvar a própria pele. O país não porá fim às suas iniquidades da noite para o dia, mas já começou a mudar. A população saiu da sua letargia e, mais do que pedir mudanças, deu início as transformações do Brasil. Um novo tempo está se iniciando no país. Os próximos dias deverão trazer mais novidades. O coroamento de todo esse processo será tirar do Brasil a condição de um dos países de maior desigualdade social no mundo. Antes, isso parecia uma utopia. Agora, ainda é um objetivo distante, mas possível de ser alcançado.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Desistência
O Inter anunciou, hoje, sua desistência em contratar o centroavante Adriano. A justificativa dada foi a de que, embora o jogador esteja recuperado das cirurgias a que se submeteu no tendão de Aquiles do pé esquerdo, a retomada de seu condicionamento físico levaria um tempo maior do que o clube pode esperar, já que seu objetivo é conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Isso até pode ser verdade, mas tem aparência de uma desculpa elegante para quem decidiu voltar atrás em uma contratação. Na verdade, Adriano seria uma aposta de altíssimo risco do Inter. Não havia nenhum indício consistente de que sua vinda, caso concretizada, resultaria numa aquisição exitosa. Pelo contrário. Durante as várias semanas em que a possibilidade da vinda de Adriano foi aventada, muitas foram as opiniões contra o negócio. O maior avalista da contratação de Adriano era o técnico Dunga, mas o presidente do Inter, Giovani Luigi, sempre se opôs à ideia. Outros nomes ilustres do Inter, e, também, torcedores e profissionais da imprensa, desaprovavam a vinda de Adriano. Essa alta rejeição, ao que parece, acabou sendo decisiva. O curioso é que, entre os poucos, afora Dunga e o preparador físico Paulo Paixão, que eram favoráveis a efetivação do negócio, estava o ex-presidente do Inter, e padrinho político de Luigi, Fernando Carvalho. Será que o maior cacique do clube já não tem o mesmo poder de outros tempos? De qualquer forma, sejam quais forem os motivos, a decisão tomada pelo Inter foi a mais acertada. No meu entender, infelizmente, Adriano, como jogador de futebol, não tem mais recuperação. Resta recuperá-lo como homem, e, se isso for conseguido, já será uma grande vitória.
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