quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vendendo ilusões

O Grêmio empatou em 1 x 1 com o São Paulo, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Pela enésima vez, Vanderlei Luxemburgo arriscou começar o jogo com três atacantes. Sacou Elano do time e escalou Welliton. Também pela enésima vez, não deu certo. Luxemburgo tomou essa decisão de última hora pelo fato do São Paulo ter sido escalado com três atacantes. Na prática, o desempenho do Grêmio com essa escalação, no primeiro tempo foi desastroso. O time foi envolvido pelo São Paulo, e teve uma péssima atuação. Enquanto, no ataque do São Paulo, só Aloísio destoava, com Luis Fabiano e Osvaldo se destacando, no Grêmio, Welliton, novamente, foi horroroso, Kléber continuou dando encontrões nos zagueiros, e Barcos errava quase todos os lances. A consequência foi a derrota parcial por 1 x 0. No segundo tempo, o Grêmio voltou com Elano e Guilherme Biteco, e com outro ânimo, emparedando o São Paulo. Ainda assim, conseguiu apenas o empate, no final do jogo, no "abafa" em uma cobrança de escanteio. Um empate que, talvez, não tenha sido o melhor para o Grêmio, pois uma derrota potencializaria a hipótese da saída do técnico Vanderlei Luxemburgo, a quem a torcida não suporta mais. No entanto, não tendo sido o Grêmio derrotado, Luxemburgo prosseguiu com seu discurso de que o time está no caminho certo e de que o Grêmio é candidato ao título, e o presidente Fábio Koff reiterou sua confiança no trabalho do técnico. As falas de Luxemburgo e Koff estão tão desconectadas do que se observa em campo, que eles podem ser classificados de vendedores de ilusões. Porém, depois de tudo que já foi visto, até aqui, de um Grêmio que só frustra o seu torcedor, é improvável que alguém ainda se disponha a comprá-las.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Lobby gay

Em encontro com membros da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos, o Papa Francisco reconheceu a existência de um "lobby gay" dentro da Cúria Romana, fato que lamentou. A afirmação, partindo do papa, deverá ter grande repercussão e escandalizar os fiéis mais sensíveis e puritanos, mas não deveria espantar ninguém. A homossexualidade é algo inerente à humanidade. Não é uma doença, nem uma perversão, é uma condição sexual de algumas pessoas. Como o sexo sempre foi um tabu em quase todas as sociedades, uma atividade sexual tida como fora da "normalidade" sempre gera desconforto. Com isso, ao longo do tempo, a homossexualidade foi coberta pelo véu da hipocrisia. A sociedade fingia que não a percebia, obrigando os homossexuais a viverem nas sombras. Não lhes era dado o direito de "saírem do armário", pois o repúdio social era enorme. Os que ousavam fazê-lo eram colocados num papel caricato e estigmatizado, servindo de chacota para as pessoas "normais". Muitos se espantam, e se mostram inconformados, com a visibilidade e a influência dos gays nos tempos atuais. Nunca se falou tanto sobre eles, seus direitos e reivindicações. Eles vão para as ruas, mostram a sua cara, estão nas mais diferentes profissões, não mais apenas como cabeleireiros ou maquiadores. Não há nisso nada a ser recriminado, pelo contrário. Os tempos em que vivemos abrigam muitas iniquidades, como, de resto, aconteceu em qualquer época. Porém, se há algo de bom nesse período da história que atravessamos, é a disposição das chamadas "minorias sociais" de ganharem vez e voz. Elas buscam o seu espaço, não aceitam mais a discriminação e a segregação. Encontram, é claro, a resistência dos mais conservadores, mas não se dobram mais diante dela. Não há mais lugares onde não se façam presentes. Porque a Cúria Romana ficaria de fora? Seus integrantes, ainda que devotados à vida religiosa, são seres humanos. Sendo assim, estão sujeitos a todas as manifestações próprias da condição humana, e a homossexualidade é uma delas.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Troca desvantajosa

O futebol brasileiro está se desfazendo, cada vez mais cedo, das suas jovens revelações, e contratando veteranos como nunca fizera antes. Foi-se o tempo em que os torcedores se entusiasmavam com os novos valores que assistiam nos jogos preliminares (que, por sinal, não existem mais). Hoje, quanto mais qualificado for o jogador, menos tempo ele permanecerá no clube que o revelou. Em pouco tempo, tomará o caminho do exterior, onde fará sua independência financeira. Sequer resta aos clubes o consolo de receber uma grande quantia quando da venda do jogador, pois só uma fatia dos seus direitos econômicos lhe pertence. Hoje em dia, antes mesmo de se profissionalizarem, os jogadores já estão ligados a empresários e outros sanguessugas do futebol que adquirem partes dos seus direitos. Assim, aqueles jogadores revelados por um clube e que nele permaneciam por longos anos, conquistando títulos e agregando novos torcedores que o tomavam como ídolo, são, apenas lembranças do passado. Incapazes de  reter suas revelações, os clubes se obrigam a vendê-las, e para ocupar o seu lugar, trazem veteranos de grande nome, os quais carregam consigo alguns inconvenientes. Em primeiro lugar, por serem jogadores de idade avançada, sua utilização não pode ser por um prazo muito longo. Outra desvantagem é que, também em função da idade, tem pouca ou nenhuma chance de serem negociados, mais adiante, com outro clube. Por último, seu currículo vitorioso faz com que venham ganhando altos salários. Dessa forma, enquanto as três maiores revelações dos últimos anos no Brasil, Neymar, Lucas e Oscar, já tomaram o caminho da Europa, veteranos que já não interessam ao futebol daquele continente aportam por aqui. São muitos os exemplos. Zé Roberto, 38 anos, e Cris, 35, do Grêmio. Seedorf, 37 anos, do Botafogo. Alex, 35 anos, do Coritiba. Juan, 35 anos, e Diego Forlán, 33, do Inter. Deco, 35 anos, do Fluminense. Ao contrário do que dizem alguns, o futebol brasileiro continua a produzir novos valores, incessantemente, mas de que adianta, se eles não permanecem no país?. Fernando, grande revelação do Grêmio, também já está indo jogar lá fora. Guilherme Biteco e Misael, outros jovens surgidos no Grêmio, nem tinham jogado pelos profissionais e já estavam negociados com o exterior. Agora, vindos do Torneio de Toulon, onde foram campeões pela Seleção Brasileira de Novos, surgem com destaque, Ygor Mamute e Mateus Biteco, que já tinham tido participações no time principal do Grêmio. Se confirmarem a expectativa em torno do seu futebol, quanto tempo permanecerão por aqui? Vale a mesma pergunta para Otavinho, grande revelação do Inter. São jogadores que, por sua qualidade e por serem formados no próprio clube, teriam tudo para se transformarem em grandes ídolos de suas torcidas, mas não se lhes dá tempo para isso, pois logo tomam o rumo do exterior. Um triste quadro, que se agravou desde a edição da malfadada "Lei Pelé", que favorece jogadores, empresários, e todo o tipo de aproveitadores ligados ao futebol, e sacrifica justamente o que há de mais importante nele, que são os clubes.

domingo, 9 de junho de 2013

Goleada

A Seleção Brasileira goleou a França por 3 x 0, hoje à tarde, na Arena do Grêmio, em jogo amistoso. O resultado, é claro, deve ser visto com as devidas reservas. O primeiro tempo terminou empatado em 0 x 0, e a França criou várias chances de gol. No segundo tempo, o panorama seguia semelhante até a Seleção abrir o placar. A partir daí, o entusiasmo brasileiro, somado ao cansaço do adversário, fez com que a França se limitasse a se defender, conformada em perder de pouco. Nem isso, no entanto, foi possível, e, nos minutos finais de jogo, a Seleção Brasileira marcou mais dois gols, um deles de pênalti. O valor maior dessa vitória foi quebrar o ciclo de resultados negativos contra grandes seleções, que vinha desde 2009, e o tabu de não ganhar da França desde 1992. Afora isso, o resultado serve de alento para a Seleção para a estreia na Copa das Confederações, contra o Japão, sábado, no Mané Garrincha, em Brasília. Como destaques individuais no jogo de hoje, podem ser apontados Oscar, Marcelo e Hernanes. Este último, mesmo jogando por pouco tempo, marcou um gol e mostrou que, sempre que entra na equipe, colabora de maneira efetiva. Outro que merece ser lembrado é Hulk. Embora tenha feito reiteradas críticas ao seu futebol, devo reconhecer que teve grande movimentação e foi um atacante perigoso e insinuante. O destaque negativo foi David Luiz, que esteve inseguro no jogo, abusando das faltas e quase marcando um gol contra. Merece ser realçada, também, a linda festa proporcionada pela torcida, emoldurada pela belíssima Arena do Grêmio, estádio que colheu elogios entusiasmados dos que vieram de longe para assistir ao jogo, ou fazer a sua cobertura para os meios de comunicação. Tomara que, a exemplo do que ocorreu em 2001, o Rio Grande do Sul tenha sido o local do início de uma caminhada vitoriosa da Seleção Brasileira.

O mesmo de sempre

O Grêmio perdeu por 2 x 0 para o Atlético Mineiro, na Arena do Jacaré, pelo Campeonato Brasileiro. A atuação do Grêmio foi uma repetição enfadonha de tantas outras. Um time de pouca intensidade, lento, com excessiva troca de passes e sem poder ofensivo. Kléber e Barcos, atacantes caros e famosos, continuam jogando mal. Seus salários, somados, devem chegar a R$ 1 milhão, ou quase. Muito dinheiro para nenhum retorno. O técnico Vanderlei Luxemburgo acabou por se render à realidade e trocou os dois por Welliton e Lucas Coelho. Não adiantou. Welliton comprovou que não tem futebol para jogar no Grêmio, e Lucas Coelho desperdiçou uma oportunidade de gol imperdível. O Atlético Mineiro vinha de seis jogos sem vitória, e encontrou no Grêmio um adversário que facilitou a sua reabilitação. O tempo passa e o Grêmio não evolui. Jogadores saem, outros chegam, mas o rendimento segue insuficiente. O ideal seria que, depois do jogo atrasado contra o São Paulo, na quarta-feira, independentemente do resultado, o Grêmio trocasse o seu técnico, mas isso, infelizmente, não deverá acontecer.

sábado, 8 de junho de 2013

O gol do alívio

O Inter empatou em 2 x 2 com o Cruzeiro, hoje á tarde, na Arena do Jacaré, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, que em outras circunstâncias seria bom, dessa vez não tem porque ser festejado, pois o Inter está muito atrasado na tabela, tendo ganho apenas um jogo em cinco disputados. Ainda assim, o belo gol de Gabriel, que determinou o placar final, trouxe um certo alívio. Afinal, o Inter saiu ganhando mas permitiu a virada, que aconteceu após um pênalti ridículo cometido por Rafael Moura, que deu um tapa na bola. O Inter estava se encaminhando para mais uma derrota, o que, certamente, faria eclodir uma crise no clube, aferventando o ambiente durante os 30 dias em que o Brasileirão ficará paralisado. Até a continuidade de Dunga como técnico do Inter poderia ficar ameaçada. Nesse sentido, o gol de Gabriel foi providencial. Ele permitiu ao técnico e aos dirigentes a valorização do resultado, destacando que o Inter jogou melhor que o Cruzeiro e que o adversário é qualificado e um dos grandes clubes do futebol brasileiro. Em termos objetivos, no entanto, a campanha do Inter é preocupante. Nos cinco jogos que realizou antes da parada da competição, obteve apenas seis pontos em 15 disputados. Para se ter uma ideia da precariedade desse desempenho, seu maior rival, o Grêmio, ganhou sete pontos em nove disputados, ou seja, mesmo que perca os dois jogos que tem atrasados em relação ao Inter, ainda assim ficará com um ponto a mais. Se ganhar as duas partidas, o Grêmio abrirá sete pontos de vantagem sobre o Inter. O que, verdadeiramente, o jogo deixou de bom para o Inter foi a atuação de Otavinho. O menino foi o melhor jogador do Inter em campo, e parece ser mais uma grata revelação das categorias inferiores do clube. Afora isso, ficou, mais uma vez, a certeza de que o Inter precisará agregar muita qualidade, tanto ao time quanto ao grupo, para poder sustentar pretensões maiores no campeonato.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A interdição do Engenhão

Num país em que novos escândalos surgem a cada dia, o do momento é o da interdição do Engenhão. O estádio, construído há, apenas, seis anos, em 2007, para os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, foi interditado em março, por deformações em sua cobertura metálica. Agora, três meses depois, revela-se que a reforma necessária levará um ano e meio, o que fará com que o estádio só venha a ser reaberto em 2015! Cabe lembrar que o Engenhão custou mais de 300 milhões de reais. Como pode um estádio tão novo e caro já apresentar defeitos estruturais que resultem na sua interdição? Não se trata, é óbvio,de uma fatalidade, mas, sim, do resultado de uma construção mal realizada. O curioso é que ninguém assume a responsabilidade pelo ocorrido. O consórcio que construiu o estádio diz que nada teve a ver com isso. Como sempre, ninguém deverá ser responsabilizado. Os clubes do Rio de Janeiro continuarão com o prejuízo de não ter um estádio para jogar, tendo de realizar partidas no interior, ou até, em outros estados. A reforma, por certo, não custará barato, em mais uma farra com dinheiro público. O futebol, é claro, não é uma ilha. Ele reproduz, em seu âmbito, as vicissitudes do país como um todo. O cidadão comum, no caso o torcedor, é o pato da história. Ele encara o futebol com paixão, enquanto outros enxergam esse esporte, somente, como uma oportunidade de ganhos financeiros. A reforma do Engenhão servirá para que as empresas que a realizarem obtenham altas somas pelo serviço, pago com dinheiro público. Até que ela seja concluída, o torcedor e os clubes continuarão privados do uso do estádio, o que lhes causa grandes transtornos. O pior é que sequer há previsão de quando as obras iniciarão. No país da impunidade, uma obra mal construída não é motivo para punição, é apenas mais uma chance de ganhar dinheiro.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aliança oportunista

A imprensa conservadora e reacionária não mede esforços na luta para impor a sua visão de mundo. Pessoas que pouca atenção mereceriam de sua parte podem, de uma hora para a outra, receber uma enxurrada de elogios, desde que adotem o mesmo discurso preconceituoso e bolorento que ela tanto aprecia. Forma-se, então, uma aliança oportunista entre um inocente útil e a imprensa de direita. Exemplo disso é o que acontece, no momento com o cantor e compositor Lobão, que acaba de lançar um livro, "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", em que dispara uma série de colocações que soam como música aos ouvidos dos direitistas. Entre outras coisas, Lobão ataca o escritor Oswald de Andrade, a Semana de Arte Moderna de 1922, o atual estágio da Música Popular Brasileira, e compara a presidente Dilma Rousseff com uma anta. Diante da repercussão aos seus disparates, Lobão diz que "é uma delícia provocar a fúria dos idiotas".As manifestações de Lobão, é claro, não passariam em branco para a revista "Veja", símbolo maior do reacionarismo no Brasil. Um dos colunistas da edição on-line da revista, Augusto Nunes, conhecido pelo seu exacerbado direitismo, realizou uma entrevista com Lobão, a quem classificou como alguém que esbanja inteligência e humor. Será possível acreditar que, não fosse o seu livro cheio de ideias reacionárias, Lobão chamaria a atenção de uma pessoa como Augusto Nunes? Muito provavelmente, o jornalista tivesse desprezo por Lobão, mas, diante das suas declarações, teve o seu interesse pelo cantor despertado. Na verdade, Lobão não esbanja inteligência nem humor. Trata-se de alguém que procura gerar polêmica para se manter em evidência. Há pouca coisa de relevante na obra musical de Lobão, que obteve algum destaque quando da explosão do rock brasileiro, no início dos anos 80. Ao contrário de outros nomes que alcançaram sucesso naquele período, no entanto, Lobão viu sua carreira definhar, e procura evitar o ostracismo com declarações de impacto. Lobão classifica os que criticam suas afirmações de idiotas, mas pode-se dizer, sem medo de ser injusto, que o cantor é um pobre coitado. Ao ser cumulado de elogios por Augusto Nunes, está, apenas, sendo usado pelos setores mais espúrios do jornalismo brasileiro. Afinal, um veículo americanófilo e entreguista como "Veja" não pode mesmo ver com simpatia as ideias nacionalistas de Oswald de Andrade e dos modernistas de 1922, e a aversão da revista a Dilma Rousseff é sobejamente conhecida. Porém, é uma aliança tão oportunista quanto inócua. Gera algum barulho, mas nenhuma consequência prática. Para o bem do país.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nova frustração

O Inter empatou em 1 x 1 com a Portuguesa, hoje á noite, no Canindé, pelo Campeonato Brasileiro. Foi mais um resultado frustrante para o Inter. Até agora, foram apenas cinco pontos obtidos em 12 disputados. O agravante é que os adversários enfrentados pelo Inter, até aqui, Vitória, Criciúma, Bahia e Portuguesa, tem times modestos e não são postulantes ao título. Contra eles, o Inter conseguiu, apenas, uma vitória, dois empates e uma derrota. Na inevitável comparação com o rival, o Grêmio, que fez um jogo a menos, tem dois pontos a mais. Foram sete pontos ganhos em nove disputados. Mesmo saindo na frente no placar, com um gol de Rafael Moura, que há muito tempo não balançava as redes, o Inter não conseguiu sustentar a vitória, mesmo tendo ficado a maior parte do segundo tempo com um  homem a mais, já que a Portuguesa teve um jogador expulso. Falta para o Inter mais um jogo antes da paralisação para a Copa das Confederações, e será justamente contra o líder do Brasileirão, o Cruzeiro, na Arena do Jacaré. A probabilidade de uma derrota é bastante alta, o que faria o Inter atravessar o período de parada da competição sobre pressão, e sem o tão desejado acúmulo de pontos para enfrentar a retomada dos jogos com mais otimismo. Jorge Henrique já foi contratado, e é provável que Júlio Batista também venha. São bons reforços, mas será preciso agregar ainda mais qualidade ao grupo, principalmente em alternativas para o ataque, se o Inter quiser algo melhor dentro da competição.

Boa vitória

O Grêmio ganhou do Vitória por 1 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Embora com um placar escasso, construído com um gol de falta, o resultado foi merecido. Ao contrário de outras partidas, o Grêmio teve volume de jogo, insistência no ataque e a tão cobrada atitude. Criou várias situações de gol e poderia ter ganho por um score mais alto. Isso só não ocorreu porque os atacantes continuam devendo melhores atuações. Kléber, que dessa vez saiu jogando, teve mais um desempenho insuficiente. Barcos segue com seu jejum de gols. Welliton, que entrou no segundo tempo, novamente, foi muito mal. Ainda em relação às atuações individuais, Souza continua produzindo pouco, e Pará, decididamente, está muito abaixo das necessidades do Grêmio. Com a vitória de hoje, o Grêmio é o quarto colocado e, por ter um jogo a menos, é o segundo em aproveitamento. Poderia ser ainda melhor, caso não tivesse desperdiçado a chance de ganhar do Santos, mas é uma boa campanha. Se nos dois jogos que ainda terá antes da paralisação para a Copa das Confederações, contra o Atlético Mineiro, fora de casa, e o São Paulo, na Arena, o Grêmio obtiver bons resultados, conseguirá a chamada "gordura" para enfrentar o restante da competição com mais tranquilidade.