sábado, 8 de junho de 2013
O gol do alívio
O Inter empatou em 2 x 2 com o Cruzeiro, hoje á tarde, na Arena do Jacaré, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, que em outras circunstâncias seria bom, dessa vez não tem porque ser festejado, pois o Inter está muito atrasado na tabela, tendo ganho apenas um jogo em cinco disputados. Ainda assim, o belo gol de Gabriel, que determinou o placar final, trouxe um certo alívio. Afinal, o Inter saiu ganhando mas permitiu a virada, que aconteceu após um pênalti ridículo cometido por Rafael Moura, que deu um tapa na bola. O Inter estava se encaminhando para mais uma derrota, o que, certamente, faria eclodir uma crise no clube, aferventando o ambiente durante os 30 dias em que o Brasileirão ficará paralisado. Até a continuidade de Dunga como técnico do Inter poderia ficar ameaçada. Nesse sentido, o gol de Gabriel foi providencial. Ele permitiu ao técnico e aos dirigentes a valorização do resultado, destacando que o Inter jogou melhor que o Cruzeiro e que o adversário é qualificado e um dos grandes clubes do futebol brasileiro. Em termos objetivos, no entanto, a campanha do Inter é preocupante. Nos cinco jogos que realizou antes da parada da competição, obteve apenas seis pontos em 15 disputados. Para se ter uma ideia da precariedade desse desempenho, seu maior rival, o Grêmio, ganhou sete pontos em nove disputados, ou seja, mesmo que perca os dois jogos que tem atrasados em relação ao Inter, ainda assim ficará com um ponto a mais. Se ganhar as duas partidas, o Grêmio abrirá sete pontos de vantagem sobre o Inter. O que, verdadeiramente, o jogo deixou de bom para o Inter foi a atuação de Otavinho. O menino foi o melhor jogador do Inter em campo, e parece ser mais uma grata revelação das categorias inferiores do clube. Afora isso, ficou, mais uma vez, a certeza de que o Inter precisará agregar muita qualidade, tanto ao time quanto ao grupo, para poder sustentar pretensões maiores no campeonato.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
A interdição do Engenhão
Num país em que novos escândalos surgem a cada dia, o do momento é o da interdição do Engenhão. O estádio, construído há, apenas, seis anos, em 2007, para os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, foi interditado em março, por deformações em sua cobertura metálica. Agora, três meses depois, revela-se que a reforma necessária levará um ano e meio, o que fará com que o estádio só venha a ser reaberto em 2015! Cabe lembrar que o Engenhão custou mais de 300 milhões de reais. Como pode um estádio tão novo e caro já apresentar defeitos estruturais que resultem na sua interdição? Não se trata, é óbvio,de uma fatalidade, mas, sim, do resultado de uma construção mal realizada. O curioso é que ninguém assume a responsabilidade pelo ocorrido. O consórcio que construiu o estádio diz que nada teve a ver com isso. Como sempre, ninguém deverá ser responsabilizado. Os clubes do Rio de Janeiro continuarão com o prejuízo de não ter um estádio para jogar, tendo de realizar partidas no interior, ou até, em outros estados. A reforma, por certo, não custará barato, em mais uma farra com dinheiro público. O futebol, é claro, não é uma ilha. Ele reproduz, em seu âmbito, as vicissitudes do país como um todo. O cidadão comum, no caso o torcedor, é o pato da história. Ele encara o futebol com paixão, enquanto outros enxergam esse esporte, somente, como uma oportunidade de ganhos financeiros. A reforma do Engenhão servirá para que as empresas que a realizarem obtenham altas somas pelo serviço, pago com dinheiro público. Até que ela seja concluída, o torcedor e os clubes continuarão privados do uso do estádio, o que lhes causa grandes transtornos. O pior é que sequer há previsão de quando as obras iniciarão. No país da impunidade, uma obra mal construída não é motivo para punição, é apenas mais uma chance de ganhar dinheiro.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Aliança oportunista
A imprensa conservadora e reacionária não mede esforços na luta para impor a sua visão de mundo. Pessoas que pouca atenção mereceriam de sua parte podem, de uma hora para a outra, receber uma enxurrada de elogios, desde que adotem o mesmo discurso preconceituoso e bolorento que ela tanto aprecia. Forma-se, então, uma aliança oportunista entre um inocente útil e a imprensa de direita. Exemplo disso é o que acontece, no momento com o cantor e compositor Lobão, que acaba de lançar um livro, "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", em que dispara uma série de colocações que soam como música aos ouvidos dos direitistas. Entre outras coisas, Lobão ataca o escritor Oswald de Andrade, a Semana de Arte Moderna de 1922, o atual estágio da Música Popular Brasileira, e compara a presidente Dilma Rousseff com uma anta. Diante da repercussão aos seus disparates, Lobão diz que "é uma delícia provocar a fúria dos idiotas".As manifestações de Lobão, é claro, não passariam em branco para a revista "Veja", símbolo maior do reacionarismo no Brasil. Um dos colunistas da edição on-line da revista, Augusto Nunes, conhecido pelo seu exacerbado direitismo, realizou uma entrevista com Lobão, a quem classificou como alguém que esbanja inteligência e humor. Será possível acreditar que, não fosse o seu livro cheio de ideias reacionárias, Lobão chamaria a atenção de uma pessoa como Augusto Nunes? Muito provavelmente, o jornalista tivesse desprezo por Lobão, mas, diante das suas declarações, teve o seu interesse pelo cantor despertado. Na verdade, Lobão não esbanja inteligência nem humor. Trata-se de alguém que procura gerar polêmica para se manter em evidência. Há pouca coisa de relevante na obra musical de Lobão, que obteve algum destaque quando da explosão do rock brasileiro, no início dos anos 80. Ao contrário de outros nomes que alcançaram sucesso naquele período, no entanto, Lobão viu sua carreira definhar, e procura evitar o ostracismo com declarações de impacto. Lobão classifica os que criticam suas afirmações de idiotas, mas pode-se dizer, sem medo de ser injusto, que o cantor é um pobre coitado. Ao ser cumulado de elogios por Augusto Nunes, está, apenas, sendo usado pelos setores mais espúrios do jornalismo brasileiro. Afinal, um veículo americanófilo e entreguista como "Veja" não pode mesmo ver com simpatia as ideias nacionalistas de Oswald de Andrade e dos modernistas de 1922, e a aversão da revista a Dilma Rousseff é sobejamente conhecida. Porém, é uma aliança tão oportunista quanto inócua. Gera algum barulho, mas nenhuma consequência prática. Para o bem do país.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Nova frustração
O Inter empatou em 1 x 1 com a Portuguesa, hoje á noite, no Canindé, pelo Campeonato Brasileiro. Foi mais um resultado frustrante para o Inter. Até agora, foram apenas cinco pontos obtidos em 12 disputados. O agravante é que os adversários enfrentados pelo Inter, até aqui, Vitória, Criciúma, Bahia e Portuguesa, tem times modestos e não são postulantes ao título. Contra eles, o Inter conseguiu, apenas, uma vitória, dois empates e uma derrota. Na inevitável comparação com o rival, o Grêmio, que fez um jogo a menos, tem dois pontos a mais. Foram sete pontos ganhos em nove disputados. Mesmo saindo na frente no placar, com um gol de Rafael Moura, que há muito tempo não balançava as redes, o Inter não conseguiu sustentar a vitória, mesmo tendo ficado a maior parte do segundo tempo com um homem a mais, já que a Portuguesa teve um jogador expulso. Falta para o Inter mais um jogo antes da paralisação para a Copa das Confederações, e será justamente contra o líder do Brasileirão, o Cruzeiro, na Arena do Jacaré. A probabilidade de uma derrota é bastante alta, o que faria o Inter atravessar o período de parada da competição sobre pressão, e sem o tão desejado acúmulo de pontos para enfrentar a retomada dos jogos com mais otimismo. Jorge Henrique já foi contratado, e é provável que Júlio Batista também venha. São bons reforços, mas será preciso agregar ainda mais qualidade ao grupo, principalmente em alternativas para o ataque, se o Inter quiser algo melhor dentro da competição.
Boa vitória
O Grêmio ganhou do Vitória por 1 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Embora com um placar escasso, construído com um gol de falta, o resultado foi merecido. Ao contrário de outras partidas, o Grêmio teve volume de jogo, insistência no ataque e a tão cobrada atitude. Criou várias situações de gol e poderia ter ganho por um score mais alto. Isso só não ocorreu porque os atacantes continuam devendo melhores atuações. Kléber, que dessa vez saiu jogando, teve mais um desempenho insuficiente. Barcos segue com seu jejum de gols. Welliton, que entrou no segundo tempo, novamente, foi muito mal. Ainda em relação às atuações individuais, Souza continua produzindo pouco, e Pará, decididamente, está muito abaixo das necessidades do Grêmio. Com a vitória de hoje, o Grêmio é o quarto colocado e, por ter um jogo a menos, é o segundo em aproveitamento. Poderia ser ainda melhor, caso não tivesse desperdiçado a chance de ganhar do Santos, mas é uma boa campanha. Se nos dois jogos que ainda terá antes da paralisação para a Copa das Confederações, contra o Atlético Mineiro, fora de casa, e o São Paulo, na Arena, o Grêmio obtiver bons resultados, conseguirá a chamada "gordura" para enfrentar o restante da competição com mais tranquilidade.
terça-feira, 4 de junho de 2013
O embate da razão com o obscurantismo
A sociedade brasileira tem alcançado notáveis avanços na área do comportamento. Velhos tabus e preconceitos vão, aos poucos, sendo deixados de lado. Paralelamente, no entanto, forças propagadoras do atraso, apologistas de ideias retrógradas e medievais, tentam deter a marcha inexorável das mudanças nos usos e costumes, apelando para uma retórica tão estridente quanto cínica e hipócrita, sempre calcada na religião, eterna muleta dos defensores do obscurantismo. Nesse aspecto, poucos superam o pastor Silas Malafaia. Basta ter um mínimo de senso crítico para perceber que Malafaia é um lobo em pele de cordeiro. Sua entrevista, tempos atrás, nas páginas amarelas da revista "Veja", deixa isso bem claro. Malafaia é um dos tantos pastores das chamadas igrejas evangélicas, organizações que se especializaram em adotar posturas arcaicas e tungar o bolso dos incautos que se tornam seus fiéis. Pois eis que Malafaia volta às manchetes ao afirmar, referindo-se ao jurista Luís Roberto Barroso: "Vamos descer a ripa nele". Barroso foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. O jurista manifestou-se a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, do reconhecimento das uniões homoafetivas e da interrupção da gestação de fetos anencéfalos, assuntos estigmatizados pelos evangélicos. Malafaia estará em Brasília amanhã, na mesma ocasião em que Barroso será sabatinado pelo Senado, para participar de uma "manifestação pacífica" em favor das posições defendidas pelo rebanho evangélico. O pastor também disse não acreditar que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL} vá colocar em votação a criminalização da homofobia. Todo o barulho que Malafaia tenta fazer, felizmente, não deverá ter nenhum efeito prático. Barroso deverá ter sua indicação para o Supremo Tribunal Federal confirmada, e o projeto de criminalização da homofobia será levado à votação. O que Malafaia tenta é fazer uma chantagem com o governo e os parlamentares baseado no grande contingente de eleitores que são evangélicos. Como os políticos detestam perder votos, poderiam se deixar pressionar e voltar atrás em algumas posições para não se incompatibilizarem com essa fatia do eleitorado. Os políticos, contudo, andam a reboque da sociedade, que, em sua maioria, deixou bem claro para onde quer caminhar. Ainda que numericamente expressivos, os evangélicos não constituem a maior parte do eleitorado. No embate entre a razão e o obscurantismo, os brasileiros já firmaram posição em favor da primeira..
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Os desafios de Neymar
Neymar é, indiscutivelmente, o maior jogador brasileiro da atualidade. Porém, suas atuações em 2013, pelo Santos e Seleção Brasileira, estão longe da qualidade de anos anteriores. Com sua ida para o Barcelona, Neymar terá sua prova de fogo. Não será mais a estrela solitária de um time, como ocorria, nos últimos tempos, no Santos. Num grupo recheado de estrelas, sequer será a maior delas, pois esse posto, incontestavelmente, é de Messi, o melhor jogador do mundo. A apresentação de Neymar no Barcelona ocorreu hoje à tarde, pelo horário brasileiro. Milhares de torcedores foram até o Nou Camp para lhe recepcionar. No Brasil, redes de televisão transmitiram o acontecimento ao vivo. Para sua breve estada em Barcelona, já que amanhã, se reapresentará à Seleção Brasileira, Neymar levou um extenso grupo de acompanhantes, incluindo sua namorada, a atriz Bruna Marquezine. Pouco antes de ser negociado, Neymar gravou uma participação numa novela da Rede Globo. Única grande estrela do futebol brasileiro no momento, Neymar tem sobre os seus ombros a responsabilidade de ser o condutor da Seleção ao sexto título de campeã mundial, na Copa do Mundo de 2014. Em se tratando de uma competição que a Seleção disputará dentro de casa, já tendo perdido uma Copa nessas circunstâncias, esse fardo é ainda maior. Até agora, Neymar tem demonstrado um notável equilíbrio diante dessa roda-viva em que se transformou sua existência. Sua queda de rendimento técnico, no entanto, pode ser sintomática. Com tanta tietagem ao seu redor, a imprensa monitorando seus passos, gravações de comerciais, e uma vida pessoal movimentada, Neymar pode estar dispersando o foco de seu compromisso principal, que é jogar futebol. O técnico da Seleção Brasileira, Luís Felipe Scolari, já disse, que, quando retornar para a Seleção, Neymar terá de se concentrar apenas nos treinos e jogos, sem dividir seu tempo com outros atividades. No Barcelona, por certo, o alto grau de profissionalismo do futebol europeu também fará com que Neymar tenha que pisar no freio em relação a seus movimentos fora do campo. Agora, resta torcer para que, em sua nova realidade, Neymar comprove tudo o que dele se espera, e possa tornar-se, em breve, mais um brasileiro a ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo.
domingo, 2 de junho de 2013
Fracasso
O Inter perdeu por 2 x 1 para o Bahia, hoje, no Francisco Stédile, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo chegou a estar 2 x 0 para o Bahia. O resultado representa um enorme fracasso do Inter. Todos contavam esse jogo como uma vitória certa do Inter. As previsões para as cinco partidas do Inter antes da paralisação do Brasileirão para a realização da Copa das Confederações eram amplamente otimistas. Afinal, com exceção do Cruzeiro, os demais adversários são clubes pequenos ou médios no contexto nacional. Porém, já na estreia, as expectativas foram frustradas. O Inter, contra o Vitória, na Arena Fonte Nova, já perdia por 2 x 0 aos 11 minutos do primeiro tempo. Ainda conseguiu o empate em 2 x 2, mas a decepção foi evidente. A seguir, veio a vitória sobre o Criciúma, como era esperado, e o otimismo voltou a tomar conta do Inter e do seu torcedor. O tropeço de hoje, no entanto, coloca as coisas numa perspectiva mais realista. O Inter tem alguns bons jogadores, mas não um grande time. Depende demais de D'Alessandro e carece de opções no banco de reservas. Seu ataque, que já sofre com a ausência de Leandro Damião, estará, também, nos próximos dois jogos, sem Diego Forlán. Considerando as opções existentes no grupo para escalar na ausência dos dois atacantes, as perspectivas não são nada animadoras. A verdade é que o Inter carece, e muito, de reforços. Se não os contratar, será um mero participante da competição, sem poder aspirar nenhum objetivo maior dentro dela.
sábado, 1 de junho de 2013
Oportunidade desperdiçada
O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Santos, hoje à tarde, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, que em outros tempos poderia ser saudado, foi uma oportunidade de vitória desperdiçada pelo Grêmio. Como já aconteceu várias vezes em 2013, o Grêmio saiu ganhando, mas encolheu-se, inexplicavelmente, permitindo que o adversário empatasse. Para piorar, o gol de empate do Santos foi consequência de um pênalti claro e infantil cometido por Souza, e a cobrança foi feita por William José, de péssima passagem pelo Grêmio. Os quatro pontos em seis disputados, até aqui, não são ruins. Porém, o Grêmio tinha tudo para obter mais uma vitória, e novamente deixou-a escapar. Algumas situações são inquietantes em relação aos jogadores. Vargas não só marcou o gol do Grêmio, como foi o melhor do time em campo. No entanto, é possível que o Nápoli requisite o seu retorno, o que seria terrível para os interesses do Grêmio. Barcos continua no seu jejum de gols, o que é extremamente preocupante. Fernando fez muita falta, mas talvez seja vendido. Pará continua um lateral direito muito abaixo das necessidades do Grêmio. O próximo jogo do Grêmio, contra o Vitória, quarta-feira, na Arena, aparentemente, seria fácil. Porém, em três jogos, o Vitória obteve sete pontos, com, pela ordem, um empate e duas vitórias. A impressão que ficou, após o jogo de hoje, é que o Grêmio do técnico Vanderlei Luxemburgo continua o mesmo, isto é, sempre que precisa mostrar imposição, repetidamente, fracassa. O melhor a fazer, independentemente dos resultados que venham a ser colhidos nas três partidas que restam até a parada para a Copa das Confederações, é aproveitar esse período sem jogos para trocar o técnico e injetar um novo ânimo no grupo.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Chance única
Normalmente, as chances da dupla Gre-Nal em jogos contra o Santos, na Vila Belmiro, são muito reduzidas. Em jogos oficiais, o Grêmio ganhou do Santos, na Vila Belmiro, apenas duas vezes. O Inter nunca venceu lá. Amanhã, no entanto, o Grêmio terá uma chance quase irrepetível de obter uma vitória contra o Santos no estádio do adversário. O clube paulista passa por um momento de transição. Será seu segundo jogo sem Neymar. No primeiro, perdeu por 2 x 1 para o Botafogo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Como se isso não bastasse, hoje, na véspera do jogo contra o Grêmio, a diretoria do Santos anunciou a demissão do técnico Muricy Ramalho. Fica difícil imaginar que, diante de tantas notícias negativas, o Santos seja capaz de uma grande atuação. O Grêmio, por outro lado, precisa provar que está mesmo numa nova fase. Sabe-se que não falta qualidade ao grupo gremista, e sim atitude e foco. Por várias vezes , desde que Vanderlei Luxemburgo assumiu como técnico, o Grêmio mostrou-se tímido em momentos cruciais. No jogo de amanhã, é indispensável ter ousadia. Um ditado popular expressa que "quem não arrisca, não petisca". Para quem tem ambições de obter o título do Campeonato Brasileiro, como é o caso do Grêmio, é essencial largar bem na competição. Para isso, é fundamental não desperdiçar oportunidades de conquistar pontos. Com todo o respeito que merece um clube com a grandeza do Santos, esse é um jogo para o Grêmio ganhar. Para consegui-lo, contudo, terá de mostrar um empenho e comprometimento que tem estado ausentes na era Luxemburgo. Eis aí um jogo ideal para o Grêmio mostrar que vive novos tempos, ou então, de que só a mudança de técnico poderá lhe trazer novos horizontes.
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