segunda-feira, 25 de março de 2013

Preocupante

Se faltava algum motivo para que se visse com extrema preocupação as perspectivas da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, não resta mais nenhum. Ao empatar em 1 x 1 com a Rússia, hoje, no Stamford Bridge, em Londres, a Seleção deixou qualquer torcedor, por mais otimista que seja, aterrorizado. O empate só veio aos 45 minutos do segundo tempo, e a derrota não teria sido injusta. Nos primeiros minutos de jogo, a equipe brasileira sequer conseguia atravessar o meio de campo, e foi submetida a um verdadeiro bombardeio da Rússia, uma situação constrangedora para uma seleção que é a maior vencedora de Copas do Mundo, com cinco títulos, contra uma força apenas média do futebol mundial. Nem mesmo os jogadores dos quais mais se espera uma contribuição de maior qualidade se destacaram. Neymar, de grande atuação contra a Itália, esteve apagado, Oscar nem de longe lembrou os seus melhores momentos, e Kaká foi inexpressivo. O destaque positivo foi Fred, que marcou mais um gol, comprovando que é o homem certo para a posição, ainda que alguns, incrivelmente, lhe façam restrições. Nenhum outro centroavante brasileiro, jogando no país ou no exterior, é superior a Fred. Porém, isso é muito pouco. Para ter pretensões de ganhar a Copa, a Seleção precisará de muito mais. A simples substituição do técnico parece não estar surtindo efeito. A Seleção Brasileira segue sem vencer adversários importantes, sua última vitória sobre uma equipe de renome foi contra a Inglaterra em 2009, e ostenta sua pior colocação no ranking da Fifa, 18º lugar. Um quadro, cada vez mais, inquietante em termos de futuro.

domingo, 24 de março de 2013

Sem surpresa

O Inter goleou o Santa Cruz por 3 x 0, hoje á tarde, no Estádio dos Plátanos, pelo Campeonato Gaúcho. Com isso, prossegue a rotina no segundo turno do Gauchão, com Grêmio e Inter jogando com seus titulares e ganhando com a maior facilidade dos clubes do interior. Outrora um bravo adversário contra a dupla Gre-Nal, o Santa Cruz, que completará 100 anos na terça-feira, mesmo jogando em casa, foi presa fácil para o Inter, e se encaminha, melancolicamente, para a segunda divisão, depois de 30 anos ininterruptos na primeira. Não foi nem sombra do clube que tantas vezes tirou pontos de Grêmio e Inter, dentro e fora de seu estádio. Há um paradoxo intrigante no campeonato estadual. Os clubes do interior recebem da televisão um bom dinheiro, coisa de que não dispunham em  tempos passados, e nunca montaram times tão fracos como agora. As partidas se sucedem, desinteressantes e com pouco público, com Grêmio e Inter jogando contra adversários que lhes exigem pouco mais do que o esforço realizado num treino. Um triste espetáculo, que ainda se arrastará por mais dois meses.

sábado, 23 de março de 2013

Vitória com atuação burocrática

O Grêmio venceu o Caxias por 2 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. A vitória foi obtida  sem maior dificuldade, mas o Grêmio não repetiu os bons desempenhos que teve contra o Lajeadense e o Pelotas. Foi uma atuação burocrática. O primeiro gol veio cedo, numa cobrança de pênalti de Kléber, aos 16 minutos do primeiro tempo. Dois minutos depois, outro pênalti para o Grêmio, mas, dessa vez, quem cobrou foi Barcos, e o goleiro defendeu. O Grêmio prosseguiu de dono absoluto do jogo, pois o Caxias, praticamente, não atacava. No segundo tempo, o jogo seguia no mesmo diapasão, até que, aos 36 minutos, após uma cobrança de escanteio, Kléber fez 2 x 0. O Grêmio segue com 100% de aproveitamento no segundo turno do Gauchão, e, na quarta-feira, jogará, novamente na Arena, contra o Cruzeiro, que faz má campanha e não deverá lhe opor muita resistência.. Na partida de hoje, o que se tirou de proveito, efetivamente, foi a vitória. A produção do Grêmio esteve longe de ser satisfatória, e se o Caxias tivesse um pouco mais de qualidade e ambição o jogo poderia ter se complicado.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Preferência

O assunto tem sido recorrente nesse espaço, mas é inevitável. Duas pesquisas, divulgadas num intervalo de poucos dias, demonstram que a presidente Dilma Rousseff ostenta uma condição das mais tranquilas, tanto no momento presente quanto nas projeções para o futuro. No presente, Dilma apresenta um índice de popularidade de 63%, jamais alcançado por um presidente brasileiro aos dois anos de mandato. Como projeção futura, uma pesquisa de intenções de voto para a eleição presidencial de 2014, aponta Dilma com 58%, contra 16% de Marina Silva, e 10% de Aécio Neves. Chama a atenção que Marina Silva esteja em segundo lugar. Marina é ex-integrante do PT, mesmo partido de Dilma, seu ideário é, nitidamente, de esquerda, e tem um forte apelo na questão ambiental. Na última eleição presidencial, concorrendo pelo PV, Marina teve expressiva votação. As intenções de voto em Dilma e de Marina, somadas, perfazem 74% da preferência do eleitorado. A opção do eleitor não pode ser mais evidente. Duas mulheres, ambas de esquerda. Uma, Dilma, é uma ex-guerrilheira que combateu a ditadura militar. Outra, Marina, uma nortista, lutadora da causa ambiental, que só foi se alfabetizar na idade adulta e elegeu-se senadora. Duas mulheres fortes, de biografia admirável, e de uma coerência ideológica mantida ao longo de suas trajetórias. O candidato de oposição frontal ao governo, Aécio Neves, aparece, apenas, em terceiro lugar. Aécio é uma figura sobejamente conhecida, tem uma extensa carreira política, e, ainda assim, seu índice é minguado. O novo "queridinho" dos antigovernistas, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também é citado na pesquisa, com, somente, 6% das intenções de voto. Claro, falta muito tempo para a eleição. Eduardo Campos, se vier mesmo a concorrer, poderá crescer nas intenções de voto, à medida que venha a se tornar mais conhecido nacionalmente. Aécio também deverá ampliar seu índice. Porém, a postura do eleitorado é cristalina. Ele quer um governo de esquerda, comprometido com os cidadãos. Receitas de governos que privilegiam o alto da pirâmide social e trocam patrimônio público por moedas podres já  foram testadas e não agradaram. Aos que desejam uma mudança radical no governo federal, convém se munir de muita paciência. Nada indica que essa alteração vá ocorrer tão cedo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Rotina

A superioridade de Grêmio e Inter sobre os clubes do interior é tão grande que a tendência é que eles ganhem todos os seus jogos pela fase classificatória da Taça Farroupilha, o segundo turno do Campeonato Gaúcho. A vitória do Inter sobre o São Luiz por 2 x 1, hoje á noite, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, confirmou essa impressão. Sabia-se que o jogo não seria tão fácil como o da decisão da Taça Piratini, e que a ausência de Diego Forlán pesaria contra o Inter, mas, ainda assim, isso não impediu a vitória. O Inter saiu na frente com um gol de Leandro Damião no primeiro tempo, o São Luiz empatou no início do segundo, e, quando tudo parecia indicar que esse seria o resultado final, uma cobrança de falta de D'Alessandro determinou mais uma vitória de um grande sobre um pequeno. O Gauchão segue a sua rotina entediante de resultados previsíveis, esperando que uma possível decisão entre Grêmio e Inter o redima, no seu final, de uma de suas edições mais fracas e desinteressantes.

Empate frustrante

Num jogo que reúne as duas seleções mais vitoriosas da história do futebol um empate nunca poderá ser considerado um mau resultado, por nenhuma das equipes. Porém, o empate da Seleção Brasileira com a Itália, por 2 x 2, hoje, em Genebra, na Suíça, foi frustrante para os brasileiros. Afinal, a Seleção abriu 2 x 0 no placar, ainda no primeiro tempo, e permitiu o empate da Itália, com dois gols no início do segundo. Por sinal, a Itália esteve muito mais perto de marcar o terceiro gol do que a Seleção. O técnico da Seleção Brasileira, Luís Felipe Scolari, também em nada contribuiu para um melhor resultado. Em vez de alterar taticamente a equipe após sofrer o empate, já que a escalação com três atacantes concedia espaços ao adversário, manteve a proposta original até o fim, trocando jogadores por outros da mesma posição. Afora isso, sacou os dois jogadores que marcaram gols, Fred e Oscar, e manteve quase até o fim o ineficiente Hulk. Kaká, que entrou no lugar de Oscar, deveria ter tido a chance de jogar ao lado de quem substituiu, o que aumentaria o potencial técnico da Seleção. Há três anos e oito meses a Seleção não ganha de adversários que já tenham conquistado o título mundial. Felipão parece ainda não saber qual a equipe e o esquema definitivos que irá escolher, e a Copa do Mundo de 2014 está cada vez mais perto. O técnico da Seleção foi trocado, mas os resultados seguem os mesmos, e as preocupações, também.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Mais uma vitória fácil

O Grêmio ganhou do Pelotas por 3 x 1, hoje à noite, na Boca do Lobo, pelo Campeonato Gaúcho. Foi mais uma vitória fácil do Grêmio no Gauchão, como se presumia que aconteceria quando o time titular entrasse em campo, de forma mais constante, na competição. O Grêmio abriu 2 x 0 no placar, chegou a tomar um gol, mas fez mais um, e em momento algum teve sua vitória ameaçada, embora o Pelotas lutasse muito e levasse perigo à defesa gremista. Mais uma vez, houve grandes destaques individuais. Barcos jogou muito bem, novamente, marcou um gol, e fez um espetacular lançamento para Elano marcar o terceiro. Guilherme Biteco, improvisado na lateral esquerda, também fez uma partida de alto nível. O lado negativo foi mais uma péssima atuação de Cris, e Dida saltando atrasado em algumas bolas, e denotando insegurança em outros lances. Coerente com o discurso do vestiário, o Grêmio tem escalado o que tem de melhor visando ganhar o segundo turno e se classificar para a decisão da competição. Seu próximo adversário será o Caxias, sábado, na Arena, e tudo está a indicar mais uma vitória. A repetição do time aprimora o entrosamento, e as vitórias em sequência elevam o moral do grupo. A continuar assim, o Grêmio tem tudo para chegar bem no jogo contra o Fluminense, e encaminhar sua classificação para a próxima fase da Libertadores.

terça-feira, 19 de março de 2013

Sem público

Os campeonatos estaduais, um anacronismo que o futebol brasileiro insiste em preservar, conseguem piorar a cada ano. Demasiadamente longos, de baixíssimo nível técnico, não conseguem mais despertar o interesse dos torcedores, nem mesmo nos clássicos. Em outros tempos, quando os grandes clubes se enfrentavam nos campeonatos estaduais, lotavam os estádios. Hoje, estes jogos não atraem sequer 20 mil pessoas. Em se tratando de partidas de grandes contra pequenos, ou destes últimos entre si, a frequência de público é, simplesmente, uma calamidade. Em recente jogo pelo Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, Flamengo x Resende, apenas 1.700 pessoas compareceram ao Engenhão. O que se pode esperar de uma competição onde o clube de maior torcida do Brasil, o Flamengo, não consegue atrair nem 2 mil pessoas para uma partida? O quadro lamentável se repete em todos os estaduais. No Campeonato Gaúcho, um dos participantes, o Canoas tem uma média de 47 pagantes por jogo em casa! Excluídos os jogos que envolvem Grêmio e Inter, a média de público ficou em 613 pagantes por partida na fase classificatória do primeiro turno. O Gauchão tem a menor média de público dos principais campeonatos estaduais do país. Indiferente diante de situação tão deplorável, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, diz que o valor arrecadado nas bilheterias deixou de ser relevante. Conforme Noveletto, o dinheiro das cotas de televisão e da federação suprem os baixos números de bilheteria. Resta saber qual o sentido de se realizar uma competição que não desperta o interesse do público. A declaração de Noveletto, absurda em seu conteúdo e carregada de desfaçatez, demonstra que o futebol brasileiro precisa passar por uma faxina no seu aspecto administrativo. O mesmo Francisco Noveletto é quem promove, a cada ano, congressos técnicos do campeonato estadual em lugares como Europa, Buenos Aires, Punta del Leste e Caribe, e que encaminha a construção de uma nova e suntuosa sede para a Federação Gaúcha de Futebol. Tudo isso para, em troca, realizar campeonatos sem público. A saída de Ricardo Teixeira do cargo de presidente da CBF em nada beneficiou o futebol brasileiro, pois a corrupta e carcomida estrutura por ele comandada continua de pé. Está na hora do governo intervir, para salvar da ruína a maior paixão dos brasileiros.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mudanças

Não sou um integrante do rebanho católico, nem de nenhuma outra religião, e, portanto, a figura do papa tem, para mim, uma importância muito relativa. Vejo o chamado sumo pontífice e a Igreja com os olhos do observador, não os do crente. Não há como ignorar o comandante de uma religião com 1, 2 bilhão de fiéis, com marcas indeléveis na história da humanidade. Sendo assim, ainda que não esteja entre aqueles que o tem como um líder espiritual, nem como alguém a ser venerado, acompanho com atenção as nítidas diferenças do papa Francisco em relação a todos os outros pontífices cuja atuação pude registrar. Tendo em vista a minha idade, o primeiro papa de que tomei conhecimento foi Paulo VI, ao qual se seguiram João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e, agora, Francisco. Desta forma, Francisco é o quinto papa cuja trajetória terei a oportunidade de observar. Pois bem, menos de uma semana depois de escolhido no conclave, e sem sequer ter sido entronizado, o que só ocorrerá amanhã, Francisco tem mostrado que é um papa diferente. O papa chama a atenção pelo seu despojamento. Seus antecessores gostavam da pompa e circunstância que envolve a condição papal. Francisco, ao contrário, parece desprezá-las profundamente, e adota uma informalidade no trato pessoal que espanta aqueles que se acostumaram a ver o papa como uma figura intocável. Talvez ninguém tenha dado uma definição melhor sobre Francisco do que a argentina Neida Márquez, uma engenheira de 26 anos, conforme registra a edição de hoje do jornal "Correio do Povo": "Ele é menos protocolar...O sinto próximo, e os outros me pareciam inacessíveis". Sim, Francisco é um papa que se mostra acessível, não procura mitificar sua função. Suas atitudes tem desconcertado a todos, desacostumados com um papa de estilo informal. Francisco, entre outras coisas, permitiu o contato dos fiéis com ele na saída de uma igreja, exasperando seus seguranças, e deu um beijo no rosto da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que, espantada, exclamou diante dele: "Nunca um papa me beijou antes". Mesmo que não venha a mudar a postura da Igreja em questões como o uso da camisinha, o casamento de homossexuais, o fim do celibato dos padres e a ordenação de mulheres, Francisco já terá sido um papa com lugar assegurado na história. Numa Igreja que perde adeptos a cada dia, pelo seu distanciamento e frieza em relação aos fiéis, Francisco é um papa que não se coloca num pedestal, quer estar próximo as pessoas, deixar os palácios e caminhar pelas ruas. Tendo em vista o contraste com o comportamento dos papas anteriores, isso não é pouca coisa.

domingo, 17 de março de 2013

Resultado previsível

O Inter venceu o Canoas por 3 x 1, hoje á tarde, no Complexo Esportivo da Ulbra, pelo Campeonato Gaúcho. Embora o Canoas tenha chegado a empatar o jogo, o domínio do Inter foi amplo, e o resultado absolutamente previsível. O Canoas faz péssima campanha, sendo candidato ao rebaixamento. O Gauchão é um fracasso técnico e de público como há muito tempo não se via. Os times, em sua quase totalidade, são fraquíssimos. Grêmio e Inter, com seus grupos de jogadores recheados de estrelas, não encontram dificuldades para obter vitórias, desde que joguem completos. O Grêmio ganhou do Lajeadense, um dos poucos times do interior com uma boa qualidade, ao natural, sem fazer maior esforço. O Inter, diante de um adversário muito mais fraco, não poderia mesmo enfrentar maior resistência. A única dúvida que ainda persiste é se o Inter ganhará também o segundo turno da competição, o que o faria campeão de forma automática, ou se terá de enfrentar o Grêmio numa decisão. Muito pouco para despertar interesse por um campeonato que tem 16 participantes.