sábado, 3 de novembro de 2012

Mais sorte do que juízo

A vitória do Grêmio, por 1 x 0, sobre a Ponte Preta, hoje, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro, foi uma repetição do panorama dos últimos jogos do time. O Grêmio, mais uma vez, mostrou-se lento, dispersivo, e sem destaques individuais. O próprio técnico Vanderlei Luxemburgo, sempre muito reticente em fazer críticas mais contundentes, disse que foi a pior atuação do Grêmio sob o seu comando. O gol da vitória só saiu aos 45 minutos do segundo tempo, numa cabeçada de André Lima. A queda de rendimento técnico e físico do Grêmio é assustadora. A grande diferença do jogo de hoje para os anteriores, contudo, é que, dessa vez, a vitória foi obtida, e ela traz excelentes perspectivas para o Grêmio, desde que ele faça a sua parte, é claro. Com a vitória de hoje, o Grêmio não poderá ser alcançado pelo São Paulo nessa rodada. Afora isso, caso o Atlético Mineiro perca para o Coritiba, sua vantagem sobre o Grêmio cairá para apenas um ponto. O próximo jogo do Grêmio será, novamente, no Olímpico, contra o São Paulo. O estádio deverá estar lotado. O Grêmio estará com vários desfalques, mas terá uma semana inteira para se preparar para a partida. Mesmo com um mau futebol, a vitória de hoje deu um grande impulso ao Grêmio na busca de seu objetivo de garantir logo a classificação para a Libertadores para poder se dedicar à busca do título da Copa Sul-Americana. A atuação foi, de novo, ruim, mas, dessa vez, a sorte colaborou com o Grêmio.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Campeonatos anacrônicos

Os campeonatos estaduais são um anacronismo que persiste no futebol brasileiro. Sua existência até poderia ser defendida para dar atividade aos clubes pequenos, mas não faz o menor sentido que os grandes continuem a tomar parte neles. Os estaduais são campeonatos sem atrativo técnico, que misturam clubes de diferentes divisões do futebol brasileiro, e que exibem uma média de público baixíssima. Nem mesmo os campeonatos de estados como Rio de Janeiro e São Paulo escapam desse quadro. Enfoco o assunto porque foi divulgada, ontem, a tabela do Campeonato Gaúcho de 2013. A competição irá iniciar já no dia 20 de janeiro. Isso significa que, se o Grêmio chegar até a decisão da Copa Sul-Americana, cujo segundo jogo está previsto para 12 de dezembro, e cumprir um mês regulamentar de férias a partir do dia seguinte, terá de estrear no Gauchão uma semana após o término das mesmas. Um absurdo! Aliás, com a modificação feita pela CBF na Copa do Brasil, que, a partir do ano que vem, irá até o mês de novembro, é de se perguntar como os clubes brasileiros conseguirão enfrentar o calendário. O simplismo e sabujice de alguns cronistas esportivos faz com que apontem como solução à adequação do calendário brasileiro ao europeu, a exemplo do que já fizeram os outros países sul-americanos. Sou totalmente contra. Não faz sentido disputar jogos importantes no tórrido verão brasileiro. Verão é para descanso e férias. O que deveríamos copiar dos europeus é a pré-temporada extensa, seguida de torneios de verão. Bastaria, para isso, retirar os grandes clubes dos campeonatos estaduais. Assim, eles poderiam cumprir com tranquilidade seu período de férias, realizar alguns jogos preparatórios após seu retorno e, só depois disso, entrar no ritmo das grandes competições. Como está atualmente, o calendário brasileiro pune os clubes de melhor desempenho, que começam o ano desgastados e com seu plano de preparação física comprometido, o que é por demais insensato. No futebol milionário dos dias de hoje, os campeonatos estaduais nada acrescentam aos grandes clubes.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um gol muito polêmico

A rodada do Campeonato Brasileiro iniciada sábado e encerrada ontem teve jogos bem mais importantes do que Inter x Palmeiras. Afinal, a partida reunia um clube com chances meramente teóricas de se classificar para a Libertadores, o Inter, e outro afundado na zona de rebaixamento, o Palmeiras. No entanto, foi um lance ocorrido nesse jogo que se tornou o assunto esportivo mais discutido durante toda a semana, no Brasil. O Palmeiras perdia por 2 x 1, de virada, para o Inter, quando, já no segundo tempo de jogo, o atacante Barcos marcou o que seria o gol de empate, tocando visivelmente com a mão na bola. Ainda assim, o árbitro e o bandeirinha validaram o gol. Diante dos protestos veementes de todo o time do Inter, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento (AL), através do intercomunicador, pediu o auxílio do quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima (RS) para saber quem tinha colocado a mão na bola. Só depois de mais de cinco minutos da ocorrência do lance é que o árbitro voltou atrás, anulando o gol. Tudo estaria muito bem, não fora um detalhe fundamental. Francisco Carlos do Nascimento só foi informado por Jean Pierre Gonçalves Lima sobre a irregularidade do lance depois do relato do delegado da partida, que, por sua vez, valeu-se da informação de uma repórter que observara a jogada pela televisão. Ora, isso é totalmente irregular. A Fifa não prevê a correção eletrônica dos erros de arbitragem, nem dá aos delegados de jogos o poder de interferir nesse tipo de questão. Ainda que o gol tenha sido, claramente, ilegítimo, e que, portanto, sua anulação fosse justa, a forma como isso se deu foi absolutamente ilegal. Há muito tempo, estou convencido de que a Fifa deveria implantar a correção eletrônica dos erros de arbitragem. Porém, isso precisa ser regulamentado, o que ainda não aconteceu. Sem o devido respeito às leis, retroagimos à uma situação de barbárie. Não basta que algo pareça justo para que possa ser feito. Há normas legais a serem observadas. No caso em questão, elas foram desconsideradas. Portanto, o Palmeiras tem todo o direito de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva buscando anular o jogo. Se irá, ou não, consegui-lo, é outra história, mas ao contrário do que muitos estão dizendo, o Palmeiras não está atentando contra a ética e a esportividade. Está lutando por seus direitos, que foram prejudicados por uma decisão correta no conteúdo, mas feita de forma inaceitavelmente irregular.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diferenças

A ação devastadora do furacão Sandy sobre Nova York e a Costa Leste dos Estados Unidos mostrou uma situação que já havia se verificado quando do ataque ás torres gêmeas, em 2001. A imprensa brasileira dá ao fato, cujas consequências são, sem dúvida, lastimáveis, um espaço muito maior do que a quaisquer outros acontecimentos do gênero. Até mesmo as tragédias ocasionadas por enchentes no Brasil, com um número, muitas vezes, maior de vítimas do que as do furacão Sandy, não recebe um tratamento editorial tão amplo. Não que se esteja, aqui, a minimizar o significado do que ocorre em Nova York e região.. Longe disso. O que chama a atenção é que, quando se trata dos Estados Unidos, tudo ganha uma amplitude maior. Ora, catástrofes naturais, e as mortes por elas ocasionadas, devem ser lamentadas seja qual for o local em que ocorram, e na mesma proporção. O fato de, nesse momento, a glamurosa Nova York estar sendo abatida pela fúria de um furacão, não faz desse acontecimento algo mais importante do que se ocorresse em qualquer outro lugar do mundo. O rastro de destruição e as vidas perdidas deixados por tais fenômenos devem ser encarados com o mesmo pesar, seja em cidades de grande evidência ou em localidades pouco conhecidas. Não há vida humana de maior ou menor valor. Lamento o que está acontecendo em Nova York, mas acho que o que lá ocorre não é mais grave por se tratar daquela que é a mais badalada cidade do mundo. A dor e o sofrimento não respeitam critérios geográficos. Não há mortos de primeira ou segunda classe.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Grêmio não tem ataque

A vitória do Grêmio sobre o Millonarios (COL), por 1 x 0, hoje à noite, no Olímpico, pela Copa Sul-Americana, deixou evidente, mais uma vez, o crônico problema ofensivo do time. Kléber não jogou, vetado pelo departamento médico, mas, pelo rendimento que vinha tendo, isso não chega a fazer diferença. O ataque que saiu jogando, com Leandro e Marcelo Moreno, foi totalmente inexpressivo. O Grêmio não jogou mal, até teve uma produção superior em relação às últimas partidas. No entanto, a falta de poder ofensivo fez com que obtivesse uma vitória magra, que não o tranquiliza para o segundo jogo, em Bogotá. Afora o desgaste físico, bastante evidente nos últimos jogos, o motivo dos seguidos empates e das vitórias de placar escasso do Grêmio está na ineficiência dos seus homens de frente. Kléber e Marcelo Moreno chegaram com enorme cartaz, ganham altos salários, mas suas atuações são decepcionantes. Leandro e André Lima são jogadores muito deficientes, e não se constituem em boas alternativas. O Grêmio criou um número razoável de chances de gol contra o Millonarios, mas fez apenas um. Com isso, jogará pelo empate em Bogotá, mas terá muitas dificuldades. Menos mal que a classificação para a Libertadores está praticamente assegurada via Campeonato Brasileiro. Para o ano que vem, contudo, o Grêmio terá de contratar novos atacantes. Os que possui são jogadores de grande prestígio, mas não estão rendendo o que deles se espera.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A mercantilização da saúde

A revista "Veja" traz, nas páginas amarelas de sua edição dessa semana, uma entrevista com Edson de Godoy Bueno, que vendeu 60% das ações da Amil, a maior operadora de planos de saúde do Brasil, para a empresa americana United Health Group. O interessante na entrevista de Bueno, que já era milionário e aumentou ainda mais a sua fortuna, é a maneira como encara os planos de saúde privados. Para ele, percebe-se por suas respostas, trata-se de um bom negócio como outro qualquer. Os planos de saúde privados, no Brasil, cobram caro e atendem mal a sua clientela, mas tornaram-se necessários diante da   perspectiva, aterradora para a maioria das pessoas, de depender do Sistema Único de Saúde (SUS). A venda de ações da Amil, por certo, trará mais prejuízos aos adquirentes dos seus planos, pois a United costuma trabalhar em regime de coparticipação, isto é, o cliente paga uma parte da consulta. Bueno, no entanto, é a favor da coparticipação. Para o empresário, esse é um sistema mais eficiente e justo, pois cobra do paciente uma taxa que desestimula a ida ao consultório sem necessidade, mas não impede o atendimento quando for preciso. "Aumentando a produtividade é possível melhorar o atendimento sem aumentar custos", argumenta Bueno, como se estivesse falando de produção industrial, e não de vidas humanas. Bueno rebate as críticas aos planos privados de saúde, e diz que eles atendem bem à sua clientela. Ele critica o usuário brasileiro de classe média que, conforme diz, quando vai para o hospital, não quer nem ouvir falar em enfermaria. "O paciente precisa é de um bom atendimento, não do melhor quarto", declara Bueno. Dentro de seu pragmatismo, Bueno propõe, para os clientes de baixa renda, unidades que possibilitem a realização de exames de madrugada, pois não vê mal algum nisso. "Ao criar produtos para essa faixa de renda, é preciso considerar que, se o paciente não que esperar um mês para fazer um exame, talvez tenha de fazê-lo à noite e até de madrugada", afirmou Bueno. Ler as atrocidades ditas por Bueno só teve um efeito prático sobre mim, que foi o de aumentar minha ojeriza à economia de mercado.

domingo, 28 de outubro de 2012

A vitória de Haddad

O que as pesquisas das últimas semanas anunciavam confirmou-se, hoje, e Fernando Haddad (PT)  é o novo prefeito de São Paulo. Uma vitória de grande expressão, porque teve de enfrentar muitos obstáculos, inclusive, no próprio partido. A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, esperava ser indicada para concorrer novamente ao cargo. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, no entanto, optou por Haddad, o que gerou a inconformidade de Marta e um abalo partidário. Depois de meses de turbulência, Marta foi aquinhoada com o cargo de ministra da Cultura e se engajou na campanha de Haddad. Porém, o candidato ainda teria outros desafios a superar. A imprensa tratava de desconstruir sua imagem, classificando sua gestão como ministro da Educação de fracassada. As primeiras pesquisas lhe davam um índice baixíssimo de intenção de votos, e apresentavam Celso Russomano (PRB) como o favorito para ganhar a eleição. Russomano sequer chegou ao segundo turno, que foi disputado por Haddad e José Serra (PSDB). O noticiário dava conta da perspectiva de um grande fracasso do PT na eleição de São Paulo, enterrando Lula como indutor de votos e mostrando os sinais de um tal "efeito mensalão". Haddad, contudo, repetiu a trajetória de Dilma Roussef na eleição para presidente. Ela também começou com índices mínimos de intenção de voto, e acabou se elegendo com grande vantagem, assim como aconteceu com Haddad. O mais interessante é que ambos enfrentaram, no segundo turno, o mesmo adversário, José Serra, que, tudo indica, teve sepultada sua carreira política, pelo menos para a disputa de cargos majoritários. A vitória de Haddad é, sobretudo, um triunfo de Lula. Ele elegeu, num espaço de dois anos, Dilma e Haddad, candidatos tidos como sem apelo junto ao eleitorado. Dessa forma, Lula confirma a ideia de que é capaz, até, de eleger um poste, se assim o desejar. O ex-presidente mostra que ainda é o maior líder popular brasileiro, que o mensalão em nada arranhou essa condição, e de que a possibilidade do PT perder o poder na próxima eleição para presidente é quase inexistente. O eleitor de São Paulo desconsiderou as invectivas contra Haddad e o escolheu para prefeito. Preferiu optar pelo novo, em vez de apostar em velhas e desgastadas alternativas.

sábado, 27 de outubro de 2012

Melhora tardia

O Inter venceu seu segundo jogo consecutivo no Campeonato Brasileiro, ambos por 2 x 1 e de virada. Dessa vez o derrotado foi o Palmeiras, no Beira-Rio. No entanto, ainda que muitos torcedores continuem a sonhar com a classificação para a Libertadores, a melhora do Inter ocorreu tardiamente. Se é verdade que a vitória sobre o Palmeiras, combinada com a derrota do Vasco para o Corinthians, fez com que o Inter ultrapassasse o clube carioca na tabela, a distância para o 4º colocado, o São Paulo, permanece de sete pontos, e faltam apenas cinco rodadas para o fim do Brasileirão. Afora recuperar um pouco da auto-estima do clube e da torcida, as vitórias do Inter nos seus dois últimos jogos não deverão ter maiores efeitos práticos. O despertar do Inter se deu tarde demais.

Podia ser bem melhor

O Grêmio empatou apenas um jogo em todo o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Porém, no segundo turno, os empates se sucedem. Hoje, no 1 x 1 com o Bahia, no Pituaçu, o Grêmio empatou o seu quarto jogo consecutivo no Brasileirão, e, a exemplo de outras partidas, poderia ter obtido um resultado bem melhor. Depois de um primeiro tempo em que teve pouca posse de bola e quase não chutou a gol, mas teve a sorte de empatar dois minutos depois de o Bahia abrir o placar, o Grêmio dominou amplamente o segundo tempo, perdeu, pelo menos, duas grandes oportunidades, ambas com Leandro, e poderia ter saído com a vitória. A falta de poder ofensivo do Grêmio, no entanto, está cobrando o seu preço. Kléber, ainda que tenha feito o gol, voltou a não jogar bem. Marcelo Moreno nada fez, e acabou substituído por Leandro que, como já foi referido, desperdiçou duas grandes chances de gol. Afora isso, no meio de campo, Elano segue em sua preocupante má fase. Os vários jogos sem vitória já apresentam suas consequências. O Grêmio já está apenas dois pontos na frente do São Paulo, que vem fazendo uma grande campanha de recuperação. Com isso, poderá perder o terceiro lugar na competição, que parecia ter assegurado. Menos mal que ainda haverá o confronto direto entre os dois clubes, e ele será no Olímpico. Agora, prosseguindo em sua incrível maratona de partidas, o Grêmio jogará, terça-feira, em casa, contra o Millonarios (COL), pela Copa Sul-Americana. Como o segundo jogo é fora de casa, convém ao Grêmio estabelecer uma vantagem confortável na primeira partida, a fim de melhor encaminhar sua classificação para a próxima fase.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A elitização do futebol

Está gerando grande e negativa repercussão entre os sócios do Grêmio o fato de que terão de comprar ingresso para assistir ao jogo inaugural do novo estádio do clube, a Arena, contra o Hamburgo, no dia 8 de dezembro. São muitas as alegações do clube para assim proceder. Entre outras coisas, a de que o jogo será apenas a culminância de todo um dia de festejos e atrações as mais diversas. Argumenta-se, também, que os direitos dos sócios no novo estádio só começarão a vigorar a partir de janeiro. Outra razão apresentada é a de que os patrocinadores não cobriram inteiramente os custos do evento. Seja como for, os sócios tem todos os motivos para se sentirem insatisfeitos por terem de disputar ingressos que lhes deveriam estar assegurados, quanto mais não seja, porque enfrentarão uma significativa majoração no valor de suas mensalidades quando da migração para o novo estádio. Se me ocupo de uma questão que parece muito específica e de interesse restrito é porque vejo nela a ponta de um iceberg. O futebol, reconhecido como o esporte das multidões, entranhado nas camadas mais humildes da população, caminha, no Brasil, para uma evidente elitização. A realização, no país, da Copa do Mundo de 2014, levou à construção de novos e modernos estádios e à remodelação de antigas praças de esporte, ainda que nem todos irão sediar jogos da competição. Isso é ótimo, porém, como costumam dizer os defensores do capitalismo, não existe almoço grátis. Já nos dias de hoje, o preço médio do ingresso nos estádios brasileiros tem afastado os torcedores menos aquinhoados financeiramente. Nos novíssimos e sofisticados estádios, bem como nos reformados, isso se acentuará. Em troca de uma série de confortos, recursos e comodidades hoje inexistentes nos estádios, o que era um espetáculo para todos, ficará restrito aos bolsos mais cheios de alguns. Para o "povão", restará ver os jogos pela televisão. O prazer de conferir o jogo no local de sua realização ficará fora de seu alcance. Uma incrível contradição num país que é governado, há nove anos, pelo Partido dos Trabalhadores.