quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Desolação

A derrota do Inter para o Figueirense, por 2 x 1, em pleno Beira-Rio, estabelece, para o clube, um quadro de absoluta desolação. Depois de perder, no sábado, para o lanterna absoluto do Campeonato Brasileiro, o Atlético Goianiense, no Serra Dourada, o Inter foi batido, também, pelo vice-lanterna, e o que é pior, dentro de sua casa. Em ambos os jogos, o Inter saiu vencendo, ou seja, permitiu que os adversários ganhassem de virada. As declarações do técnico Fernandão, e do vice-presidente de futebol, Luciano Davi, soam patéticas, demonstrando a falta de rumo do clube nesse momento. O Inter fazia uma campanha insatisfatória. Agora, ela já começa a ser vexatória. A cada dia, os resultados evidenciam a necessidade de mudanças profundas no Inter. Para o ano que vem, será preciso fazer alterações radicais. Não dá para manter a mesma base de time por mais um ano. Vários jogadores já cumpriram o seu ciclo, não havendo razão para que permaneçam. O Inter do novo ano não poderá ser apenas mais um remendo numa base vitoriosa mas já envelhecida. Terá de ser um time renovado. Só assim as vitórias poderão retornar. Por enquanto, resta ao torcedor sofrer com a sucessão de fiascos, e sonhar com dias melhores.

Montanha-russa

O empate do Grêmio em 2 x 2 com o Fluminense, hoje à noite, no Engenhão, levou seus torcedores, a exemplo do que já havia acontecido no domingo, a viverem uma montanha-russa de emoções. O Grêmio jogou melhor, praticamente, durante toda a partida. Ainda no primeiro tempo, poderia ter feito gols. No início do segundo tempo, finalmente, abriu o placar, mas não sustentou a vantagem, permitindo o empate numa falha de marcação, após uma cobrança de escanteio. Um pouco depois, sofreu a virada, num chute de longa distância de Rafael Sóbis. Mesmo que o chute tenha sido forte e bonito, houve falha do goleiro Marcelo Grohe, pois ele estava adiantado e a bola foi na sua direção. Como se não bastassem esses terríveis erros, Marcelo Moreno, que estava no banco, foi expulso 43 segundos depois de entrar em campo, por uma cotovelada em Rafael Sóbis. O cenário que se apresentava para o Grêmio era desastroso. Afinal, perdia o jogo e tinha um homem a menos. No entanto, o Grêmio mostrou capacidade de reação, e o que poderia se transformar numa goleada do Fluminense acabou num empate. Ficou a impressão, ainda, de que se o jogo durasse mais alguns minutos, o Grêmio conseguiria virar a partida, novamente. Em termos de classificação, o resultado foi pouco útil, pois o Grêmio continua 11 pontos atrás do Fluminense, e, agora, restam, apenas, sete rodadas para o final do Campeonato Brasileiro. Porém, o Grêmio soube reagir à adversidade, o que mantém seu ânimo em alta para os jogos que faltam até o encerramento do Brasileirão.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Com cara de Seleção

A goleada da Seleção Brasileira por 4 x 0 sobre o Japão, hoje, em Breslávia, na Polônia, parece apontar novos rumos para a equipe. Ainda que o Japão esteja longe de ser um adversário fortíssimo, também não é uma seleção desprezível. Na semana passada, por exemplo, ganhou da França, em Paris. Se antes não se tinha ideia de qual era a equipe titular da Seleção, agora ela já parece ter sua definição encaminhada. Com a entrada de Kaká, a lacuna existente no meio de campo pode, finalmente, estar sendo preenchida. Com exceção do goleiro, posição ainda em aberto, a defesa parece estar escalada, com Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo. Daniel Alves e Marcelo estão machucados, mas, quando voltarem, serão titulares, sem discussão. O meio de campo achou sua dupla de volantes, Paulinho e Ramires, ambos em excelente fase de suas carreiras. Com Kaká e Oscar nas meias, o setor apresenta um alto nível técnico. No ataque, Neymar dispensa considerações. O único senão é a presença de Hulk, um atacante vigoroso e esforçado, mas sem o padrão técnico dos demais jogadores. O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, está optando por uma equipe sem um centroavante de ofício, com o que não concordo. Acho imprescindível a presença de um centroavante, e entendo que o técnico deve passar por cima de qualquer atrito pessoal e convocar Fred que é, indiscutivelmente, o melhor do país. O que fica do jogo de hoje, contudo, é que, com todas as ressalvas que se façam em relação ao nível de exigência da partida, a Seleção Brasileira apresentou  uma ideia de conjunto, mostrou identidade. Depois de mais de dois anos sob o comando de Mano Menezes, a Seleção Brasileira, enfim, tem uma cara.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O escândalo das arbitragens

O Campeonato Brasileiro de 2012 já vinha chamando a atenção pelo péssimo nível das arbitragens, num patamar nunca antes visto. Porém, depois da rodada do último fim de semana, o que parecia apenas fruto da má qualidade dos árbitros já dá margem a desconfianças de que algo mais grave esteja por trás de tal quadro. Os erros cometidos pelo árbitro Niélson Nogueira Dias (PE) no jogo entre Fluminense 2 x 1 Ponte Preta, em São Januário, são intoleráveis, pois determinaram o resultado da partida e praticamente definiram quem será o campeão do Brasileirão. O Fluminense perdia o jogo até os 38 minutos do segundo tempo quando o árbitro, que já havia expulsado um jogador da Ponte Preta, marcou um pênalti inexistente para o clube carioca. Poucos minutos depois, inverteu uma falta em favor da Ponte Preta, marcando-a para o Fluminense que, nesse lance, obteve o gol da vitória. No jogo entre Atlético Mineiro 2 x 1 Sport, no Independência, um pênalti claro em favor do clube pernambucano, aos 48 minutos do segundo tempo, não foi marcado pelo árbitro Flávio Rodrigues Guerra (SP), influindo diretamente no resultado. Os árbitros dessas partidas, e o bandeirinha Bruno Boschilia (PR), que trabalhou no jogo Flamengo 1 x 1 Cruzeiro, no Engenhão, e marcou um impedimento inexistente num gol do rubro-negro foram suspensos, o que já havia ocorrido com outros que haviam errado anteriormente. O efeito prático dessas suspensões, contudo, não parece ser relevante. Afora isso, os clubes que foram prejudicados não recuperarão seus pontos. Os erros sucessivos e cada vez mais graves das arbitragens já mancharam o campeonato de maneira irremediável. Mais cedo ou mais tarde, por mais que a Fifa resista à ideia, terá de ser implementado no futebol o auxílio eletrônico às arbitragens, a exemplo do que ocorre em outros esportes. Por mais cara e de difícil implementação que seja essa medida, ela terá de ser tomada, ou a credibilidade do futebol ficará totalmente comprometida.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um dia de sonhos e frustrações

O empate do Grêmio com o Botafogo em 1 x 1, hoje, no Olímpico, causou uma enorme frustração no seu torcedor. O resultado, combinado com as vitórias de Fluminense e Atlético Mineiro, deixou o Grêmio, novamente, em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Agora, o Grêmio está 11 pontos atrás do Fluminense, o que torna a conquista do título quase impossível. O pior para a torcida do Grêmio é que os resultados parciais chegaram a ser inteiramente favoráveis. O Atlético Mineiro estava perdendo para o Sport, no Independência, e só virou o jogo no final. O mesmo aconteceu na partida entre Fluminense e Ponte Preta, em São Januário. Caso os resultados iniciais persistissem, o Grêmio, com uma vitória, ficaria com três pontos a mais que o Atlético Mineiro e diminuiria para seis pontos a sua desvantagem para o Fluminense. Como se não bastassem as viradas de seus concorrentes, o Grêmio permitiu o empate ao Botafogo já no final do jogo. Uma enorme ducha de água fria, que, afora a decepção do torcedor, deve ter abalado o ânimo do grupo. Porém, mais do que nunca, o jogo do Grêmio contra o Fluminense, na próxima quarta-feira, no Engenhão, é decisivo. Se ganhar, o Grêmio diminui um pouco sua distância para o adversário, impede que o Atlético Mineiro também amplie sua diferença sobre ele, atualmente de dois pontos, e evita a aproximação de clubes que estão atrás na tabela. A boa notícia é que titulares importantes, cujas ausências foram muito sentidas hoje, estarão de volta. O empate contra o Botafogo foi um baque, mas nada está perdido. O título, embora cada vez mais distante, ainda não está decidido, e a classificação para a Libertadores continua muito bem encaminhada. Não é hora para o Grêmio se deixar abater. O Brasileirão ainda pode trazer muitas alegrias para o clube.

sábado, 13 de outubro de 2012

Hecatombe

A derrota do Inter para o Atlético Goianiense, lanterna do Campeonato Brasileiro, por 3 x 1, de virada, hoje, no Serra Dourada, é um desastre de imensas proporções. O Inter acumula erros desde 2011, mas insiste em não reconhecê-los, no que é seguido pela imprensa esportiva do Rio Grande do Sul que, historicamente simpática ao clube, sempre trata de tapar o sol com a peneira quando se trata de apontar os equívocos nele praticados. Os problemas do Inter não são de agora. O clube já havia cometido um erro brutal quando, no final de 2010, renovou o contrato de Celso Roth, técnico do maior vexame não só do Inter mas de um clube brasileiro em toda a história, a derrota para o Mazembe, do Congo, pelas semifinais do Mundial de Clubes daquele ano. Roth iniciou o trabalho em 2011, mas, ainda durante a primeira fase da Libertadores, foi demitido. Veio Falcão que, mesmo tendo sido campeão gaúcho, ficou, apenas, três meses no cargo. O Inter ainda seria treinado, no ano passado, pelo interino Osmar Loss, até que veio Dorival Júnior. Como o Inter conseguiu, na última rodada do Brasileirão, classificar-se para a Pré-Libertadores, parecia que estava tudo bem. Não estava. Uma análise mais detalhada da campanha do clube naquela competição mostraria que ele teve mais sorte que juízo. Afinal, das 38 rodadas, apenas em três delas o Inter alcançou o quarto lugar. Uma delas foi a última, o que lhe valeu a ida para a Libertadores. Porém, em 17 rodadas, o Inter esteve em 7º lugar. Em 2012, o que era ruim ficou pior. O Inter ficou o campeonato inteiro oscilando entre o 5° e o 8° lugares, sempre insistindo, com a concordância da imprensa, de que iria entrar na zona de classificação para a Libertadores. A goleada de 3 x 0 sobre o Atlético Mineiro, na quarta-feira passada, serviu para sustentar o discurso fantasioso, pois fez o Inter diminuir sua diferença para o 4º colocado. Hoje, finalmente, a máscara caiu. Não há mais como sustentar um discurso esperançoso, dizer que o Inter não vai jogar a toalha. Não há mais toalha, ela já caiu das mãos do Inter faz tempo. As possibilidades matemáticas do Inter se classificar para a Libertadores existem, mas não são mais que um exercício de ficção dos mais delirantes. Seria preciso vencer sete jogos e empatar um nos oito que faltam. A realidade é que 2012 acabou para o Inter. Dentro de campo resta-lhe, somente, cumprir tabela. Fora dele, buscar, na eleição para presidente do clube, que terá seu primeiro turno em novembro, a retomada do caminho que leva ás vitórias. Não é crível que a sujeira continue a ser empurrada para debaixo do tapete. O Inter, há muito tempo, necessita de mudanças. A derrota para o Atlético Goianiense é uma hecatombe. A partir dela, um novo rumo será inevitável.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Esforço inútil

Várias vezes abordei aqui matérias publicadas pela revista "Veja", destacando sua linha abertamente direitista. Muitos talvez considerem minha conduta persecutória à publicação, e entendam que ela tem o direito de proceder dessa forma. Respeitosamente, não concordo com essa visão. "Veja" é a revista semanal de informação brasileira de maior tiragem, mais de 1 milhão de exemplares. A própria publicação gaba-se de ser a 3ª maior revista semanal de informação do mundo. Ora, um veículo de comunicação desse porte não pode se mostrar tão faccioso e panfletário. A objetividade jornalística fica longe de suas páginas, sempre carregadas de um ódio fóbico à esquerda e de uma louvação ao neoliberalismo. O mais curioso é que todo esse esforço tem sido infrutífero. Com toda a sua carga contra o PT, "Veja" não conseguiu evitar que Luís Inácio Lula da Silva se elegesse duas vezes presidente, nem que fizesse de Dilma Rousseff a sua substituta no cargo. No entanto, apesar dos reiterados fracassos, a revista não desiste. Temerosa de que o PT consiga vencer a eleição para prefeito de São Paulo, o que fortaleceria, ainda mais, o projeto de poder do partido, "Veja" procurou bombardear a candidatura de Fernando Haddad desde o início. Haddad era apresentado como um candidato de índices baixíssimos de intenção de voto. Porém, abertas as urnas, Haddad chegou ao segundo turno junto com José Serra, o candidato preferido da revista. As primeiras pesquisas já indicam que Haddad deverá ganhar a eleição. "Veja", então, como não poderia deixar de ser, assumiu abertamente sua defesa de Serra. O apoio do execrável pastor Silas Malafaia à Serra não é criticado por "Veja". Em sua edição on-line, quem é atacado é Haddad que estaria desrespeitando o direito de Malafaia de, em nome de sua "fé", atacar o "kit-gay", criado pelo Ministério da Educação, para distribuição nas escolas, no período em que Haddad era o responsável pela pasta. Na verdade, tratava-se de um kit anti-homofobia, iniciativa bastante pertinente nos tempos atuais. Em suas matérias e nos textos de seus colunistas, "Veja" continua engajada na tarefa de desalojar o PT do poder, colocando a direita, novamente, em seu lugar. Pelo que estão a demonstrar as pesquisas para o 2º turno da eleição para prefeito de São Paulo, esse esforço, mais uma vez, deverá mostrar-se inútil.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mais um amistoso sem valor

Em mais um amistoso sem nenhum proveito técnico, a Seleção Brasileira goleou o Iraque, hoje, em Malmöe, na Suécia, por 6 x 0. Diante de adversário tão fraco, qualquer avaliação fica prejudicada, mas o jogo serviu, pelo menos, para que Oscar mostrasse, mais uma vez, sua técnica exuberante, Kaká, em seu retorno, jogasse um grande futebol, Neymar e Lucas, ainda que em lampejos, exibissem sua qualidade, Hulk reafirmasse sua vocação para fazer gol. O próximo amistoso, terça-feira, contra o Japão, também não será um grande teste, mas, por certo, apresentará um grau de exigência maior. Ainda assim, estará muito longe do nível que se espera dos adversários da Seleção Brasileira, para que se possa verificar sua potencialidade.

Subindo mais um degrau

Com a vitória de 3 x 1 sobre o Sport, hoje á noite, na Ilha do Retiro, o Grêmio alcançou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro. Embora tenha o mesmo número de pontos que o Atlético Mineiro, 56, o Grêmio o supera em número de vitórias, o que lhe confere, temporariamente, a vice-liderança. O fato é importante porque, afora galgar mais uma posição, o Grêmio, se nela permanecer, garantirá a classificação direta para a Libertadores, sem a necessidade de disputar a fase prévia da competição. Outra possibilidade, ainda que remota, é a luta pelo título. O Fluminense, primeiro colocado, tem nove pontos de vantagem sobre o Grêmio, faltando apenas nove rodadas para o final do campeonato, uma diferença muito difícil de ser tirada. Porém, ainda que em casa, o Fluminense terá confrontos diretos contra Grêmio e Atlético Mineiro, e irá jogar, no Morumbi, contra o São Paulo, que está em ascensão. Caso venha a sofrer tropeços nessas partidas, o Fluminense ainda poderá conceder, para Grêmio e Atlético Mineiro, a chance de chegar ao título. O próximo jogo do Grêmio será domingo, no Olímpico, contra o Botafogo, certamente com o estádio lotado. Depois, na quarta-feira, a esperada partida contra o Fluminense, no Engenhão. Serão jogos importantíssimos, que poderão definir não só a sorte do Grêmio no Brasileirão, mas, até mesmo, a eleição para presidente do clube, que terá o seu segundo turno no dia 21.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Título encaminhado

A vitória do Fluminense por 2 x 0 sobre o Bahia, no Pituaçu, combinada com a goleada de 3 x 0 do Inter contra o Atlético Mineiro, no Beira-Rio, praticamente encaminhou o título do Campeonato Brasileiro para o clube carioca. Afinal, o Fluminense, primeiro colocado, abriu nove pontos de vantagem para o Atlético Mineiro faltando apenas nove rodadas para o término do Brasileirão. Mesmo que o Grêmio ganhe do Sport amanhã também ficará nove pontos atrás do líder. O Fluminense ainda fará alguns jogos difíceis ate o final da competição, é verdade, mas sua vantagem é muito ampla para que possa ser desmanchada. Afora isso, enfrentará seus mais próximos perseguidores, Atlético Mineiro e Grêmio, jogando em casa. Não bastasse fazer uma campanha excepcional, com apenas duas derrotas em 29 partidas disputadas até aqui, o Fluminense tem o mesmo nível de desempenho quer o jogo seja em casa ou fora. Outros fatores também o tem ajudado, como a não marcação de pênaltis claros em favor de seus adversários e a absurda suspensão, por uma partida, de Ronaldinho, principal jogador do Atlético Mineiro, por um lance em que o árbitro não marcou falta, nem apresentou cartão. Essa confluência de dados favoráveis torna quase impossível que outro clube venha a ser o campeão brasileiro. Resta para Atlético Mineiro e Grêmio a chance de tentar vencer o Fluminense no confronto direto, ainda que na incômoda condição de visitantes, para que o título não seja definido antes da rodada final. Ao golear o Atlético Mineiro, o Inter beneficiou muito mais a outros do que a si próprio. O resultado aumentou as chances de título do Fluminense, e permitirá que, caso vença o Sport amanhã, o Grêmio, maior rival do Inter, suba para o 2 º lugar na tabela, que garante classificação direta para a Libertadores. Para o Inter, a vitória teve pouco efeito prático, pois sua classificação para a Libertadores continua sendo uma hipótese altamente improvável.