sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A decadência da música brasileira
Uma das melhores cantoras brasileiras, Zizi Possi, em recente entrevista, disse sentir falta do tempo em que as músicas tinham letras com mais poesia. Zizi revelou que fica "passada" ao ouvir certas composições, e que não entende como isso possa acontecer num país que tem nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda, Gonzaguinha, Renato Russo e Arnaldo Antunes. Certamente, Zizi não é a única a pensar assim. Com algumas honrosas exceções, o panorama atual da música brasileira é pouco animador. Há uma predominância de gêneros como o sertanejo e sua variante "universitária", pagode romântico e outros, cuja característica são as letras pobres e carregadas de lugares comuns. Com as mudanças ocorridas na indústria discográfica, fortemente abalada pela concorrência da internet, as gravadoras optam apenas pelas fórmulas fáceis, de sucesso garantido. O resultado é o empobrecimento da música brasileira. Outro ponto abordado por Zizi Possi. foi a perda de espaço da música na televisão brasileira. Trata-se de algo lamentável e de difícil explicação. Nos anos 60, 70 e 80, a música ocupava generosos espaços na programação das redes de televisão. Os festivais de música marcaram gerações. Programas como "O Fino da Bossa" e "Jovem Guarda" são lembrados até hoje. A série "Grandes Nomes", focalizando as maiores expressões do meio musical brasileiro, e uma parada de sucessos semanal, o "Globo de Ouro", também eram uma demonstração da relevância que a música tinha na televisão. Hoje, os poucos programas que dão espaço para a música, como o "Som Brasil" e o "Altas Horas", ambos da Rede Globo, são levados ao ar num horário muito tardio, já na madrugada. Afora isso, o "Som Brasil" vai ao ar apenas uma vez por mês. Em outros tempos, a música ocupava o horário nobre, em programas com edições semanais. Essa é uma situação que precisa ser resgatada. A música é uma das grandes riquezas culturais brasileiras. Não há como entender que seja relegada a tal condição de desprestígio. Para retornar á qualidade perdida, entre outras iniciativas, é essencial que a música brasileira recupere o espaço que lhe foi tirado na televisão, um fato para o qual não há justificativa razoável.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Outra derrota
Grêmio e Inter vem tendo uma curiosa coincidência nas rodadas mais recentes do Campeonato Brasileiro. No meio da semana passada, ambos empataram seus jogos, e pelo mesmo placar de 0 x 0. No último domingo, os dois venceram suas partidas, e novamente pelo mesmo placar, de 2 x 1. Ontem, o Grêmio perdeu. Hoje, no complemento da rodada, o Inter também foi derrotado. A diferença, dessa vez, foi, apenas o resultado. O Grêmio perdeu para a Portuguesa por 2 x 1, o Inter para o Corinthians por 1 x 0. Com isso, o Grêmio permanece em 4º lugar no Brasileirão, com um ponto a mais que o Inter. No próximo final de semana, as perspectivas parecem mais animadoras. O Grêmio jogará em casa contra o lanterna da competição, o Figueirense, e o Inter enfrentará a Portuguesa no Canindé, mas terá a volta de vários titulares. O dado a lamentar nas derrotas de ontem e de hoje é que elas não permitiram que a dupla Gre-Nal aproveitasse o fato de que os primeiros colocados não venceram na rodada para subir na classificação. No jogo de hoje à noite, no Pacaembu, Fernandão conheceu sua primeira derrota como técnico do Inter, e o time, praticamente, não criou nenhuma chance de gol em toda a partida. O clube apóia todas as suas expectativas no fato de que, a partir da próxima partida, terá a volta de nomes importantes, como Guiñazu, Dátolo, que já entrou durante o jogo de hoje, Diego Forlán e Leandro Damião. A campanha de Grêmio e Inter, até aqui, vem sendo de bom nível, mas para garantir classificação para a Libertadores e, principalmente, conquistar o título, será preciso que os dois subam de rendimento.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Decepção
Os mais de 19 mil torcedores que foram ao Olímpico, hoje à noite, sofreram uma enorme decepção. O Grêmio perdeu para a Portuguesa por 2 x 1, num jogo em que a expectativa era de que ganhasse até com alguma facilidade. Afinal, o Grêmio vinha de uma vitória de virada, fora de casa, sobre o São Paulo. A permanência, há várias rodadas, no grupo dos quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro é outro fator que animava os gremistas para a partida de hoje, já que o adversário fazia uma campanha modesta. No entanto, uma série de referências positivas, sob a perspectiva do Grêmio, foi por água abaixo no jogo. A começar pelos dados estatísticos. A Portuguesa jamais havia ganho do Grêmio, no Olímpico, em toda a história do Brasileirão. No ano de 2012, o clube paulista ainda não havia vencido nenhum jogo fora de casa. Seu ataque é o segundo pior da competição. Pois, ao vencer o Grêmio, a Portuguesa quebrou, de uma só vez, os dois tabus acima referidos, e seu frágil ataque marcou dois gols. Prosseguindo com a reversão de expectativas, Marcelo Grohe, que vinha tendo grandes atuações, falhou nos dois gols da Portuguesa, e Elano fez sua pior partida pelo Grêmio. Edílson comprovou que o Grêmio está com uma séria lacuna na lateral direita. Naldo mostrou, mais uma vez, que não está à altura das necessidades do Grêmio, Fernando, desde que o time começou a ter dois volantes e dois meias, não conseguiu mais jogar um bom futebol. André Lima, começando a partida, voltou a ser uma nulidade. Kléber, em que pese ter feito o gol de honra, voltou a abusar do entrechoque com os adversários e das reclamações sobre faltas recebidas. O Grêmio perdeu uma grande chance de subir na classificação, pois Atlético Mineiro e Fluminense apenas empataram os seus jogos. Para piorar, poderá perder o 4º lugar para o seu maior rival, caso o Inter ganhe do Corinthians, amanhã, no Pacaembu. Enfim, foi um resultado desastroso, que compromete todas as projeções do Grêmio dentro da competição. Mais do que nunca, domingo, novamente no Olímpico, a vitória sobre o Figueirense, lanterna do Campeonato Brasileiro, tornou-se uma obrigação. Porém, cabe lembrar que o Figueirense é uma tradicional "touca" do Grêmio em jogos no Olímpico. Portanto, todo o cuidado é pouco para evitar mais um tropeço inesperado.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Decisão absurda
Como explicar que um estádio que teve todo o seu anel inferior demolido e está com 25% da sua parte superior interditada continue a sediar jogos de futebol? Esse descalabro, impensável em qualquer outro lugar, vem acontecendo no Rio Grande do Sul, e terá continuidade, conforme decisão tomada, hoje, pela Justiça. O estádio em questão é o Beira-Rio, pertencente ao Inter, que está em obras para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014. Ao contrário de todos os outros estádios que estão sendo reformados para a Copa, no Beira-Rio a realização de partidas não foi suspensa. O Inter, alegando que sofreria prejuízos técnicos, resiste a ideia de jogar em outro local. O mau desempenho de Atlético Mineiro e Cruzeiro em 2011, jogando fora de Belo Horizonte, é citado pelo Inter como exemplo do que pode ocorrer com quem tem de se afastar de seu estádio. Ocorre que há interesses bem maiores que estão sendo desconsiderados. Um estádio parcialmente demolido oferece riscos evidentes para seus frequentadores. Afora isso, com somente o anel superior liberado para o público, e, assim mesmo, apenas parcialmente, a acessibilidade e o conforto de quem assiste aos jogos ficam seriamente comprometidos. Diante de tantas evidências da inconveniência de se realizarem partidas no Beira-Rio, porque se permite tal situação? A imprensa esportiva gaúcha, historicamente identificada com o Inter, desconsiderou todos esses fatores, e apoiou a posição defendida pelo clube, chegando ao ponto de desqualificar a atitude dos procuradores do Ministério Público que, ajuizada e responsavelmente, solicitaram a interdição do estádio, insinuando que estariam movidos pela suposta condição de torcedores do Grêmio. A decisão tomada hoje pisoteia os princípios mais basilares da defesa do interesse público, e reafirma a incrível influência exercida pelo Inter em todos os estamentos de poder do Rio Grande do Sul. Um absurdo jurídico perpetrado em nome de interesses clubísticos. Uma nódoa indelével na história da Justiça gaúcha.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Frustrações olímpicas
Terminada mais uma Olimpíada, o sentimento da maioria dos brasileiros é de frustração. Se é verdade que o Brasil conquistou 17 medalhas no total, duas a mais que em 2008, obteve apenas três de ouro, contra cinco alcançadas em 2004. Contribuiu para isso, decisivamente, a perda de ouros dados como certos: futebol e vôlei masculinos e César Cielo nos 50 metros livres da natação. Sobre a derrota do futebol masculino, já nos ocupamos. O vôlei masculino foi um tremendo anticlímax, pois vencia o jogo decisivo, contra a Rússia, por 2 x 0, teve dois match points a seu favor e, ainda assim, permitiu a virada. Cielo, que ficou apenas com o bronze, apelou para desculpas esfarrapadas, como a de que teria se cansado por também ter disputado a prova dos 100m. A grande surpresa positiva foi o vôlei feminino. Depois de uma primeira fase fraca, conseguiu chegar à disputa da medalha de ouro, contra os Estados Unidos. Na decisão, depois de perder feio no primeiro set, por 25 x 11, reagiu e ganhou o jogo por 3 x 1, de maneira brilhante. Chama a atenção, também, o fato de que competidores com pouco ou nenhum apoio conseguem resultados tão ou mais relevantes do que o de esportistas e equipes que recebem farto apoio financeiro. Nesse caso estão os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, medalhas de prata e bronze, respectivamente, no boxe. Nele também se enquadra Yane Marques, medalha de bronze no pentatlo moderno. São competidores que não são acompanhados pela imprensa, que só os descobre na época das Olimpíadas, e que carecem de incentivo e de patrocínio. São os verdadeiros heróis do esporte brasileiro, por seu idealismo e abnegação. O Brasil tem muito a fazer se quiser atingir a propalada meta de dobrar o número de medalhas na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. No entanto, não basta gastar um grande volume de recursos. Isso já tem sido feito. Mais do que tudo, é preciso ter critério na aplicação do dinheiro. Em vez de privilegiar determinados competidores e esportes, as verbas devem ser distribuídas de forma mais equilibrada, proporcionando o crescimento técnico de um maior número de modalidades.
domingo, 12 de agosto de 2012
Viradas
Grêmio e Inter, a cada rodada, vem colhendo os mesmos resultados. Nos três últimos jogos de cada um, obtiveram duas vitórias e um empate. Nas partidas de hoje e do meio de semana, até os placares foram idênticos. Com isso, seguem colados um no outro na classificação do Campeonato Brasileiro. O Grêmio, hoje, ganhou do São Paulo por 2 x 1, de virada, no Morumbi. O Inter, em mais uma coincidência, venceu a Ponte Preta, no Beira-Rio, de virada, por 2 x 1. Outro fato em comum foi que os gols das vitórias de ambos aconteceram aos 46 minutos do segundo tempo, às 17h51min. O Grêmio, assim, continua em 4º lugar no Brasileirão, com 31 pontos. O Inter é o 5º colocado, com 30 pontos. Afora não conseguir se distanciar do seu maior rival, a tentativa do Grêmio de subir de posição tem sido infrutífera, já que o Atlético Mineiro e o Fluminense não param de vencer, e o Vasco, derrotado hoje, ainda tem pontos de sobra na sua frente. O futuro imediato da dupla Gre-Nal, contudo, apresenta perspectivas diferentes para os próximos jogos. O Grêmio irá jogar duas partidas seguidas em casa, contra a Portuguesa e o Figueirense, o que traz a possibilidade, bastante considerável, de que conquiste mais seis pontos. O Inter fará dois jogos seguidos fora de casa, contra Corinthians e Portuguesa, em que as chances de maus resultados são bem mais amplas. Depois desses jogos, virá o Gre-Nal, no Beira-Rio, na rodada de encerramento do primeiro turno. A campanha dos dois clubes, até aqui, é quase semelhante em termos de pontuação. Porém, o Grêmio dá mostras de ser um time mais consolidado e de futebol ascendente. A tendência, em princípio, é que, ao final do primeiro turno, a vantagem do Grêmio, em pontos, sobre o Inter, venha a aumentar.
sábado, 11 de agosto de 2012
Derrota inaceitável
A convicção de quase todos, minha inclusive, era a de que, dessa vez, a medalha de ouro olímpica no futebol masculino não escaparia do Brasil. As frustrantes experiências anteriores, em 1984 e 1988, quando fomos derrotados na decisão do ouro, pareciam ser um alerta suficiente para que o fracasso não se repetisse. Afora isso, a equipe brasileira contava com jogadores de qualificação muito superior em relação aos seus adversários, como Thiago Silva, Marcelo, Oscar e Neymar, por exemplo. Pois, mais uma vez, não deu. A Seleção Olímpica Brasileira perdeu, hoje, em Wembley, para o México, por 2 x 1 e ficou apenas com a medalha de prata no futebol masculino na Olimpíada de 2012. Se é verdade que, nos últimos anos, o México tem sido um adversário incômodo para a Seleção Brasileira, tendo nos derrotado nas decisões de uma Copa das Confederações e de um Campeonato Mundial Sub-17 e vencido o mais recente amistoso entre as duas seleções, ainda assim o Brasil era amplo favorito para o jogo de hoje. Os erros de convocação e escalação, contudo, se mostraram fatais, e o futebol brasileiro continuará, por pelo menos mais quatro anos, sem ter uma medalha de ouro olímpica no seu rol de conquistas, o que não condiz com a sua grandeza. A falta de um goleiro confiável, após o corte de Rafael por lesão, a titularidade do outro Rafael, jogador fraco, na lateral direita, a presença do limitadíssimo Juan na zaga, a convocação do desinteressado Paulo Henrique Ganso, a inexplicável condição de reserva de Lucas, foram alguns dos erros graves cometidos pelo técnico Mano Menezes que levaram o Brasil a mais uma frustração na busca do ouro olímpico no futebol. Junte-se a isso tudo o baixo rendimento de Neymar, talvez o pior jogador em campo hoje, e a consequência é o péssimo resultado final. O único país a ter ganho cinco Copas do Mundo, ainda não tem uma medalha de ouro olímpica no futebol, o que seus vizinhos Uruguai e Argentina já possuem. Um fato inaceitável, mas dolorosamente verdadeiro.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Abjeção
A corrupção no Brasil está longe de ser uma novidade, mas sua disseminação chegou a tal ponto que atinge, até mesmo, instituições pretensamente inatacáveis. O que acontece na Cruz Vermelha Brasileira é espantoso, quase inacreditável. Organização de enorme credibilidade e prestígio, cuja sede mundial fica na Suíça, a Cruz Vermelha vive, no Brasil, um momento vergonhoso. Os recursos doados à instituição, no país, não tem chegado a quem deles necessita. Em 2011, a Cruz Vermelha Brasileira organizou três grandes campanhas de arrecadação no país - uma para as vítimas dos deslizamentos da região serrana do estado do Rio de Janeiro, outra para a Somália, país da África cuja população sofre com a fome e as guerras civis, e mais uma para a tragédia causada pelo tsunami no Japão. Nenhum dos recursos arrecadados nas campanhas foram aplicados naquele locais. As doações foram encaminhadas para contas bancárias da Cruz Vermelha no Banco do Brasil em São Luís, capital do Maranhão. Em São Luís, reside o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Walmir Moreira Serra Júnior, e sua irmã, Carmen Serra, é quem dirige a filial da organização no Maranhão. Apesar das insistentes solicitações da comissão fiscal da instituição no Brasil, e, até mesmo, da Federação Internacional da Cruz Vermelha, o extrato das contas nunca foi mostrado A situação chegou a um ponto em que, quando a comissão fiscal deu em prazo final para que o sumiço do dinheiro fosse explicado, Moreira Serra, simplesmente, determinou a extinção do órgão fiscalizador. Como disse Letícia del Campo, responsável pelo escritório da organização em Petrópolis (RJ), a Cruz Vermelha Brasileira está cometendo crimes contra a humanidade. Letícia acrescentou que, desde que assumiu o cargo, o que mais ouviu foram pessoas dizendo que catástrofes são uma ótima oportunidade para ganhar dinheiro. Um pensamento, sem dúvida, abjeto, típico de um país que desconhece os conceitos éticos mais basilares, e chafurda na corrupção. Uma situação que envergonha os brasileiros dignos e que corrói a imagem do país perante o mundo.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Primeiro empate
O Grêmio empatou em 0 x 0 com a Ponte Preta, hoje á noite, no Moisés Lucarelli. Foi o primeiro empate do Grêmio no Campeonato Brasileiro, depois de nove vitórias e cinco derrotas. O jogo foi fraco tecnicamente, e o time gremista não esteve bem no primeiro tempo. O Grêmio melhorou no segundo tempo, e até merecia a vitória pelo volume de jogo, mas não conseguiu traduzir sua superioridade em gols. Com o resultado, o Grêmio se manteve em quarto lugar no Brasileirão, mas aumentou sua distância para os três primeiros colocados, Atlético Mineiro, Vasco e Fluminense, pois todos venceram na rodada. O próximo jogo do Grêmio será novamente fora de casa, contra o São Paulo, no Morumbi. Mais um jogo difícil, numa tabela que, como já disse anteriormente o técnico do clube, Vanderlei Luxemburgo, é madrasta com o Grêmio. A campanha, no geral, é boa, mas, para que o Grêmio alcance seus objetivos na competição é necessário que o desempenho individual dos jogadores cresça significativamente. Com exceção de Elano, atualmente, sem dúvida, o melhor do time, os demais jogadores, inclusive Zé Roberto, tem deixado a desejar. Há razões, contudo, para confiar no Grêmio, como o padrão de jogo e o senso coletivo que já foram obtidos. O caminho do clube na competição continua árduo, mas os resultados, até aqui, tem sido satisfatórios, sinalizando para um futuro promissor.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Tropeço inesperado
O Inter empatou em 0 x 0 com o Náutico, hoje à noite, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Um resultado, sem dúvida, inesperado, principalmente após a boa vitória contra o Palmeiras, sábado, em Barueri. Com dois jogos seguidos em casa, contra Náutico e Ponte Preta, a expectativa era de que o Inter obtivesse os seis pontos. Pois, já no primeiro dos dois jogos, o Inter ficou no empate contra um adversário modesto, que, em princípio, luta apenas para não ser rebaixado. Ainda que o Náutico viesse de uma goleada de 3 x 0 sobre o Santos nos Aflitos, o resultado é extremamente decepcionante e parece indicar que o Inter terá dificuldades em ingressar no grupo dos quatro primeiros colocados. Se é verdade que o Inter tem jogado muito desfalcado, mesmo quando esteve completo, ao tempo em que seu técnico era Dorival Júnior, o time não mostrava um futebol consistente. Com o tropeço de hoje, a vitória sobre a Ponte Preta torna-se obrigatória, mas o jogo também poderá apresentar dificuldades, pois o clube do interior paulista vem de uma vitória sobre o Cruzeiro, no Independência e, dependendo do resultado que obtiver, em casa, amanhã, contra o Grêmio, poderá vir muito motivada para a partida no Beira-Rio. A ausência de um centroavante de referência tem pesado contra o Inter, e há indícios de que Leandro Damião possa ser vendido agora, o que agravaria o problema. A diretoria tem tentado contratar um jogador para a posição, mas, até agora, não teve êxito. O jejum de 33 anos do Inter sem conquistar o título do Campeonato Brasileiro, pelo visto, não será quebrado.
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