terça-feira, 7 de agosto de 2012

O ouro cada vez mais perto

A tão sonhada medalha de ouro olímpica para o futebol masculino brasileiro parece que, dessa vez, não escapa. Jogando, hoje, pelas semifinais do torneio de futebol masculino da Olimpíada de 2012, a Seleção Olímpica Brasileira goleou a Coreia do Sul por 3 x 0. Mesmo com as conhecidas fragilidades defensivas da Seleção, que se repetiram, o jogo, que se prenunciava difícil na opinião de alguns, foi resolvido com relativa facilidade pela equipe brasileira. Resta, agora, um último obstáculo antes de obter a tão sonhada conquista. O adversário da decisão será o México, que venceu o Japão, na outra partida pelas semifinais, por 3 x 1, de virada. O México tem sido um oponente incômodo para a Seleção principal, nos últimos anos. Porém, nessa que será a terceira vez em que o Brasil decidirá a medalha de ouro no futebol, o título não deverá escapar como nas outras duas. A equipe brasileira é bem superior à mexicana, está focada e mobilizada, e vem marcando três gols em todos os jogos. Dessa vez, tudo indica, o futebol brasileiro conseguirá alcançar a única grande conquista que lhe falta.

Caetano também chega aos 70

Num ano marcado por vários nomes ilustres que se tornaram septuagenários, hoje é o dia de Caetano Veloso ingressar no grupo dos setentões. Compositor tão brilhante quanto prolífico, Caetano, nos seus quase cinquenta anos de carreira, jamais saiu dos holofotes. Ainda hoje, numa faixa etária em que muitas grandes estrelas da música arrefecem o seu ritmo, Caetano continua produtivo e inquieto. São inúmeros os clássicos que compôs, gravados por ele próprio ou por outros artistas, mas Caetano não deita nos louros. Em vez de simplesmente cantar os seus maiores sucessos, Caetano continua a compor e gravar febrilmente, e une seu talento com o de emergentes do meio musical, como a excelente Maria Gadú, por exemplo. Desde  o já distante ano de 1967, quando tornou-se conhecido em todo o país com sua música "Alegria, Alegria", Caetano nunca mais saiu de cena. Ao longo de todo esse tempo, foi criando composições que fazem parte da trilha sonora da vida de muita gente. Músicas como "Baby", "London, London", "Trilhos Urbanos", "Dom de Iludir", "Meu Bem, Meu Mal", e tantas outras que, até hoje, encantam um enorme séquito de admiradores. Caetano, aos 70 anos, parece tão criativo e atuante como em qualquer outra época de sua vida. O tempo não tem pesado para esse talento superlativo da música brasileira. Parabéns e longa e inspirada vida para Caetano Veloso.

domingo, 5 de agosto de 2012

Resultado controvertido

O Grêmio, hoje à tarde, no Olímpico, venceu o Bahia por 3 x 1. A vitória manteve o Grêmio em 4° lugar no Campeonato Brasileiro, mas não foi tranquila, e ficou cercada de controvérsias. No primeiro tempo, o Grêmio controlou o jogo, mas só marcou um gol, de Elano, num pênalti contestado pelo Bahia. O panorama do jogo se alterou no segundo tempo, a partir da entrada de Lulinha no Bahia. Lulinha obteve grande vantagem pessoal sobre Edílson, o que levou o jogador do Grêmio a ser substituído. O crescimento do time baiano no jogo acabou redundando no empate, com um gol de Fahel. Dois minutos depois, o que seria o segundo gol do Bahia foi anulado, em razão de um impedimento discutível. A partida já se encaminhava para o seu final quando, numa cobrança de escanteio, Souza fez o segundo gol do Grêmio, numa bola que ainda bateu nas costas de Kléber, que estaria impedido, caso em que a jogada deveria ser invalidada. Nos acréscimos, Marcelo Moreno ainda marcou um golaço, fechando o placar. Os lances referidos são polêmicos, e o Bahia talvez tenha razão em reclamar. As arbitragens devem ser justas, sem prejudicar nem beneficiar ninguém, mas é preciso lembrar que, ainda que possa ter sido favorecido hoje, o Grêmio já teve contra si, no Brasileirão, terríveis erros nos jogos contra Vasco, Santos, Cruzeiro e Atlético Mineiro. Por sinal, as reiteradas falhas verificadas em quase todas as partidas da competição só confirmam que a arbitragem, atualmente, é o que há de pior no futebol brasileiro.

sábado, 4 de agosto de 2012

Vitórias que não convencem

A Seleção Olímpica Brasileira venceu Honduras por 3 x 2, hoje, e classificou-se para as semifinais do torneio de futebol masculino da Olimpíada de 2012. Porém, mais uma vez, mostrou grande fragilidade defensiva e sobreviveu da individualidade de alguns jogadores. A equipe brasileira sofre gols em todos os jogos, e isso não ocorre por acaso. Com o corte de Rafael, por lesão, o Brasil não conta com um goleiro confiável. Neto, que foi colocado, inicialmente, em seu lugar, não aprovou. Gabriel, que substituiu Neto, ainda é muito verde. Afora isso, dois outros integrantes da defesa, o lateral direito Rafael e o zagueiro Juan, estão num nível técnico inferior aos dos demais jogadores. O resultado disso tudo é uma defesa frágil. O Brasil esteve duas vezes atrás de Honduras no placar, o que não é nada recomendável. Para eliminar a Coreia do Sul, nas semifinais, terá de mostrar bem mais do que foi visto até aqui. Por enquanto, o futebol exuberante de Neymar e Marcelo, e o faro de artilheiro de Leandro Damião, tem garantido as vitórias da Seleção Olímpica, mas, se a consistência defensiva da equipe não melhorar, o sonho da conquista da medalha de ouro poderá ser, novamente, adiado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O fracasso do futebol feminino

Depois de chegar à decisão da medalha de ouro nas duas Olimpíadas anteriores, sendo derrotada em ambas, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino foi eliminada, na edição de 2012 da competição, hoje, nas quartas de final, ao perder para o Japão por 2 x 0. A equipe brasileira, nos quatro jogos que realizou, com duas vitórias e duas derrotas, não mostrou o futebol de alto nível de outras competições. Mesmo com jogadoras da qualidade de Marta e Cristiane, o desempenho da Seleção feminina ficou muito abaixo do esperado. Marta, por sinal, foi um capítulo à parte. Depois de ser escolhida, por cinco vezes consecutivas, a melhor jogadora do mundo, foi uma pálida presença na Olimpíada de 2012. Com apenas 27 anos, a idade não deve ser a explicação para o decréscimo de Marta. De qualquer forma, a partir da decepção causada pela Seleção feminina, está mais do que na hora de se repensar o futebol feminino no Brasil. Em termos de clubes, a modalidade nunca se firmou no país. A atenção do público só se faz sentir em relação à Seleção, principalmente quando da disputa do Campeonato Mundial e das Olimpíadas. Sem um estímulo maior, tanto do governo quanto da iniciativa privada, não há como o futebol feminino se desenvolver no Brasil. A exemplo do que ocorre no futebol masculino, talentos não faltam. O que falta é apoio e organização, com competições estruturadas e um calendário de ano inteiro, não somente de torneios esporádicos. Em termos de potencial, as jogadoras brasileiras nada ficam a dever em relação a equipes como o Japão e os Estados Unidos, as mais destacadas do momento. Depende apenas das autoridades esportivas brasileiras, em conjunto com os clubes e com o apoio de patrocinadores, dar o impulso definitivo para a consolidação do futebol feminino no Brasil. O fato da próxima Olimpíada, em 2016, ser no Rio de Janeiro, talvez seja o estímulo que falta para que isso aconteça.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Chegou a hora do julgamento

Enfim, depois de sete anos de denúncias, investigações, evidências, tentativas de desmentidos, e de uma série de matérias da imprensa a respeito do fato, o "mensalão" começou a ser julgado, hoje, pelo Supremo Tribunal Federal. As tentativas de que o julgamento fosse postergado para depois das eleições municipais de outubro próximo, felizmente, não surtiram efeito. A tradicional morosidade da Justiça brasileira fez com que um caso ocorrido em 2005 só agora esteja sendo julgado. Não faz mal. Antes tarde do que nunca. O importante é que se tome uma decisão justa, de caráter técnico e não político, punindo todos os que tiverem culpa comprovada. Ninguém deve ser absolvido por ser "amigo do rei", nem condenado como forma de atingir quem está no poder. O mensalão existiu, disso não há dúvida, mas qualificá-lo como "o maior escândalo político da história do país", como faz, insistentemente, a revista "Veja", é um exagero que tem sua raiz na conhecida linha editorial de extrema direita da publicação. O Brasil sempre foi pródigo em casos de corrupção na política. O mensalão é mais um deles. O curioso é que pessoas que explodem de indignação com o fato, que envolve nomes ligados ao PT, encararam de forma bem mais branda acontecimentos tão graves quanto o mensalão, como, por exemplo, a compra de votos de deputados federais por parte do governo Fernando Henrique Cardoso para que aprovassem a criação da reeleição nos cargos do Poder Executivo, o que permitiu ao então presidente concorrer a um segundo mandato. Espero que, diante das evidências de sua culpabilidade, os réus do mensalão venham a ser punidos por seus atos. Porém, não nos deixemos levar por aqueles que, de forma mal intencionada, querem crer que é o governo que está em julgamento. Não é verdade. O governo é julgado nas urnas, e nelas Luís Inácio Lula da Silva, do PT,  foi eleito presidente por duas vezes e Dilma Roussef, do mesmo partido, tornou-se a atual detentora do cargo. Com qualquer resultado do caso do mensalão, essa realidade não irá mudar. O mensalão é um escândalo político, e de grande dimensão, mas não é um terceiro turno eleitoral, mesmo que alguns veículos de imprensa assim o desejem.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Vitória em campo impraticável

O futebol, atualmente, é refém das redes de televisão que adquirem os direitos de transmissão das competições. Isso explica o porquê do jogo Grêmio x Coritiba, no Olímpico, hoje, pela Copa Sul-Americana, ter sido realizado. A chuva fortíssima que caiu em Porto Alegre desde o final da tarde deixou o gramado com várias poças, impedindo que pudesse ser praticado um futebol de qualidade. A bola não rolava, o que não permitia a troca de passes e obrigava os jogadores a apelar para os chutões e a bola aérea. Foi justamente numa bola alçada para a área que saiu o único gol do jogo, de André Lima, que deu a vitória ao Grêmio por 1 x 0. Mesmo com tão precárias condições, o Grêmio mereceu a vitória, pois foi o time que teve maior empenho em campo e que mais chutou no gol. Porém, é de se supor que, num campo em melhor estado, poderia obter uma vitória mais ampla. O Grêmio vai em vantagem para o segundo jogo, no Couto Pereira, daqui a três semanas, mas ela é escassa. O jogo deveria ter sido adiado, o que, afora favorecer a prática de um melhor futebol, permitiria um público bem maior no estádio, já que apenas 5 mil pessoas compareceram à partida. O futebol é um grande negócio, que envolve somas vultosas, e não pode prescindir do dinheiro da televisão. No entanto, o nível técnico do espetáculo e a possibilidade de uma maior afluência de público deveriam ter prioridade sobre qualquer outro fator.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A volta da Arena

Cibele Baginski, uma estudante de Direito de Caxias do Sul (RS), de 22 anos, lidera um movimento, que já tem representantes em 10 estados brasileiros, que busca refundar a Arena, partido de sustentação do regime militar. O assunto nem deveria ser tratado a sério nesse espaço, já que Cibele, com sua pouca idade, cabelos tingidos em tom avermelhado e um piercing no lábio inferior, não parece inspirar muita credibilidade, mas não dá para deixar passar batida a defesa de uma ideia tão estúpida. Cibele alega que faltam "ideologia e pragmatismo" na política do país e que não existe direita no Brasil. A estudante diz que ela e os demais defensores da volta da Arena querem oferecer aos brasileiros um partido que represente a "genuína direita". Cibele considera que existe um "marketing" para dizer que ser de direita é ruim e retrógrado, mas que isso não é verdade. Ela sustenta que ser de direita é ter respeito às pessoas, promover mudanças econômicas de maneira ordeira, "sem caos", pensando no progresso do país em primeiro lugar. Até mesmo o integralismo, corrente política brasileira de cunho claramente fascista, terá suas ideias levadas em conta na nova Arena, conforme revela Cibele. A estudante diz que os jovens que já buscaram conhecer a história do país também vão abraçar a causa. Cibele está enganada, pois demonstra, ao defender uma ideia tão infeliz, que desconhece o que, efetivamente, ocorreu no período em que os homens de farda tomaram o poder para si. Ela nasceu depois do final da espúria ditadura militar apoiada pela Arena, e, por isso, não sabe avaliar o que aconteceu naquela época. Se soubesse, jamais abraçaria a ideia de refundação do partido. Para o bem do país, essa intenção não deve prosperar e a Arena irá permanecer no lugar que lhe é devido, isto é, no limbo da história. Cibele já garantiu os seus 15 minutos de fama, e mais do que isso não deverá conseguir. Trazer a Arena de volta seria um retrocesso inominável, que o Brasil não merece. Cibele, no auge da sua juventude, poderia encontrar coisas bem mais interessantes e prazerosas com que se ocupar.

domingo, 29 de julho de 2012

Melhorou

A Seleção Olímpica Brasileira, que hoje derrotou a Bielorússia, por 3 x 1, de virada, teve melhor desempenho em relação à sua estreia na Olimpíada, contra o Egito. Se naquele jogo, a equipe brasileira, depois de fazer 3 x 0 no placar em apenas 29 minutos, tornou-se displicente, o que resultou em dois gols do adversário, na partida de hoje apresentou-se aplicada durante todo o tempo. Nem mesmo o fato de ter saído perdendo abalou a Seleção Olímpica, que acabou chegando à vitória ao natural. Neymar, que havia sido apenas razoável no jogo anterior, embora tivesse marcado um gol, voltou a mostrar a exuberância de seu futebol, contribuindo decisivamente para o resultado obtido. Oscar foi outro jogador que teve bela atuação, assim como Marcelo. Apenas um jogador destoou completamente. Paulo Henrique Ganso, que entrou no segundo tempo, mais uma vez, mostrou-se desinteressado e descomprometido com o jogo.Parece não estar levando sua carreira a sério, o que é lamentável, pois se trata de um grande jogador. A equipe brasileira já está classificada para as quartas de final e, no próximo jogo, contra a Nova Zelândia, apenas irá definir sua colocação no grupo, se em 1º ou 2º lugar. O caminho para a inédita medalha de ouro no futebol continua aberto.

sábado, 28 de julho de 2012

Derrota doída

O título acima pode até parecer redundante, pois a derrota é sempre uma situação desagradável, mas, no caso do revés sofrido hoje pelo Grêmio, ela faz todo o sentido. O Grêmio perdeu para o Coritiba por 2 x 1, no Couto Pereira, com um gol marcado no final do jogo. Depois de um empate em 0 x 0 no primeiro tempo,  o Grêmio levou um gol, mas reagiu logo depois, chegando, novamente, à igualdade no placar. Porém, quando esse parecia que seria o resultado final, o Coritiba, com um golaço, alcançou a vitória. Algumas constatações preocupantes ficam dessa partida. O Grêmio term um bom time, mas em termos de grupo ainda é carente. Souza e Kléber, que não puderam jogar por estarem suspensos, fizeram  muita falta. As saídas, no intervalo, de Elano e Zé Roberto, por indisposição e cansaço, respectivamente, reduziram muito a capacidade técnica do time. Ainda assim, da maneira como ocorreu, a derrota foi um tanto injusta, pois o Grêmio se aplicou muito para manter o empate, e não merecia sofrer o gol naquela altura do jogo. Por outro lado, o Inter, no primeiro teste forte de Fernandão, empatou em 0 x 0 com o Vasco, no Beira-Rio. Esperava-se que, com a estreia de Diego Forlán e a boa fase de Fred, o Inter tivesse forças suficientes para vencer o Vasco, mas não foi isso o que aconteceu. O jogo foi equilibrado do início ao fim, com os dois times tendo muitas chances de gol, que foram desperdiçadas. Com o empate, o Inter continua atrás do Grêmio na classificação do Campeonato Brasileiro, e poderá cair uma posição se o Cruzeiro ganhar do Palmeiras, amanhã. Em resumo, a rodada não foi boa para a dupla Gre-Nal. Em seis pontos disputados, só ganhou um.