sexta-feira, 9 de março de 2012

A reafirmação da arte no futebol

Passadas as repercussões do dia seguinte aos jogos de quarta-feira, que se fixam mais nos resultados, é hora de se destacar o que de magnífico ocorreu anteontem, isto é, as atuações espetaculares de Neymar e Messi. Para quem, como eu, é adepto do futebol arte, a quarta-feira foi um bálsamo. Começou com Messi fazendo cinco dos sete gols do Barcelona na goleada de 7 x 1 sobre o Bayer Leverkusen. Messi e o Barcelona são tão bons que aplicaram uma goleada humilhante num time que está longe de ser desprezível. O Bayer Leverkusen não é nenhuma superpotência do futebol, mas não é time para sofrer uma derrota tão fragorosa. Porém, Messi é, inequivocamente, o melhor jogador do mundo. O Barcelona, por sua vez, é o melhor time do mundo. Dessa forma, mesmo bons times, por vezes, não conseguem impedir uma avalanche de gols como a ocorrida no Nou Camp. Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a extensão da qualidade de Messi, certamente, já não a tem mais. Messi ainda está longe de poder ser tido como melhor que Pelé, mas, dependendo do que vier a fazer em sua carreira, poderá superar Maradona. Para tanto, bastará que tenha grandes desempenhos, também, pela Seleção da Argentina. Em termos da trajetória em clubes, Messi já está na frente.. No entanto, o dia mágico para o futebol não se resumiu a Messi. Neymar também deu o seu show particular, jogando contra o Inter na Vila Belmiro. Fez todos os gols da vitória do Santos por 3 x 1, dois deles de placa. Os feitos de Neymar e Messi tem de ser exaltados porque significam a reafirmação da arte no futebol, a prova de que o talento individual se sobrepõe a esquemas, marcações duras e quaisquer outros recursos. Os apologistas do futebol de resultados não vão dar o braço a torcer, mas Neymar e Messi provaram que a arte, no futebol, será sempre um fator preponderante, e que, como diz o slogan de um prêmio de publicidade, nada substitui o talento.

quinta-feira, 8 de março de 2012

As dores de cada um

Ontem à noite, o Grêmio ganhou, o Inter perdeu. Porém, as coisas não são tão simples quanto parecem, pois quem venceu tem tantos motivos para estar preocupado como quem foi derrotado. Comecemos pelo Inter, que jogou primeiro. Como era de se esperar, o esquema escolhido pelo técnico Dorival Júnior, com três volantes, chamou o Santos para cima do Inter, causando uma derrota inapelável, que teve, até, gritos de "olé" da torcida santista. Neymar provou que os craques continuam a fazer a diferença, não há esquema tático, marcação severa ou qualquer outro fator que possa deter um jogador diferenciado. O Santos sobrou no jogo, da mesma forma como havia acontecido com o Grêmio no Gre-Nal, o que é preocupante para o Inter, pois, nos únicos jogos do ano contra clubes do seu porte, fracassou rotundamente. O trabalho de Dorival Júnior, a partir disso, certamente começará a sofrer constestações. O Grêmio só foi melhor no resultado, uma vitória, de virada, por 3 x 2. O futebol apresentado, contudo foi horroroso, deixando os torcedores apavorados. Só Kléber jogou bem. Os demais jogadores do Grêmio variaram entre o ruim e o péssimo. Victor continua a falhar, mas continua com sua titularidade cativa. Naldo não tem condições de jogar no Grêmio. Fernando não retomou sua boa fase. O time, com exceção de Kléber, mostra momentos de muita apatia. O técnico Vanderlei Luxemburgo deve estar assustado com o tamanho da tarefa que terá pela frente para fazer do Grêmio um bom time. Por motivos diversos, hoje, Grêmio e Inter estão às voltas com suas dores.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Desafios diferentes

Grêmio e Inter terão, hoje á noite, compromissos importantes, mas de grau de dificuldade bem diferente. O Inter jogará antes, às 19h30min, contra o Santos, na Vila Belmiro, onde jamais venceu. Uma partida importantíssima para os dois clubes. O Santos perdeu seu jogo de estréia na Libertadores e não pode tropeçar  novamente. O Inter, que já ganhou uma partidfa na competição, se não perder hoje poderá estar encaminhando a classificação. O técnico Dorival Júnior, no entanto, pode ter se equivocado na escalação. Ao colocar três volantes no meio de campo, retirando Dagoberto do time, pode estar chamando o Santos para o seu campo, o que é praticamente fatal contra um time que tem Paulo Henrique Ganso e Neymar. Melhor seria manter Dagoberto que, entre outras qualidades, é um excelente puxador de contra ataques. Em princípio, por jogar em casa, e pelos fatos acima referidos, o Santos é o favorito para o jogo. Bem diferente é a situação do Grêmio. Joga às 22 horas, contra o River Plate de Sergipe, em Aracaju.  Pela enorme distância técnica e de grandeza entre os dois clubes, o Grêmio é franco favorito, podendo, até mesmo, eliminar o segundo jogo, caso vença por uma diferença de dois ou mais gols. Porém, mesmo que não o faça, não deixará de se classificar, no segundo jogo. Os grandes desafios do Grêmio, só surgirão mais adiante, ao contrário do Inter que terá, hoje á noite, o seu jogo mais importante, até aqui, em 2012. Tranquilidade de um lado, nervosismo de outro. Resta saber se os resultados corresponderão a esses sentimentos prévios.

terça-feira, 6 de março de 2012

As confusões da Copa

Motivos de força maior levaram-me a ficar por três dias sem postar novos textos. Feito o esclarecimento, abordo mais um fato relacionado à Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Refiro-me ao bate-boca entre o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Valcke até pode ter razão nas coisas que reclama, mas o faz de forma mal educada. Com isso, justifica a posição do governo brasileiro de não aceitá-lo mais como interlocutor junto à Fifa. O que mais esse caso demonstra, contudo, é que poucas vezes se viu uma organização de Copa do Mundo tão confusa. Há atraso na construção e reforma de estádios, nas obras viárias, cobranças da Fifa, explicações do governo e quase nenhuma mobilização popular, o chamado "clima de Copa". Some-se a tudo isso o fraquíssimo futebol que a Seleção Brasileira vem jogando e a perspectiva é de que a Copa de 2014, em vez de uma grande celebração, se torne um evento melancólico. Uma providência, ao menos, poderia ser tomada para alterar esse panorama. Seria a imprensa brasileira abraçar a causa da Copa. Não é mais hora de se marcar posição contrária a realização da competição. Isso só atrapalha, não levaa lugar nenhum. O Brasil tem de, definitivamente, envolver-se com a Copa. Até agora, isso não aconteceu. A Copa não pode ser encarada como um problema, mas, sim, como uma magnífica festa que o Brasil terá a honra de sediar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A derrota do bom senso

Em toda essa questão envolvendo a reforma do estádio Beira-Rio para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, o grande derrotado foi o bom senso. O que começa errado, em geral, não termina bem. A escolha do Beira-Rio para ser o local dos jogos da Copa em Porto Alegre, por si só, já foi um equívoco. Trata-se de um estádio que, quando da realização da competição, já terá completado 45 anos de sua inauguração. As pessoas de boa memória devem se lembrar que, há alguns anos, chegou a ser cogitada a demolição do estádio, que já estaria obsoleto. A ideia não prosperou e o Inter começou a fazer reformas no sentido de tornar o Beira-Rio mais moderno e confortável. Para se ajustar às necessidades de uma Copa do Mundo, no entanto, as exigências são muito maiores, daí o porquê de se fazer novas obras. Por questões de natureza burocrática, tais obras estão paralisadas há dez meses, o que já fez com que Porto Alegre perdesse a chance de sediar jogos da Copa das Confederações, gerando incontáveis prejuízos para a cidade. O que é difícil de explicar é porque, afinal, o Beira-Rio foi escolhido? Sei que já abordei esse aspecto do assunto em outras oportunidades, mas cabe a reiteração. A Fifa sabia que o Grêmio iria construir um novo estádio, inteiramente dentro dos rigorosos e sofisticados padrões por ela estabelecidos. O fato de que, quando o Brasil foi indicado como sede da Copa de 2014, o estádio gremista ainda não tivesse saído do papel não serve como justificativa para a escolha feita. A designação da sede da Copa ocorreu em 2007, sete anos antes da competição, tempo mais que suficiente para a construção de um estádio. Tanto é verdade que,.na época, o futuro estádio do Corinthians não estava nem no papel, sua construção começou bem mais tarde que a do novo estádio do Grêmio e, ainda assim, ele irá receber jogos da Copa. A conhecida força do Inter nos bastidores, e a ação de políticos que torcem para o clube, fizeram com que se insistisse na opção pelo Beira-Rio, numa atitude de inexplicável insensatez. O que deveria ter sido tratado levando em conta os interesses maiores do país e da competição foram reduzidos a uma questão paroquial em que prevaleceu o clubismo mais provinciano. A intervenção da presidente Dilma Roussef, alegando sua condição de torcedora do Inter e dando um "carteiraço" na construtora para obrigá-la a retomar as obras foi um fato deprimente, típico de uma república das bananas, e que nos faz pensar as piores coisas sobre as relações promíscuas existentes entre empresas da construção civil e o governo federal. Algumas pessoas, certamente, estão se sentindo vitoriosas com o desfecho dos fatos. Porém, Porto Alegre, o Rio Grande do Sul, a Copa do Mundo e, principalmente, o bom senso, foram inapelavelmente derrotados.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O ministro da Pesca

Por mais que estejamos acostumados aos desatinos na atividade política, às suas estranhas composições e conchavos, feitos em nome da "governabilidade", certos fatos ainda causam espanto. A presidente Dilma Roussef nomeou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) como o novo ministro da Pesca. A pasta em questão, por si só, é uma dessas excentricidades que explicam o porquê do governo brasileiro possuir 38 ministérios. A prova da inutilidade do ministério da Pesca é o perfil dos seus titulares, desde que foi criado, que não tem qualquer afinidade com a atividade pesqueira. Na verdade, esse ministério, como tantos outros, serve apenas para barganha de cargos com os partidos da chamada "base aliada". A nomeação de Marcelo Crivella, segundo se especula, é parte de um acordo entre PT e PRB visando a eleição para prefeito de São Paulo. Desconfio, no entanto, que possa ser mais do que isso. O PRB é um partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, da qual Marcelo Crivella, aliás, é integrante. Sua nomeação como ministro pode ser um meio de conter a insatisfação das bancadas evangélicas com a recente indicação de Eleonora Menicucci para o cargo de Secretária de Políticas para as Mulheres. A investidura de Eleonora causou revolta entre os evangélicos já que a secretária é favorável a legalização do aborto. Particularmente, não sou favorável à legalização do aborto. Minhas razões para assim pensar, contudo, nada a tem a ver com dogmas ou preceitos religiosos. Essa é uma questão que tem de ser decidida, maduramente, pela sociedade brasileira. O governo não pode, em nome de interesses políticos e eleitoreiros, ser refém da pressão de grupos religiosos, sejam eles quais forem. O Brasil é um país laico, e os interesses do povo brasileiro não podem ser submetidos a visão estreita e sectária de qualquer vertente religiosa. Até para o pragmatismo há limites, e Dilma Roussef, ao que parece, os está rompendo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Equilíbrio

O equilíbrio marcou a decisão da Taça Piratini, o primeiro turno do Campeonato Gaúcho, hoje à noite, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Confirmando o que já havia ocorrido durante a competição, onde os dois clubes estiveram com o mesmo número de pontos até a disputa das quartas de final, Novo Hamburgo e Caxias empataram em 1 x 1 no tempo normal. Nos tiros livres da marca do pênalti o Caxias venceu por 3 x 2 e, assim, conquistou a Taça Piratini e tornou-se o primeiro finalista do Campeonato Gaúcho de 2012. No jogo, o Caxias foi melhor no primeiro tempo, que terminou com o placar de 1 x 0 a seu favor. No segundo tempo, o Novo Hamburgo dominou, chegou ao empate, mas não conseguiu a virada. A vitória na cobrança dos tiros livres da marca do pênalti talvez resulte de uma maior experiência do Caxias em decisões. O Novo Hamburgo chegou pela segunda vez a uma decisão de turno do Gauchão. A primeira havia sido em 2010, quando perdeu para o Grêmio, por 1 x 0, no Olímpico. Já o Caxias já vivera essa experiência em 1990, em 2008 e em 2011, afora já ter sido, até mesmo, campeão da competição em 2000. Isso pode ter pesado na hora das cobranças da marca do pênalti, que exigem frieza e controle emocional. O Caxias está, agora na cômoda posição de poder ser campeão gaúcho sem a necessidade de uma decisão, caso ganhe, também, o segundo turno. Se isso não acontecer, poderá alcançar o título da competição decidindo-a com quem vencer a Taça Farroupilha. Portanto, o Caxias já é, na pior das hipóteses, o vice-campeão gaúcho de 2012. Uma conquista merecida para quem precisou eliminar um dos grandes do futebol gaúcho, o Grêmio, para poder obtê-la. Tomara que o bom trabalho realizado até aqui tenha continuidade, e permita ao Caxias subir, ainda em 2012, para a Segunda Divisão brasileira.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Frustrante

O jogo da Seleção Brasileira, hoje, em Saint Gall, na Suiça, contra a Bósnia, repetiu o que tem sido os desempenhos da equipe sob o comando do técnico Mano Menezes, isto é, foi frustrante. A Seleção ganhou, mas com um gol contra marcado aos 45 minutos do segundo tempo. A partida, é bem verdade, não chegou a ser tediosa, como tantas vezes já aconteceu em apresentações da Seleção, foi até bem disputada, e a Bósnia é uma equipe com jogadores de boa qualidade, como acontece com quase todas as seleções de países surgidos da fragmentação da antiga Iugoslávia. Mesmo com todas essas ressalvas, no entanto, espera-se muito mais da Seleção Brasileira do que aquilo que foi mostrado no jogo de hoje. Algumas escolhas e esquecimentos de Mano Meneses são incompreensíveis. Fernandinho não é jogador de Seleção e, portanto, nem deveria ser convocado. Porém, Mano não apenas o convocou como escalou-o como titular, deixando Paulo Henrique Ganso no banco! Ronaldinho, que não joga nada desde 2006, continua sendo convocado e, mais uma vez, teve uma pífia atuação. Enquanto isso, Kaká e Robinho não são lembrados pelo técnico. Júlio César falhou  mais uma vez e já seria o caso de se pensar em outro goleiro para ser titular. Faltando pouco mais de dois anos para o início da Copa do Mundo de 2014, a Seleção Brasileira só tem definidas a defesa e a presença de Neymar no ataque. Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo formam uma das melhores defesas do mundo, e Neymar é o jogador de exceção da equipe. As posições restantes, no entanto, estão em aberto. Um quadro preocupante, pois, nessa altura dos acontecimentos, as definições deveriam ser bem maiores. Por tudo isso, não é de se afastar a possibilidade de que, até a Copa, o técnico da Seleção Brasileira venha a ser mudado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Premiações justas

As premiações do Oscar 2012 mostraram-se corretas como há muito tempo não acontecia. Com exceção do Oscar de melhor canção original, dado para "Man or Muppet", do filme "Muppets", uma autêntica patriotada americana pois a outra música concorrente, "Real in Rio", do desenho animado "Rio", dos brasileiros Sérgio Mendes e Carlinhos Brown, era bem melhor, as demais premiações acertaram em cheio. O filme francês "O Artista", ousadamente mudo e em preto e branco, venceu em três das principais categorias, ator, para Jean Dujardin, diretor, para Michel Hazanavicius, filme e, ainda, em trilha sonora original e figurino. Justo reconhecimento para um obra belíssima, que encanta o espectador do início ao fim. Merecidíssimos, também, os Oscars de atriz e atriz coadjuvante, para Meryl Streep e Octavia Spencer, respectivamente. Ambas foram aplaudidas de pé ao subirem ao palco. Meryl, possivelmente a maior atriz viva, ganhou seu terceiro Oscar, o segundo como atriz principal, pois também possui um como coadjuvante. Ela já foi indicada 17 vezes para o maior prêmio do cinema mundial! Já estava mais do que na hora de Meryl tornar a ganhar a estatueta. Seu desempenho como Margareth Thatcher no filme "A Dama de Ferro" é, simplesmente notável. Seu mérito é ainda maior porque o filme, como um todo, é fraco. O Oscar de melhor ator coadjuvante foi para Cristopher Plummer, outro que foi aplaudido de pé, que, aos 82 anos, tornou-se a pessoa mais velha a ganhar o prêmio. O filme "A invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese, não levou os prêmios principais, mas ganhou cinco Oscars técnicos, num reconhecimento a uma produção primorosa. A festa do Oscar 2012 teve, portanto, uma premiação que reconheceu os melhores, num ano em que a magia do cinema foi reafirmada a partir das histórias contadas em "O Artista" e "A invenção de Hugo Cabret", dois filmes que reverenciam a chamada "sétima arte".

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tropeço

No jogo que deveria marcar o início de uma nova era para o clube, após a vitória no Gre-Nal e tendo a estréia do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio, jogando fora de casa, tropeçou no Caxias, empatando no tempo normal em 1 x 1, e sendo derrotado, nos tiros livres da marca do pênalti, por 5 x 4. Se é verdade que, dadas as campanhas dos dois clubes na fase classificatória do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, a eliminação do Grêmio pelo Caxias não configura uma injustiça, não há como negar que, após uma vitória afirmativa no Gre-Nal, o torcedor gremista viveu uma enorme frustração com o resultado. Frustração também deve ser o sentimento de Vanderlei Luxemburgo, que já enfrenta uma eliminação em seu primeiro jogo. O Grêmio esteve com a classificação na mão, pois saiu na frente no placar e tomou o gol de empate aos 39 minutos do segundo tempo. Porém, o resultado refletiu o equilíbrio que se viu em campo. No Grêmio, repetiram-se as virtudes e os defeitos. Kléber e Victor tiveram grandes atuações, a zaga falhou pelo alto mais uma vez, a falta de meias mais qualificados se fez sentir novamente. A preocupar, por ser um fato novo, as más atuações, pelo segundo jogo seguido, de Fernando e Marcelo Moreno que, no período de Caio Júnior, eram os dois únicos jogadores que se salvavam. Agora, é dar tempo para Luxemburgo mostrar seu trabalho. Já quanto à decisão da Taça Piratini, será entre os dois clubes de melhor campanha até aqui, Caxias e Novo Hamburgo, que, hoje à noite, ganhou do Juventude, num jogo emocionante, por 3 x 2, no Estádio do Vale. Justo, portanto.