sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Jogos Pan-Americanos

O tempo dá a impressão de passar cada vez mais rapidamente. Parece que foi ontem que os Jogos Pan-Americanos foram realizados no Rio de Janeiro, mas lá se vão quatro anos e três meses e estamos diante de uma nova edição da competição, agora em Guadalajara, no México. Muitos desdenham da importância do Pan, forma abreviada pela qual a competição é conhecida. Argumentam que, por contar apenas com competidores das Américas, não possui grande expressão técnica. Isso é uma meia verdade, afinal os Estados Unidos, ainda que não representado pelos seus principais nomes, e Cuba, estão presentes no Pan, e ambos são potências do esporte. Para os brasileiros, o Pan traz agradáveis lembranças, como a medalha de ouro de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, na Cidade do México, em 1975. Outro grande momento foi a vitória da equipe de basquete masculino sobre os Estados Unidos, em 1987, em Indianápolis, portanto na casa do adversário, conhecido por ser o melhor do mundo na modalidade. Mais uma bela recordação para os brasileiros foi a medalha de ouro do basquete feminino, no Pan de Havana, em 1991. Também há fatos amargos, como a derrota da equipe de vôlei feminino na decisão contra Cuba, no Pan do Rio, em 2007. Como se vê, o Pan é capaz de deixar em nossa memória feitos grandiosos e duras decepções. Não é, portanto, uma competição para ser tratada com desdém. Afora isso, possibilita, em muitas modalidades, a busca de classificação para as Olímpiadas. O Pan de Guadalajara terá, ainda, um aspecto particularmente interessante para os brasileiros que o acompanharem pela televisão. Pela primeira vez, a detentora exclusiva dos direitos de transmissão não será a Rede Globo, e, sim, a Rede Record, fato que se repetirá nas Olimpíadas de 2012, em Londres. O Pan de 2011 está aí. Hoje, foi a festa de abertura. Amanhã, iniciam as competições. Torçamos, desde já, para que o Brasil possa, mais uma vez, alcançar grandes conquistas, que guardaremos em nossas lembranças.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Protestos

A chamada "Marcha Contra a Corrupção" voltou às ruas com novos manifestações no feriado de ontem. Cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Recife e Porto Alegre foram os locais dos protestos, com faixas e cartazes contra políticos e em defesa da Lei da Ficha Limpa. A maior concentração de público foi em Brasília, cerca de 20 mil pessoas, um pouco menor do que a marcha anterior, no feriado de 7 de setembro, que teve 25 mil participantes. Nas outras localidades, o público não foi tão expressivo, mas isso não importa. Novas manifestações já estão agendadas, demonstrando que a tão propalada apatia do brasileiro pode estar dando lugar a uma postura mais consciente e crítica por parte da população. Não era mesmo possível que tantos escândalos e malfeitos no meio político passassem batidos, sem nenhuma reação por parte dos cidadãos. No Rio, os organizadores do protesto recolheram assinaturas em defesa de um projeto de lei para transformar a corrupção em crime hediondo. Talvez não se consiga tanto, mas é bom perceber que há quem se mostre inconformado com tantos deslizes éticos na atividade política do país. O Brasil tem tido avanços econômicos e sociais, e o governo desfruta de altos índices de aprovação, mas isso não significa que se deva encarar com naturalidade a expansão da corrupção no país. A Marcha Contra a Corrupção vai continuar, para lembrar a todos os brasileiros que não basta ter um país mais próspero, é preciso, também, que ele seja mais digno.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sem ilusões

Os resultados de Grêmio e Inter, nos jogos de hoje à tarde, serviram para que as últimas ilusões quanto à classificação de ambos para a Taça Libertadores da América, praticamente, se desfizessem. O Grêmio, jogando em casa contra o modesto Figueirense, foi, simplesmente, um fiasco. Perdeu por 3 x 1, e poderia ter sido muito mais. A atuação do time foi catastrófica. Ninguém se salvou. Victor voltou a tomar um frango, os laterais foram inoperantes, o miolo de zaga mais parecia uma passarela por onde desfilavam os atacantes adversários, o meio de campo naufragou com Fernando sendo, apenas, esforçado, Fábio Rochemback péssimo, Marquinhos, Douglas e Escudero sem nenhuma inspiração. Como solitário atacante, André Lima foi, absolutamente, ridículo. Os jogadores que entraram no segundo tempo também não deram boa contribuição. Gilberto Silva foi envolvido no terceiro gol do Figueirense, Miralles foi inoperante e Diego Clementino teve empenho, mas sem objetividade. Se antes as chances de classificação para a Libertadores eram pequenas para o Grêmio, agora passaram a ser um devaneio. Melhor se preocupar em obter logo a garantia matemática da fuga do rebaixamento, para a qual ainda faltam seis pontos. Já o Inter, jogando fora de casa contra o São Paulo, em Barueri, obteve um resultado que, isoladamente, poderia ser considerado bom, mas, nas atuais circunstâncias, não o favoreceu. Precisando de pontos para subir na tabela e, ainda, tentar uma classificação para a Libertadores, não passou de um empate em 0 x 0 com o São Paulo. O Inter foi melhor em campo, teve as maiores chances de gol, mas ressentiu-se da ausência de um ataque mais qualificado. Delatorre, mais uma vez, não jogou bem, acentuando a falta que faz Leandro Damião para o time. O Inter fará seus dois próximos jogos em casa, um teoricamente fácil, diante do Avaí, e o outro um confronto direto contra um dos primeiros colocados na tabela, o Corinthians, mas os resultados paralelos não tem ajudado, fazendo com que as chances de classificação para a Libertadores sejam muito reduzidas. Foi uma rodada para desfazer ilusões na dupla Gre-Nal. Dela restou um Grêmio devastado e um Inter agarrado, apenas, em tênues possibililidades matemáticas. O Campeonato Brasileiro, daqui para a frente, servirá, tão somente, para que os dois projetem seus rumos para 2012.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brio

No amistoso dessa noite contra o México, enfim, a Seleção Brasileira ofereceu para o torcedor algo mais do que um futebol apático e sem soluções. A vitória de virada, por 2 x 1, esteve longe de representar uma grande façanha, é claro, mas um elemento, que andava ausente das atuações da equipe, reapareceu. A Seleção Brasileira teve brio. Depois de iniciar o jogo mostrando o mesmo mau futebol de outras partidas, fazer um gol contra, sofrer a marcação de um pênalti e ter um jogador expulso, a Seleção despertou. O pênalti foi defendido por Jéfferson, o que, por certo, ajudou a dar moral para a equipe. Porém, foi a inconformidade com os erros do árbitro que motivou a Seleção. O árbitro teve uma atuação fraca e confusa, que, em alguns momentos, exasperou os jogadores brasileiros. Porém, em vez de redundar em novas expulsões, a indignação dos jogadores serviu para fazer a equipe reagir e virar o jogo com um homem a menos, na casa do adversário. Ronaldinho cobrou com precisão uma falta, voltando a marcar um gol pela Seleção depois de quatro anos. No entanto, o gol que demonstrou a reação da equipe em campo foi o segundo. O gol de Marcelo teve, a um só tempo, técnica e raça. Ele parte da lateral do campo, chega até as proximidades da grande área, tabela com um companheiro e, ao receber a bola de volta desfere um belíssimo chute cruzado, forte, no alto do gol. Um golaço. Na comemoração, recebe e retribui o abraço efusivo do técnico Mano Menezes, que o deixara fora de algumas convocações, por ter o jogador, segundo se diz, mostrado desdém pela Seleção. O episódio, ao que parece, está totalmente superado, não só pelo gol e pelo abraço, mas pela atuação de Marcelo. Finalmente, o lateral esquerdo mostrou, com a camisa da Seleção, o mesmo futebol exuberante que joga no Real Madrid. Foi, sem dúvida, o melhor jogador em campo. Marcelo é um jogador precioso, pois, além de excelente compleição física, tem um futebol de grande técnica. Ainda é pouco, mas a Seleção Brasileira já mostrou, contra o México, que pode dar mais. Com isso, Mano Menezes afasta, ao menos por um tempo, as especulações sobre a sua saída. Tomara que o jogo de hoje seja um indício, ainda que tênue, de que a Seleção viverá dias melhores daqui por diante.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Estranhos critérios

O público vem acompanhando, pela imprensa, a "novela" em que se transformou a reforma do estádio Beira-Rio, para utilzação na Copa do Mundo de 2014. As obras estão paradas há meses, e já quem diga que não estarão concluídas a tempo do estádio sediar jogos pela Copa das Confederações, em 2013. Há quem afirme, também, que o Grêmio estaria agindo nos bastidores para que os jogos da Copa de 2014 em Porto Alegre sejam levados para o seu novo estádio, que será inaugurado em novembro de 2012. O que não se vê ser questionado na imprensa é porque o Beira-Rio foi escolhido como o estádio de Porto Alegre para a Copa. O Brasil foi designado como sede da Copa em 2007, portanto, sete anos antes da realização da competição. Um período tão largo de tempo permite a construção de vários estádios novos. Ora, a CBF sabia, porque o próprio clube lhe dera ciência naquele mesmo ano, de que o Grêmio iria construir um novo estádio, inteiramente dentro dos padrões da FIFA. Sendo assim, porque a pressa em escolher um estádio construído há mais de 40 anos, que teria de sofrer reformas para se adaptar aos padrões da FIFA? A atitude torna-se ainda mais incompreensível quando se vê o que ocorreu em São Paulo. Lá, o Morumbi foi recusado como estádio para a Copa e decidiu-se pela construção de um novo, que pertencerá ao Corinthians, e cujas obras ainda não passaram da fase de terraplenagem. Claro que há toda sorte de maquinações políticas envolvendo tais decisões, mas é incrível que a imprensa do Rio Grande do Sul não questione tal fato. Os torcedores do Inter, quando o Grêmio ampliou o Olímpico, passaram a chamar o estádio de "remendão". Pois é, nada como o tempo. O Beira-Rio também se transformará num "remendão". Estranho, para dizer o mínimo, é que um estádio reformado seja escolhido em detrimento de um novo, maior e mais moderno. Até por uma questão de equidade, o estádio do Grêmio deveria ser o escolhido dessa vez, já que, na Copa de 1950, a indicação recaiu sobre os Eucaliptos, de propriedade do Inter. A escolha do Beira-Rio como estádio de Porto Alegre para a Copa de 2014 é uma afronta ao bom senso. Esse é o ângulo da questão que mais deveria ser explorado pela imprensa. Inexplicavelmente, no entanto, tem sido ignorado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Festa vermelha

Foi uma vitória afirmativa do Inter, como há muito tempo não se via. Hoje à tarde, no Beira-Rio, o Inter goleou o Vasco, até então o líder do Campeonato Brasileiro, por 3 x 0, e poderia ter sido mais. O placar ainda estava em 1 x 0 quando João Paulo, do Inter, cometeu um pênalti claro sobre Diego Rosa, do Vasco. O árbitro não só não marcou o pênalti, como ainda deu cartão amarelo para Diego Rosa, por simulação. Uma dupla injustiça. Porém, erros de arbitragem à parte, a produção do Inter em campo foi tamanha que, provavelmente, venceria o jogo de qualquer maneira. O goleiro do Vasco, Fernando Prass, mesmo levando três gols, foi um dos melhores jogadores em campo, praticando grandes defesas. O Vasco, afora uma bicicleta de Diego Souza, não levou quase perigo para o goleiro do Inter, Muriel. D'Alessandro, Andrezinho e João Paulo tiveram atuações destacadas, e Índio reafirmou sua condição de zagueiro goleador. O Inter venceu com sobras e voltou a ter esperanças de classificação para a Libertadores, embora esteja três pontos atrás do chamado "G5". O próximo jogo, no entanto, contra o São Paulo, em Barueri, será dificílimo. Se, contudo, o Inter obtiver um bom resultado, suas chances se ampliarão bastante, pois o jogo seguinte, contra o Avaí, no Beira-Rio, parece ser uma vitória quase certa. Na eterna gangorra Gre-Nal, esse fim de semana foi o inverso do anterior. Na semana passada, o Grêmio ganhara e o Inter perdera. Agora, foi o contrário. O que chama a atenção é que o derrotado foi sempre o clube que jogou fora de casa. O que deixa claro para os dois clubes que eles nada conseguirão de melhor no Brasileirão se não vencerem jogando como visitantes. Momentaneamente, todavia, a festa está do lado vermelho, e as preocupações retornaram para o lado azul. Até quando? Só as próximas rodadas dirão.

sábado, 8 de outubro de 2011

A cara do Grêmio

Há um ditado popular que expressa que o peixe morre pela boca. Trata-se de verdade reconhecível por qualquer pessoa, mas há quem teime em falar demais. Após a vitória do Grêmio sobre o Santos por 1 x 0, na quarta-feira, no Olímpico, o presidente Paulo Odone e o técnico Celso Roth não pouparam críticas aos treinadores anteriores do clube, em 2011, e fizeram a exaltação do atual trabalho. Odone recorreu ao seu velho discurso e disse que, agora, o time tinha "cara de Grêmio" e que é desse jeito "que se põe faixa". Afora o lamentável ataque ao maior ídolo do clube, Renato, Odone se esqueceu de algumas coisas fundamentais. O Grêmio acabara de ganhar um jogo, apenas, e por escasso 1 x 0. O Campeonato Brasileiro ainda teria vários jogos pela frente e o próximo adversário, o Coritiba, fora de casa, seria dificílimo. Portanto, não havia sentido em fazer um desabafo como se o Grêmio já tivesse conquistado algo de significativo nesse momento. Não conquistou e, provavelmente, não conseguirá fazê-lo. A prova está no jogo de hoje à tarde contra o Coritiba, na casa do adversário. O Grêmio perdeu por 2 x 0, de forma inapelável, sem conseguir criar uma única chance de gol durante todo o jogo. A saída por lesão de Brandão, ainda no primeiro tempo, foi a desculpa ouvida no vestiário para o mau resultado. Porém, não há o que justifique uma atuação tão ridícula como a do Grêmio no jogo de hoje. A falta de atacantes, em função das lesões, fez com que Diego Clementino fosse escalado e Yuri Mamute, de apenas 16 anos, tivesse de fazer sua estréia no segundo tempo. Isso em nada absolve os dirigentes do Grêmio. Pelo contrário, demonstra sua imprevidência ao não terem reposto os atacantes que deixaram o clube, quer fossem titulares, como Jonas e Borges, ou alternativas de grupo, como Júnior Viçosa e Lins. Dessa forma, o Grêmio não poderia ter tido melhor sorte contra o Coritiba. Foi amplamente batido, sem esboçar reação em qualquer momento. Odone adora falar na "cara do Grêmio". Pois, hoje, ela foi vista. Uma cara muito feia, de quem, há dez anos, caminha do nada para o lugar nenhum, sem conquistar grandes títulos, sem honrar sua grandeza, sem dar esperanças de dias melhores ao seu torcedor, apostando nas mesmas e equivocadas soluções, repetindo, cansativamente, desculpas esfarrapadas que todos conhecem.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Futebol inconvincente

Os amistosos se sucedem, mas o futebol da Seleção Brasileira continua sem convencer. Sejam os adversários modestos ou mais qualificados, a produção da Seleção é, invariavelmente, insuficiente. No jogo de hoje à noite, contra a Costa Rica, não foi diferente. Mesmo diante de um adversário de pouca expressão, a Seleção Brasileira rendeu pouco. No primeiro tempo, a equipe brasileira chutou uma única bola ao gol, com Fred. O pior é que sequer foi uma jogada trabalhada, mas uma sobra de bola. No segundo tempo, a Seleção aumentou um pouco a sua produção e, quando o jogo parecia que iria ficar no empate, conseguiu a vitória por 1 x 0. Ainda é muito pouco para o que se espera de uma Seleção Brasileira. Agora, virá outro amistoso, contra o México, na terça-feira. Tomara que a Seleção consiga mostrar um melhor futebol. O problema é que a cada jogo, transfere-se essa expectativa para a partida seguinte, e nada acontece. Está cada vez mais difícil acreditar que Mano Menezes consiga ter êxito como técnico da Seleção Brasileira.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Apresentação memorável

O show de Eric Clapton, hoje à noite, em Porto Alegre, merece, sem nenhum exagero, a classificação de memorável. O show é relativamente curto, tem apenas uma hora e meia de duração. O bis tem apenas uma música. Bem diferente, portanto, do show de Paul McCartney, em 2010, com suas quase três horas de duração e quatro músicas no bis. Clapton também não interage com a platéia como Paul, limitando-se ao "thank you" ou a um "obrigado", carregado de sotaque. Mas, então, porque o show foi memorável? Porque Clapton é um gênio da guitarra, seu domínio do instrumento é fantástico. Clapton esbanja virtuosismo em longos solos que extasiam a platéia. Seu desempenho vocal também é digno de nota, pela maneira como se entrega à interpretação. Os músicos que o acompanham, o baixista Willie Weeks, o baterista Steve Gadd e o tecladista Chris Stanton são muito qualificados, assim como as backing vocals Michelle John e Sharon White. Clapton é arredio ao contato com o público e se esquiva da imprensa, mas, no que interessa, a qualidade de seu show, seu desempenho é brilhante. O rosto já não esconde a passagem do tempo. Clapton está com 66 anos. Porém, as mãos continuam ágeis, dedilhando as cordas de uma guitarra como só um gênio é capaz de fazer. Pode ter sido a última apresentação de Clapton em Porto Alegre. Se você não foi, não sabe o que perdeu.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Novas perspectivas

A vitória do Grêmio de 1 x 0 sobre o Santos, hoje à noite no Olímpico, em jogo atrasado da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, abre novas perspectivas para o clube na competição. O Grêmio está, agora, apenas um ponto atrás de seu maior rival, o Inter, e a uma distância de cinco pontos da zona de classificação para a Taça Libertadores da América. A ameaça de rebaixamento praticamente inexiste e a hipótese de classificação para a Libertadores, ainda que permaneça remota, já não é uma cogitação delirante. No jogo de hoje, o Grêmio procurou pressionar o Santos desde o início. Já aos 20 segundos do primeiro tempo, teve uma falta perigosa a seu favor. Criou, logo a seguir, outras chances de gol e, aos 8 minutos, fez 1 x 0. A partir daí, ao longo do jogo, teve várias oportunidades de ampliar o placar. O Santos, passado o susto inicial com o ímpeto do Grêmio, também criou muitas chances, mas não soube transformá-las em gols. Foi um jogo de boa qualidade, só decidido no apito final do árbitro, mas o Grêmio venceu com méritos, por ter sido o melhor time em campo, fato reconhecido até pelo técnico adversário. Todos no Grêmio jogaram bem, individual e coletivamente. O próximo jogo do Grêmio será dificílimo, contra o Coritiba fora de casa, e o time não contará com Douglas. As recentes vitórias contra o Bahia e o Avaí provam, no entanto, que jogar fora de casa já não é um drama para o Grêmio como em tempos recentes. O Grêmio, mais uma vez, dá a impressão de ter engrenado e, se isso se confirmar, sonhos que antes pareciam inatingíveis poderão se tornar realidade.