terça-feira, 12 de julho de 2011
Mudanças nos tribunais de contas
Em um texto anterior, abordei o absurdo sistema de preenchimento das cadeiras do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, de critério marcadamente político. O mesmo ocorre com o Tribunal de Contas da União. Nos últimos dias, um indício, ainda que tênue, de mudança nesse quadro, parece estar surgindo. O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado, César Miola, empossado ontem, tem perfil técnico e atua no orgão há 20 anos. Ainda que os demais cargos no tribunal sejam ocupados por políticos, já é um alento. Miola, cuja posse foi prestigiada por autoridades como o governador Tarso Genro, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e pelos presidentes da Cãmara dos Deputados e da Assembléia Legislativa, Marco Maia e Adão Villaverde, respectivamente, disse que uma de suas prioridades será convencer os deputados estaduais a aprovarem um projeto que prevê o aumento da multa aos administradores públicos que desrespeitarem às normas constitucionais, com a fixação de penalidade mínima e máxima. Atualmente, o TCE só pode aplicar uma sanção no valor insignificante de R$ 1,5 mil aos infratores. A dificuldade de implantar a alteração é que ela só pode ser feita com autorização legislativa e três projetos nesse sentido já foram engavetados anteriormente. Um dos fatores que impediu a aprovação dos projetos foi a pressão que os prefeitos exercem sobre os deputados para que o aumento no valor das multas seja rejeitado. O novo projeto que será encaminhado por Miola prevê, ainda, um outro tipo de punição, inédito no Estado: multa proporcional aos prejuízos causados ao erário por maus administradores. Dadas as estruturas ainda vigentes, é difícil que a intenção de Miola se concretize, mas a simples tentativa de modificar o atual quadro já abre a perspectiva de dias melhores para o TCE. No plano federal, já há, também, várias propostas tramitando no Congresso Nacional para mudar a maneira como os ministros do Tribunal de Contas da União são nomeados. Atualmente, sete das nove cadeiras do TCU são preenchidas por indicação política. Uma das propostas prevê que, para a ocupação de tais cargos, seja realizado um concurso público. Seria o ideal, sem dúvida. De qualquer modo, o Estado e o país parecem estar acordando, finalmente, para a necessidade de fazer com que os tribunais de contas sejam, efetivamente, orgãos de fiscalização e controle, e não instituições onde as raposas são postas a cuidar do galinheiro.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O estilo de Dilma
A efetivação de Paulo Sérgio Passos como ministro dos Transportes é mais uma vitória, ainda que tímida, da presidente Dilma Roussef sobre o esquema de governabilidade que herdou do governo Lula. Passos, que era secretário-executivo da pasta, vinha exercendo interinamente o cargo de ministro, desde a saída do titular, Alfredo Nascimento. Ainda que filiado ao PR, mesmo partido de Nascimento e que tem o Ministério dos Transportes como um feudo, o perfil de Passos é mais técnico, o que o aproxima de Dilma, que é pouco afeita aos trâmites políticos. A intenção da presidente, pelo que se sabe, era, desde o inicio, a nomeação de Passos para o cargo. Ocorre que o PR pretendia, mais uma vez, fazer uma indicação de cunho exclusivamente político. Isso acabou não acontecendo porque estava difícil encontrar um nome dentro do partido cuja biografia não tivesse algum episódio comprometedor. O nome finalmente escolhido, o do senador Blairo Maggi (PR-MT), esbarrou na recusa do indicado em aceitar o cargo. Assim, Dilma Roussef ficou à vontade para levar adiante sua intenção original. A presidente, então, fez o convite para Passos, que aceitou. O que há de bom nessa história toda é que Dilma, assim como no escãndalo envolvendo o ex-ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci Filho, está conseguindo estabelecer no governo o seu estilo. Dilma não tem apreço pelo modo de governar atualmente em vigor, com enormes costuras políticas e concessões de favores para aliados em troca de maioria no Congresso. A presidente sabe que não poderá bater de frente com essa engenharia do poder, mas, aos poucos, vai imprimindo a sua marca, o seu jeito próprio de administrar. Os casos envolvendo Palocci e Nascimento lhe proporcionaram se livrar de dois nomes que herdou do governo Lula. As escolhas dos substitutos dos ministros demitidos representam muito mais a vontade de Dilma que a dos partidos. A presidente não se comporta como mero fantoche dos interesses partidários, nem como uma seguidora fiel da maneira de governar do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Dilma tem seus próprios métodos e convicções e está buscando aplicá-los, o que, sem dúvida, é ótimo para o país.
domingo, 10 de julho de 2011
O fracasso das seleções
Foi uma semana para o torcedor brasileiro esquecer. No futebol, a Seleção Brasileira principal fez dois péssimos jogos e apenas empatou com Venezuela e Paraguai, pela Copa América. A Seleção Sub-17 foi eliminada nas semifinais do campeonato mundial da categoria pelo Uruguai com uma goleada de 3 x 0. A Seleção Feminina vencia os Estados Unidos, de virada, até os 17 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando cedeu o empate. Na disputa de tiros livres da marca do pênalti, foi derrotada e eliminada nas semifinais da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Para completar, a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino venceu o primeiro set contra o Rússia, perdeu os dois seguintes, e ganhou o quarto, empatando o jogo, que foi para o tie-break, onde acabou derrotada. Dessa forma, o Brasil deixou escapar o que seria o seu décimo títiulo da Liga Mundial de Vôlei Masculino. Há muito tempo não se viam tantas derrotas e maus desempenhos de equipes esportivas brasileiras. Não estamos acostumados ao fracasso. Esses resultados devem ensejar uma profunda reflexão por parte dos dirigentes, pois, como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas de 2016, o Brasil se obriga a um grande desempenho nessas competições. O torcedor brasileiro não aceitará nada menor que o título da Copa e medalhas de ouro para o futebol e o vôlei nas Olímpiadas. Os resultados dessa semana soaram o sinal de alerta. Sem perda de tempo, é preciso começar a trabalhar para que o Brasil possa alcançar o êxito nas duas maiores competições esportivas do mundo, que terá a honra de sediar nos próximos anos.
Vitória inadiável
Depois de cinco jogos sem vencer, e da aproximação da zona de rebaixamento, a vitória era imprescindível para o Grêmio, na tarde de hoje, contra o Coritiba. O Grêmio ganhou, mas não sem alguns sustos. A atuação do time no primeiro tempo foi sofrível e o goleiro Marcelo Grohe foi obrigado a realizar grandes defesas. Neuton, particularmente, esteve muito mal e, numa falha bisonha, quase ocasionou um gol do Coritiba. Fábio Rockembach continua longe de seus melhores momentos. O Grêmio mostrava-se nervoso, atrapalhado, com um futebol que não fluía e irritava o torcedor. No segundo tempo, no entanto, o Grêmio voltou com outro ânimo e, principalmente, com muito mais futebol. A entrada de Bruno Colaço no lugar de Neuton proporcionou um grande acréscimo ao time que, como um todo, parecia ter tirado um bom proveito da conversa com o técnico no intervalo do jogo. Os gols foram de bonita feitura. O primeiro, numa "tijolada" de cabeça de Gilberto Silva, após um magnífico cruzamento de Mário Fernandes. O segundo, num chute certeiro de André Lima, depois de um corta-luz genial de Douglas. Entre os destaques individuais, afora o já citado Marcelo Grohe, Leandro, sempre rápido e insinuante, Escudero, que fez sua melhor partida pelo Grêmio e não merecia ter sido substituído, e Mário Fernandes que, mais uma vez, mostrou ser um jogador de nível técnico acima da média. Aliás, o técnico Julinho Camargo declarou que, com ele, Mário Fernandes será usado como zagueiro, pois considera que essa é a sua verdadeira posição. Sem dúvida, essa é uma ótima notícia para o torcedor. O Grêmio obteve uma vitória muito importante. Afinal, Julinho Camargo e Gilberto Silva estreavam em jogos no Olímpico. Suas estréias propriamente ditas foram na derrota para o Cruzeiro em Sete Lagoas (MG). O clube afastou-se da zona de rebaixamento e subiu três posições na tabela. Os dois próximos jogos, contra Figueirense fora e América-MG em casa,,oferecem boas perspectivas para a soma de pontos. Uma vitória tem o dom de trazer consigo uma mudança de horizonte e uma maior mobilização. A partir dessa quebra do seu ciclo negativo, o Grêmio pode estar se encaminhando para viver dias menos turbulentos.
sábado, 9 de julho de 2011
Sem surpresa
A vitória do Vasco sobre o Inter por 2 x 0, no estádio de São Januário, não representa uma surpresa. É verdade que o Inter vinha de três vitórias consecutivas, duas delas por goleada. Também é sabido que o Vasco vinha de duas derrotas seguidas, e que uma delas foi uma goleada, em casa, para o Cruzeiro. Ocorre que, em jogos entre grandes clubes, o retrospecto imediato conta pouco. O Vasco jogava em casa, precisava da vitória para evitar uma possível crise, e soube construir o resultado. Não foi um grande jogo, pelo contrário. Os dois times erraram muitos passes, em mais uma demonstração da precariedade técnica atual do futebol brasileiro. Os únicos destaques individuais, todos do Vasco, foram Juninho Pernambucano, sem dúvida o melhor jogador em campo, Dedé, eficiente nas duas áreas, e Éder Luiz que, no entanto, caiu de produção no segundo tempo e foi substituído. As próximas partidas do Inter não serão menos difíceis. Na quinta-feira irá jogar, novamente fora de casa, contra o Corinthians, líder invicto do Campeonato Brasileiro. Depois, no Beira-Rio, enfrentará o São Paulo que, hoje, mesmo com um técnico interino, venceu o Cruzeiro por 2 x 1, interrompendo a série de vitórias do clube mineiro. Esses três jogos seguidos contra grandes clubes apareciam como um meio de se avaliar o potencial efetivo do Inter na competição. No teste inicial, já veio, também, a primeira reprovação.
A persistência do mau futebol
A Seleção Brasileira do técnico Mano Menezes não consegue jogar bem. Hoje, contra o Paraguai, o mau desempenho se repetiu. O empate em 2 x 2 acabou sendo um prêmio para a Seleção, já que, depois de sair ganhando, permitiu a virada, e só igualou o placar aos 44 minutos do segundo tempo. A derrota, caso acontecesse, praticamente encaminharia a desclassificação brasileira ainda na primeira fase da Copa América, o que, por certo, redundaria na demissão de Mano Menezes. O empate, apesar dos pesares, tornou as chances de classificação bem maiores. O preocupante, no entanto, é que, tanto coletiva quanto individualmente, a Seleção Brasileira foi muito mal contra o Paraguai. Daniel Alves, lateral de reconhecida qualidade, fez uma péssima partida. Lúcio, que falhou nos dois gols do Paraguai, deu índicios de que, aos 32 anos, talvez já esteja iniciando sua curva descendente. André Santos, mais uma vez, mostrou que não tem futebol para jogar na Seleção Brasileira. Jádson, afora o gol, pouco fez. Paulo Henrique Ganso esteve discreto. Neymar, novamente, não teve uma boa atuação e chegou a perder um gol feito por puro preciosismo. Alexandre Pato continua a ser uma promessa que não se concretiza. Não se consegue enxergar, também, nenhuma contribuição efetiva do técnico para a equipe. A Seleção Brasileira gera no torcedor um verdadeiro anticlímax. A saída de Dunga, a entrada de Mano, um técnico com currículo, e a convocação das grandes revelações do futebol brasileiro, como Paulo Henrique Ganso, Neymar, e Lucas do São Paulo, deixavam antever a possibilidade de tempos risonhos para a Seleção. Não é o que está acontecendo. Ainda faltam três anos para a Copa do Mundo, mas já é preciso pensar no que fazer para corrigir os rumos da Seleção, pois, do jeito que está, as perspectivas não são nada animadoras.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O gerente de futebol
Os clubes de futebol, por vezes, resolvem criar novas funções administrativas para, pretensamente, alcançar uma gestão mais eficiente. De uns tempos para cá, muitos deles se utilizaram da figura do gerente de futebol, cargo remunerado, ao contrário do que acontece com os demais dirigentes. Por ser um profissional e não estar ligado ao clube por questões afetivas, seu trabalho é tido como importante para um conceito moderno de administração. O sucesso obtido na função por Rodrigo Caetano, considerado o grande responsável pela recuperação do Vasco, tornou o cargo ainda mais valorizado no mercado. Com isso, o Grêmio, que já havia tentado o retorno de Rodrigo Caetano e a vinda de Felipe Ximenes, atualmente no Coritiba, anunciou hoje a contratação de Alexandre Faria. O novo gerente de futebol terá poderes ampliados em relação ao último ocupante do cargo, Cícero Souza, demitido na semana passada. Alexandre Faria vai, até mesmo, poder indicar jogadores e participar de tratativas de contratações. O problema é que, em seus trabalhos mais recentes, no Atlètico-MG e no Fluminense, Faria não teve um bom desempenho. Não bastasse isso, o anúncio da sua contratação se deu um dia depois do Grêmio cair para o 16º lugar no Campeonato Brasileiro, o último antes da zona de rebaixamento. Alexandre Faria talvez se revele um bom profissional no Grêmio, mas sua contratação não se deu no momento mais oportuno. Diante da precariedade do futebol que o time vem apresentando, a torcida, por certo, preferiria, nesse momento, a aquisição de jogadores de qualidade.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Mais um ministro que cai
Em apenas seis meses de mandato, a presidente Dilma Roussef já perdeu o seu segundo ministro. Depois da saída de Antônio Palocci Filho do cargo de ministro-chefe da Casa Civil, agora foi o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que deixou o governo. Palocci caiu devido ao espantoso aumento de seu patrimônio, que se multiplicou 20 vezes em apenas quatro anos, quando cumpria um mandato de deputado federal paralelamente à atividade de consultor de empresas. Alfredo Nascimento também sai por motivos semelhantes. As denúncias contra Nascimento incluem um esquema, montado no ministério, de superfaturamento e recebimento de propinas por meio de empreiteiras. Afora isso, o arquiteto Gustavo Morais Pereira, filho de Nascimento, criou uma empresa, a Forma Construções, com um capital social de R$ 60 mil. Dois anos depois, a Forma Construções já amealhava um patrimônio de R$ 50 milhões, num espantoso crescimemto de 86.500%! O Ministério Público Federal do Amazonas investiga um elo entre a firma de Gustavo e uma empresa que recebeu verba do Minsitério dos Transportes. Assim como Paloccci, Nascimento foi uma herança que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, deixou para Dilma. Não foram escolhas pessoais da atual presidente. Aos poucos, devido aos escândalos, Dilma está tendo a oportunidade de colocar pessoas escolhidas por ela em áreas estratégicas do governo. No caso do Ministério dos Transportes, isso tende a ser mais difícil. O ministério é da cota de poder do PR, que insiste em indicar o nome do substituto de Nascimento seguindo critérios políticos, em vez de aceitar o preferido de Dilma, o atual secretário executivo da pasta, Paulo Sérgio Passos. Esse é o grande problema do atual modelo de governabilidade, baseado no loteamento de cargos entre os partidos da base aliada. O governante fica refém de indicações políticas que, quase sempre, não são as melhores para o interesse do país. Menos mal que, no entanto, os membros do governo envolvidos em denúncias de corrupção não estejam sendo mantidos em seus cargos. Ao demitir ministros sobre os quais pesam graves suspeitas quanto à conduta, Dilma preserva a imagem de seu governo e reafirma seu conceito de administradora austera, que não compactua com deslizes éticos. Dois casos rumorosos em tão pouco tempo de governo, inquietam a opinião pública, mas, pelo menos, resta o consolo de que a presidente Dilma não tem procrastinado as medidas para enfrentar tais situações. As demissões de Palocci e Nascimento mostram que o governo federal tem enormes focos de corrupção em seu interior, mas que Dilma Roussef não hesita em tentar debelá-los.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Vitória magra e dias tranquilos
O jogo era contra o lanterna absoluto do Campeonato Brasileiro, ainda treinado por um técnico interino. O jogo se arrastava no 0 x 0, até que Oscar, já próximo ao final da partida, fez o gol da vitória do Inter sobre o Atlético Paranaense. Uma vitória, modesta, escassa. Não importa. Os três pontos obtidos valem tanto quanto os alcançados nas goleadas dos dois jogos anteriores, contra Figueirense e Atlético-MG. No futebol, principalmente em campeonatos de pontos corridos, o que importa é vencer. Já é a terceira vitória consecutiva do Inter que, agora, está em 4º lugar na tabela, dentro da zona de classificação para a Taça Libertadores da América. A velha gangorra volta a funcionar. Enquanto no Grêmio tudo é aflição, o Inter vive dias de calmaria.
Um novo técnico e um velho desempenho
Foi mais um filme de terror para a torcida do Grêmio. Na derrota de hoje para o Cruzeiro por 2 x 0, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), o Grêmio, que estreava seu novo técnico, Julinho Camargo, teve uma única chance de gol, com Leandro, aos 38 minutos do segundo tempo. Durante o jogo, teve o triplo de passes errados em relação ao Cruzeiro. Isso mesmo, o triplo! Mais uma vez, algumas atuações individuais foram comprometedoras. Fábio Rockembach, cujo prestígio junto á crônica esportiva segue sendo um mistério insondável para mim, entregou mais um gol de presente para o adversário. Gilberto Silva, tido e havido como capaz de dar um grande acréscimo ao meio de campo, fez uma estréia discretíssima, parecendo próximo da condição de ex-jogador. Escudero não jogou absolutamente nada, demonstrando que a falta de maior utilização dele pelo ex-técnico Renato não se devia a uma mera implicância. Marquinhos, novamente, se mostrou apático e desinteressado. Como se vê, o meio de campo inteiro do Grêmio não jogou bem, o que já ocorrera em outras ocasiões. Afora isso, André Lima, cujo retorno era tão ansiosamente esperado por muitos, mostrou-se completamente fora de ritmo de jogo, deixando inalterada a falta de poder ofensivo do time. A rigor, só os homens de defesa e o atacante Leandro tiveram atuações aceitáveis. O Grêmio parece estar parado no fundo do poço. Em apenas três rodadas, o Inter saiu de trás do Grêmio na classificação e livrou sete pontos de vantagem. Já são dez posições a separar os dois clubes na tabela, o Inter em 4º lugar e o Grêmio em 14º. Como vem acontecendo nos últimos dez anos, o Grêmio é um clube com uma magnífica e apaixonada torcida na busca desesperada por um time que esteja à altura das suas expectativas.
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