domingo, 29 de maio de 2011

Melhor do que a encomenda

Depois de tantas desventuras nos últimos dias, o Grêmio obteve, no domingo, um resultado que foi melhor que a encomenda. Jogando fora de casa, ainda muito desfalcado, e escalando um ataque modestíssimo, o Grêmio venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, com um desastrado gol contra de Rafael Santos. O time não jogou bem, pouco atacou, sofreu uma pressão terrível no segundo tempo, mas, depois de um longo período, finalmente saiu de campo sem levar gol. Tivesse o Grêmio, no Gre-Nal decisivo do Campeonato Gaúcho, demonstrado tamanho empenho na preservação de uma vitória,  provavelmente obteria o título. Claro que a atuação, principalmente no segundo tempo, não foi nada boa tecnicamente, mas diante das circunstâncias, o resultado era o que mais importava. Com os três pontos obtidos, o Grêmio já saltou para a parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro. Nos próximos dias, jogadores que se encontram lesionados estarão em condições de voltar ao time. Caso se confirme a antecipação da janela de transferências, os reforços que foram contratados do exterior poderão estrear bem antes do que estava inicialmente previsto. Uma vitória, por magra que seja, e com um gol contra, sempre tem um efeito muito benéfico. Se combinada com seguidos tropeços do maior rival, como vem acontecendo nesse início de Brasileirão, melhor ainda. Afinal, foram jogadas somente duas rodadas e o Grêmio já está dois pontos na frente do Inter. Passadas apenas duas semanas da conquista do Gauchão pelo Inter, os bons ventos parecem estar mudando de lado.

sábado, 28 de maio de 2011

O real e o imaginário

Já faz algum tempo que o Inter vive um conflito entre o real e o imaginário. Na visão de grande parte da imprensa e da quase totalidade de sua torcida, o Inter possui um grande time e um grupo de muito boa qualidade. A realidade, no entanto, teima em desmentir tais conceitos. Em 2010, o Inter, depois de ganhar a Libertadores, sem conseguir jogar bem, numa das mais fracas edições da competição em todos os tempos, fracassou no Brasileirão e foi eliminado ridiculamente do Mundial de Clubes pelo Mazembe. Até agora, em 2011, já foi desclassificado precocemente da Libertadores, dentro de casa, e ganhou o Campeonato Gaúcho nos tiros livres da marca do pênalti, após três jogos contra o Grêmio que, somados, resultaram num empate em 6 x 6. Começado o Campeonato Brasileiro, empatou fora de casa em 1 x 1 com um time inteiramente reserva do Santos e perdeu, em pleno Beira-Rio, para o Ceará, por 1 x 0. Foi a terceira derrota consecutiva do Inter no Beira-Rio. Até agora, não foi possível, perceber nenhuma contribuição positiva de Falcão como técnico. O título do Gauchão, da forma como foi obtido, não serve como atestado da capacidade do time. O Inter é um time lento, que troca passes em excesso, chuta pouco a gol e tem jogadores superados. Um desses jogadores, Bolívar, zagueiro lento e pesado, cometeu um pênalti que, mais uma vez, não foi marcado. Segue sendo um mistério, para mim, a razão pela qual os árbitros não marcam os pênaltis cometidos por Bolìvar. O fato é que, novamente, o Inter do gramado desmente as manchetes e as previsões. No papel,é um grande time. No campo, passa muito longe disso.

O melhor time do mundo

Não há mais qualquer dúvida: o Barcelona é o melhor time do mundo. No jogo de sábado, pela decisão da Liga dos Campeões da Europa, contra o Manchester United, o Barcelona sobrou em campo. Durante o jogo, teve 67% de posse de bola! Mesmo tendo sofrido o empate parcial por 1 x 1, sua vitória nunca esteve ameaçada. O bom time do Manchester United se viu impotente diante do poderio do adversário. Dá gosto ver o Barcelona jogar, Seu futebol é técnico, envolvente, encanta e seduz. Messi, mais uma vez, jogou uma enormidade e não podem existir mais quaisquer restrições ao seu futebol. Dizer que ele ainda precisa jogar bem pela Argentina ou, até mesmo, ganhar uma Copa do Mundo para provar sua qualidade, é manifestação de puro despeito. Messi jé merece ser inscrito na galeria dos grandes mitos do futebol mundial, como Pelé, Maradona, Garrincha, Di Stéfano, Cruyff, Puskas, Beckenbauer, Yashin. O time atual do Barcelona, por sua vez, também deve ser colocado entre os grandes de todos os tempos, numa relação que inclui o Santos de Pelé, o Real Madrid de Di Stéfano, o Ajax de Cruyff. Para quem queria assistir uma partida extremamente equilibrada e disputada, o jogo entre Manchester United x Barcelona foi frustrante. Para quem desejava se deliciar com um belo espetáculo, foi extremamente recompensador. O Barcelona está se encaminhando para uma longa hegemonia. Não parece provável que, num curto prazo, possa ser superado em qualidade por outro time. Foi campeão de forma incontestável.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lesões musculares

Muitas são as razões que explicam o mau ano que o Grêmio vem tendo até aqui. Contratações equivocadas, carências em determinadas posições do time titular, insistência com jogadores deficientes, falta de peças de reposição no grupo, são algumas delas. Porém, é evidente que há algo de errado com a preparação física. O número de lesões musculares que vem ocorrendo no Grêmio é, simplesmente, assombroso. Com isso, um grupo que já possui limitações evidentes fica ainda mais prejudicado. O preparador físico do clube, Flávio de Oliveira, já veio a público dizer que não tinha passado por nada parecido em toda a sua carreira. Oliveira saiu em sua própria defesa dizendo que tem um currículo extenso de participação com êxito em grandes competições, o que atestaria a  qualidade do seu trabalho. O fato, porém, é que os jogadores do Grêmio são acometidos de lesões musculares até em treinos, como ocorreu ainda ontem com Adílson. O argumento de que o calendário é muito rigoroso e que não foi feita uma pré-temporada adequada não convence, pois os outros clubes também passaram pela mesma situação sem apresentarem tantas lesões. O fato de que a pré-temporada do Grêmio foi ainda mais curta do que a dos demais clubes, tendo em vista que disputou a pré-Libertadores já no mês de janeiro, também não serve como explicação, pois o Corinthians passou pela mesma situação e  não teve grande ocorrência de lesões musculares. O Grêmio optou por dispensar os serviços de Paulo Paixão e seu filho Ânderson Paixão, para contratar Flávio de Oliveira. Dada a competência indiscutível de Paulo Paixão, as razões devem ter sido mais de natureza econômica do que por qualquer outro motivo. Se for assim, mais uma vez se terá comprovado que o barato sai caro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O veto ao kit anti-homofobia

Por envolver preconceitos, conceitos, princípios, dogmas religiosos e opiniões as mais diversas, o chamado "kit anti-homofobia", material elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, no ensino médio, foi cercado, desde o anúncio de sua existência, por intensa polêmica. O grande barulho em torno do assunto começou a partir de declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido por suas posições homofóbicas. Depois de muito se discutir o tema em todo o país, a presidente Dilma Roussef (PT) decidiu vetar o kit, atendendo a apelos de parlamentares evangélicos. O curioso é que tal decisão se dá simultaneamente à eclosão do escândalo envolvendo o súbito enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho. Como se sabe, o governo federal pretende, a todo custo, impedir que seja instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para tratar do assunto. Com isso, o veto do kit veio bem a calhar, pois em agradecimento ao afago presidencial, os parlamentares evangélicos negariam suas assinaturas para a instalação da CPI. A medida tomada pela presidente, é claro, vem ao encontro de obscurantistas de todos os matizes, permanentemente prontos para tentar impor suas crenças e visão de mundo para a toda a sociedade. Não foram poucos os artigos escritos em jornais e as declarações prestadas à imprensa por parte de tais figuras, defendendo os princípios éticos e cristãos da sociedade brasileira que, no seu entender, estariam ameaçados pelo kit. O episódio diz muito da maneira como a sociedade brasileira encara certas situações. Toda vez que um assunto envolve sexo ou aspectos comportamentais da vida dos indivíduos, logo surgem os arautos da moral e dos "bons costumes" para cobrar ações censórias por parte dos governos. Certos grupos religiosos aferram-se à idéia de que possuem o direito de estabelecer o que é certo e o que é errado, de impor seus conceitos e práticas de vida, escorados em revelações pretensamente "divinas". Num país marcado pela longa convivência com ditaduras e com uma população constituída, em sua maioria, de pessoas de baixo nível cultural e instrucional, não espanta que tais posturas ganhem adeptos. Porém, os obscurantistas e obtusos alcançaram uma vitória enganosa. A história não anda para trás, com ou sem kit. Há quarenta ou cinquenta anos, por exemplo, uma mulher solteira que engravidasse era colocada para fora de casa pelo próprio pai, com o intuito de lavar a honra, pretensamente ultrajada, da família. Atualmente, meninas ainda na adolescência dormem com seus namorados em casa, com o consentimento dos próprios pais. Se alguém perdeu no atual episódio, não foram os homossexuais, que continuarão ampliando seus espaços de cidadania. O Brasil é que desperdiçou uma chance de se mostrar um país livre da influência dos defensores do atraso e do medievalismo de corte religioso. No entanto, no futuro, os avanços das chamadas minorias, estarão plenamente consolidados. Já Dilma Roussef, Jair Bolsonaro e todos os que incentivaram e apoiaram o veto ao kit estarão condenados ao limbo da história, que é o lugar adequado para os que se vergam diante de interesses menores e mesquinhos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Decisão de bom nível

Os jogos da noite de quarta-feira definiram os finalistas da Copa do Brasil. A decisão da competição será entre Vasco e Coritiba, o que já determina que haverá um campeão inédito, pois nenhum dos dois clubes alcançou esse título. Dentre as combinações possíveis para estabelecer os finalistas, prevaleceu a melhor. O Vasco é um dos 12 grandes clubes do país, já ganhou quatro vezes o Campeonato Brasileiro e possui um título da Taça Libertadores da América. O Coritiba é um clube médio, mas que já conquistou um título do Brasileirão. Os outros semifinalistas, Avaí e Ceará, são clubes de uma estatura bem inferior. Por isso, a decisão da Copa do Brasil será de alto nível. De um lado, o Vasco, tentando voltar aos seus momentos de grandeza, depois de anos de más campanhas e, até, de um rebaixamento para a Segunda Divisão. De outro, o Coritiba, sensação de 2011 no futebol brasileiro, depois de ficar 29 jogos invicto, com 24 vitórias consecutivas, e de ter goleado o Palmeiras, impiedosamente, por 6 x 0. São times que tem seu forte no conjunto, mais do que nas individualidades. Ainda assim, há jogadores a conferir, como Diego Souza, do Vasco, que parece estar voltando aos seus melhores dias, e Marcos Aurélio, do Coritiba, um baixinho de boa técnica e goleador. Camiseta costuma pesar nessa hora e, dessa forma, o Vasco tem um leve favoritismo para a decisão. Porém, não se ganha nada de véspera e, em outras oportunidades, grandes clubes perderam a Copa do Brasil para adversários menores, como foi o caso de Grêmio, Flamengo e Fluminense, derrotados, respectivamente, por Criciúma, Santo André e Paulista de Jundiaí. Independentemente do vencedor, será, certamente uma grande decisão que, é bom lembrar, já classificará o primeiro clube brasileiro para a Libertadores de 2012.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os setenta anos de um mito da música

Na data de hoje, 24/5, um mito da música, Bob Dylan, completa 70 anos. Dono de um estilo único, suas composições se caracterizam pelas letras longas e discursivas. Alguns dos maiores sucessos dos lendários anos 60 foram compostos por Dylan. Músicas como "Blowin in the Wind", "Like a Rolling Stone", "Mr.Tambourine Man". Trata-se de um artista singular. Alcançou o estrelato sem ser bonito e sem ter uma bela voz. Não adotou o comportamento marqueteiro de grande parte dos nomes famosos do mundo do espetáculo. Seu sucesso se deveu, essencialmente, a qualidade superior de seu trabalho como compositor. Não é do tipo que alcance a unanimidade. Sua música pode soar um tanto difícil para ouvidos mais acostumados aos ritmos balançantes do que às letras reflexivas. Porém, sem dúvida, foi o grande representante americano numa década marcada por fenômenos ingleses como os Beatles e os Rolling Stones. Nas décadas seguintes, não teve o mesmo êxito comercial dos anos 60, mas, ainda assim, emplacou sucessos como "Hurricane" e "Jokerman". O uso da harmônica, ou gaita de boca, como é popularmente conhecida, é outra de suas marcas registradas. Entre seus pares, sempre foi das figuras mais respeitadas e reverenciadas. Nos anos 90, inclusive, juntou-se a outros grandes nomes da música como George Harrison, Roy Orbison, Jeff Lyne e Tom Petty no grupo "Travelling Wilburys". Lançaram dois álbuns, o segundo deles já sem Orbison, que havia falecido. Com George, por sinal, compôs em parceria "I'd Have you Anytime", belíssima balada que abre o extraordinário álbum triplo do ex-beatle, "All Things Must Pass". Enfim, resta dar os parabéns ao mais novo setentão do meio musical e agradecer-lhe tudo o que já proporcionou para tantas gerações. Happy Birthday, Mr. Dylan!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Noção falsa de cidadania

Num país sufocado por tantos períodos de ditadura ou de simulacros de democracia, como foi o caso do Brasil ao longo de sua história, é natural que se busquem alargar os espaços de afirmação da cidadania. A liberdade de expressão e de manifestação é um dos pilares de um estado democrático de direito. Assim sendo, toda e qualquer declaração ou manifestação, em princípio, é legítima, não devendo ser censurada nem reprimida. Porém, é preciso que se verifique se possuem algum conteúdo ou propósito ou, simplesmente, são visões distorcidas sobre a vida em sociedade. Dois episódios recentes no país, ensejam essa reflexão. Primeiro o lançamento, já bastante comentado nos meios de comunicação, do livro "Por uma Vida Melhor", de vários autores, que defende a idéia de que não existe certo ou errado na língua portuguesa, mas que a norma culta é só mais uma entre as várias maneiras de alguém se expressar. Dessa forma, erros de concordância consagrados pelo uso, por exemplo, passariam a ser admissíveis. Os que com isso não concordam estariam incorrendo em "preconceito linguístico" na visão dos autores do livro que, incrivelmente, foi adotado nas aulas de português de 500 mil estudantes do ensino fundamental sob a chancela do Ministério da Educação! Outro episódio que vem chamando a atenção são as marchas pela liberação da maconha, que estão sendo realizadas em várias capitais do país. Os manifestantes se reúnem em locais públicos apresentando sua intenção de que o consumo da maconha seja liberado de quaisquer sanções. Os argumentos vão desde a teórica baixa toxicidade da maconha até o seu propalado uso para o tratamento de algumas doenças. Numa sociedade livre e democrática, todos tem o direito de se expressar e de reivindicar seja lá o que for. As marchas pela maconha, portanto, podem e devem ser realizadas sem nenhum constrangimento aos seus participantes. Um ou mais autores de um livro podem defender a idéia de que se tenha uma postura menos rígida em relação à expressão oral e escrita. Porém, o que fica evidente, nos dois casos, é o seu conteúdo equivocado, que não pode ser admitido pela sociedade. Não há nenhum benefício prático, para quem quer que seja, em se descriminalizar o consumo de maconha. As teses em contrário são construídas a partir de uma visão pueril e falsamente libertária do que seja a cidadania. Na mesma linha, contestar a norma culta do idioma  não é combater uma educação elitista ou a ocorrência de "preconceitos linguísticos", mas, sim, fazer a apologia da ignorância que, longe de libertar os menos favorecidos da rigidez das normas da gramática, os condenará a um permanente distanciamento do saber. Por essas e por outras, o Brasil até hoje, em que pese seu potencial imenso, não se afirmou como país. Por aqui, em vez de um país desenvolvido, continuamos optando por sermos folclóricos, como nas marchas da maconha, ou, simplesmente, patéticos, como no caso do livro que ensina errado e é distribuído pelo Ministério da Educação.

Primeira rodada

Depois de uma longa espera, em que a chatice dos campeonatos estaduais era quebrada, de vez em quando, por jogos da Libertadores e da Copa do Brasil, finalmente começou o Campeonato Brasileiro, a melhor competição do calendário do futebol nacional e a única disputada pelo sistema mais justo de aferição de um campeão, o de pontos corridos. Já na primeira rodada, algumas surpresas. Várias derrotas de clubes mandantes, como foi o caso de Grêmio, Fluminense, Coritiba e Ceará. Um empate com gosto de derrota para o Inter, que não saiu do 1 x 1 com um time inteiramente reserva do Santos e, assim, continua com o tabu de jamais ter vencido na Vila Belmiro. Outra surpresa negativa foi o Cruzeiro. Considerado um dos favoritos para a conquista do título, foi derrotado pelo Figueirense, em Florianópolis. A derrota mais vexatória foi a do Atlético-PR, goleado pelo Atlético-MG, em Sete Lagoas (MG), por 3 x 0. Os resultados apenas comprovam o que já se sabia, isto é, de que há um grande nivelamento entre os participantes do campeonato. Tal fato, independentemente das limitações técnicas dos times, é garantia de uma competição parelha e emocionante até o seu final.

domingo, 22 de maio de 2011

Perspectiva amarga

Com a derrota por 2 x 1 de virada para o Corinthians no domingo à tarde, no Olímpico, o Grêmio começa a apresentar para a sua torcida um filme de terror. A perspectiva, num futuro imediato, não é promissora, muito antes pelo contrário. Há apenas duas semanas, com uma vitória por 3 x 2 no primeiro Gre-Nal da decisão do Campeonato Gaúcho, tudo parecia risonho para o Grêmio. O título de campeão gaúcho parecia certo. Porém, o título não veio, o clube começou o Campeonato Brasileiro perdendo em casa, fato que ocorreu pela primeira vez na história da competição, e Rodolfo sofreu uma fratura, tornando ainda mais carente um grupo que já não dispunha de muitas opções. Os reforços virão aos poucos, o que significa que será com o time atual que o Grêmio terá de buscar melhores resultados. O jogo de hoje escancarou as já conhecidas deficiências do time. Neuton, novamente, não jogou bem quando foi para a zaga, Adílson foi horroroso como sempre, Júnior Viçosa voltou à sua condição normal de atacante de limitados recursos. Até o badalado Fábio Rochemback esteve muito mal. O Grêmio parece caminhar para uma onda de desalento, e o fantasma do rebaixamento já começa a povoar o pensamento de alguns. Mais do que nunca, a tão propalada imortalidade se fará necessária para que o Grêmio possa viver melhores dias.