domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gangorra

Uma imagem que se consolidou, ao longo do tempo, no futebol gaúcho, é a da gangorra. Devido a rivalidade entre Grêmio e Inter, costuma-se dizer que quando um está bem, o outro está mal, ou seja, um está na parte de cima da gangorra, o outro na de baixo. O ano está apenas começando, mas os indícios de que o Grêmio esteja se encaminhando para o alto da gangorra começam a surgir. Durante a semana, enquanto o Grêmio obteve duas vitórias em casa, ambas por goleada, o Inter trouxe um empate amargo do Equador e viu seu time B ser eliminado do primeiro turno do Campeonato Gaúcho em pleno Beira-Rio. A reação da diretoria do Inter ao mau resultado no Gauchão demonstra que o clube passa por momentos de séria instabilidade. O vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, homem de temperamento sanguíneo, resolveu desativar, ao menos por enquanto, o time B, e determinou que o grupo principal, treinado por Celso Roth, é que irá, a partir de agora, representar o clube no Gauchão. Trata-se de uma mudança total no que havia sido estabelecido anteriormente. O próprio Siegmann dizia, enfaticamente, que o time B é que disputaria os jogos do Campeonato Gaúcho. Os tropeços em campo, no entanto, forçaram a correção de rumos, comprovando, mais uma vez que, no futebol, tudo é determinado pelos resultados. Por outro lado, o Grêmio tem navegado em águas mansas. A derrota para o Novo Hamburgo no domingo retrasado, afora a perda da invencibilidade no Gauchão, não trouxe nenhum tipo de prejuízo, pois o jogo pouco valia. Já as duas últimas vitórias serviram para tornar o Grêmio líder de seu grupo na Libertadores e classificado para as semifinais do primeiro turno do Campeonato Gaúcho. Enquanto a estrela de Renato parece brilhar cada vez mais, Celso Roth enfrenta um volume cada vez maior de contestações ao seu trabalho. Tranquilidade de um lado, turbulência de outro. Uma velha rotina na história da dupla Gre-Nal.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Balanço inicial

Completada a participação dos clubes brasileiros na primeira rodada da Taça Libertadores da América, cabe fazer um balanço dos resultados. O melhor desempenho, sem dúvida, foi o do Cruzeiro. Golear um adversário do porte do Estudiantes de La Plata por 5 x 0 no jogo de estréia na competição é algo inesperado e que eleva o moral do grupo. O segundo melhor resultado foi o do Grêmio, que goleou o Oriente Petrolero por 3 x 0. O Grêmio jogou mal no primeiro tempo e foi beneficiado pela marcação de um pênalti inexistente mas, no segundo tempo, se impôs. O adversário era fraco, mas o Grêmio, ainda assim, fez a lição de casa. Estrear goleando, seja contra quem for, é sempre muito bom. Santos e Inter tiveram resultados apenas razoáveis. Se é verdade que jogaram fora de casa, o que em tese torna o empate satisfatório, a fragilidade técnica dos adversários mostrou que era possível obter a vitória. Dessa forma, o 0 x 0 do Santos com o Deportivo Táchira e o 1 x 1 do Inter com o Emelec foram resultados frustrantes. Porém, o clube brasileiro que obteve o pior resultado foi o Fluminense. Empatar com o Argentinos Juniors em casa, por 2 x 2, estando sempre atrás no marcador e levando dois gols de cabeça de um jogador de 1,62 m de altura, mostra que a trajetória do atual campeão brasileiro na Libertadores não deverá ser das mais fáceis.  O Fluminense, dos três brasileiros que estrearam em casa, os outros foram o Cruzeiro e o Grêmio, foi o único que não ganhou.Tudo, no entanto, está apenas começando e ainda é muito cedo para se fazer qualquer prognóstico.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Salário mínimo

O novo valor do salário mínimo, aprovado pela Cãmara dos Deputados, é, como o governo federal havia proposto, de 545 reais. Representantes da oposição tentaram estabelecer valores maiores, mas suas emendas foram rejeitadas. O argumento, por parte do governo, para não permitir uma maior elevação do salário mínimo é sempre o mesmo, ou seja, o impacto que cada real pago a mais gera nas contas públicas. Pode-se, portanto, ver um grande volume de dinheiro escorrer pelo ralo da corrupção e gastar cerca de 100 mil reais por mês com cada um dos mais de quinhentos deputados federais, que nada disso é considerado como impacto nas contas públicas. Já o salário mínimo é sempre visto como o vilão da história por parte dos governos e dos empresários. Na realidade, o salário mínimo, no Brasil, não cumpre com o estabelecido quando da sua criação, isto é, que consiga suprir as necessidades de uma família quanto a moradia, alimentação, estudo e lazer. Está muito longe disso. Seu valor é muito baixo e, no entanto, milhões de brasileiros recebem-no como pagamento por seus serviços. O salário mínimo é apenas mais um exemplo da enorme desigualdade que impera no país. Governantes e parlamentares que usufruem de bons salários e incontáveis mordomias determinam o que será  ganho por uma multidão de brasileiros que, diante de um valor tão insuficiente, submetem-se a uma vida de privações. Há de chegar o dia em que tal forma de remuneração proporcione, a quem a recebe, uma vida, também, com um mínimo de dignidade.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Novos uniformes

A necessidade de gerar receita com a venda de camisetas faz com que os clubes lancem, a cada ano, uma nova coleção de uniformes. A camisa número 1 recebe pequenas mudanças, para não ferir a tradição, mas o segundo e terceiro uniformes são alterados radicalmente a cada novo lançamento, de modo a estimular o torcedor a adquiri-los para se manter atualizado. Os resultados, muitas vezes, não são os melhores. Em outros casos, consegue-se criar um modelo muito bonito, mas que, mesmo assim, é abandonado no ano seguinte, pela necessidade de sempre se lançar algo novo. Grêmio e Cruzeiro, por exemplo, acabam de lançar seus novos uniformes. No Grêmio a camisa principal, tricolor, ficou bem mais bonita que a que vinha sendo utilizada, pois suas listras são mais estreitas e o tom do azul é o celeste, como manda a tradição do clube. Porém, o segundo e terceiro uniformes são de um gosto, no mínimo, duvidoso. A tradicional camisa toda em azul celeste foi resgatada, mas, agora, conta com uma espécie de cruz numa das partes laterais que é, esteticamente, bastante discutível. A camisa branca ganhou duas imensas listras verticais em cada um dos lados, uma azul e outra preta, que, também, está longe de ser um acerto em termos de bom gosto. No Cruzeiro, o problema é a camisa principal. Além de trazer de volta o distintivo que tem o círculo com o nome do clube, não mais deixando as cinco estrelas soltas na camisa que geram um efeito muito mais bonito, acrescentou-se uma faixa branca na parte superior, descaracterizando a tradicional monocromia do azul. Parece que o tal uniforme se baseia no primeiro utilizado pelo clube ao mudar seu nome de Palestra Itália para Cruzeiro, em 1942. O fato é que a nova camisa é bem menos bonita do que a anterior. Nada se pode ter contra o fato de os clubes buscarem na venda de camisetas uma importante fonte de receita. Cabe pedir, no entanto, que compatibilizem essa necessidade com o senso estético.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A despedida de Ronaldo

Conforme já havia sido anunciado ontem, Ronaldo, chamado de "fenômeno", o maior goleador da história das Copas do Mundo, confirmou, hoje, que parou de jogar futebol. Ronaldo tinha afirmado, no ano passado, de que iria jogar até o final de 2011. Porém, a eliminação do Corinthians na "Pré-Libertadores", as cobranças da torcida, revoltada com o fato, e as constantes lesões, o fizeram antecipar a aposentadoria. Ronaldo revelou, também, que sofre de hipotireoidismo, o que, segundo ele, o impedia de perder peso, já que os remédios que combatem a doença não podem ser utilizados por atletas profissionais, e disse que muitos que o criticavam por seu sobrepeso certamente estariam arrependidos ao tomarem conhecimento dessa informação. Ronaldo, agora, já não brilhará nos gramados, mas quem teve o privilégio de assistí-lo não o esquecerá. Desde que saiu do modesto São Cristovão, do Rio de Janeiro, clube no qual surgiu, Ronaldo só jogou em grandes clubes, do Brasil e do exterior. Foi escolhido por três vezes como o melhor jogador do mundo. Além disso, foi convocado para quatro edições da Copa do Mundo, competição que, como já foi referido, tem nele o seu maior goleador. Trata-se de um currículo que fala por si mesmo. Não há nenhuma controvérsia ou pretenso deslize na vida pessoal que possa deslustrá-lo. Para os amantes do futebol só resta uma coisa a dizer para Ronaldo: "Muito Obrigado"! Por fim, também cabe a todos nós, desejar que, mesmo fora dos campos, ele tenha muito sucesso e sorte, pois é o que Ronaldo merece, por tudo que realizou.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Goleada e banho de bola

O desempenho da Seleção Brasileira Sub-20 no jogo contra o Uruguai, que lhe deu o título do Campeonato Sul-Americano Sub-20 e a classificação para as Olimpíadas de 2012, em Londres, excedeu qualquer expectativa. Contra um adversário de grande tradição e que liderava o hexagonal decisivo da competição, a equipe brasileira foi impiedosa e se impôs com uma goleada de 6 x 0. O primeiro gol, é verdade, só aconteceu aos 40 minutos do primeiro tempo e, até então, o Uruguai continha bem o ímpeto brasileiro, procurando garantir ao menos o empate, o que já lhe daria o título. Porém, como expressa o dito popular, "porteira onde passa um boi, passa uma boiada" e, um minuto e meio depois do primeiro gol, o Brasil já fazia o segundo. Por sinal, dois golaços, ambos marcados por Lucas. Aliás, os destaques individuais da equipe brasileira é outro item a ser ressaltado. Além de Neymar, que foi o goleador do Campeonato Sul-Americano Sub-20, com 9 gols, e do próprio Lucas, de atuações exuberantes durante a disputa, outros jogadores surgiram como grandes afirmações. São os casos de Fernando, volante do Grêmio, e Casemiro, volante que, a exemplo de Lucas, joga no São Paulo. Fernando provou, mais uma vez, que é possível jogar como primeiro volante, como fez contra o Uruguai, tendo boa saída de bola e sem distribuir pancadas, isto é, sem ser, como muitos acham necessário naquela posição, um "brucutu". Resta saber qual o aproveitamento que os técnicos de seus clubes darão a tais talentos emergentes. Neymar é, há muito tempo, titular absoluto do Santos e até já esteve na Seleção Brasileira principal. Lucas e Casemiro já vinham sendo aproveitados no São Paulo e, por certo, se tornarão, daqui para a frente, titulares indiscutíveis. Porém, e quanto a Fernando? Com o futebol que demonstrou ele não é inferior a qualquer outro volante que o Grêmio possua em seu grupo. Fernando terá o aproveitamento adequado ou será colocado de lado enquanto jogadores técnicamente sofríveis são escalados, tal e qual aconteceu com Douglas Costa? Isso só o tempo dirá. Numa outra perspectiva, cabe saudar a classificação obtida para as Olimpíadas, até porque existe a tendência de que, em 2012, o futebol faça parte do programa olímpico pela última vez. Assim, poderá ser, também, a última chance do futebol brasileiro obter a única glória que ainda lhe falta, a medalha de ouro olímpica.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O renascimento de uma grandeza

Rio Grande, minha terra natal, sempre teve muito do que se orgulhar. Com 274 anos de fundação, a serem completados no dia 19 de fevereiro, é o mais antigo município do Estado, que herdou seu nome. Fica também em Rio Grande a mais antiga igreja do Estado, a catedral de São Pedro. O clube de futebol mais antigo do Brasil é o Sport Club Rio Grande, fundado em 1900, fato reconhecido pela CBF que instituiu a data de aniversário do clube, 19 de julho, como Dia Nacional do Futebol. A rodovia Rio Grande-Cassino, que está sendo duplicada, foi a primeira do Rio Grande do Sul a receber pavimentação. Muitos vultos históricos nasceram em Rio Grande, como o Almirante Tamandaré, Rafael Pinto Bandeira, Marcílio Dias, General Neto. O municípío possui a maior praia do mundo em extensão, a do Cassino, com mais de 200 quilômetros. Também é seu o único porto marítimo do Rio Grande do Sul. Como se vê, motivos para Rio Grande se orgulhar de si própria não faltam. Porém, nos últimos cinquenta anos, num processo que engolfou toda a zona do sul do Estado, Rio Grande passou por um período de empobrecimento, distanciando-se de seu antigo brilho. A sabedoria popular diz, no entanto, que "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe" e Rio Grande está voltando ao seu lugar de destaque. Devido aos investimentos no chamado Pólo Naval, Rio Grande está expandindo a oferta de empregos, atraindo pessoas de todas as partes do país, impulsionando seu comércio, ampliando sua rede hoteleira. A construção civil, é claro, se beneficia desse momento, com a construção de novas casas e prédios, gerando mais empregos. A previsão é de que, num espaço de dez anos, o município salte dos 200 mil habitantes atuais para 450 mil e que sua economia passe a ser a segunda do Estado, só abaixo da Capital. Tudo isso é mais do que merecido. Rio Grande, além dos pioneirismos e personalidades históricas, é marcante por sua cultura de forte influência portuguesa, principalmente na culinária e na arquitetura, e pela beleza de sua geografia, cercada que é pelas águas da Laguna dos Patos e do Oceano Atlântico. O que está acontecendo em Rio Grande não é algo novo, mas, sim, a retomada de uma grandeza que andava adormecida.

A volta da inflação

Entre as notícias desse início de ano, uma das mais surpreendentes e indesejadas é a que aponta para o aumento dos índices de inflação. Desde a implantação do Plano Real, em 1994, no governo Itamar Franco, o processo inflacionário, que durante décadas infernizou a vida dos brasileiros, parecia ter sido contido. Pois eis que 2011 começa com uma elevação preocupante dos indíces de inflação, o que já levou o governo federal a fazer cortes no orçamento e a tomar medidas como a suspensão da realização  de concursos, por exemplo. Trata-se de uma perigosa ameaça no horizonte do povo brasileiro. O país vinha, nos últimos anos obtendo êxitos econômicos como o aumento do poder aquisitivo da população, com a consequente expansão do consumo, e a ampliação das ofertas de emprego. A volta da inflação, num cenário assim, teria efeitos desastrosos, seria um retrocesso. A equipe econômica do governo tem de ser ágil e competente para cortar o mal pela raiz, não permitindo que a tendência inflacionária permaneça e se expanda. Os ganhos de quase 20 anos de estabilidade econômica, não podem, de uma hora para outra, ir por água abaixo, levando consigo os sonhos de uma vida melhor de milhões de brasileiros.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vai começar a verdadeira Libertadores

Começará hoje a noite a Taça Libertadores da América propriamente dita. Até aqui, tivemos apenas a chamada "Pré-Libertadores", que só chamou a atenção pela eliminação do Corinthians pelo Deportes Tolima, da Colômbia. Agora todos os clubes começarão a tomar parte na competição. O primeiro brasileiro a estrear será o atual campeão do país, o Fluminense, que jogará contra o Argentinos Juniors, campeão da Libertadores de 1985, no Engenhão, no Rio de Janeiro. O jogo não deverá ser fácil para o Fluminense, não só pela tradição do futebol argentino, como pela ausência de seu principal atacante, Fred. Por outro lado, urge que o regulamento da Libertadores seja modificado, pois não premia os clubes conforme o desempenho nos campeonatos dos seus países. O próprio Fluminense, campeão brasileiro, por exemplo, caiu num grupo difícil, que tem, além do Argentinos Juniors, o Nacional do Uruguai e o América do México. Já o Grêmio, vindo da "Pré-Libertadores", pegou, possivelmente, o grupo mais fácil da primeira fase, no qual estão Atlético Junior de Barranquila (COL), Oriente Petrolero (BOL) e León de Huánaco (PERU). Além disso, para estabelecer a vantagem do segundo jogo em casa nas partidas de mata-mata é levado em conta o maior número de pontos na primeira fase, desconsiderando o desnível técnico entre os grupos. Isso sem contar o item do regulamento que proíbe que dois clubes do mesmo país decidam a competição. A Libertadores é muito importante e, a partir de hoje, começará a empolgar os torcedores. Porém, é preciso mudar o regulamento para que seja privilegiada a qualidade técnica, o que é essencial em qualquer disputa esportiva séria. Os regulamentos devem permitir que os melhores sobressaiam, sem criar armadilhas que façam as competições se nivelarem por baixo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

As singularidades do futebol

O futebol é uma atividade que, decididamente, obedece a parâmetros muito próprios. Em que outro meio profissional há tantos ganhos astrônomicos, disparatados, com cifras elevadas encaradas com naturalidade, como se fossem alguns tostões? O mais curioso é que tais ganhos, muitas vezes, não são correspondentes ao nível de qualificação e preparo de quem os obtém, ao menos no Brasil. A maioria dos técnicos do futebol brasileiro não tem nenhuma formação acadêmica para exercer a função. A quase totalidade dos treinadores brasileiros é formada por ex-jogadores que param de atuar num dia e começam na nova função, praticamente, no outro. Por incrível que pareça, trata-se de um perfil valorizado, principalmente, pelos jogadores, que preferem técnicos que falem a chamada "língua dos boleiros", enquanto desdenham de quem tenha uma sólida formação acadêmica mas nunca tenha chutado uma bola. Um exemplo nessa direção acaba de ser dado por um dos maiores clubes brasileiros, o Corinthians. O clube anunciou como seu novo gerente de futebol o  ex-jogador William que, até o final do ano passado, ainda atuava pelo próprio Corinthians. William, é verdade, possui um nível instrucional e uma capacidade de expressão acima da média dos jogadores brasileiros, mas, ainda assim, que qualificação específica o ex-jogador possui para assumir tal cargo que, certamente, é muito bem remunerado? Num período tão breve de tempo como o que separou sua despedida dos gramados e sua estréia nos gabinetes, William, certamente, não fez nenhum curso preparatório para a nova atividade. Por certo, tal situação seria impensável no tão profissional futebol europeu, por exemplo. Uma das razões pelas quais nossos técnicos não conseguem, com raras exceções, abrir mercado na Europa é, justamente, a sua condição de "práticos licenciados", sem o devido conhecimento acadêmico. Um gerente de futebol na mesma condição deve ser então, provavelmente, um exotismo típico do Brasil. Nada contra William. Tomara que ele tenha êxito na nova função, mas nossos clubes precisam ser mais exigentes quanto a qualificação de quem ocupa cargos tão importantes num esporte que desperta tanto interesse.