terça-feira, 28 de janeiro de 2020
Apostas arriscadas
Mesmo com as reações negativas dos torcedores assim que seus nomes foram aventados, o Grêmio confirmou as contratações de Thiago Neves e Diego Souza. Por várias razões, os dois jogadores são apostas arriscadas. Ambos estão com 34 anos e não tiveram um desempenho recomendável em 2019. Thiago Neves, afora não ter jogado bem, ainda teve um comportamento ético reprovável no Cruzeiro, que acabou sendo rebaixado para a Segunda Divisão. Diego Souza também não teve boas atuações no Botafogo, e pareceu estar fora do peso ideal. Com essas contratações, o Grêmio segue cultivando a lenda de que o técnico Renato é capaz de recuperar jogadores que estão em baixa na carreira. Na prática, isso só ocorreu com Bruno Cortez. Rômulo e André foram exemplos de rotundos fracassos nessa tentativa. No caso de Diego Souza, ainda há dois outros inconvenientes, pois ele é meia e chega para ser centroavante, e retorna ao clube depois de treze anos, não sendo razoável se esperar uma repetição de desempenho de alto nível depois de um período tão grande de tempo. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, declarou que, com a vinda dos dois jogadores, o ciclo de contratações do clube nesse início de ano está encerrado, o que é uma péssima notícia, já que a maior carência de todas, a de um centroavante, não foi suprida.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Um mês trágico para o esporte
Poucas vezes foram registradas tantas perdas de figuras representativas de uma atividade em tão curto período de tempo. Janeiro de 2020 está se revelando um mês trágico para o esporte. Nos últimos dias, faleceram os cronistas esportivos Sérgio Noronha e Ibsen Pinheiro, os ex-jogadores de futebol Resenbrink, que disputou as Copas do Mundo de 1974 e 1978 pela Holanda, e Flamarion, ex-Guarani de Campinas e Cruzeiro, e o astro do basquete Kobe Bryant. Noronha e Ibsen sucumbiram à idade avançada, Resenbrink e Flamarion perderam a luta para doenças graves, e Bryant foi vítima de um acidente de helicóptero. Cada um a seu modo, marcaram presença no esporte. Noronha e Ibsen brilharam por décadas na imprensa, Resenbrink foi um atacante vice-campeão em duas Copas do Mundo, Flamarion, o menos famoso desse grupo, um volante competente, e Bryant, um às do basquete. Diferentes na repercussão de seus feitos e no nível de fama adquirido, todos prestaram uma grande contribuição ao esporte. Suas perdas tornam o cenário esportivo bem mais pobre. Vivendo já os seus últimos dias, janeiro deixará uma lembrança amarga nos que amam o esporte.
domingo, 26 de janeiro de 2020
Os 130 anos do balneário mais antigo do Brasil
O Brasil possui um vasto e belíssimo litoral, mas o hábito das pessoas se banharem no mar é relativamente recente na história do país. Essa prática começou timidamente, e no início se deu por recomendações médicas, já que o banho de mar tem efeitos benéficos sobre a saúde. Por isso, a existência de balneários no pais só foi ocorrer há pouco mais de um século. A data de hoje marca os 130 anos do balneário mais antigo do Brasil, o do Cassino, no município de Rio Grande (RS). A praia do Cassino é a maior do mundo, fato atestado pelo Guinness Book, com 250 quilômetros de extensão. A estrada Rio Grande-Cassino foi a primeira do Rio Grande do Sul a ser pavimentada, na década de 40 do século anterior. O balneário do Cassino guarda atrativos únicos numa praia de encantos igualmente singulares. Se não tem as paisagens magníficas de outros recantos do litoral brasileiro, sua grandiosidade já lhe confere uma notável sedução. O pioneirismo do Cassino chama a atenção. Para se ter uma ideia, as três praias mais famosas e tradicionais do Rio de Janeiro foram urbanizadas depois. Copacabana, em 1894, Ipanema em 1900, e Leblon, em 1910. O balneário do Cassino, surgido em 1890, é portanto, o pioneiro do país no que tange ao uso das praias para fins recreativos. Parabéns, Cassino!
D'Alessandro foi o nome do jogo
O Inter venceu o Pelotas por 3 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, e obteve a sua segunda vitória em dois jogos na competição. Até aí, nada demais, é um resultado lógico. O que chamou a atenção foi a atuação de um jogador, especificamente. Estou entre os que consideram que D'Alessandro, que irá completar 39 anos em abril, já é, potencialmente, um ex-jogador. Porém, contra fatos não há argumentos, e, hoje, D'Alessandro foi o nome do jogo. O meia argentino participou dos três gols. Foi dele o lançamento para Patrick abrir o placar. O segundo gol foi de sua própria autoria, cobrando falta. No terceiro, cobrou o escanteio para a cabeçada de Guerrero. Afora D'Alessandro, só o goleiro Marcelo Lomba chamaria a atenção, com uma defesa de notável reflexo. De resto, o jogo foi inteiramente do argentino que, ao que parece, ainda tem gás para prosseguir sua carreira por mais um tempo.
Vitória magra em jogo fácil
Um jogo extremamente fácil, diante de um adversário que se mostrou muito frágil e sequer conseguiu tirar proveito de jogar em casa. Assim foi a vitória do Grêmio por 1 x 0 sobre o Brasil de Pelotas, no Bento Freitas, pelo Campeonato Gaúcho. O Grêmio sobrou no jogo, criou várias chances para marcar, desperdiçou um pênalti, e fez o gol no final do primeiro tempo. No segundo, o panorama não mudou, mas as chances não aproveitadas quase redundaram num empate, já que o Brasil de Pelotas chegou a colocar uma bola na trave. O técnico Renato mostrou, durante o jogo, sua insatisfação com o comportamento do time em campo. Uma vitória magra num jogo fácil, que só não terminou em castigo pela total falta de qualidade do adversário. David Braz, autor do gol, e Maicon, foram os destaques positivos do Grêmio. Os negativos foram Patrick e Luciano, que até a cobrança do pênalti errou. O resultado, no entanto, serviu para reabilitar o Grêmio depois da derrota na estreia. Com o andar da carruagem, a classificação para a próxima fase deverá vir ao natural.
sábado, 25 de janeiro de 2020
Grandes perdas
O esporte e o jornalismo ficaram mais pobres no dia de ontem. Com as mortes de Sérgio Noronha e Ibsen Pinheiro, a crônica esportiva brasileira sofreu duas grandes perdas. Cada um no seu estilo, Noronha e Ibsen brilharam nos meios de comunicação comentando sobre futebol. Noronha chegou a trabalhar em duas Copas do Mundo pela Rede Globo, e foi, também, atuante no rádio e na imprensa escrita. Ibsen foi múltiplo em suas atividades. Como comentarista, trabalhou, basicamente, no rádio e na imprensa escrita, mas também foi dirigente do Inter, vereador, deputado estadual e deputado federal. Chegou a ser presidente da Câmara dos Deputados. Enquanto Sérgio Noronha tinha um estilo direto e incisivo em seus comentários, Ibsen era um notável frasista, tinha grande cultura, raciocínio rápido e uma fina ironia. Sérgio Noronha faleceu aos 87 anos, vítima do Mal de Alzheimer. Ibsen Pinheiro, aos 84 anos, devido a uma parada cardiorrespiratória. Para os que apreciam a crônica esportiva de qualidade, vão deixar saudade.
A arbitragem estragou o jogo
Um jogo de futebol não deve ter o seu resultado determinado ou influenciado por decisões do árbitro. Cabe aos jogadores, com suas ações, determinarem os rumos de uma partida. Não foi o que se viu, hoje, na decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, entre Grêmio e Inter, no Pacaembu. Depois de um primeiro tempo equilibrado, que terminou empatado em 0 x 0, o Grêmio tornou-se superior no segundo, o que se refletiu no gol contra que abriu o placar. Na comemoração Alisson, zagueiro do Grêmio subiu no alambrado e foi expulso, pois recebeu dois cartões amarelos. Na letra fria da lei, o árbitro teria agido certo, pois o ato em questão é punido com cartão amarelo. Porém, ao agir segundo a cartilha, a arbitragem estragou o jogo, causando prejuízos técnicos e psicológicos ao Grêmio. Pelo que se via no jogo, se a expulsão não tivesse ocorrido, a tendência era o Grêmio ampliar o placar, pois estava melhor na partida e um gol contra sempre abate a quem o sofre. Ao expulsar o jogador do Grêmio antes mesmo que a partida fosse reiniciada, o árbitro inverteu a tendência psicológica da partida, favorecendo o Inter. O Grêmio sofreu o empate, teve chances de vencer o jogo, mas a disputa foi para os tiros livres da marca do pênalti, que é uma forma de decisão lotérica, que não afere mérito. Nela, o Inter venceu por 3 x 1, mesmo tendo errado a primeira cobrança. O estrago, no entanto, já havia sido feito anteriormente. Ao não contemporizar a atitude de um menino que apenas manifestou sua euforia por um gol, o árbitro contribuiu decisivamente para que os rumos do jogo fossem alterados, desequilibrando o confronto, e maculando a grandiosidade da decisão.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
O imposto do pecado
O execrável ministro da Economia, Paulo Guedes, não se cansa de propor medidas para infernizar a vida das pessoas. Guedes, agora, sugeriu a criação do "imposto do pecado", aumentando a taxação sobre itens como cigarros, bebidas alcoólicas e açúcar. São substâncias nocivas à saúde e, em princípio, seria adequada uma taxação maior sobre elas. Só que na lógica neoliberal tudo se resume a uma questão financeira. Conforme Guedes, ao insistir em consumir esses produtos, mesmo com preço mais alto, a pessoa estaria pagando pelos gastos futuros que o governo terá de fazer com os problemas de saúde que elas virão a ter. Portanto, o que Guedes deseja não é melhorar a saúde da população, mas evitar que o governo tenha de dispender recursos nessa área, o que é uma de suas obrigações. Guedes, e os que pensam da mesma forma, só se preocupam em eliminar os déficits do governo. Uma medida como essa iria, mais uma vez, penalizar os mais pobres. O ministro abriga-se no falso moralismo tão ao gosto dos evangélicos para cobrar mais impostos de uma população já depauperada. Para Guedes, tudo é uma questão de números, pessoas são secundárias. Sob a capa de desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde, Guedes viu uma oportunidade de arrecadar mais, e ainda tem o desplante de dizer que é justo que quem consuma tais itens pague ao governo pelos problemas de saúde adquiridos em função disso. Essa dever ser mais uma das propostas de Guedes que não saem do papel, mas o ministro prosseguirá a buscar meios de atazanar a vida dos pobres e aumentar os ganhos dos ricos.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Apito amigo
Tudo muda no mundo, menos o Campeonato Gaúcho que todos os anos vê "erros" de arbitragem que vitimam o Grêmio e favorecem o Inter. O famoso apito amigo, dessa vez, já apareceu na primeira rodada. No jogo de ontem, contra o Caxias, na Arena, um pênalti claro em favor do Grêmio não foi marcado, o árbitro deu apenas falta no lance. Hoje, o Inter venceu o Juventude por 1 x 0, no Alfredo Jaconi, e o clube caxiense deixou de ter um pênalti claríssimo marcado a seu favor no segundo tempo, quando tentava empatar com um jogador a menos desde o primeiro. O árbitro no jogo do Grêmio foi Leandro Vuaden. Na partida do Inter foi Anderson Daronco. Duas figuras notórias por seus erros contra o Grêmio e pró-Inter. Não há nada mais previsível que as arbitragens do Gauchão. Ao contrário do Grêmio, o Inter escalou um time misto para a sua estreia. A análise sobre o rendimento do Inter, hoje, fica prejudicada, pois o fato de ter ficado com um jogador a mais desde o primeiro tempo e a não marcação de um pênalti em favor do Juventude desequilibraram o jogo.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Estreia desastrosa
Na sua estreia no Campeonato Gaúcho, o Grémio, hoje, na Arena, o Grêmio sofreu mais gols do que em toda a edição anterior da competição, quando foi campeão invicto. Perdeu por 2 x 0 para o Caxias e, portanto, já começa com derrota uma disputa na qual não sofreu nenhuma em 2019. Ainda que se leve em conta que os clubes do interior começam o Gauchão mais bem preparados fisicamente, pois Grêmio e Inter recém voltaram das férias, não há como desculpar a má atuação do atual campeão gaúcho. Foi uma estreia desastrosa. Vanderlei teve uma péssima exibição, sendo driblado no primeiro gol e aceitando uma cobrança de falta defensável no segundo. Victor Ferraz foi apenas discreto, Lucas Silva não esteve bem. Maicon foi comprometedor no lance que originou o primeiro gol. Luciano mostrou, mais uma vez, que o Grêmio precisa contratar um centroavante com extrema urgência. Não bastasse o que se viu com a bola rolando, mais duas más notícias surgiram para perturbar o sono dos torcedores. Thiago Neves e Giuliano estariam com suas contratações encaminhadas. São jogadores caros e ineficientes. Suas contratações, caso venham a se confirmar, serão um desatino. No caso de Thiago Neves, nem mesmo a assinatura de um contrato de produtividade, como foi aventada, justificaria sua contratação. Pelo visto, as contratações seguirão sendo o calcanhar de Aquiles do Grêmio em 2020.
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