domingo, 10 de abril de 2016
Facilidade confirmada
O jogo das quartas de final do Campeonato Gaúcho que se prenunciava como o mais fácil era Inter x São Paulo de Rio Grande. Essa facilidade foi confirmada. O Inter goleou o São Paulo por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio. Ao contrário do jogo anterior entre os dois clubes, na fase classificatória, no mesmo estádio, que terminou empatado em 1 x 1, dessa vez o Inter não teve obstáculos para construir o resultado que pretendia. O São Paulo, depois de um início excelente, em que chegou a vencer cinco jogos consecutivos, caiu de produção, e encerrou sua participação na competição com um longo jejum de vitórias. O São José será o adversário do Inter nas semifinais, e terá a vantagem de jogar a segunda partida no Passo da Areia. Pela moralidade da disputa, o São José não deve abrir mão desse direito, seja qual for a vantagem financeira que vier a lhe ser ofertada. O outro confronto das semifinais só será definido na terça-feira, quando o Grêmio, que foi o primeiro a se classificar, saberá quem será o seu adversário, que sairá do jogo Juventude x Ypiranga de Erechim, no Alfredo Jaconi.
sábado, 9 de abril de 2016
Outro semifinalista
Depois do Grêmio, que jogou antecipadamente na quarta-feira e goleou o Brasil de Pelotas por 4 x 1, na Arena, o Campeonato Gaúcho conheceu, hoje, outro semifinalista, o São José. Confirmando a excelência de sua campanha na competição, onde, até agora, sofreu, apenas, uma derrota, o São José derrotou o Novo Hamburgo por 1 x 0, no Passo da Areia, e aguarda a definição do seu adversário nas semifinais, que sairá do jogo Inter x São Paulo de Rio Grande, amanhã, no Beira-Rio. Por ter vencido no tempo normal, o São José garantiu o mando de campo para o segundo jogo das semifinais, seja qual for o seu adversário. O mais provável é que seja o Inter, franco favorito, amanhã, contra o São Paulo de Rio Grande. A "isenta" imprensa esportiva do Rio Grande do Sul, já vislumbrando esse confronto, começa a levantar a hipótese de que o segundo jogo não seja realizado no Passo da Areia, mas num outro estádio, sob a alegação de que poderia abrigar maior público e proporcionar mais renda. Para piorar a situação, a diretoria do São José não rejeita inteiramente essa possibilidade. Na verdade, o que a imprensa quer é tirar a partida de um estádio do tipo "alçapão", e que possui uma grama sintética que os jogadores detestam, e levá-lo para um local mais neutro, facilitando os interesses do Inter. O São José não deveria sequer cogitar de abrir mão do jogo em seu estádio. O clube tem uma chance concreta de fazer história conquistando o título de campeão gaúcho, uma hipótese que pareceria delirante antes de a competição começar, mas que se tornou plenamente viável. Não há vantagem financeira que compense a chance de se alcançar um título que, para um clube pequeno, representa uma façanha. Em nome do seu próprio interesse, e da moralidade da disputa, o São José tem a obrigação de exercer o seu direito de jogar no Passo da Areia.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Surpresa positiva
O Inter teve negado, hoje, o pedido de efeito suspensivo para a punição aplicada ao lateral direito William, em função da cotovelada que desferiu no atacante Bolanos, do Grêmio, no Gre-Nal do dia 6 de março, na Arena. William foi suspenso por seis jogos, e já cumpriu o primeiro no domingo, na goleada de 3 x 0 contra o Glória, fora de casa. Caso o pedido fosse acolhido, William poderia jogar o restante do Campeonato Gaúcho, e talvez até, quem sabe, marcar o gol de um hipotético título do Inter. Seria algo escandaloso, já que Bolanos, em razão da torpe agressão praticada por William, fraturou a mandíbula em dois lugares, e ficará um total de 15 jogos afastado. Na verdade, como já referi nesse espaço, a punição de William foi branda. Sua suspensão deveria ser muito maior, e por tempo, não por número de jogos. A decisão de hoje do presidente do TJD da Federação Gaúcha de Futebol, Fabiano Bertolucci, de negar o efeito suspensivo da punição de William, foi uma surpresa positiva num ambiente, o do futebol do Rio Grande do Sul, historicamente viciado por ações de bastidores favoráveis ao Inter.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
A saúde de Pelé
Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos. Afora sua inigualável técnica, sempre foi um atleta, na acepção da palavra, com excelente condição física. O tempo, no entanto, é implacável em sua ação. Em outubro, Pelé irá completar 76 anos. Portanto, é um homem idoso. Nos últimos anos, Pelé tem apresentado problemas de saúde. Hoje, reapareceu em público caminhando com dificuldade e se valendo do auxílio de uma bengala. Revelou que teve de refazer uma cirurgia no quadril, para reparar erros cometidos na primeira. A saúde de Pelé parece, a cada dia, mais frágil. O tempo não poupa ninguém, nem mesmo os mitos. Para quem assistiu, ao vivo ou em imagens gravadas, as jogadas excepcionais de Pelé, e pôde verificar, também, sua ótima capacidade física, ve-lo, agora, andar apoiado em uma bengala é uma imagem que abala. O homem que foi escolhido o Atleta do Século, ao fim dos anos 1900, não merece encerrar sua trajetória de vida abatido por enfermidades.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Goleada antes da viagem
Havia um certo temor entre os torcedores do Grêmio de que pudesse se repetir, hoje, o que acontecera da última vez que o clube entrou em campo pelo Campeonato Gaúcho horas antes de uma viagem para jogar pela Libertadores. Na ocasião, o Grêmio, em plena Arena, perdeu para o São José, por 2 x 0, poucas horas antes de embarcar para o México, onde estreou na Libertadores com derrota para o Toluca. Hoje, na mesma circunstância, o Grêmio tinha de jogar contra o Brasil de Pelotas, pelas quhartas de final do campeonato estadual, com o agravante de ser uma partida eliminatória. Até o árbitro, Leandro Vuaden, era o mesmo do jogo contra o São José. Porém, para alívio da torcida do Grêmio, a história não se repetiu. O Grêmio abriu o placar logo aos dois minutos do primeiro tempo, com um gol de Geromel. Depois, caiu de produção, permitindo que o Brasil de Pelotas crescesse no jogo, mas, mesmo assim, ampliou sua vantagem, com um gol de Bobô. Aos seis minutos do segundo tempo, o Brasil descontou, com um gol de Brock, mas o Grêmio não permitiu uma reação do adversário, e fez mais dois gols, estabelecendo uma goleada de 4 x 1. A goleada antes da viagem para o jogo contra a LDU, em Quito, classificou o Grêmio para as semifinais da competição, e, certamente, aumentou a autoconfiança do grupo de jogadores para a difícil partida contra a LDU. Sem priorizar nenhuma disputa, o Grêmio segue em duas competições paralelas, e com boas chances em ambas. Ainda que tenha mostrado um bom futebol em raras ocasiões, o Grêmio permanece vivo nas duas, e dá ao seu torcedor a perspectiva de conquistar ao menos um titulo em 2016, o que poria fim a um jejum torturante.
A manutenção de Dunga
A CBF decidiu, ontem, que Dunga continuará sendo o técnico da Seleção Brasileira, pelo menos até o final da Copa América Centenária, que acontecerá no meio do ano, nos Estados Unidos. Se não for bem nessa competição, Dunga poderá ser demitido. A manutenção de Dunga no cargo não faz nenhum sentido. A Seleção foi muito mal na Copa América, em 2015, e vem fracassando nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, estando apenas em sexto lugar na classificação. Dunga já deu mostras de que seu trabalho não está rendendo bons frutos. Não há porque lhe conceder uma nova chance para tentar se firmar. A decisão de ontem fará apenas que se perca tempo antes da inevitável demissão de Dunga. Postergar uma medida tão necessária poderá fazer com que a Seleção, pela primeira vez em sua história, não obtenha a classificação para uma Copa do Mundo. Seria lamentável, e o pior é que pode, mesmo, acontecer.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Solução absurda
A decisão das autoridades de Segurança Pública de São Paulo de que os clássicos entre os grandes clubes paulistas terão torcida única até o final do ano é mais um crime lesa-futebol. A crescente violência, dentro e fora dos estádios, não pode ser combatida com medidas tão toscas. Um dos aspectos mais fascinantes dos clássicos é, justamente, o espetáculo proporcionado pelas torcidas rivais. Houve um tempo em que estádios brasileiros recebiam, nos clássicos, públicos fantásticos, que chegavam, em alguns casos, a mais de 150 mil pessoas. Hoje, isso não é mais assim. Os estádios diminuíram de capacidade, o preço do ingresso se elevou muito e, em consequência, o encanto desse tipo de jogo diminuiu bastante. A medida anunciada hoje é simplista, e prejudica o futebol. Ela demonstra a falência da segurança pública. Afinal, cabe às autoridades responsáveis garantir segurança para todos os que frequentam estádios. Proibir a presença de torcedores do clube visitante num clássico é inaceitável. As autoridades de segurança tem de combater a violência no futebol, mas sem prejudicar os torcedores, que são a sua razão de ser, com uma solução absurda.
domingo, 3 de abril de 2016
Facilidade
O Glória precisava vencer o Inter para evitar o rebaixamento e, como jogava em casa, a partida se prenunciava como dura e muito disputada. Nada mais falso. No jogo de hoje, no Altos da Glória, pelo Campeonato Gaúcho, o Inter goleou por 3 x 0. O primeiro gol saiu logo aos cinco minutos de partida. O placar poderia até ter sido maior, pois o Inter desperdiçou um pênalti. O Inter se manteve em terceiro lugar na competição, e o Glória foi rebaixado. Assim, retornará para a Segunda Divisão, onde estava em 2015. A facilidade encontrada pelo Inter no jogo, evidencia a fragilidade do Glória, que precisará, novamente, trilhar o árduo caminho de quem tenta subir para a Primeira Divisão.
Os descuidos de sempre
O Grêmio vive um longo jejum de títulos. São quinze anos sem um título de expressão, e quase seis sem ganhar sequer o Campeonato Gaúcho. Porém, isso não acontece por acaso. O clube costuma negligenciar aspectos que acabam comprometendo as suas campanhas. Os descuidos de sempre se fizeram presentes, mais uma vez, hoje, no empate em 2 x 2 com o Juventude, na Arena. Vencer era muito importante para o Grêmio, pois o colocaria numa condição extremamente favorável nas fases eliminatórias, e, praticamente, garantiria que o segundo jogo da decisão da competição ocorresse na Arena. O técnico do Grêmio, Roger Machado, no entanto, resolveu poupar alguns titulares. Ainda assim, o Grêmio abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo. Talvez por achar que venceria com facilidade, o Grêmio foi diminuindo o seu ímpeto, e permitindo o crescimento do Juventude. Mesmo assim, poderia ter ampliado o placar antes de sofrer o primeiro gol, pois tinha desperdiçado boas oportunidades. Só Bobô, por exemplo, perdeu dois gols feitos. O fato é que o Juventude, que também não estava completo, virou o jogo, e só não venceu porque, no último lance da partida, Luan fez um golaço de falta. Ganhar dos clubes do interior, jogando em casa, é uma obrigação para um clube como o Grêmio. Os pontos que deixaram de ser obtidos, hoje, poderão fazer falta mais adiante.
sábado, 2 de abril de 2016
Estupidez em grau máximo
A atual radicalização política no Brasil está fazendo com que nos deparemos com fatos estarrecedores. Movidas pelo ódio político, muitas pessoas adotam atitudes que, em outros tempos, seriam impensáveis. O caso, ocorrido em Porto Alegre, em que uma pediatra recusa-se a continuar atendendo uma criança pelo fato de sua mãe ser petista é um exemplo disso. A atitude da pediatra é o que se pode chamar de estupidez em grau máximo. O mais chocante nesse caso, que vem sendo amplamente repercutido, nem é a postura da pediatra, mas que existam pessoas que defendam a sua decisão. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul defendeu o "direito" da profissional de agir assim por "razões de consciência", e o mesmo fez um colunista de jornal conhecido por suas posições reacionárias. Chegamos ao cúmulo do radicalismo, em que se tenta justificar uma atitude vil alegando que um médico não é obrigado a prestar serviços que "contrariem os ditames de sua consciência". Se esse tipo de posicionamento prosperar, em breve teremos médicos negando atendimento a um paciente por que ele torce para um clube rival do seu. Em vez de ser defendida pelo presidente do seu sindicato, e apoiada por um colunista de jornal, a pediatra deveria ser severamente punida, inclusive com a suspensão temporária do exercício profissional. Porém, no Brasil, as atitudes mais torpes são tratadas com indiferença por muitos, e apoiadas por outros tantos. Dessa forma, a vítima vira réu, e o algoz é inocentado.
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