sexta-feira, 7 de julho de 2017
Entre o ruim e o pior
O caos político brasileiro não dá sinais de arrefecimento. Pelo contrário. O desastroso governo do golpista e ilegítimo Michel Temer está por chegar ao fim a qualquer momento, mas, caso isso se confirme, deverá ser substituído por uma administração encabeçada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Como se vê, o Brasil está entre o ruim e o pior. Rodrigo Maia é um político da mesma baixa extração de Temer. Se vier a se tornar presidente, já sinalizou que manterá a equipe econômica de Temer, o que significa que o assalto aos direitos dos trabalhadores irá continuar. Na verdade, as forças que apoiaram o golpe não abrem mão de verem as reformas trabalhista e previdenciária aprovadas. Maia no poder representaria a continuidade na aposta das reformas, que teriam efeitos deletérios para os trabalhadores brasileiros. A queda de Temer é imperiosa, e já deveria ter ocorrido. Porém, ela teria que ser o princípio de uma reconstrução do país, e não o fim do estágio inicial de sua destruição. Rodrigo Maia como presidente significaria o agravamento do que já é pavoroso. Não basta trocar o presidente, é preciso pôr fim a estrutura de poder atual, oriunda de um golpe, e restituir a democracia no país. Para isso, é fundamental que as ruas se manifestem vigorosamente. O povo brasileiro não pode assistir passivamente á destruição do seu futuro.
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Os 60 anos de um encontro mágico
Na data de hoje, há exatos 60 anos, ocorreu um encontro que mudaria a história da música, e também da cultura ocidental. No dia 6 de julho de 1957, em Liverpool, John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira vez. Foi antes de um show do grupo "The Quarrymen", criado e liderado por John, que seria o embrião dos Beatles. Paul mostrou a John que sua guitarra estava desafinada. Solicitou que John lhe emprestasse a guitarra, fez a afinação do instrumento e interpretou duas músicas. John ficou impressionado de um canhoto ser capaz de verificar e corrigir a desafinação da guitarra de um músico destro, como era o seu caso, e com o virtuosismo que demonstrou nas interpretações que fez. Ele imaginou que Paul deveria ter um ego gigantesco, o que tornaria difícil uma aproximação. Após o show, um outro integrante do grupo disse para Paul que John era muito orgulhoso para fazer o convite diretamente, mas que queria tê-lo no Quarrymen. Esse foi o início de uma parceria lendária, que criou clássicos inesquecíveis e atemporais. Os Beatles são, sem favor algum, o maior grupo musical de todos os tempos. Com essa denominação e com sua formação definitiva, ficou apenas oito anos junto, mas, faltando três para completar meio século de sua separação, seu sucesso permanece inalterado. Todo e qualquer disco ou produto relacionado ao grupo que seja lançado torna-se, imediatamente, um sucesso de vendas. Não é para menos, em se tratando de um grupo que ainda tinha um guitarrista tão talentoso como George Harrison, autor, também ele, de lindas e célebres composições, e um baterista carismático, Ringo Starr. Os 60 anos de um encontro mágico, assim devemos nos referir ao primeiro contato entre John Lennon e Paul McCartney. Um encontro que proporciona, até hoje, o encantamento com sua obra magnífica.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Decepções
No futebol, muitas vezes, times se mostram muito fortes no papel, mas isso não se confirma dentro de campo. Esse é o caso, atualmente, de Palmeiras e Atlético Mineiro. Apontados como dois dos melhores times do futebol brasileiro, eles não conseguem confirmar isso nos seus jogos. Os dois clubes tiveram um péssimo início de Campeonato Brasileiro, e somente agora ensaiam uma recuperação na competição. Hoje, pela Libertadores, voltaram a fracassar. Ambos foram derrotados pelo mesmo placar de 1 x 0. O Atlético Mineiro perdeu para o Jorge Wilstermann (BOL), em Cochabamba, e o Palmeiras teve o mesmo desfecho diante do Barcelona (EQU), em Guayaquil. Pior que as derrotas foram as atuações dos dois times, muito fracas. Eles decidirão a classificação para a próxima fase jogando em casa, mas a tarefa será árdua, já que para seus adversários empates serão suficientes. O futebol é dinâmico, e muito há para acontecer até o final do ano, mas, até agora, Atlético Mineiro e Palmeiras são duas grandes decepções em 2017.
terça-feira, 4 de julho de 2017
Mais uma classificação encaminhada
A exemplo do que aconteceu na Copa do Brasil, o Grêmio está com mais uma classificação encaminhada. Com um gol relâmpago, aos 46 segundos do primeiro tempo, o Grêmio venceu o Godoy Cruz por 1 x 0, em Mendoza, na Argentina, pelas oitavas de final da Libertadores. Agora, bastará um empate no segundo jogo, na Arena, para que o Grêmio se classifique para as quartas de final da competição. Não foi um grande jogo. A chuva intensa deixou o gramado muito escorregadio. O Grêmio não jogou um grande futebol, mas soube garantir a vitória. Mais do que o resultado de hoje, a limitação técnica do Godoy Cruz é que dá a quase certeza de que o Grêmio se classificará para as quartas de final. Esse segundo jogo será só no início de agosto. Mais uma vez, diante de outro hiato para os próximos jogos pela Copa do Brasil e Libertadores, o Grêmio terá um bom período para se dedicar exclusivamente ao Campeonato Brasileiro e consolidar sua boa campanha na competição. Como se vê, o Grêmio vive um momento muito favorável, em que está com bom desempenho em todas as disputas de que está participando. As chances de conquistar títulos, portanto, é considerável.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
A queda de Rogério Ceni
No futebol, não há idolatria que blinde contra os maus resultados. A demissão do técnico do São Paulo, Rogério Ceni, comprova isso. A queda de Rogério Ceni era inevitável, pois em momento algum o seu trabalho mostrou eficiência. Em seis meses no cargo, Rogério acumulou eliminações, e o São Paulo iniciou o Campeonato Brasileiro sem nenhuma competição paralela. Em apenas 11 rodadas da única disputa que lhe restou no ano, o São Paulo entrou na zona de rebaixamento. Foi a gota d'água. Nem a condição de maior ídolo da história do clube salvou Ceni. Na verdade, ao contratar Ceni, o São Paulo buscou uma solução mágica, num clube que enfrenta problemas administrativos sérios nos últimos anos, que se refletem nos resultados de campo, que vem sendo frustrantes, com um jejum de títulos desde 2012. Rogério Ceni, por sua força junto ao torcedor, amor ao clube e preparação para tornar-se técnico, surgiu como uma aposta do São Paulo para viver tempos menos turbulentos. Não deu certo. Ceni continuará sendo um ídolo do São Paulo, mas como técnico foi mais um problema do que uma solução.
domingo, 2 de julho de 2017
A disparada do Corinthians
O que se prenunciava, aconteceu. O Campeonato Brasileiro, que vinha numa disputa equilibrada até uma semana atrás, teve a disparada do Corinthians na rodada que se encerrará amanhã. Mesmo com dificuldade, e desperdiçando um pênalti, que, por sinal, não existiu, o Corinthians confirmou o seu favoritismo, e venceu o Botafogo, no Itaquerão, por 1 x 0. Com o resultado, o Corinthians abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Grêmio, e com duas vitórias a mais. Ainda que a competição esteja longe do seu término, são números muito favoráveis, e que credenciam o Corinthians como o maior candidato ao título. O Grêmio, ao ser derrotado em dois jogos em que escalou times reservas, e perder para o próprio Corinthians em casa, começa a se afastar cada vez mais da busca pela liderança, e já sofre a aproximação na tabela de adversários que estavam muito distantes. Nada está decidido, é claro, mas o Corinthians já é o grande favorito para ganhar o Brasileirão, o que faria dele o primeiro clube a vencer a competição por sete vezes.
sábado, 1 de julho de 2017
Desastre
Não há como qualificar de outra forma o que ocorreu, hoje, no Beira-Rio. Foi um desastre. O Inter perdeu para o Boa Esporte, por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, e não houve qualquer injustiça no resultado. Pelo contrário, o Boa Esporte poderia ter vencido de forma mais ampla, pois, antes de marcar seu gol, já havia perdido uma chance claríssima. O Inter alegava que não tinha tempo para treinar e aprimorar o time. Como não teve jogos no meio de semana, aproveitou para fazer treinos intensivos. Com esse propósito, isolou-se num hotel em Viamão. Os torcedores e a imprensa não tiveram acesso aos treinos, que foram secretos. Havia, portanto, grande curiosidade sobre os efeitos do esforço concentrado em Viamão. Chegada a hora de se conhecer as consequências do trabalho da semana, o que se viu foi um descalabro. Um time desconjuntado, incapaz de articular, lento, facilitando a vida do adversário com o excesso de toques na bola sem conseguir penetrar na defesa. O Inter tem o melhor desempenho como visitante na competição. Em casa, no entanto, tem apenas 38% de aproveitamento, pois só ganhou do lanterna absoluto, o Náutico. Mais uma vez, o Inter saiu fora da zona de classificação para a Primeira Divisão. A tarefa de voltar para a elite do futebol brasileiro, que, esperava-se, seria tranquila, poderá alcançar tons dramáticos para o Inter.
As escolhas de Renato
O técnico do Grêmio, Renato, possui reconhecidos méritos nessa que é a terceira vez em que exerce o cargo. Foi ele que acrescentou competitividade ao jogo de toques estabelecido pelo técnico anterior, Roger Machado, no time do Grêmio. Também foi Renato quem devolveu ao Grêmio a conquista de um grande título, depois de 15 anos, levando o clube a ganhar a Copa do Brasil de 2016. Porém, as escolhas de Renato, por vezes, estão longe de ser as mais corretas. No jogo de hoje, em que o Grêmio perdeu para o Palmeiras por 1 x 0, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, isso ficou evidente, mais uma vez. Ao contrário do que a imprensa informou durante toda a semana, dando conta de que ele escalaria Bruno Grassi no gol e Bruno Rodrigo na zaga, Renato os preteriu por Léo e Bressan, respectivamente. A escolha de Renato, nos dois casos, é incompreensível. Léo, em todas as vezes que jogou, mostrou-se um goleiro tecnicamente fraco e emocionalmente inseguro. Bressan, sabidamente, é um jogador abaixo da crítica, de desempenho comprometedor. Hoje, não foi diferente. O gol contra que determinou a derrota do Grêmio, num carrinho de Machado, que recém entrara em campo, só ocorreu porque a bola raspou em Bressan, desviando-a do alcance de Léo. Exatamente como aconteceu na eliminação do Grêmio no Campeonato Gaúcho de 2016, quando o clube foi desclassificado pelo saldo qualificado mesmo vencendo o Juventude por 3 x 1, na Arena, devido a um gol contra involuntário de Bressan. Como se vê, Bressan, afora sua constrangedora insuficiência técnica, coloca-se muito mal e é azarado. A torcida do Grêmio, com razão, não suporta Bressan, mas Renato insiste com ele. Perguntado, após o jogo, de porque escalara Bressan em vez de Bruno Rodrigo, Renato alegou que ele está "mais jogado" que o ex-zagueiro do Cruzeiro, e que o jogador teve um bom desempenho no seu trabalho anterior como técnico do Grêmio, quando o clube foi vice-campeão brasileiro, em 2013. Faltou alguém lembrar para Renato que o campeão brasileiro de 2013 foi o Cruzeiro, e que Bruno Rodrigo era titular do time. Com equívocos como esse, o Grêmio não poderia ter melhor sorte contra o Palmeiras. O jogo não foi bom, e talvez o empate em 0 x 0, que persistiu quase até o final, fosse o resultado mais justo, mas o futebol não aceita desaforo. Enquanto o Palmeiras escalou um time misto reforçado por titulares importantes, o Grêmio entrou em campo apenas com reservas. Nas substituições que fez durante a partida, o Palmeiras colocou jogadores como William, Roger Guedes e Raphael Viana. O Grêmio, de sua parte, colocou em campo Nicolas Careca, Machado e Lima. Com mais essa derrota ocasionada pela escalação de um time reserva, como já havia acontecido contra o Sport, na Ilha do Retiro, o Grêmio permitiu a aproximação do Palmeiras, e corre o risco de ficar sete pontos atrás do Corinthians, se o clube paulista vencer o Botafogo. O Grêmio possui plenas condições de ganhar a competição, mas parece não desejar que isso aconteça.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Escárnio
A devolução do mandato de senador para Aécio Neves, determinada pelo ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal, é um escárnio. O Brasil transformou-se num pesadelo permanente, em que o dia seguinte é sempre pior que o anterior. Até onde irá a degradação do país? Lamentavelmente, é impossível saber, pois o poço em que o Brasil mergulhou parece não ter fundo. Cada vez mais, evidencia-se que o golpe que derrubou uma presidente legitimamente eleita foi um grande conluio entre políticos e membros da magistratura. O Brasil vive um presente tenebroso, e as projeções para o seu futuro são as piores possíveis. O ódio de classes e o antipetismo colocaram o país nessa situação deprimente, mas os que foram para as ruas apoiar o impeachment e bateram panelas, insistem em permanecer de braços cruzados diante do caos.
Preferem sofrer todas as consequências do seu desatino, do que reconhecer seu erro e voltar atrás.
Preferem sofrer todas as consequências do seu desatino, do que reconhecer seu erro e voltar atrás.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Uma atuação de luxo
O temor de alguns de que o Grêmio fosse se mostrar afetado pela derrota de domingo para o Corinthians não se confirmou. O Grêmio goleou o Atlético Paranaense por 4 x 0, hoje, na Arena, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Mais do que o placar, que poderia ter sido maior, o que deve ser exaltado é que o Grêmio teve uma atuação de luxo. Pedro Rocha e Lucas Barrios foram os grandes destaques individuais do Grêmio, mas o time, como um todo, jogou muito bem. A exibição de hoje lembrou a de nove dias atrás contra o Cruzeiro, no Mineirão, num jogo que muitos consideraram o melhor do ano no país, até aqui. O futebol jogado pelo Grêmio apresentou desenvoltura e fluidez, envolvendo o adversário. No segundo tempo, quando já estava goleando por 3 x 0, o Grêmio pôs o Atlético Paranaense na roda. O resultado, ainda que dilatado, portanto, não traduz a enorme superioridade do Grêmio em campo. Com a ampla vantagem obtida no primeiro jogo, o Grêmio está virtualmente classificado para as semifinais da competição. Agora, na terça-feira, será a vez de o Grêmio jogar pela Libertadores, contra o Godoy Cruz, em Mendoza. Mudam as competições, mas o futebol do Grêmio segue sendo envolvente e, por vezes, encantador.
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